sexta-feira, 20 de março de 2015

Capítulo 56.




(...)


- A gente entrou na pet shop e eu tirei ele da coleira, aí alguém abriu a porta e ele correu pra rua, tinha um carro passando bem na hora e buzinou, ele correu assustado e eu não consegui alcançá-lo. Eu não sabia que um cachorro daquele tamanho poderia correr tanto!
- Meu Deus... Cadê a Ine?
- Tão esperando ela terminar o show pra poder contar.
- Tá bom, dona Priscila, eu só vou chegar amanhã à noite. Cuidem dela, por favor?
- Claro Luan. - nos despedimos e desligamos. O Rafa sumiu.
- Luan? - bateram na porta.
- Entra.
- Tá pronto?
- Bora. - peguei meu celular e fechei a porta do quarto. Ia ter um pocket numa rádio agora, mais tarde um show e só aí, eu poderei ir pra casa.
- Cê tá estranho...
- Meu filho fugiu.
- Hein? - perguntou confuso.
- O cachorrinho da Ine, né Testudo!
- Ah, é mesmo. - riu - E ela já sabe?
- Não, ela vai ficar louca. Queria largar tudo e ir procurar por ele. - suspirei.
- Mas você não pode.
- Eu sei tá. - cruzei os braços.
- Coloca um sorriso nesse rosto de bolachão aí. - ele disse e saímos do elevador.

Fomos pro estúdio da rádio, era um show pequeno, pra cem ouvintes que foram sorteados.
Já o show da noite foi enorme, era o último dia da festa da cidade e pelo que eu ouvi falar, nós batemos recorde de público.
Liguei pra Mãe avisando que iria direto pra casa da Daphine, ela assentiu e disse que ela tá muito triste, sem comer. A Daphine não teve nenhum cãozinho antes desse, e a única pessoa que ela perdeu foi a mãe, muito tempo atrás. Então é fácil de compreender porque ela está sofrendo tanto.

Entrei no quarto e ela estava deitada na cama, agarrada ao travesseiro.
- Vem aqui, meu amor.
- O nosso filhotinho, Luan. - sentou no meu colo me abraçando pelo pescoço.
- Não fica assim, pequena. A gente vai achar ele. - afagava seus cabelos.
- É culpa minha.
- Por quê?
- Eu devia ser uma mãe presente. - apesar da situação, não pude deixar de dar uma risadinha.
- Você não tem culpa de nada, aconteceu.
- Eu quero meu filhinho. - ela voltou a chorar.
- Eu prometo que vamos achar nosso filhote, prometo.
Na foto da tela de seu celular, éramos nós dois e ele. Essa foto foi no dia que a gente chegou de Orlando, o rabinho dele balançava tanto que parecia ter vida própria.
Acabei adormecendo junto com ela e só acordamos de manhã, bem cedo pois ela ardia em febre.
- Eu vou te levar no hospital.
- Não quero.
- Sua mãe não tá aqui, e eu não vou te dar remédio sem saber. Troca de roupa agora.

Fomos pro hospital e enquanto esperava entrei no Twitter, fiquei só olhando do que elas falavam. O negócio tava agitado. Fui olhar os trends e engasguei ao ver "Luphine" e "grávida" entre os assuntos mais comentados.
"O Luan e a Daphine tão no hospital que meu pai trabalha! Ele acabou de me ligar." li e ri, antes que a Arleyde me ligasse, resolvi esclarecer aquilo.


"Amooors! Que história é essa que a Ine tá grávida?? Oo"



"@medominoulr: @luansantana mas cê não tá com ela no hospital?"
@medominoulr To muié, mas não é gravidez não.


"@armariamocelin: @luansantana ELA TÁ DOENTE? O QUE É QUE A ÍDOLA TEM? JÁ ACHARAM O RAFA?"
@armariamocelin Ela acordou com febre e eu trouxe ela pra cá. Ainda não achamos nosso filhote =/"


"O médico vem ali, qualquer novidade eu aviso fecho?" - Guardei o celular e levantei pra falar com ele.

