Na quinta feira a Ine tinha show, e como só viajaria sexta a tarde, resolvi que iria. Estávamos na cama prontos pra dormir, ela estava inquieta como sempre.
- Quer que eu te relaxe um pouco?
- Relaxar como?
- Pra começar eu posso te dar uns beijos e
- Eu preciso estar descansada amanhã, Rafael.
- Mó besteira, cê vai estar descansada.
- Tu é chatinho hein.
- E tu é minha. - subi em cima dela.
- Ou, seu gordo.
- Gordo é?
- Baleia la la la. Ai!
- Eu mordo de novo, viu.
- Eu prefiro beijo.
- Ah é? - sorri malicioso.
- Ei, mas é só beijo. Já disse que tenho que descansar.
- Shh. Eu que mando aqui hoje. - ela gargalhou e entrou na "brincadeira".
De manhã, acordei com o barulho do chuveiro. Estava só de cueca, então levantei e entrei no banho junto com ela.
- Bom dia, amor.
- Bom dia, Ine. - me abraçou e deixou um beijo estalado em minha bochecha.
- Vê se não demora, to te esperando pra tomar café ok?
- Toma banho comigo?
- Eu já acabei.
- Por favor? - fiz bico.
- Tá, tá.
Tomamos um banho gostoso, cheio de beijos e risadas. Nos vestimos e descemos pra tomar café com sua mãe, o Rafa também tava lá comendo.
- Cada dia esse filhote cresce mais. Tem o que nessa ração?
- É ração normal ué. - rimos - Bom dia, crianças.
- Bom dia, mãe.
- A Ka ligou e disse que já, já tá chegando. Então come e fica pronta.
- Ok.
- Eu tenho que ir lá em casa pegar uma roupa.
- Come alguma coisa antes.
- Acho que não dá tempo.
- Então vai comendo essa maçã, cuidado.
- Obrigada, sogra. - beijei sua bochecha - Você não sai sem mim ouviu?
- Tá. - ela revirou os olhos - Vai logo.
- Cadê suas chaves?
- Naquele coisinha onde fica o telefone.
- Ok. Já volto.
Peguei seu carro e fui em casa, falei com a Mãe e ela me ajudou com a roupa.
- A gente vem dormir aqui tá?
- Tá bom, filho.
- Até mais tarde, tchau mãe. - nos abraçamos - Amo você.
- Também te amo, bom show pra minha norinha. - ri e ela também.
Cheguei e a Kamila e o Guilherme já estavam lá junto com um pessoal da produção, só me esperando. Nos despedimos da dona Pri e partimos pra Campinas.
Na van ela estava calada, o que não é normal.
- Ei?
- Oi? - parecia ter acordado de um transe.
- Tá pensando em quê?
- Ah, nada especial. - deu de ombros - Me abraça?
- Não precisava nem pedir, pequena. - passei meu braço por seus ombros.
- Você é o melhor pra mim, eu sei. - ela cantarolou e riu.
- Eu te quero, baby... - ela sorriu, grudei nossas bocas a beijando carinhosamente.
- Quanto amor nessa van! - o Gui falou e ela mostrou o dedo do meio.
- Me deixe, Guilherme.
- Deixa ela, Gui. - lhe dei um tapa na cabeça.
Ela consegue ser mais maravilhosa ainda quanto canta, dá pra notar como ela fica feliz em fazer aquilo.
Quando ela saiu do palco, pulou nos meus braços.
- Gostou do show?
- Foi maravilhoso. Cê tava linda, amor.
- Obrigada. - ela sorriu. Sorriso gigante.
- Eu tenho muito orgulho de você sabia? - ela negou e eu ri assentindo.
- Eu também tenho orgulho de você, cantorzinho. - apertou meu nariz e nós rimos.
- Coisinha chata da minha vida! - ela riu e seus lábios se encaixaram nos meus.
O encaixe é tão exato que parece que nós nascemos para nos beijarmos, toda hora. Eu ficaria beijando-a o resto da minha vida, sem problema algum.
Vamo até o final... ♪♫
Beijos!