quarta-feira, 21 de maio de 2014

Capitulo 3.

" Awn, sou muito amável. "


Ali no meio da confusão nem consegui conhecer direito a garota, Daphine.
Voltei pra casa e fiquei sem sono durante a madrugada, peguei o celular e comecei a pesquisar sobre seu respeito.
"Estrela teen, Daphine é acusada de danos ao patrimônio privado após bater o carro em estacionamento de shopping." - 2 semanas atrás.
"Daphine, aparece com novo visual, mechas roxas! Qual será a próxima cor escolhida pela Rebelde mais querida da CH?" - Há 4 dias.
"Acompanhada pelos amigos, Kamila Schmitz e Guilherme Martinelli, Daphine é flagrada entre muitas risadas durante jantar." - 2 dia atrás.
"Mostrando não se importar com o que pensam ao seu respeito Daphine, faz desabafo em rede social: "Se não gosta de mim pare de querer viver minha vida e vá fazer um regime!" e aproveita para alfinetar colunista do Portal R7." - 11 dias atrás.

Entre outras coisas, depois de uns minutos me perguntei por que estaria querendo saber de sua vida? Eu hein.

* DAPHINE NARRANDO *

- Quem era o cara?
- Eu não sei, Gui que coisa.
- Tava te abraçando e tu não sabe quem é, Mocelin?
- É isso mesmo, Martinelli já disse. Pare com seus ciúmes.
- Hm, hm, hm. - a Kami disse e nós a abraçamos rindo.
- Besta demais.
- Vocês me esquecem. - fez drama - E depois dizem que me amam né?
- Ela tá carente, Gui beija ela.
- Vem cá, meu Amor. - se beijaram.
- Ai, jura que eu vou ficar de vela na minha própria cama?
- É. - ele disse rindo e me empurrou, caí da cama que beleza.
- Por que meus melhores amigos tinham que ser namorados, meu Deus? - perguntei olhando para cima e eles riram, joguei pipoca neles.
- Sai do chão, sua lesada.
- Me coloque pra cima, você me derrubou.
- É chata hein mano. - me puxou pra cima.
- Pronto, assim mesmo rapá. Troca o filme esse tá chato.
Estava vendo filmes com meu casal apego Guimila.
Depois do showzinho de ontem eu estava bem feliz, muito, muito, muito feliz!
Eu tenho essa casa enorme aqui mas não gosto de ficar sozinha, meu apê tá com a Mãe Priscila dei de presente pra ela, a Kami também mora lá mas vive aqui e o Gui então, nem se fala.
- Tem jujuba?
- Cê comprou?
- Não.
- Então não tem.
- Vai comprar, por favor? Seu sobrinho que tá pedindo. - colocou a mão na barriga, ela sempre faz isso mas é zoa, ela não tá grávida.
- Vai deixar meu filho nascer com cara de jujuba, Mocelin?
- Vocês querem se comer, eu sei. Só por favor, não façam isso aqui na minha caminha. - me estiquei e bati com a mão na cara do Gui.
- Caralho. - passou a mão no rosto e eu ri - Não ria de mim.
- Own desculpa. - apertei sua bochecha me levantando - Só vou comprar por que eu quero ok? Mas tem outros quatro quartos gente, não usem esse. - pedi amarrando o cabelo e coloquei o meu celular no bolso.
- Usar esse seria bem interessante.
- Eu quebro a cara dos dois! Agora me dá dinheiro, é pro seu Filho.
- A rica é você, meu Bem. - ele disse.
- Meu sobrinho vai nascer com cara de jujuba, Kamila?
- Dá dinheiro pra ela logo.
- Essa mulher quer me dominar, tá vendo? Toma aí, e demore bastante.
- A Mãe Priscila tá aqui não esqueçam e usem outro quarto, pelo amor que vocês tem a vida. - falei na porta e ela jogou um travesseiro em mim.