- A febre foi somente emocional. Se voltar, você dá esse remédio aqui. - me entregou uma receita - Venha, vamos ao consultório.
- Claro, mas cadê ela?
- Na sala de inalação, conversando com um garotinho. - sorri.
- Licença, meu celular tá tocando. - ele assentiu com a cabeça e me afastei para atender - Fala Roberval.
- Como é que você sai sozinho?
- E se fosse grave? No tempo que vocês demorariam pra chegar, ela podia piorar!
- Tá, tá mas ela está bem?
- Agora sim.
- Nós estamos chegando aí.
- Ok, eu vou falar com o médico.
- Beleza. - desliguei. Bati na porta da sala e entrei.
- Os fãs estão empenhados em encontrar seu filhote, passa tranquilidade pra ela, ele vai aparecer logo menos.
- Tudo bem, eu espero mesmo viu.
- Enquanto isso cuida dela direitinho, e dá cereal na boca dela.
- Hum? - estranhei.
- É minha filha. - ele mostrou o celular e eu ri - Bom, é isso. Mostre-a que ela não está sozinha.
- Isso eu posso fazer.
- E deixe-a de repouso pelo resto do dia. Sabe se ela tem inalador?
- Tem sim.
- Ah, muito bem. Aqui está a alta dela, só assinar.
- Pronto. - levantei e apertamos as mãos.
- Obrigada, e isso você entrega na recepção.
- Obrigada você, Doutor. - assentiu - Pode me levar aonde ela tá?
- Sim, por aqui.
Ele nos guiou pelo corredor até uma salinha que pela decoração era de crianças, estava ela, o menininho e uma senhora, acho sua mãe. Eles riam de algo.
- Ine?
- Eita! - o garoto disse assustado nos fazendo rir.
- Ele que é o meu namorado, Italo.
- Ele? - ela assentiu.
- E aí, rapaz? Tudo bom? - assentiu.
- Mãe, posso tirar uma foto com ele? - ele cochichou.
- Se ele quiser, filho. Palavrinha mágica?
- Por favor? - falou me olhando.
- Owwn meu Deus! Dona Jane, a senhora educou seu filho muito bem, que coisa fofa.
- Tiro foto sim, Italo. - ri.
O Doutor tirou a foto de nós quatro, e depois eu e a Ine mandamos um áudio para a Lili, filha do médico que causou todo aquele alvoroço no twitter.
O Cirilo chegou com o Rober e nós fomos pra casa dela, ele que foi levando o carro dela.
- Tchau, gente.
- Tchau patroa. - o Testa piscou e ela riu assentindo.
Entramos em casa e ela se jogou no sofá tirando as sapatilhas.
- Tá se sentindo melhor? - perguntei.
- Um pouquinho né.
- Sabe que acharam que cê tava grávida?
- Quem?
- Nossos fãs, e... Até que não seria uma má ideia né?
- Eu hein, tá maluco? - me deu um tapa no ombro - Eu só quero meu filhotinho. Vamo procurar ele mais um pouco?
- O médico disse que você tem que descansar.
- Eu não quero. - pela cara que ela fez, sabia que iria chorar e lhe abracei. A ajudei a subir a escada e a tirar a calça apertada.
- Dorme que teu mal é sono. Eu vou achar nosso filhote, tá bom? E você tem que dormir agora.
- Mas eu quero ajudar, Luan.
- Shh. - a coloquei na cama - Dorme, meu amor.
Ela ainda insistiu em levantar mas consegui convencê-la a dormir. A cobri com o lençol, beijei sua testa e liguei o abajur.
Saí do quarto encostando a porta, e tirei logo o celular do bolso.

"Amooorss ;x  eu e a Ine tamo oferecendo uma recompensa pra quem achar nosso filhote, ceis topam nos ajudar?"




