domingo, 30 de novembro de 2014

Capítulo 47.

" Quanto mais a gente briga, você fica mais bonita. "


Ficamos "brigados" durante uma semana e esse tempo todo sem nos falar.
Eu viajei dois dias e voltamos pra casa. Essa época de começo do ano não tem muito show, o povo só pensa em carnaval, bloco, trios e derivados.
- Vamo sair hoje?
- Hoje não dá, desculpa.

- Ah beleza então...
- A última saidinha ainda tá rendendo. - bufei.

- Tu ainda não fez as pazes com o cantor?
- Não Nath.

- Se tivesse de rolar alguma coisa entre a gente já teria rolado. Cê quer que eu converse com ele?
- Foi falando com ele que isso tudo começou, melhor não. - ri e ele também - Ele vai chegar hoje e nós vamos conversar.
- Tá bom, boa sorte. - ri - Os meninos tão chamando pra gravar, beijo.
- Beijo! - desligamos.

A Kamila entrou com o Luanzinho e o Gui. Eles tinham ido passear.
- O pai do seu filho chegou, Mocelin. - revirei os olhos.
- Vem cá, bebê. - o chamei e ele correu pra mim, o peguei no colo - Tá com sede né? Dois metros de língua.
- A gente vai sair hoje, tão afim?
- Eu até iria sabe, mas tenho que resolver um problema.
- Coitado! Dr é um uó.
- Cala a boca, Guilherme. - a Kami lhe deu um tapa.
- Ai amor. - fez bico.
Levantei com meu filhotinho no colo e fui até a cozinha pegar água pra ele.
Recebi um whats do Luan me chamando pra conversar e respondi que iria mais tarde, curta e objetiva.
- Filha, cê vai comer em casa ou vai sair com a Ka?
- Eu vou na casa do Luan.
- Então vou sair pra jantar com umas amigas.
- Hummm. Se oriente. - ela riu.
- Leva seu filhote com você.
- E a senhora acha que eu vou deixar meu bebê sozinho?
- Espero que não né! - ela disse e saiu rindo.

Quando escureceu eu fui tomar banho, me arrumei e prendi os cabelos num rabo de cavalo. Apenas perfume e um batom.
- To indo lá na casa do Rafael.
- Não pega muito no pé dele, homem não gosta de discutir a relação.
- Se fecha, Martinelli. Cadê a coleira do bebê?
- Em cima do balcão na cozinha. - fui até lá e a peguei, prendi na guia e ele já se animou pra sair.
- Tchau mãe, tchau guimila. Beijo.
- Vai voltar pra casa hoje, filha?
- Não sei, depende dele. - soltei beijos no ar e saí com o Luanzinho.
Toquei a campainha e a Bruna me atendeu, me dando um abraço e depois deixou que eu entrasse. O labrador enlouqueceu quando viu o poodle. Ele sempre fica assim, late, late, late e o Puff nem aí.
- Ele deve pensar "chegou o pirralho". - falei e a Bruna riu.
- Solta ele, vamo na cozinha. A mãe tá fazendo o jantar. - libertei o filhote da coleira e ele começou a correr ao redor do Puff que nem olhava pra ele, ri negando com a cabeça.
- Se comportem, hein meninos?
- Cuida do seu priminho, tá meu amor? - eu ri.
Entramos na cozinha e ficamos conversando enquanto a Mari preparava as coisas, até o seu Amarildo chegar, ele trouxe sorvete e nós - eu e Bruna - Comemos antes do jantar.
- Depois não vão ter fome pra comer.
- Eu não consigo resistir a um sorvete, Mari. Ele me chama!
- Vem Daphine, me coma. - a Bruna disse nos fazendo rir.

