sexta-feira, 20 de março de 2015

Capítulo 56.




(...)


- A gente entrou na pet shop e eu tirei ele da coleira, aí alguém abriu a porta e ele correu pra rua, tinha um carro passando bem na hora e buzinou, ele correu assustado e eu não consegui alcançá-lo. Eu não sabia que um cachorro daquele tamanho poderia correr tanto!
- Meu Deus... Cadê a Ine?
- Tão esperando ela terminar o show pra poder contar.
- Tá bom, dona Priscila, eu só vou chegar amanhã à noite. Cuidem dela, por favor?
- Claro Luan. - nos despedimos e desligamos. O Rafa sumiu.
- Luan? - bateram na porta.
- Entra.
- Tá pronto?
- Bora. - peguei meu celular e fechei a porta do quarto. Ia ter um pocket numa rádio agora, mais tarde um show e só aí, eu poderei ir pra casa.
- Cê tá estranho...
- Meu filho fugiu.
- Hein? - perguntou confuso.
- O cachorrinho da Ine, né Testudo!
- Ah, é mesmo. - riu - E ela já sabe?
- Não, ela vai ficar louca. Queria largar tudo e ir procurar por ele. - suspirei.
- Mas você não pode.
- Eu sei tá. - cruzei os braços.
- Coloca um sorriso nesse rosto de bolachão aí. - ele disse e saímos do elevador.

Fomos pro estúdio da rádio, era um show pequeno, pra cem ouvintes que foram sorteados.
Já o show da noite foi enorme, era o último dia da festa da cidade e pelo que eu ouvi falar, nós batemos recorde de público.
Liguei pra Mãe avisando que iria direto pra casa da Daphine, ela assentiu e disse que ela tá muito triste, sem comer. A Daphine não teve nenhum cãozinho antes desse, e a única pessoa que ela perdeu foi a mãe, muito tempo atrás. Então é fácil de compreender porque ela está sofrendo tanto.

Entrei no quarto e ela estava deitada na cama, agarrada ao travesseiro.
- Vem aqui, meu amor.
- O nosso filhotinho, Luan. - sentou no meu colo me abraçando pelo pescoço.
- Não fica assim, pequena. A gente vai achar ele. - afagava seus cabelos.
- É culpa minha.
- Por quê?
- Eu devia ser uma mãe presente. - apesar da situação, não pude deixar de dar uma risadinha.
- Você não tem culpa de nada, aconteceu.
- Eu quero meu filhinho. - ela voltou a chorar.
- Eu prometo que vamos achar nosso filhote, prometo.
Na foto da tela de seu celular, éramos nós dois e ele. Essa foto foi no dia que a gente chegou de Orlando, o rabinho dele balançava tanto que parecia ter vida própria.
Acabei adormecendo junto com ela e só acordamos de manhã, bem cedo pois ela ardia em febre.
- Eu vou te levar no hospital.
- Não quero.
- Sua mãe não tá aqui, e eu não vou te dar remédio sem saber. Troca de roupa agora.

Fomos pro hospital e enquanto esperava entrei no Twitter, fiquei só olhando do que elas falavam. O negócio tava agitado. Fui olhar os trends e engasguei ao ver "Luphine" e "grávida" entre os assuntos mais comentados.
"O Luan e a Daphine tão no hospital que meu pai trabalha! Ele acabou de me ligar." li e ri, antes que a Arleyde me ligasse, resolvi esclarecer aquilo.


"Amooors! Que história é essa que a Ine tá grávida?? Oo"



"@medominoulr: @luansantana mas cê não tá com ela no hospital?"
@medominoulr To muié, mas não é gravidez não.


"@armariamocelin: @luansantana ELA TÁ DOENTE? O QUE É QUE A ÍDOLA TEM? JÁ ACHARAM O RAFA?"
@armariamocelin Ela acordou com febre e eu trouxe ela pra cá. Ainda não achamos nosso filhote =/"


"O médico vem ali, qualquer novidade eu aviso fecho?" - Guardei o celular e levantei pra falar com ele.