Oiii sdiksnlnso.
Não sei quando vou postar aqui novamente, então não criem esperanças ok? :))

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Capítulo 55.


Na quinta feira a Ine tinha show, e como só viajaria sexta a tarde, resolvi que iria. Estávamos na cama prontos pra dormir, ela estava inquieta como sempre.
- Quer que eu te relaxe um pouco?
- Relaxar como?
- Pra começar eu posso te dar uns beijos e
- Eu preciso estar descansada amanhã, Rafael.
- Mó besteira, cê vai estar descansada.
- Tu é chatinho hein.
- E tu é minha. - subi em cima dela.
- Ou, seu gordo.
- Gordo é?
- Baleia la la la. Ai!
- Eu mordo de novo, viu.
- Eu prefiro beijo.
- Ah é? - sorri malicioso.
- Ei, mas é só beijo. Já disse que tenho que descansar.
- Shh. Eu que mando aqui hoje. - ela gargalhou e entrou na "brincadeira".
De manhã, acordei com o barulho do chuveiro. Estava só de cueca, então levantei e entrei no banho junto com ela.
- Bom dia, amor.
- Bom dia, Ine. - me abraçou e deixou um beijo estalado em minha bochecha.
- Vê se não demora, to te esperando pra tomar café ok?
- Toma banho comigo?
- Eu já acabei.
- Por favor? - fiz bico.
- Tá, tá.
Tomamos um banho gostoso, cheio de beijos e risadas. Nos vestimos e descemos pra tomar café com sua mãe, o Rafa também tava lá comendo.
- Cada dia esse filhote cresce mais. Tem o que nessa ração?
- É ração normal ué. - rimos - Bom dia, crianças.
- Bom dia, mãe.
- A Ka ligou e disse que já, já tá chegando. Então come e fica pronta.
- Ok.
- Eu tenho que ir lá em casa pegar uma roupa.
- Come alguma coisa antes.
- Acho que não dá tempo.
- Então vai comendo essa maçã, cuidado.
- Obrigada, sogra. - beijei sua bochecha - Você não sai sem mim ouviu? 
- Tá. - ela revirou os olhos - Vai logo.
- Cadê suas chaves?
- Naquele coisinha onde fica o telefone.
- Ok. Já volto.
Peguei seu carro e fui em casa, falei com a Mãe e ela me ajudou com a roupa.
- A gente vem dormir aqui tá?
- Tá bom, filho.
- Até mais tarde, tchau mãe. - nos abraçamos - Amo você.
- Também te amo, bom show pra minha norinha. - ri e ela também.
Cheguei e a Kamila e o Guilherme já estavam lá junto com um pessoal da produção, só me esperando. Nos despedimos da dona Pri e partimos pra Campinas.
Na van ela estava calada, o que não é normal.
- Ei?
- Oi? - parecia ter acordado de um transe.
- Tá pensando em quê?
- Ah, nada especial. - deu de ombros - Me abraça?
- Não precisava nem pedir, pequena. - passei meu braço por seus ombros.
- Você é o melhor pra mim, eu sei. - ela cantarolou e riu.
- Eu te quero, baby... - ela sorriu, grudei nossas bocas a beijando carinhosamente.
- Quanto amor nessa van! - o Gui falou e ela mostrou o dedo do meio.
- Me deixe, Guilherme.
- Deixa ela, Gui. - lhe dei um tapa na cabeça.

Ela consegue ser mais maravilhosa ainda quanto canta, dá pra notar como ela fica feliz em fazer aquilo.
Quando ela saiu do palco, pulou nos meus braços.
- Gostou do show?
- Foi maravilhoso. Cê tava linda, amor.
- Obrigada. - ela sorriu. Sorriso gigante.
- Eu tenho muito orgulho de você sabia? - ela negou e eu ri assentindo.
- Eu também tenho orgulho de você, cantorzinho. - apertou meu nariz e nós rimos.
- Coisinha chata da minha vida! - ela riu e seus lábios se encaixaram nos meus.
O encaixe é tão exato que parece que nós nascemos para nos beijarmos, toda hora. Eu ficaria beijando-a o resto da minha vida, sem problema algum.




