(...)
* DAPHINE NARRANDO *
- Amor?
- Hum?
- Tá tão chato aqui. Vamo sair?
- Essa hora? Não tem nada.
- Então vamo lá pra cima.
- Não quero. - ele fez bico.
Estávamos sozinhos, e tava super chato. A mãe foi fazer um cruzeiro e me abandonou, a Cléo tava com problemas e eu a liberei nessa semana.
O Rafa dormia numa almofada que estava no tapete, e eu estava deitada no sofá, com a cabeça em seu colo.
- Troca o filme.
- E se a gente ligar o videogame? No jogo do Edward?
- O jogo tá lá em casa.
- Ai que merda. - cruzei os braços.
- Vamo fazer como nosso filhote e, ir dormir? - ele riu e eu neguei.
- Bora na casa dos minis chamar eles pra brincar?
- O Enzo e a Clarinha?
- E a Dara também, vamos?
- Vamo.
Calçamos nossas sandálias, pegamos o Rafa e fomos até a casa da dona Estela, que era umas cinco casas antes da minha. Toquei a campainha e uma moça atendeu.
- Oi, a dona Estela tá?
- Oi. - ela sorriu - Tá sim, entrem.
- Ok, licença. - entramos.
- Irei chamá-la.
- Obrigada.
- Bonitona a casa dela né? - o curioso observava.
- O marido dela é tipo, podre de rico. - ele riu.
- Daphine!
- Oi pequena. - abaixei e ela me abraçou pelo pescoço.
- Tio Luan, você veio. - ela riu.
- Eu e o Rafa.
- Ele tá ficando grande. - assentimos rindo e sua mãe chegou na sala.
- A quê devo a honra de tê-los aqui?
- A gente veio pedir seus filhos emprestado. Pode? - ela riu - A gente tá no tédio lá em casa, e naquela vez que eles ficaram com a gente nós brincamos bastante.
- Eles contaram. Se eles quiserem ir, podem sim. - sorriu - Se comporta hein, Clara?
- Tá mamãe.
- Vai chamar seus irmãos. - ela saiu correndo - A Dara vai ficar louca.
- Também acho. - rimos.
- Vocês dois sozinhos em casa, e no tédio? - ela arqueou uma sobrancelha.
- Ela não quer, dona Estela. - o Luan disse e ela riu - Eu bem que tentei mas ela me negou.
- Cala sua boca, garoto. - o empurrei pro lado.
- Vocês viu. - ela riu - Não pensam em ter filhos?
- Já temos nosso Rafa. - ele disse e eu sorri.
- Mas e filhos de verdade? Seriam lindos.
- Obrigada, dona Estela mas acho que somos muito novos pra termos filhos. É muita responsabilidade.
- Isso é mesmo. - ela concordou - Mas é a melhor coisa do mundo.
- A gente vai pra casa da Daphine. Vem logo, Dara! - o Enzo gritou descendo com a Clara.
- E aí, rapaz. - ele e o Luan deram soquinhos nas mãos.
- Tia, como você tá bonita hoje. - rimos.
- Obrigada.
O sorriso da Dara tava quase rasgando o rosto de tão grande, ela veio e me deu um abraço bem apertado. Pedi que eles pegassem sunga e biquínis, tava muito quente e íamos pra piscina.
Fomos pra minha casa e os levei pra trocar de roupa, coloquei um biquíni e o Luan colocou uma sunga azul e uma bermuda fina.
- Ídola, eu disse no fã clube que vinha pra cá. Fiz mal?
- Claro que não, Darinha. Mas vamo aproveitar a piscina e largar o celular né? - ela riu e o deixou no sofá.
Ela foi pra fora e eu fui atender meu celular, era a Ka dizendo que estava no tédio, chamei ela pra vim pra cá e ela disse que ia acordar o Gui.
- Saca só esse pulo de canhão! - O Enzo pulou na água.
- Devagar, meninos, por favor.
- Tá gostosinha hein, amor. - disse e apertou minha bunda.
- Para. - ele juntou nossos lábios.
- Tia, vamo mergulhar?
- Bora. - peguei a mão dela e pulamos na água.
Começamos a brincar na água e logo o Luan entrou também.
- Quem chega do outro lado da piscina primeiro?
- Faz uma corrida! - a Clara gritou.
- Vão pra borda e quando eu disser já, vocês vem até o final. - eu e o Luan nadamos pra borda e esperamos a Dara contar - E já!
O Luan ganhou e ficou se achando, menino chato.
Chamei eles e tirei uma foto nossa, postei ela no Insta e larguei o celular na mesa.
A Kamila e o Gui chegaram logo, ela dirige feito louca. Foi só eles chegarem que começou um tal de joga o Enzo pra cima, joga a Clara, joga a Dara. O Luan e o Guilherme pareciam mais crianças que eles.
Fui no banheiro e quando tava voltando ouvi o choro da Clara e a voz do Luan na cozinha, fiquei olhando o que ele fazia.
- Mas cê não pode correr ali. E se tivesse batido a cabeça hein? Ia dar certinho.
- Desculpa.
- Tudo bem, foi só um arranhão. - a colocou em cima do balcão.
- Tá doendo, tio.
- Eu vou pegar uma coisinha pra passar aí.
- Vai arder? - ele abriu o armário e pegou a caixinha de primeiros socorros.
- Talvez um pouquinho mas se arder cê grita. - ela riu baixinho - Agora deixa eu limpar esse machucado.
Ele fez tudo bem cuidadoso enquanto eu o observava com um sorrisinho de lado.
- Nem ardeu.
- Tá vendo só? Agora um beijinho pra sarar. - ele beijou sua testa e ela o abraçou.
Ele a colocou no chão e ela saiu correndo de novo, ele riu negando com a cabeça e guardou a maletinha.
- Ou.
- Cê tava aí foi?
- Tava. - ele fez careta.
- Eu fiz direitinho? - assenti e o abracei pelo pescoço, seus braços me apertaram na cintura.
- Tu é maravilhoso, cara. Na moral.
- Eu vou cuidar dos nossos assim, ou melhor. - ri e nos beijamos.
Que voltas malucas que o mundo dá né? Ontem eu tava afim de matar esse garoto e hoje não me vejo mais sem ele. Definitivamente, as coisas mudam muito.
E aeeee, como passaram o natal? Eu devo ter ficado uns 4kg mais gorda e estou me preparando pois quarta-feira tem mais hahahahaha
E ó, alguém pede pro bc me largar? Eu não to com inspiração nenhuma pra escrever, aí os capítulos saem chatos e eu demoro a postar. #eunãomereciaisso
Já pensou um filho de LuPhine,ia ser lindo ❤
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