Fomos pra sala assistir novela e depois jantamos, o Luan só apareceu no meio do jantar, só de bermuda e coçando os olhos. Ele sentou ao meu lado e comemos sem trocar nenhuma palavra.
Fiz sinal com a cabeça para que ele subisse, pedi licença à sua família e o acompanhei. A Bruna dava ração aos cachorrinhos e riu.
- Diga o que você quer. - quando ele abriu a boca pra falar eu continuei - Cara, deixa de ser burro! Isso tá parecendo namorinho de adolescente. Nós ficamos uma semana sem nos falar por causa de uma bes-tei-ra.
- Besteira porque não foi com você.
- O Nathan só atendeu meu telefone.
- Eu não gosto dele!
- Por causa de ciúme idiota! - gritei - Mano, se eu quisesse tinha ficado com ele antes. E se seu medo é esse, querido, fique sabendo que eu só te trairia com o Tay. - ele sorriu de lado.
- Eu sei que fui idiota, eu tenho muito medo de perder você. - ele levantou da cama.
- Você tem que entender que ele é meu amigo. Só amigo.
- Eu sei, eu sei. Desculpa, eu prometo que vou parar.
- Seu idiota. - ri - O maior idiota de todos.
- Eu amo você, minha pequena idiota.
- Vem cá, meu idiota. - nos beijamos demoradamente - Ah, eu trouxe nosso filhote, tá?
- Vamo parar de chamar ele de Luan? - riu - Pode ser só Rafa.
- Tá bom. - revirei os olhos.
- Ai que saudade que eu tava de você, coisa chata da porra. - ele me abraçou pela cintura e me tirou do chão enquanto eu ria.




Quase capítulo cinquenta e nada que eu quero aconteceu ainda, essa fic vai ser mais longa do que eu previa, afu kjxksjsvdjfsid

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Capítulo 46.

" Brigados outra vez. "


* LUAN NARRANDO *

- Dez minutos, Luan.
- Beleza. - peguei meu celular e liguei pra Ine.
Chamou uma, duas, três, quatro vezes. Porra, será que ela já dormiu?
- Alô?

- Quem é?

- O Nathan. - não ouvi nada pelo tanto de barulho, mas com certeza não era ela.
- Esse telefone é da minha namorada, cadê ela?

- Ah, ela tá dançando.
- Dançando?

- É que a gente saiu, encontramos umas amigas e viemos pra balada.

- Quem é que tá falando?
- O Nathan!
- Que Nat..., ah. Diz pra ela que amanhã eu ligo.

- Pode deixar. - desliguei.
Ela saiu com o amiguinho e nem pra me mandar uma mensagem avisando.
Reunimos a equipe e fizemos nossa oração antes de entrar no palco, eram onze e meia da noite.
Minha donzela foi uma garotinha risonha que era neta do contratante, devia ter uns quatro pra cinco anos, achei ela muito bonitinha. E na hora do lepo lepo vi um cartaz enorme, e um grupinho começou a gritar o nome de um menino, Marcos o nome dele.
- Marcos, quer ser lepo lepo? - falei rindo - Marlinha, Kakazinha venham aqui. Pronto rapaz, tá vendo essas duas aqui? Escolhe uma pra dançar com você.
As fiz dar uma voltinha e ele escolheu a Marla, estava na grade com faixinha na cabeça e camisa de fã clube, ri disso. Ele me pediu um abraço e eu dei, depois agarrou a Marla e eu cantei pra eles.


* DAPHINE NARRANDO *

Não voltamos pra casa muito tarde mas pela hora achei melhor ele dormir aqui, num outro quarto de hóspedes, claro.
- Cê vai dormir aqui também?
- Que engraçadinho você. - o mostrei a língua.
- E um beijinho de boa noite, rola? - perguntou rindo.
- Vai cagar, Barone! - bati nele com o travesseiro - Escova, toalha... O que tu precisar sabe onde achar né?
- Sei.
- Então beleza.
- Boa noite, Dadá.
- Boa noite, Tchuco. - beijei sua bochecha e fui pro meu quarto.