Vamo até o final... ♪♫
Beijos!

domingo, 28 de dezembro de 2014

Capítulo 54.


(...)

* DAPHINE NARRANDO *

- Amor?
- Hum?
- Tá tão chato aqui. Vamo sair?
- Essa hora? Não tem nada.
- Então vamo lá pra cima.
- Não quero. - ele fez bico.
Estávamos sozinhos, e tava super chato. A mãe foi fazer um cruzeiro e me abandonou, a Cléo tava com problemas e eu a liberei nessa semana.
O Rafa dormia numa almofada que estava no tapete, e eu estava deitada no sofá, com a cabeça em seu colo.
- Troca o filme.
- E se a gente ligar o videogame? No jogo do Edward?
- O jogo tá lá em casa.
- Ai que merda. - cruzei os braços.
- Vamo fazer como nosso filhote e, ir dormir? - ele riu e eu neguei.
- Bora na casa dos minis chamar eles pra brincar?
- O Enzo e a Clarinha?
- E a Dara também, vamos?
- Vamo.
Calçamos nossas sandálias, pegamos o Rafa e fomos até a casa da dona Estela, que era umas cinco casas antes da minha. Toquei a campainha e uma moça atendeu.
- Oi, a dona Estela tá?
- Oi. - ela sorriu - Tá sim, entrem.
- Ok, licença. - entramos.
- Irei chamá-la.
- Obrigada.
- Bonitona a casa dela né? - o curioso observava.
- O marido dela é tipo, podre de rico. - ele riu.
- Daphine!
- Oi pequena. - abaixei e ela me abraçou pelo pescoço.
- Tio Luan, você veio. - ela riu.
- Eu e o Rafa.
- Ele tá ficando grande. - assentimos rindo e sua mãe chegou na sala.
- A quê devo a honra de tê-los aqui?
- A gente veio pedir seus filhos emprestado. Pode? - ela riu - A gente tá no tédio lá em casa, e naquela vez que eles ficaram com a gente nós brincamos bastante.
- Eles contaram. Se eles quiserem ir, podem sim. - sorriu - Se comporta hein, Clara?
- Tá mamãe.
- Vai chamar seus irmãos. - ela saiu correndo - A Dara vai ficar louca.
- Também acho. - rimos.
- Vocês dois sozinhos em casa, e no tédio? - ela arqueou uma sobrancelha.
- Ela não quer, dona Estela. - o Luan disse e ela riu - Eu bem que tentei mas ela me negou.
- Cala sua boca, garoto. - o empurrei pro lado.
- Vocês viu. - ela riu - Não pensam em ter filhos?
- Já temos nosso Rafa. - ele disse e eu sorri.
- Mas e filhos de verdade? Seriam lindos.
- Obrigada, dona Estela mas acho que somos muito novos pra termos filhos. É muita responsabilidade.
- Isso é mesmo. - ela concordou - Mas é a melhor coisa do mundo.
- A gente vai pra casa da Daphine. Vem logo, Dara! - o Enzo gritou descendo com a Clara.
- E aí, rapaz. - ele e o Luan deram soquinhos nas mãos.
- Tia, como você tá bonita hoje. - rimos.
- Obrigada.
O sorriso da Dara tava quase rasgando o rosto de tão grande, ela veio e me deu um abraço bem apertado. Pedi que eles pegassem sunga e biquínis, tava muito quente e íamos pra piscina.