Saí pro mercado à pé mesmo, a Mãe disse que era estrago de gasolina. "Menina, cê vai pra perto, usa essas pernas bonitas que Deus te deu."
- Daphine! - me chamaram.
- Oi Dara, Enzo e oi Clarinha. - a peguei no colo e ela soltou uma risada, já conheço bem essas pecinhas.
- Nós fomos te ver ontem, tava linda.
- Obrigada, Amores gostaram de verdade?
- Eu amei, grava em estúdio o dueto com o Gui? Ficou perfeito.
- Vou ver se gravo lá em casa e solto no youtube pra vocês. Tão indo onde?
- No mercado comprar sorvete.
- To indo lá também, vamo juntos agora. - ri e o Enzo pegou na minha mão. A Dara tem 13 anos, o Enzo tem 7 e a Clarinha 5, eles são todos irmãos e meus minis phiners.
Entramos no mercado, eles foram pegar o sorvete deles e eu fui caçar as jujubas, aproveitei para pegar outras guloseimas e enchi uma cestinha. Quando fomos ao caixa encontrei com a Estela, mãe deles.
- Oi, dona Estela.
- Oi, Querida - sorriu - Tava vindo com eles e viram você, nem me esperaram. Quero ter aulas de ser como você, por que eles te obedecem que é uma maravilha. - rimos.
- Magina, seus pequenos são uns amorzinhos né, Clarinha? - assentiu com a cabeça no colo da sua Mãe.
- Mãe, compra Doritos?
- Compro, vão lá e peguem logo. Fomos te ver ontem.
- Eles disseram, por que não foram lá falar comigo? - fingi estar indignada e ela riu.
- Você estava ocupada com seus fãs, e esses mini aqui te veem sempre.
- Agora tá perdoada.
- Que bom - rimos - Como vai a Priscila?
- Ah tá lá em casa.
- Vou convidá-la para um chá qualquer dia, precisamos colocar o papo em dia.
- Chama sim, ela vai adorar. - terminei de pagar minhas besteiras - Obrigada, Rian.
- Por nada, dona Daphine.
- Sem o "dona", Rian por favor. - ele assentiu e rimos - Tchau, meus mini Phiners.
- Tchaaau, Daphine.
- Vou gravar On The Line com o Gui, gostei da ideia, Dara. Tchauzinho. - disse e saí de lá, abrindo um pacotinho de Finis cantarolando um verso da música - One in the same, never to change. Our love was beautifuuul - e fui cortada por um latido baixo - Oi cachorrinho.