* LUAN NARRANDO *

Não consegui dormir muito, e às nove eu já estava acordado. Peguei meu celular e novamente liguei pra Daphine, normalmente essa hora ela já acordou.
- Oi mãe. - a voz disse sonolenta.
- Mãe? Que mãe o que.
- É o celular da Daphine!? Cara, desculpa. - respira fundo, Luan.
- Onde é que ela tá?

- Dormindo... Eu acho.

- Por um acaso você tá na casa dela? - esfreguei minhas têmporas tentando manter a calma.

- To. Mas fica tranquilo que eu não to com ela não!
- E por quê você ainda está com o celular dela?

- Eu acho que ela tá com o meu e eu com o dela.

- Da próxima vez que eu ligar, espero que a porra desse celular esteja com ela.

- Olha como você fala comigo. Tu não tem motivo pra tá estressadinho não, calma.
- Ó cara, minha conversa é com ela, entendeu?

- Eu sei. Então se quiser brigar com alguém, briga com a esquecida da tua namorada!

Ele desligou na minha cara. Desligou na minha cara.


* DAPHINE NARRANDO *

- Ó, toma teu celular que o estressadinho do teu namorado ligou.
- Bom dia pra você também. - ri e ele sentou à mesa cruzando os braços - Ele ligou?
- Foi.
- O Luan tem ciúmes de você.
- Mãe!
- Tem é? - perguntou e ela assentiu, ele sorriu - Por isso tanta agressividade essa hora da manhã.
- O que foi que tu falou pra ele, Nathan?
- Nada. Ontem ele ligou e o celular tava comigo, naquela hora que tu tava dançando com as meninas.
- Atendesse? - ele assentiu - Licença.
Peguei meu celular e fui pra fora, sentei perto da piscina e liguei pro Luan.
- Quem tá falando? - ele disse irritado.
- Eu né!

- Como eu vou saber? Se eu te ligo e aquele seu amiguinho atende.
- Acho que trocamos os celulares ontem.
- E a noite foi boa?
- Foi sim.
- E saiu sem me avisar por quê?
- Como é? Menino, tu é meu namorado não é minha mãe não.
- Quando eu saio eu aviso pra você, todo relacionamento tem que ter confiança.

- Isso mesmo, querido. - ouvi ele bufar.
- Não faz mais isso, por favor?

- Tá, vou mandar pelo menos uma mensagem porém vou continuar saindo com ele, ele é meu a-mi-go.

- Cara, você não vê o jeito dele?

- Eu sei, não sou tonta. E ele também sabe e me respeita. Deixa de ser chato e trate-o melhor, você me leva nessas festas que eu não conheço ninguém e nem por isso fico tratando mal.

- Eu tenho que fazer rádio agora. Em casa nós conversamos.

- Ótimo. Tchau.
- Tchau. - desliguei.

Capítulo 45.

" E nem tudo na vida é como a gente quer. "


* LUAN NARRANDO *

Ontem à noite chegamos de Orlando, ficamos acordados até tarde contando da viagem e distribuindo os presentes, um dia antes da gente voltar a Daphine me obrigou a sair com ela pra comprar presentes pra todo mundo.
- Isso é o natal de 2015 antecipado viu, dona Bruna?
- Hãn? Olha, você para hein! - ela jogou uma almofada em mim e nós rimos.

De manhã, a Arleyde me ligou perguntando se eu estava pronto para irmos.
- Ir pra onde?

- Pra Santa Cantarina.
- Ir hoje? Mas eu ainda to de férias!
- Ah, nossa... Me desculpa, eu esqueci de te falar. A gente tem que ir hoje. - bufei.

- Eu não tenho nada pronto, nem em casa eu fui ainda!
- Vai lá e arruma, por favor, temos que ir.

- Tá, tá. - desliguei.

- Que foi? - a Ine disse coçando os olhos.
- Eu vou ter que viajar, amor.
- Quando?
- Agora.
- Agora?
- É, desculpa.
- Tu tem que ir mesmo? - assenti - Então vai né. Tem gente contando os dias pra te ver, vai lá.
- Obrigado por entender. - beijei o topo da sua cabeça.
- Eu sei como é né. - riu - Eu vou ficar com saudade.
- Eu também, pequena.
Levantamos e fomos para o banheiro, fizemos amor ali, sem nenhuma pressa.
E se despedir sempre era ruim, não só dela, da minha família também.