Fomos pra minha casa e os levei pra trocar de roupa, coloquei um biquíni e o Luan colocou uma sunga azul e uma bermuda fina.
- Ídola, eu disse no fã clube que vinha pra cá. Fiz mal?
- Claro que não, Darinha. Mas vamo aproveitar a piscina e largar o celular né? - ela riu e o deixou no sofá.
Ela foi pra fora e eu fui atender meu celular, era a Ka dizendo que estava no tédio, chamei ela pra vim pra cá e ela disse que ia acordar o Gui.
- Saca só esse pulo de canhão! - O Enzo pulou na água.
- Devagar, meninos, por favor.
- Tá gostosinha hein, amor. - disse e apertou minha bunda.
- Para. - ele juntou nossos lábios.
- Tia, vamo mergulhar?
- Bora. - peguei a mão dela e pulamos na água.
Começamos a brincar na água e logo o Luan entrou também.
- Quem chega do outro lado da piscina primeiro?
- Faz uma corrida! - a Clara gritou.
- Vão pra borda e quando eu disser já, vocês vem até o final. - eu e o Luan nadamos pra borda e esperamos a Dara contar - E já!
O Luan ganhou e ficou se achando, menino chato.
Chamei eles e tirei uma foto nossa, postei ela no Insta e larguei o celular na mesa.
A Kamila e o Gui chegaram logo, ela dirige feito louca. Foi só eles chegarem que começou um tal de joga o Enzo pra cima, joga a Clara, joga a Dara. O Luan e o Guilherme pareciam mais crianças que eles.
Fui no banheiro e quando tava voltando ouvi o choro da Clara e a voz do Luan na cozinha, fiquei olhando o que ele fazia.
- Mas cê não pode correr ali. E se tivesse batido a cabeça hein? Ia dar certinho.
- Desculpa.
- Tudo bem, foi só um arranhão. - a colocou em cima do balcão.
- Tá doendo, tio.
- Eu vou pegar uma coisinha pra passar aí.
- Vai arder? - ele abriu o armário e pegou a caixinha de primeiros socorros.
- Talvez um pouquinho mas se arder cê grita. - ela riu baixinho - Agora deixa eu limpar esse machucado.
Ele fez tudo bem cuidadoso enquanto eu o observava com um sorrisinho de lado.
- Nem ardeu.
- Tá vendo só? Agora um beijinho pra sarar. - ele beijou sua testa e ela o abraçou.
Ele a colocou no chão e ela saiu correndo de novo, ele riu negando com a cabeça e guardou a maletinha.
- Ou.
- Cê tava aí foi?
- Tava. - ele fez careta.
- Eu fiz direitinho? - assenti e o abracei pelo pescoço, seus braços me apertaram na cintura.
- Tu é maravilhoso, cara. Na moral.
- Eu vou cuidar dos nossos assim, ou melhor. - ri e nos beijamos.
Que voltas malucas que o mundo dá né? Ontem eu tava afim de matar esse garoto e hoje não me vejo mais sem ele. Definitivamente, as coisas mudam muito.







