sábado, 14 de junho de 2014

Capítulo 4.

" Meu jeito, seu jeito sei que não são iguais. "


Uma semana depois...

O Alessandro nos chamou no escritório da gravadora dele, o Pai parecia apreensivo e eu estava um pouco nervoso.
- Pai, o que é que vamos fazer lá?
- Uma... Troca de favores. É temporário, você vai saber lá.
- Ai, ai, ai.

Chegando lá, fomos até sua sala e ele não estava. Tivemos que esperar, o que aumentou minha ansiedade e comecei a "batucar" na mesa.
- Bom dia, desculpem o atraso estava resolvendo umas coisas com minha secretária. - arrumou a gravata.
- Fala de uma vez o que quer comigo.
- Calma, Luan Santana você sabe que só se tornou isso o que é hoje por um empurrãozinho significante que lhe dei o apresentando ao Sorocaba, não é mesmo?
- Sim, onde quer chegar com isso?
- Um grande favor, convenhamos sim?
- Sim. - revirei os olhos - Você quer que eu te agradeça? Grande Alessendro Mocelin, obrigada por me ajudar a ser o que sou hoje. Pronto? Vamo Pai. - ia me levantar e ele riu.
- Não tem de quê. Mas não é isso, sente-se novamente. - apontou a cadeira, olhei pro meu Pai e ele assentiu - Andei conversando com o Amarildo e não é bom pra sua imagem ser visto saindo de boates e se agarrando com certos tipos mulheres por aí.
- Não é você que cuida da minha imagem, e outra eu sou jovem tenho que viver também. - o interrompi.
- Continuando. Você tem muitas fãs que são crianças. E os pais não devem ver como um bom exemplo. Tenho a solução para os seus problemas, que consequentemente resolvem os meus. O que me diz?
- Qual a solução?
- Iremos fazer um namoro fake.
- O que? Eu e você? Tá maluco cara? - meu Pai soltou uma risada pelo nariz.
- Eu e você? Definitivamente NÃO! Tá me achando com cara de frutinha? - suspirei - Você vai namorar minha filha, até que esses sangues sugas sensacionalistas esqueçam da faminha que os dois tem. - ela deve ter faminha de baranga; pensei.
- É pegadinha? - comecei a rir.
- Não, Luan é sério.
- O que, Pai? O Senhor concorda com isso? E a Mamusca sabe dessa palhaçada?
- Eu concordo sim, sua Mãe não queria que fosse assim mas precisamos apagar a sua faminha de... Am...
- Galinha? - o Mocelin sugeriu e o fuzilei com o olhar.
- Vai deixar ele me chamar assim, Pai? - perguntei incrédulo.
- Verdade seja dita, Luan você não está em condições de reclamar. Não te educamos pra isso. Você parecia que ia se aquetar com a Jade mas não foi o que houve, o que tá acontecendo com você? - eu não esperava ouvir isso do meu Pai, cara é meu Pai.
O silêncio se instalou por alguns minutos.
- ...Eu não vou namorar sua Filha, deve ser feia como o Pa
- O que é que você quer, querido Papai? - a garota falou irônica enquanto jogava sua bolsa em cima da mesa, seu perfume me era familiar... Só não lembro de onde.
- Você está atrasada, Daphine.
- Daphine? - falei e ela se virou, sim era ela.
- Você? O que esse garoto tá fazendo aqui? - falou desconfiada.
- Já se conhecem?
- Ótimo! - seu pai exclamou - Agora vocês são namorados, e nossa meta é tê-los como aqueles vampirinhos do filme, O CASAL MAIS QUERIDO DE TODOS OS TEMPOS!
- Nossa. - gargalhou - Eu que sou flagrada "bebendo conteúdo suspeito" - fez uma voz diferente, debochada que só ela - E ele que fica doidão. Qual a droga que estão te dando? - apoiou o queixo nas mãos e se esticou na mesa - É alguma nova? Eu já falei que não vou namorar pra "limpar minha imagem", meus meninos me amam do jeito que eu sou!
- Só que os pais dos seus meninos que pagam os shows, as revistas, os CD's e tudo! Se eles julgarem que não é certo, você não lucra. Amor não é tudo!
- Você que devia ter morrido e não minha Mãe, ela gostava de mim. - gritou.
- Amiga, sabia que não podia ter te deixado entrar sozinha. Vem aqui. - a moça de mechas loiras disse entrando e a abraçou, seus olhos estavam cheios d'água.
- Me leva daqui, Kami. - pediu com a voz chorosa.
- É melhor conversarmos outro dia, a Menina não tá muito bem.
- Não, Pai temos que resolver de uma vez.
- To com o garoto. - o Alessandro disse apontando com a caneta.
- Esperem mais um pouco, por favor. - a garota de mechas loiras disse saindo com ela.

Depois de longos minutos de espera elas voltaram.
- Vamos resolver isso agora. - sentou em outra cadeira - Ela aceita. MAS condições serão impostas e deverão ser cumpridas. Primeiramente: ela se recusa a sair de sua casa, caso forem morar juntos, o que acho desnecessário. Nada de agarração em público e muito menos no "privado". Ambos poderão sair para se divertir, desde que não coloque chifres no outro e sejam vistos no ato. Tudo bem pra você?
- Não vejo a hora! - fingi animação e dei de ombros - Quando vamos acabar com o teatrinho?
- Quando desgrudarem dos dois. Vamos começar já, fazendo vocês se encontrarem por acaso em uns lugares. Hoje a noite na... Vocês também moram em Alphaville não é?
- Sim... - meu Pai respondeu - Pode ser na... Academia?
- Faz tempo que eu não vou na academia. - murmurou.
- Num shopping o tumulto seria grande...
- Mas ganharia visibilidade.
- Shopping é muito manjado. - a morena disse revirando os olhos.
- Então terás de voltar a frequentar a academia, Daphine. Aproveita que tá precisando mesmo. - seu Pai falou e dei uma gargalhada.
- Por que não vão dar o cu?
- Daphine. - a Kamila a olhou como uma Mãe olha pra um filho que acabou de falar coisa que não devia, e ela suspirou revirando os olhos. Que menina enjoada.
- Me desculpe pelos modos moço, não tive nenhuma base familiar portanto não tenho educação. - sorriu pro meu Pai.
- Oh, tudo bem. - ele falou sem graça.
- Voltando ao assunto, não quero fazer academia, estou bem. Me encontra no mercadinho que tá de bom tamanho. Vamo logo, Kami?
- Vamos, o Gui está nos esperando. Tchauzinho.
- Tchau, Moço. - acenou pro Pai, até parece que era só ele que tava ali.
- Mas antes, Luan, no dia do pocket no Paris 6, foi publicado alguma nota sobre sua presença lá?
- Eu não fiquei sabendo.
- Me passa a o telefone da sua acessoria, por favor? E estejam prontos para agir. - riu - Parece até que vão roubar um banco. Mas enfim, vou resolver isso com eles e irão te comunicar. - meu Pai lhe entregou um papelzinho - Obrigada. Reunião encerada. Tenham um bom dia, Senhores com licença. - sorriu pegando a bolsa da marrenta e saíram de lá.
- Menina de fibra a Kamila, ela que coloca um pouco de juízo na cabeça da Daphine.
- Vou ser babá agora. - revirei os olhos.
- Vocês vão se dar bem, ela nem é tão - pausa - Chata quanto parece ser.




Próximo capítulo com 3 comentários okay? xoxo

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