* DAPHINE NARRANDO *

- Ou, tu vai no show do Onze:20?
- Vou. - riu - Por quê?

- Leva eu?
- Levo. - falou rindo - Cadê o cantor?
- Tá longe. - suspirei.

Falava com o Caíque ao telefone, o Luan não iria viajar hoje mas pintou um compromisso e ele teve que ir, já eu teria mais um tempo pra descansar.
- Então se arruma aí, a gente se encontra lá?
- Não. Vem me buscar?

- Tu sabe que o Paulo que dirige pra mim, ele é pago pra isso. - gargalhei.

- Quem que vai?
- Eu e a Bruna.

- Bruna do churros?
- Para de chamar ela assim ou.
- Tá bom. - ri.

- Eu e ela, e o Paulo com a Mabi.
- Ah não! Não to afim de segurar vela, pelamor. E o Nath não vai?

- Não, mas se tu ligar pra ele, ele vai. Sabe como é né?
- Idiota. - falei rindo - Vou dizer pro Nath vim pra cá, a gente encontra com vocês lá, fechou?
- Já é. Vão de carro?
- Claro né, no meu carro.

- Então tá. Oito e meia esteja lá.
- Se eu me atrasar foi culpa do Nathan. - riu - Até mais, beijo.

- Beijo. - desliguei.

Levantei da cama já discando os números do Nathan, ele atendeu no terceiro  toque e o chamei para ir no show, ele topou de primeira e disse que chegaria logo. Essa eu quero ver.
- Vai sair, filha?
- Vou, com os meninos.
- Tá... Vai lá, toma banho que eu procuro uma roupa pra você.
- Obrigada, mãe. - beijei seu rosto e ela sorriu.
Tomei um banho bem relaxante, lavei e sequei os cabelos para não os deixar molhados.
Me arrumei toda e quando ia ligar pro Nathan, a campainha tocou.
- Corri o máximo que eu pude mas o trânsito me atrasou.
- Sei. - ri.
- Wow, tá gatona hein?
- Obrigada, tu também tá lindo. - arrumei a gola da sua camisa.
- Cadê tia?
- Aqui. - ela chegou rindo e eles se abraçaram.
- Vamos?
- Vamos. - ele entrelaçou nossos braços - Tchau tia.
- Tchau mãe, beijo.
- Tchau meninos, divirtam-se.

Ele foi dirigindo meu carro, no caminho ficamos conversando sobre bobagens e cantando as músicas que tocavam na rádio.
- Chegaram, os atrasados! - o Caíque disse assim que nos viu.
Cumprimentei as meninas com beijinhos no rosto e nós entramos. A do churros parecia ser menos antipática que a outra lá.
Fomos ao camarim da banda antes do show e conversamos com o pessoal.
- Admiro muito sua personalidade de ser quem você é, não importa a situação. Suas tretas com os colunistas são as melhores. - o Vitinho dizia e eu gargalhei.
- Obrigada, mas às vezes eles pedem né? - assentiu rindo.
Posamos para fotos todos juntos, e uma delas o Caíque postou logo.
Fomos para onde assistiríamos o show e eu pedi uma água no bar, não quero beber hoje.
- Vai começar já.
- Tá. Tchuco, vamo mais pra frente?
- Por quê?
- Não sou obrigada. - apontei com a cabeça. Os casalzinhos se beijavam, ele riu e fomos para mais perto do palco.
- Ih, olha quem tá aqui.
- Quem? Onde?
- Aí ó.
- Jadoca! Cams!
- Daphine! - elas disseram ao mesmo tempo e nós rimos, depois nos abraçamos e elas me apresentaram seus amigos.
- Veio só você e o Nathan? Cadê seu namorado? - a Camila me cutucou com o dedo indicador enquanto ria.
- É algum lugar com r... Rio de não sei da onde. Não é Rio de Janeiro, ah sei lá. - elas riram - Eu vim com os meninos.
- Ah. Mas e aí, como andam as coisas?
- Tudo ótimo, Jade. Ah eu to vendo a websérie com a Natália viu?
- Que bom! - ela riu.
- Vamos marcar de sair a próxima vez que a mocinha aparecer aqui em Sampa? - a Cami perguntou bagunçando o cabelo da amiga.
- Vamo sim. - sorri - Vocês podem ir lá pra casa fazer um post sobre minhas roupas, ou sei lá.
- Curti essa ideia. Pode deixar que a gente vai. - assentiram.