E aeeee, como passaram o natal? Eu devo ter ficado uns 4kg mais gorda e estou me preparando pois quarta-feira tem mais hahahahaha
E ó, alguém pede pro bc me largar? Eu não to com inspiração nenhuma pra escrever, aí os capítulos saem chatos e eu demoro a postar. #eunãomereciaisso

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Capítulo 52.


O show tava ótimo, como sempre e tals. O Luan tava falando das três coisas que ele sabia que os baianos gostavam... Blá, blá, blá e começou lepo lepo.
- Mas o que essa piranha tá fazendo ali!?
- Conhece?
- Infelizmente, tive o desprazer de conhecer quando a gente tava voltando de Orlando. - ele riu.
- Se não tirarem essa vadia daí eu vou jogar meu sapato na cara dela!
- Êpa, sua louca. Você não pode fazer isso. - segurou meu braço.
Eu não tenho ciúme das donzelas e das que dançam lepo lepo com ele, não tenho. É o trabalho dele, são as fãs dele.
Mas essa vadia não me desceu desde a primeira vez que olhei aquela carinha de rabo.
Quando acabou, ela foi pra onde eu estava. Ela quer briga, Brasil. Ela quer briga!
- Que homem gostoso. - ela disse se abanando.
- Isso tudo por causa de uma sarrada? Minha filha, o caso tá crítico por aí viu.
- Se você não sabe, querida ele já fez muito mais que isso.
- Eu sei que ele tinha mau gosto.
- Mau gosto ele tem agora. - gargalhei. O Rober estava do meu lado, talvez pra me segurar caso rolasse um contato físico.
- Se manca, sua otária.
- Você não é mulher pra ele, projetinho.
- To pouco me fodendo pra você, querida.
- Volta pro prézinho, dez anos.
- Tu aqui pagando pau e no final ele vai embora com quem mesmo? Ops! Comigo. Senta e chora, fofa.
- Olha aqui su
- Foi uma ânsia inenarrável ter que olhar essa sua cara de novo, espero que nunca mais apareça na minha frente. - lhe dei um tapa de cabelo.

Na van, já voltando pro hotel, o assunto foi esse.
- E ainda jogou o cabelo na cara dela! - a Karielle disse e nós rimos.
- Luan tá feito com essa daí. - o Rober disse rindo - Pensei que ia ter que separar briga.
- Até parece que eu ia sair no tapa com aquela, mal comida.
- Não pode se rebaixar.
- Isso mesmo, Marloca.
Eu tava de bico com o Luan, por que sim.
Tinha algumas fãs no hotel e eles pararam pra falar com elas, eu passei direto pra dentro e fui pro quarto. Havia me despedido de todos na van ainda.
- Pequena? - ele disse entrando no quarto.
- Que é?
- Cê é doida viu.
- Eu não.
- E o que foi aquela discussão? Eu vi.
- Ela que foi me provocar, o Rober viu. - ele riu me abraçando - E você me solta.
- Não solto nada. O que foi que ela te disse?
- Que você já comeu ela e que eu não sou mulher pra você.
- Ô meu Deus. Cê tá linda com esse bico.
- Eu sou linda de qualquer jeito. - ele riu assentindo.
- A melhor de todas. - nos jogou sobre a cama - Minha pequena ciumenta.
- Ciumenta não. Protetora.
- Protetora é? Tá bom. - ele selou nossos lábios.
- Agora sai de cima de mim, eu vou tomar banho.
- Errado. Nós vamos tomar banho. - revirei os olhos e levantamos.
- Sem gracinha viu? Vai ficar sem hoje.
- Por quê?
- Eu não quero, to querendo pensar hoje.
- Pensa enquanto a gente f
- Não. Não dá. - tirei meu vestido.
- E você vai pensar no quê?
- Na vida.
- Que desculpa esfarrapada.
- Foda-se.
- Posso pelo menos pensar com você? - ri e fui soltar os botões da sua camisa.
- Pode.
- A gente pode ter um bebê?
- Um bebê? O que eu já falei sobre isso? - coloquei as mãos na cintura.
- Que você quer ter muitos bebês comigo, um time de futebol.
- Tu tá é doido.
- Eu to amando, é diferente. - sorrimos e eu o beijei enquanto acariciava sua nuca.




Me desculpem ter passado tanto tempo sem postar, eu tava na correria pro show dos meninos, coisas da escola e eu não tava nem conseguindo escrever.
E pra completar: to de castigo. Ah que ótimo!
Quero ano que vem logo, não aguento mais, as únicas coisas boas desse ano foi eu ter conseguido ficar pertinho do Luan e ter abraçado os mlks pq olha.
Enfim, Tacy seja bem vinda e eu fico muito feliz que esteja gostando! : ))

Capítulo 51.

O capítulo tá sem nome porque o bc me pegou, tentei escapar não consegui ksksksk
Boa leitura.