Olhei por todos os lados mas nem sinal de alguém ali, me aproximei cuidadosa e alisei seus pelos macios, ele pareceu gostar então sorri, vi em sua coleirinha que havia um nome que deduzi ser o seu, e outras informações.
- Puff, você está perdido? - ele cheirou a sacola - Quer comer? Será que pode, meu Deus? - perguntei ao vento e acabei lhe dando um pedaço de Finis - Tá gostoso? Deixa eu ver sua coleira aqui, Puff. - falei ainda agachada e vi o endereço, era a uma quadra daqui - Fugiu né Espertinho? Vou te levar em casa. Vamos. - o coloquei no colo, e ele não reclamou. Dei graças a Deus por isso porém comeu meio pacote de Finis no caminho até sua casa, que era super grande e bem bonita.
Toquei a campainha e uma loira desesperada feat. saltitante abriu a porta.
- Meu Amoooor! Maaaãe o Puff apareceu. - - gritou pegando o cachorrinho do meu colo e começou um diálogo com o cão, fiquei olhando tipo "que isso?". Logo depois uma moça apareceu, tirando minha atenção da cena de amor entre cachorro fofo e dona.
- Oi, desculpa a Bruna, ela é meio avoada e já estava louca atrás do Puff. Obrigado por tê-lo encontrado. - sorriu - Quer entrar pra comer alguma coisa?
- Ah não precisa.
- Entre, eu insisto não faça cerimônia, Menina. - falou acolhedora e então eu entrei.
- Que linda sua casa. - olhei em volta.
- Ah não é minha é do meu Filho. - sorriu.
- Ah sim. - falei sem graça enquanto ela nos guiava até a cozinha.
- Puff, tá com alguma coisa na boca? - a loirinha disse abrindo a boquinha do cachorro. Eita, fodeu.
- Eu dei... Umas coisas dessa aqui pra ele, desculpa se fiz mal.
- Ele sempre quis mas nunca dei, acho que gostou. - disse rindo - Será que faz mal, Mãe?
- Acho que não... Gosta de bolo de laranja?
- Adoro. - falei tímida - Bolo é uma coisa que raramente recuso.
- Então fique a vontade. - disse partindo uma fatia do bolo que tinha um cheiro maravilhoso - Eu sou a Marizete e essa é minha filha, Bruna. O Puff cê conhece não é?
- Muito prazer, dona Marizete e Bruna. Eu sou a Daphine, e sim já conheço esse fofinho aqui.
- Cê falou que chama, Daphine?
- Foi. - ri.
- Eu acho que te conheço de algum lugar... - falou pensativa e saiu correndo com o Puff no colo.
- Isso tá uma delícia um dos melhores que provei, só não deixa a Mãe Pri saber. - ri cobrindo a boca.
- Sua mãe?
- É como se fosse. - suspirei - Uma longa história.
- É você aqui? - a loirinha voltou com uma revista da Capricho, onde eu fui capa mês passado.
- Uhum, sou eu.
- Nossa, você não parece a Daphine que falam por aí. Dá a entender que cê é uma piradona do juízo mas na verdade é um amor, trouxe meu Bebêzinho pra mim. - cheirou o Puff.
- Eu faço muitas das coisas que são ditas, mas não na intensidade em que eles colocam. - fiz careta - Não gosto de viver presa, sem fazer o que quero só por que sou famosa.
- Tá numa fase rebelde igual ao Pi. - ela riu pra sua Mãe.
- Você está certa em partes, Querida mas não esqueça que tem gente que gosta de viver como você vive, seus fãs.
- Eu sei, dona Marizete só que eu... - suspirei - Eu disse que vou ser melhor, e é isso o que eu quero mas quando eu faço uma bobagenzinha pequenininha sempre tem gente vendo e inventam coisas, publicam e sujam meu nome novamente. Parece que me perseguem! - bufei.
- Não fica assim não, é uma consequência da fama. Você canta não é?
- Canta pra gente, Daphine. - a Bruna disse com olhos pidões.
- Claro. - limpei a boca e tomei um gole do meu chá, que a dona Marizete havia feito.
- Vou pegar o violão do Pi, não conta hein, Mãe ele morre de ciúmes. - correu outra vez rindo.
- Ela é sempre assim? - ri.
- Sempre, risonha e saltitante. Não gosto de ficar longe dos meu Filhos - se entristeceu - Vou sair da minha casa de Londrina e vir morar aqui em São Paulo, é muito diferente de lá mas acho necessário pra ficar mais perto deles.
- É legal essa
coisa de Mãe de querer estar perto do filho, pra cuidar dele... Queria que minha Mãe estivesse aqui comigo mas já que ela não está, bola pra frente. - sorri e a Bruna voltou me entregando um violão.
- Agora é com você.
- Que top esse violão, mano amei. - dedilhei uns acordes - Querem pedir?
- Toca uma sua.
- Qualquer uma? - assentiram - Então tá.
Alguma coisa aconteceu,
O tempo passou mas não apagou o sentimento
Você de novo apareceu,
E fez bater mais forte o lado esquerdo do meu peito.
Eu acho que endoidei,
Eu quero te ligar, o que falar eu não sei
Mas não vou ficar aqui, eu preciso te dizer
Eu te amo, eu te quero
Como uma estrela que, fez não se apagar em mim
O amor, me pegou
Guardo aqui no meu peito, que só me faz querer sorrir
Com você...
- quando terminei elas aplaudiram sorrindo. ( hahaha eu sei que é a música da Restart. Como eu não tenho criatividade pra inventar / criar músicas para ela vai ser assim okay? Finjam que é uma mina cantando, obrigada. )
- Linda a música, e sua voz também.
- Ah brigada.
- Canta outra, a que você quiser agora.
- Bruna, deixa de ser abusada.
- Que isso canto sim. - ri e cantei outras vezes, passamos um tempo conversando e rindo, incrível como me senti "solta" tão rápido com elas, foram super simpáticas e tudo mais.