Depois do show esticamos pra uma balada, deixei meu celular com o Nathan enquanto dançava com as meninas, já que tinha esquecido minha bolsa em casa.




To sem internet e pá. Vou postar assim por enquanto, tá bom? Se tiver erros me desculpem.
>>>>>Prestem atenção nas trocas de POV, POR FAVOR!
E façam uma boa leitura, senhoritas. xoxo = ))

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Capítulo 44.

" Mas é ciúme, ciúme de você... "


O Luan não deu mais piti por causa do Carter e conseguimos aproveitar muito bem nossos últimos três dias de férias.
Nós paramos algumas vezes pra falar com fãs, o que me deixou bastante surpresa já que não fazia muito sucesso fora do Brasil, mas o vesgo sim e ele merece, merece muito.
- Partiu Brasil? - disse me abraçando por trás.
- Partiu. - sorri.
- Cê gostou da nossa viagem?
- Muito.
- Mesmo?
- Uhum. Nem seus ciúmes chatos atrapalharam. - ele fez careta e eu virei para beijá-lo.
- A gente tem que voltar aqui logo, juntos.
- Também acho. - entrelacei meus braços em seu pescoço.
- Na nossa lua de mel, tá? - ri.
- Vou pensar no seu caso.
O Charlie chegou e levou nossas malas até o táxi, agradecemos a eles, pagamos tudo e nos despedimos.

Tudo estava ótimo, até o Luan encontrar uma "amiga" no aeroporto, ela pegaria o mesmo voo que a gente e nossas poltronas eram na mesma fileira. Uns chamam de coincidência, eu chamo de azar. Que porra, tava tudo bom demais pra ser verdade.
- E o que você anda fazendo, Lu? Nunca mais te vi.
- Ele não frequenta mais o tipo de lugar onde te encontrava, não precisa. - sorri cínica e ele me olhou feio mas to nem aí.
- Nicinha, essa é a Daphine, minha namorada. - continuei de braços cruzados. Não vou fingir que gostei dessazinha, não faço questão de ser educada.
- Ah é sua namorada? Pensei que fosse fã, parece ser tão criança, tem quantos anos? Quinze? - deu uma risada.
- Ela não tem quinze, não. - riu tenso pelo clima pesado que pairou na sala de embarque.
No avião, eles batiam altos papos enquanto eu só desejava ter uma arma.
- Estavam de férias? Que legal, Lu.
- E você, tava fazendo o que por aqui? - perguntou.
- Vim fazer um programa. - eu gargalhei alto.
- Ah. - ele falou pra ela e me olhou em seguida, confuso. Fiz cara de "tá vendo? Eu sabia", ele assentiu discretamente apertando minha mão.
- Programa? Nossa, tão longe... Deve ter cobrado caro. - comentei interessada.
- De TV, sua imbecil! - ela rosnou, ui.
- Não falei nada, queridinha. Falei alguma coisa, amor?
- Não, amor. - concordou.
- A não ser que tu leia pensamentos. - ri.
- Não precisa ler pensamentos pra saber o que se passa na mente de uma... Criança.
- Quando também se é uma fica bastante fácil, não?
- Cê trabalha em Salvador mesmo é? - o Luan se meteu.
- Sim, Lu.
- Ah, e em qual programa que cê trabalha?
- Engraçado, não sabia que tinha lugar pra vaca na televisão. - murmurei alto o suficiente para que eles ouvissem.
- Não sabia o que, Ine?
- Ah já sei! Globo Rural. É no Globo Rural que ela trabalha. - o Luan riu baixinho.
- Eu não tenho saco pra isso não. - ela levantou e foi embora.
- Amor, cê é louca.
- Tu não viu o quanto ela estava se insinuando, Lu? - falei debochada.
- Eu nem tava dando bola pra ela.
- Fazer isso na minha frente seria cara de pau demais, né Luan Rafael? - bati em seu ombro.
- Eita que muié braba. Fica tranquila, eu acho ela feia. Muito feia.
- Tu não me engana não, vesgo. To de olho em você.
- Sua besta. - nos beijamos.
- Eu odeio que me chamem de criança, odeio. Se ela voltar pra cá, eu arranco aqueles mega hair, tá ouvindo? Arranco. - ele riu.
- Isso tudo é ciúme é?
- Não, é fome.
- Que amorzinho, coisa fofa. - falou rindo.