- A febre foi somente emocional. Se voltar, você dá esse remédio aqui. - me entregou uma receita - Venha, vamos ao consultório.
- Claro, mas cadê ela?
- Na sala de inalação, conversando com um garotinho. - sorri.
- Licença, meu celular tá tocando. - ele assentiu com a cabeça e me afastei para atender - Fala Roberval.
- Como é que você sai sozinho?
- E se fosse grave? No tempo que vocês demorariam pra chegar, ela podia piorar!
- Tá, tá mas ela está bem?
- Agora sim.
- Nós estamos chegando aí.
- Ok, eu vou falar com o médico.
- Beleza. - desliguei. Bati na porta da sala e entrei.
- Os fãs estão empenhados em encontrar seu filhote, passa tranquilidade pra ela, ele vai aparecer logo menos.
- Tudo bem, eu espero mesmo viu.
- Enquanto isso cuida dela direitinho, e dá cereal na boca dela.
- Hum? - estranhei.
- É minha filha. - ele mostrou o celular e eu ri - Bom, é isso. Mostre-a que ela não está sozinha.
- Isso eu posso fazer.
- E deixe-a de repouso pelo resto do dia. Sabe se ela tem inalador?
- Tem sim.
- Ah, muito bem. Aqui está a alta dela, só assinar.
- Pronto. - levantei e apertamos as mãos.
- Obrigada, e isso você entrega na recepção.
- Obrigada você, Doutor. - assentiu - Pode me levar aonde ela tá?
- Sim, por aqui.
Ele nos guiou pelo corredor até uma salinha que pela decoração era de crianças, estava ela, o menininho e uma senhora, acho sua mãe. Eles riam de algo.
- Ine?
- Eita! - o garoto disse assustado nos fazendo rir.
- Ele que é o meu namorado, Italo.
- Ele? - ela assentiu.
- E aí, rapaz? Tudo bom? - assentiu.
- Mãe, posso tirar uma foto com ele? - ele cochichou.
- Se ele quiser, filho. Palavrinha mágica?
- Por favor? - falou me olhando.
- Owwn meu Deus! Dona Jane, a senhora educou seu filho muito bem, que coisa fofa.
- Tiro foto sim, Italo. - ri.
O Doutor tirou a foto de nós quatro, e depois eu e a Ine mandamos um áudio para a Lili, filha do médico que causou todo aquele alvoroço no twitter.
O Cirilo chegou com o Rober e nós fomos pra casa dela, ele que foi levando o carro dela.
- Tchau, gente.
- Tchau patroa. - o Testa piscou e ela riu assentindo.
Entramos em casa e ela se jogou no sofá tirando as sapatilhas.
- Tá se sentindo melhor? - perguntei.
- Um pouquinho né.
- Sabe que acharam que cê tava grávida?
- Quem?
- Nossos fãs, e... Até que não seria uma má ideia né?
- Eu hein, tá maluco? - me deu um tapa no ombro - Eu só quero meu filhotinho. Vamo procurar ele mais um pouco?
- O médico disse que você tem que descansar.
- Eu não quero. - pela cara que ela fez, sabia que iria chorar e lhe abracei. A ajudei a subir a escada e a tirar a calça apertada.
- Dorme que teu mal é sono. Eu vou achar nosso filhote, tá bom? E você tem que dormir agora.
- Mas eu quero ajudar, Luan.
- Shh. - a coloquei na cama - Dorme, meu amor.
Ela ainda insistiu em levantar mas consegui convencê-la a dormir. A cobri com o lençol, beijei sua testa e liguei o abajur.
Saí do quarto encostando a porta, e tirei logo o celular do bolso.

"Amooorss ;x  eu e a Ine tamo oferecendo uma recompensa pra quem achar nosso filhote, ceis topam nos ajudar?"




Oiii sdiksnlnso.
Não sei quando vou postar aqui novamente, então não criem esperanças ok? :))

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Capítulo 55.