Fui pra casa quando a Kamila me ligou perguntando se eu tinha me perdido no caminho pro mercado.
- Volto sim, com certeza. - sorri pra elas.
- Quero conhecer a sua Mãe Priscila, trocar umas receitas já que disse que ela cozinha bem.
- E obrigada por trazer meu Filho de volta. Dá tchau a tia Daphine, Puff. - ela falou com sua vozinha nos fazendo rir - Quero ir num show seu hein.
- Então te espero no próximo, Bru. - acenei e fui pra casa.
- Daphine Mocelin Butler, onde a Senhorita estava? - uma Kamila preocupada disse do alto da escada quando abri a porta.
- Trouxe suas jujubas. - sorri.
- Onde estava, Mocinha?
- Ah, Mãe Pri fui comprar as coisas e encontrei a Dara, o Enzo e a Clarinha no caminho, no mercado encontrei com a dona Estela, saindo de lá vi um cachorrinho perdido e fui levar na Dona, que era uma simpatia de pessoa e a Mãe dela também, nós conversamos, eu comi bolo e toquei umas músicas pra elas. E agora cá estou eu.
- Sem nem avisar, Daphine?
- Deixa de neura, Mãe. Ó, a dona Mari disse que quer lhe conhecer pra vocês trocarem receitas e tals. - me joguei no sofá e coloquei as pernas em cima da dela.
- Tá... Vou querer conhecer mesmo essa dona Mari que levou minha Filha de mim por uma tarde toda.
- Ciúmes, dona Priscila? - ri.
- Claro, das minhas duas filhas não é, Kamila? - a abracei e a Kami se jogou em cima da gente.
- Cadê minhas jujubas? Cê demorou tanto que o Guilherme foi pra casa.
- Ele tem que aprender que essa casa é minha, se não vou cobrar aluguel dele. - falei e rimos, peguei as jujubas e ficamos comendo enquanto assistíamos a novela na televisão da sala.





Então gente o bagui é o seguinte: Eu sou preguiçosa e todos sabem.
Tenho um probleminha pra decidir quem será a Daphine, se deixo a Elizabeth ou se coloco a Jade ou a Camila. ( Antes que perguntem, essa não é a Jade, é outra Jade *----* ) Vou ver o que faço por que to com a mente bugada aqui, flw? Flw.
E vou continuar postando aqui quando der, ou também posso atender a pedidos né? u.u
Chego firme e forte aqui no dia que a Ndnpd acabar, e não tenho noção de quando vai acontecer kakakaka
Beijão!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Capítulo 2.

" Tudo irá tomar o seu devido lugar. "


Fiz a twittcam e nos organizamos direitinho, a Kami vai transmitir para os que não conseguirem o convite e os que não podem vim por causa da distância.
Embora a notícia que recebi hoje não tenha sido boa, eu estou feliz e muito ansiosa pro pocket, faz tempo que não faço shows uns três meses e sinto muitas saudades disso. Dizem que não sou um bom exemplo, e às vezes sinto isso também mas eu quero ser melhor, preciso ser melhor. Não quero decepcionar meus Meninos.
Fucei no celular uma foto legal e postei:



" Boa noiteca ! Até amanhã =D "