O capítulo tá sem nome pq to sem criatividade flw? Kkkkkkk depois eu coloco.

E tá sem o alinhamento porque to pelo celular, e se tiver erros na escrita, é por esse mesmo motivo. Não to conseguindo acessar a internet pelo pc aqui, quando conseguir prometo que arrumo tudo.
Só postei mesmo pra não deixar vocês sem capítulo = ))


Deem sugestões, tenho uma linha cronológica - literalmente - mas tem umas lacunas que preciso preencher, me ajudem?
_


Prontinho, já arrumei ksksksks

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Capítulo 43.


" A gente se abraça e se beija, e finge que nada aconteceu. "


Depois de mais um dia brincando pelos parques, fomos pro hotel descansar.
Iríamos comer no quarto mesmo, tava só esperando o Rafael sair do banheiro pra pedir. Aí chamei a Kamila no skype.
- Como que tá aí?
- Bem. - ri - O Luan tá morrendo de ciúmes do nosso guia.
- E ele é gatinho?
- Uhum. - rimos - Cadê a Mãe?
- Tá na cozinha com o Gui.
- Eu to com fome.
- Vamo pedir nossa comida, ô coisa gorda? - ele saiu do banheiro com uma toalha amarrada na cintura e outra no cabelo.
- Vamo.
- Oi Cunhado.
- Oi Kami. 
Pedi nossa comida e, enquanto ela não chegava ficamos conversando com a Mãe e Guimila.
Depois que comemos, peguei um livro na mala e meio que deitei para lê-lo.
- Nós precisamos conversar. - ele disse me olhando e eu ergui uma sobrancelha.
- Pode dizer.
- A gente vai mudar de guia.
- O que? Por quê?
- Ele te olha demais, parece até que tá te vendo nua!
- Para com isso, não tem nada a ver.
- Eu não quero saber, já disse.
- Luan, por favor. Não estraga nossas férias por bobagem.
- Não é bobagem. E se fosse com você? Uma loira bem gostosa, apertadinha naquela roupa de guia e
- Eu já entendi, tá! - elevei meu tom de voz
- Maravilha.
- Mesmo não concordando, vou trocar. - suspirei - Não é sempre que posso ficar livre num lugar, não vou estragar isso.
- Acho bom. - ele disse e eu cruzei os braços - Vamo andar pelo hotel?
- Vá sozinho.
- Ah não começa.
- Quem começou foi você.
- Para com isso, amor. Eu só to defendendo o que é meu.
- Não tem nada seu aqui.
- Tem sim. Você. - revirei os olhos e me cobri com o edredom. 
- Vai logo andar, me deixa sozinha.
- Não.
- Eu quero paz pra ler, vai logo.
- Cala a boca. - ele disse e o mostrei o dedo do meio - Para com isso, Ine. Coisa de criança!
Dito isso, eu o encarei por alguns segundos, fechei o livro e peguei meu celular, coloquei os fones no ouvido e dei play, começou a tocar Wiggle do gostoso do Jason Derulo.
Nós - alunos - Dançamos muito essa música lá na academia, tava até conversando com a Lia pra colocarmos aulas de Twerk, não é tão conhecido por aqui e isso é bom, e por esse mesmo motivo é ruim também. Confuso né?
Em meio aos meus devaneios, ele saiu fechando a porta sem nem olhar pra mim.