Viajamos para Salvador na quinta de noitinha, como planejamos.
Dormimos até umas seis e meia da manhã, ou seja, estamos atrasados.
Levantei primeiro, tomei banho e já me arrumei. Pedi café da manhã pra gente e ele ainda continuava lá jogado na cama.
- Não sei o motivo de estar tão cansado se ontem tu só jogou videogame. - ele resmungou alguma coisa que eu não entendi.
- Vem pra cama, deita aqui comigo.
- Vai Rafael, levanta. Olha a hora.
- Tá bom...
- E toma banho logo.
- Sim, senhora. Cê manda e eu obedeço.
- Ai como você é engraçadinho. - apertei seu rosto.
- Bom dia, meu amor.
- Bom dia, coisa feia.
- Ia te chamar pra tomar banho comigo mas nem rola né?
- É, eu já estou pronta. E to esperando nossa comida.
Ele foi tomar banho e logo nosso café chegou.
A saída do trio seria as oito, pra não pegar o sol muito forte e tals, nossas roupas foram bem simples e levinhas por estar calor, e pelo fato de que vamos suar. Isso não me agrada nem um pouco mas né.
Fiquei com o Luan, o Rober e o Well no "camarim" que improvisaram pra ele. 
- Esse troço fica peguento.
- Esse troço te protege.
- Mas eu não gosto.
- Tu vai ficar de baixo de sol e não quer passar protetor solar? Cala a boca, garoto.
- Mas esse sol da manhã é bom. Não é, Roberval?
- Não me meto em briga de casal.
- Ô, cê é chato hein.
- Luan, fica quietoo! Arrgh.
- Tem que ouvir a namorada hein, ela tá certa. - ele fez careta. A Ivete tava ouvindo eu dar bronca no Luan, to risos.
Terminei de passar protetor nele e passei em mim, enquanto nós conversávamos. Ela é super simpática, gente boa. E eu me senti uma gazelinha perto das pernas daquela mulher.
Fiquei em cima do trio com eles, sentada no canto vendo os dois cantarem. E de vez em sempre chamava o Luan pra beber água.
- Que que deu em você hoje? - o Rober perguntou.
- Como assim?
- Tá aí toda cuidosa com ele, amor né? Eu sei.
- Talvez. Com qualquer um eu faria isso, ninguém merece ficar tostado e, ou pegar um câncer de pele ou uma insolação.
- Verdade.
- E o show vai ser de que horas?
- Umas sete horas.
- Tá bom.
Depois que acabou o negócio lá, voltamos pro hotel e ele foi tomar banho. E depois, foi pra cama. Tomei banho e deitei com ele.
- Pensei que ia ter que te chamar. - falou baixinho.
- Eu não sabia que ia ser tão corrido assim... Se tu quiser a gente não vai mais pro Pernambuco, tá?
- Não, nós vamos sim.
- Mas tu vai ficar muito cansado.
- Eu não ligo, depois daqui só tem show no outro fim de semana, vou ter tempo de descansar.
- Mas Lua
- Nem adianta, cê não quer ir mais?
- Quero só que voc
- Então a gente vai e não se fala mais nisso.
- Para de me cortar, seu chato da porra! - ele riu.
- Agora deixa eu tomar meu lugar, a conchinha sou eu. - ele tirou minha perna de cima da sua e virou pro lado que eu estava, fazendo o mesmo que eu.
- Ok, seu conchinha, não baba no meu cabelo, valeu?
- Eu já babei no seu cabelo alguma vez?
- Que eu saiba não. - ele gargalhou - Ai que nojo.
- Vai dormir, sua louca.
- Eu só vou ficar aqui contigo, não to com sono.
- Que menina boa.
- Você sabe.
- Como sei. - beijou meu ombro - Me acorda de cinco horas?
- Acordo. - peguei sua mão e entrelacei nossos dedos.
- Não vai me desejar boa tarde e bons sonhos?
- Vai dormir, menino. - ele riu.