     * LUAN NARRANDO *

Saí de uma boate e fui cercado por flashes, eu amo o que faço mas tem dias que enche o saco essas pessoas todas olhando cada passo que dou, principalmente uns colunistas que não irei citar nomes.
O Well me ajudou a entrar no carro junto com o Roberval e partimos pra minha casa. Três dias de folga, mais que merecidos pois foram duas semanas viajando todo o dia, eu me sentia cansado mas quando entrava no palco tudo sumia, ver todos aqueles sorrisos cantando junto comigo era reenegirzante, mas nesse momento preciso de silêncio, um bom banho e minha cama.
- Até. - acenei pra eles e fechei a porta.
Subi pro meu quarto e tomei um banho morno, vesti uma cueca e deitei, adormeci rápido.

Acordei com o rosto inchado de tanto que dormi, levantei e comi, a moça que trabalha aqui havia deixado meu café da manhã pronto, que foi um almoço pra falar a verdade.
Peguei meu violão e comecei a dedilhar uns acordes, encostei ele no sofá novamente e liguei o vídeo game, joguei umas partidas de futebol e logo enjoei. Um tédio sem fim.
- Eita rapaiz. - passei as mãos no cabelo - Vou falar com meus amors, tão me cobrando muito.
Entrei no twitter e fiquei vendo o que elas falavam por quase uma hora, elas passam tanto tempo ali me mandando tweets e mais tweets dizendo que me amam, outras me xingando por está afastado dali.
"Sai desse Instagram e vem pro twitter", esses comentários também se multiplicavam nas fotos em que eu postava. 

"Amooors tavam com sdds de mim? :x"

Postei e fiquei vendo a agitação que tomou conta daquele twitter. Então comecei a conversar, respondendo quem eu conseguia, é, realmente faz tempo que eu não faço isso.
Quando saí e liguei pro Testa, ficar em casa tá chato.
- Ô, Boi.
- Diga, Patrão.
- Vamo naquele restaurante chique lá.
- Qual?
- Aquele, Boi.
- Tá pronto já?
- Ainda não.
- Então quando a noivinha estiver arrumada, me liga tá certo?
- HAHAHA - ri sem graça e desliguei.
Tomei um banho e me arrumei, fazia frio em Sampa.

Fomos ao restaurante e estava cheio de pessoas.
- Será que tem alguma coisa aqui? - o Rober falou ajeitando o boné.
- Deixa eu dá uma conferida na área. Esperem. - o Well disse e entrou, esperamos por ele dentro do carro.
- Você falou que vinha aqui?
- Não... Como será que descobriram?
- Vai ter um pocket show aí, não vai ser muito barulho por que é voz e violão, se quiser tem outro espaço que dá pra ir...
- Ah cara mas eu to com fome.
- Tem outros restaurantes aqui em São Paulo.
- Mas eu quero nesse, vamos ver o show. - falei descendo do carro e eles me acompanharam. Havia impressa lá mas acho que não me notaram, tinham outras pessoas chegando pela entrada principal e estava lotado de fãs.
Fomos para o lugar reservado e meio escondido, lá estava arrumado com flores e no fundo tinha um mini palco. Pedimos comida e ficamos esperando, enquanto isso o lugar começou a encher e os fãs pareciam bem comportados, diferente das minhas.
- Seus fãs podiam ser assim.
- Ow Cirilo não fala assim das minhas neguinhas, se elas fossem quietas você ia perder o emprego então agradeça à elas. - joguei o cardápio nele.