Na quinta feira a Ine tinha show, e como só viajaria sexta a tarde, resolvi que iria. Estávamos na cama prontos pra dormir, ela estava inquieta como sempre.
- Quer que eu te relaxe um pouco?
- Relaxar como?
- Pra começar eu posso te dar uns beijos e
- Eu preciso estar descansada amanhã, Rafael.
- Mó besteira, cê vai estar descansada.
- Tu é chatinho hein.
- E tu é minha. - subi em cima dela.
- Ou, seu gordo.
- Gordo é?
- Baleia la la la. Ai!
- Eu mordo de novo, viu.
- Eu prefiro beijo.
- Ah é? - sorri malicioso.
- Ei, mas é só beijo. Já disse que tenho que descansar.
- Shh. Eu que mando aqui hoje. - ela gargalhou e entrou na "brincadeira".
De manhã, acordei com o barulho do chuveiro. Estava só de cueca, então levantei e entrei no banho junto com ela.
- Bom dia, amor.
- Bom dia, Ine. - me abraçou e deixou um beijo estalado em minha bochecha.
- Vê se não demora, to te esperando pra tomar café ok?
- Toma banho comigo?
- Eu já acabei.
- Por favor? - fiz bico.
- Tá, tá.
Tomamos um banho gostoso, cheio de beijos e risadas. Nos vestimos e descemos pra tomar café com sua mãe, o Rafa também tava lá comendo.
- Cada dia esse filhote cresce mais. Tem o que nessa ração?
- É ração normal ué. - rimos - Bom dia, crianças.
- Bom dia, mãe.
- A Ka ligou e disse que já, já tá chegando. Então come e fica pronta.
- Ok.
- Eu tenho que ir lá em casa pegar uma roupa.
- Come alguma coisa antes.
- Acho que não dá tempo.
- Então vai comendo essa maçã, cuidado.
- Obrigada, sogra. - beijei sua bochecha - Você não sai sem mim ouviu? 
- Tá. - ela revirou os olhos - Vai logo.
- Cadê suas chaves?
- Naquele coisinha onde fica o telefone.
- Ok. Já volto.
Peguei seu carro e fui em casa, falei com a Mãe e ela me ajudou com a roupa.
- A gente vem dormir aqui tá?
- Tá bom, filho.
- Até mais tarde, tchau mãe. - nos abraçamos - Amo você.
- Também te amo, bom show pra minha norinha. - ri e ela também.
Cheguei e a Kamila e o Guilherme já estavam lá junto com um pessoal da produção, só me esperando. Nos despedimos da dona Pri e partimos pra Campinas.
Na van ela estava calada, o que não é normal.
- Ei?
- Oi? - parecia ter acordado de um transe.
- Tá pensando em quê?
- Ah, nada especial. - deu de ombros - Me abraça?
- Não precisava nem pedir, pequena. - passei meu braço por seus ombros.
- Você é o melhor pra mim, eu sei. - ela cantarolou e riu.
- Eu te quero, baby... - ela sorriu, grudei nossas bocas a beijando carinhosamente.
- Quanto amor nessa van! - o Gui falou e ela mostrou o dedo do meio.
- Me deixe, Guilherme.
- Deixa ela, Gui. - lhe dei um tapa na cabeça.

Ela consegue ser mais maravilhosa ainda quanto canta, dá pra notar como ela fica feliz em fazer aquilo.
Quando ela saiu do palco, pulou nos meus braços.
- Gostou do show?
- Foi maravilhoso. Cê tava linda, amor.
- Obrigada. - ela sorriu. Sorriso gigante.
- Eu tenho muito orgulho de você sabia? - ela negou e eu ri assentindo.
- Eu também tenho orgulho de você, cantorzinho. - apertou meu nariz e nós rimos.
- Coisinha chata da minha vida! - ela riu e seus lábios se encaixaram nos meus.
O encaixe é tão exato que parece que nós nascemos para nos beijarmos, toda hora. Eu ficaria beijando-a o resto da minha vida, sem problema algum.




Vamo até o final... ♪♫
Beijos!