- Idiota. - bufei, rindo em seguida. Alô produção, pega a doida.
Tirei a música do fone e aumentei o volume, fiquei em pé na cama e comecei a dançar, me sacudia e balançava os quadris no ritmo da música, depois começou a tocar Talk Dirty que também é do Jason, amadoro dançar essa música. Ela parece uma coisa que te dá tipo um choque no dedinho do pé e sai subindo pelo resto do corpo, e você enlouquece e dança como se não tivesse amanhã.
Continuei dançando outras músicas bem agitadas, até baterem na porta.
Desci da cama num pulo e fui abrir a porta. Dei de cara com o Luan, que segurava um buquê de rosas amarelas e um pacote de rosquinhas.
- Pra você. - ri e o puxei pela mão.
- Entra logo. - ele entrou e eu fechei a porta, ele colocou o pacote de rosquinhas na cama e se ajoelhou - Ah mano, levanta daí.
- Me desculpa, pequena?
- Não precisa disso. - falei pausadamente.
- Me desculpa? - repetiu. 
- Desculpo, tu não tem culpa de nada. Agora levanta.
- Eu só tenho ciúmes por que eu te amo. - peguei as flores da sua mão e as coloquei na cama.
- Esquece disso. - o abracei.
- Desculpa ter te chamado de criança, eu não queria te ofender.
- Às vezes eu sou criança mesmo.
- É o seu jeito, eu gosto de mimar e cuidar de você. Eu te quero assim.
- E eu amo você, seu chato idiota. - ele sorriu e me beijou, um beijo suave, sem malícia.
- Você é a melhor sabia?
- Sabia! - lhe dei um selinho.
- Meu Deus, mulher, casa comigo? - falou num tom de brincadeira.
- Caso. - respondi igual, com nossas testas coladas.
- Sério?
- Não. Eu não quero casar com ninguém.
- Nem comigo? - me deu um selinho.
- Nem com você.
- Mas você não me ama?
- Amo ué.
- Então casa comigo.
- Posso pensar?
- Pode.
Deitamos abraçados, ficamos conversando, brincando e comendo as rosquinhas.
- Vou postar uma foto das flores.
- Cê gostou?
- São lindas. - beijei sua bochecha - Obrigada. Diz uma legenda.
- Coloca assim "do melhor namorado do mundo". - gargalhei.
- E mais humilde também né?
- Sempre. - ele riu e revirei os olhos - Pera, que eu que vou postar essa foto, vou mostrar pra todo mundo como eu sou romântico.
- Aham sei.

" Sou o melhor namorado que existe e a @daphinebutler não pode reclamar. Né não, amors? "

- Aí ó, postei.
- Atualiza aí o troço, quero ver os comentários. - ri.
- "Claro que não pode reclamar!" - ele leu rindo.
- Essas meninas enchem tua bola demais, aí fica assim, convencido. - neguei com a cabeça.
- Olha, esse: "E se ela não quiser, tem quem queira." - gargalhei.
- Vou comentar essa foto. Espera. - peguei meu celular - Pronto. Olha aí.
- "Reclamar hoje, reclamar amanhã, reclamar pra sempre. Ilysm, neném." - me olhou confuso - Que que é esse negócio de ilys...?
- I love you so much.
- Ahh. Owwn, que coisa mais linda.
- Awwn, que coisa mais lerda. - falei rindo e o beijei.