quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Capítulo 49.

" Quando estamos juntos tudo pode acontecer. "


* LUAN NARRANDO *

Suspirei aliviado ao saber que ela não cantaria com o amiguinho. Eu tenho ciúmes mesmo, qual o problema?
- Lembra do amor?

Lembra de você e de mim? - ela começou a cantar.

- Lembra de tudo que compartilhamos

Nesse planeta, enquanto ainda nos importávamos? - o Paulo cantou junto com ela.

- Lembra dos corações?

Lembra da união?
Lembra dos vizinhos que sorriam
Sem esperar nada em troca?
- Por que ter medo
De fazer um erro honesto
Se você reconhece a dor
E quer mudar
Você pode sobreviver a qualquer coisa
Você lembra de alguma coisa?
- Pessoas andando de mãos dadas
Podemos sentir esse amor de novo?
Você pode imaginar isso?
Se nós pudéssemos nos dar bem
- Todos nós poderíamos cantar essa música juntos...

Eles estavam vendo como dividiriam a letra. Eles que escreveram a música, eu gostei, eles tem talento mesmo.
Eu estava completamente entregue, verdadeiramente apaixonado e viciado no sorriso da pequena, que é a coisa mais linda do mundo. Quando ela errava a letra, fazia uma careta tão fofa que dava até vontade de morder.
- Tá bom, Luan?
- Tá lindo, amor. - ela sorriu e tomou água da sua garrafinha.
- Quem vai começar? - o Caíque perguntou.
- Eu acho melhor ser a Daphine. Que que cê acha, Dinda?
- Eu também acho melhor eu começar, a parto do se nós pudéssemos nos dar bem até o ô, ô, ô, ô, ô a gente fazer juntos, até porque é o refrão.
- É mesmo. - o tatuado riu concordando - E quando chegar na parte cantaando, a gente alterna. Pode ser?
- Pode, fechou. Maaas agora eu vou comer. - ela riu - Tá na hora do almoço. Vamos?
- Agora. - o Caíque disse e ela riu largando os fones.
- Vamo comer, bando de gordo.
- Eu gordo? Tá louca, querida.
- Projeto fly não tá fazendo efeito. - ela disse rindo e o Paulo bagunçou seu cabelo.
Eles abriram a porta, eu ia saindo com a Daphine quando o tal do amiguinho me pediu que eu esperasse.
- Ó, eu queria que você soubesse que entre eu e a Dadá só rola amizade, eu bem que tentei. - ele riu - Só que ela ama você, cara. Pode ficar sossegado. A gente brinca as vezes mas eu sei meu lugar.
- Ainda bem que sabe. - falei sério.
- Não briga com ela por causa da gente, ela não demonstra mas eu sei que ela ficou bem triste. E eu te entendo sabe? Se fosse eu no seu lugar sentiria o mesmo. - suspirei.
- Qualquer um sentiria. - ri pelo nariz.
- Nós podemos tentar ser amigos, se você quiser.
- Tentar... Claro. - apertamos nossas mãos.
- Que que vocês tão fazendo aí hein? Não vão vir comer? - ela colocou a cabeça pra dentro, rimos.
- Vamo sim.
Almoçamos juntos com sua mãe, e agora eu já estava mais a vontade com eles, e até fazíamos brincadeira um com o outro.
- Então o Rafa pode namorar com a Banana, o Rafa eu deixo. - o Paulo dizia.
- Claro que não!
- Que que tem, muié? - eles riram.
- Meu filhote é muito novinho pra essas coisas.
- Olhando bem até que ele parece com você mesmo.
- Rá, rá, rá. Que sem gracinha, Barone. - ela o mostrou a língua e nós rimos.
- To com preguiça de ir pra casa.
- Fica aí ué. - ela estava deitada no meu colo - Gente, que horas são?
- Três e vinte e quatro. - lhe respondi.
- Vai começar o jogo da Champs. Muda o canal aí, alguém.
- Jogo de quem?
- Do Chelsea. - revirou os olhos.
- É raro de ver uma mulher que gosta de futebol.
- Raro foi exagero, floros. Só não é muito normal.
- Ela não é normal não. Pensei que já estavam acostumados. - a dona Pri disse entrando na sala causando uma gargalhada coletiva.




Oi e tchau  = )

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