Começaram a ajeitar um negócio e colocaram um notebook. Uma moça morena com umas mechas loiras e muito bonita começou a falar num microfone, dizendo que a menina que cantaria estava se arrumando e voltou a organizar o notebook, direcionando a câmera pra pegar todo palquinho.
Quando minha comida chegou o show começou, soou uma linda voz em meus ouvidos e eu me virei automaticamente para olhá-la, aparentava ser novinha, acho que uns vinte anos e tinha os cabelos negros e a pele quase papel de tão branca. Ela cantou umas músicas e tinha o estilo pop com uma pegada meio rock mas sua voz era suave, boa de ouvir.
- Eu tava com muita saudade de vocês. - falou sorrindo - Ee... Agora, como a gente combinou, vocês escolhem um cantor e eu toco ok? ...Demi? Então vamo de On The Line? Vem aqui, Guilherme isso é um dueto, baby! - falou rindo e o tal entrou sentando num banquinho ao seu lado, os fãs foram a loucura.
- Tá gostando do show, Luan? - me virei e vi o Isaac.
- Ah sim, é ela muito boa.
- A Daphine é assim desde criancinha, não a conhece?
- Sendo sincero? Cara eu não sei quem é.
- Mas o Pai dela você deve conhecer. - tentava escutar a conversa mas sua voz estava tomando conta de minha mente.
- Essa é a maluquinha do Mocelin? - Rober perguntou e eles riram.
- Ela mesmo, mas é muito gente boa.
- Ela o que? - falei confuso.
- Nada, Boi nada. Assiste o show aí.
- Nunca tentei cantar Confident assim pra todos ouvirem, acho que não vai dar muito certo. - fez careta - Que tal One Less Lonely Girl? Ah gente, vocês sabem que tenho uma queda pelo Bieber. - nos fez rir de seu jeito e começou a cantar novamente.
Cantou outras músicas em inglês e em português, e atendeu muitos pedidos.
- Canta uma do Luan Santana! - gritaram e eu ri.
- Acho que não sei nenhuma. - entortou a boca. Como assim ela não sabe minhas músicas? Em que mundo ela vive?
- Aquela da twittcam do ano passado! - uma garota falou e ela ainda permanecia confusa.
- Ela é uma mulher, menina que precisa urgentemente ser mais forte... - começaram a cantar e ela fez cara de "Ah lembrei" e continuou com eles.
- Escolhi ser diferente amor, só pra te amar. - ela finalizou sorrindo e eu a aplaudi de pé.
- Senta aí, Cabeçudo quer que te vejam?
- Você ouviu? Ela cantou minha música. - sorri.
- Pronto apaixonou, coitado.
- Que apaixonou o que, sou passarinho solto.
- O Amarildo vai conversar com você.
- O Pai? Por que?
- Ah não posso falar. - coçou a nuca.

Quando o show acabou, pedi ao Isaac que me levasse para conhece-la, ela atendia uns fãs e tirava fotos, fazia caretas, mostrava a língua, dava autógrafos e eu a observava, assim que terminou todos, a Moça de mechas loiras lhe entregou uma garrafinha de água e o garoto que cantou com ela antes, se apertaram num abraço à três.
- Posso...?
- Claro, Luan fique a vontade.
- Valeu aí, Cara. - dei um tapinha em suas costas e fui em direção à ela que estava de costas, me aproximei e um perfume doce tomou conta de minhas narinas, então toquei seu ombro e ela se virou pra mim com um pequeno sorriso nos lábios.
- Oi? - ela falou e tudo escureceu, não eu não desmaiei, faltou luz mesmo - Kami? Gui? Socorro.
- Calma, calma. - a abracei.
- Você quer me matar?
- Não, de jeito nenhum.
- Ai meu Deus. Tem certeza? Foi meu Pai que te mandou né?
- Calma gente! Já foram ligar o gerador. - o Isaac disse alto para todos escutarem.
- Eu não sei quem é seu Pai. - falei confuso e uma lanterna se aproximou de nós.
- Ai Daphine, cê tá aqui que susto. - o tal Guilherme disse e ela foi arrancada dos meus braços.





Acabou o momento bonitinho da história ops, falei demais. Ainda estão confusas? Assim que eu gosto hahaha
Até outro dia, Fofas xoxo.