sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Capítulo 55.


Na quinta feira a Ine tinha show, e como só viajaria sexta a tarde, resolvi que iria. Estávamos na cama prontos pra dormir, ela estava inquieta como sempre.
- Quer que eu te relaxe um pouco?
- Relaxar como?
- Pra começar eu posso te dar uns beijos e
- Eu preciso estar descansada amanhã, Rafael.
- Mó besteira, cê vai estar descansada.
- Tu é chatinho hein.
- E tu é minha. - subi em cima dela.
- Ou, seu gordo.
- Gordo é?
- Baleia la la la. Ai!
- Eu mordo de novo, viu.
- Eu prefiro beijo.
- Ah é? - sorri malicioso.
- Ei, mas é só beijo. Já disse que tenho que descansar.
- Shh. Eu que mando aqui hoje. - ela gargalhou e entrou na "brincadeira".
De manhã, acordei com o barulho do chuveiro. Estava só de cueca, então levantei e entrei no banho junto com ela.
- Bom dia, amor.
- Bom dia, Ine. - me abraçou e deixou um beijo estalado em minha bochecha.
- Vê se não demora, to te esperando pra tomar café ok?
- Toma banho comigo?
- Eu já acabei.
- Por favor? - fiz bico.
- Tá, tá.
Tomamos um banho gostoso, cheio de beijos e risadas. Nos vestimos e descemos pra tomar café com sua mãe, o Rafa também tava lá comendo.
- Cada dia esse filhote cresce mais. Tem o que nessa ração?
- É ração normal ué. - rimos - Bom dia, crianças.
- Bom dia, mãe.
- A Ka ligou e disse que já, já tá chegando. Então come e fica pronta.
- Ok.
- Eu tenho que ir lá em casa pegar uma roupa.
- Come alguma coisa antes.
- Acho que não dá tempo.
- Então vai comendo essa maçã, cuidado.
- Obrigada, sogra. - beijei sua bochecha - Você não sai sem mim ouviu? 
- Tá. - ela revirou os olhos - Vai logo.
- Cadê suas chaves?
- Naquele coisinha onde fica o telefone.
- Ok. Já volto.
Peguei seu carro e fui em casa, falei com a Mãe e ela me ajudou com a roupa.
- A gente vem dormir aqui tá?
- Tá bom, filho.
- Até mais tarde, tchau mãe. - nos abraçamos - Amo você.
- Também te amo, bom show pra minha norinha. - ri e ela também.
Cheguei e a Kamila e o Guilherme já estavam lá junto com um pessoal da produção, só me esperando. Nos despedimos da dona Pri e partimos pra Campinas.
Na van ela estava calada, o que não é normal.
- Ei?
- Oi? - parecia ter acordado de um transe.
- Tá pensando em quê?
- Ah, nada especial. - deu de ombros - Me abraça?
- Não precisava nem pedir, pequena. - passei meu braço por seus ombros.
- Você é o melhor pra mim, eu sei. - ela cantarolou e riu.
- Eu te quero, baby... - ela sorriu, grudei nossas bocas a beijando carinhosamente.
- Quanto amor nessa van! - o Gui falou e ela mostrou o dedo do meio.
- Me deixe, Guilherme.
- Deixa ela, Gui. - lhe dei um tapa na cabeça.

Ela consegue ser mais maravilhosa ainda quanto canta, dá pra notar como ela fica feliz em fazer aquilo.
Quando ela saiu do palco, pulou nos meus braços.
- Gostou do show?
- Foi maravilhoso. Cê tava linda, amor.
- Obrigada. - ela sorriu. Sorriso gigante.
- Eu tenho muito orgulho de você sabia? - ela negou e eu ri assentindo.
- Eu também tenho orgulho de você, cantorzinho. - apertou meu nariz e nós rimos.
- Coisinha chata da minha vida! - ela riu e seus lábios se encaixaram nos meus.
O encaixe é tão exato que parece que nós nascemos para nos beijarmos, toda hora. Eu ficaria beijando-a o resto da minha vida, sem problema algum.




Vamo até o final... ♪♫
Beijos!

domingo, 28 de dezembro de 2014

Capítulo 54.


(...)

* DAPHINE NARRANDO *

- Amor?
- Hum?
- Tá tão chato aqui. Vamo sair?
- Essa hora? Não tem nada.
- Então vamo lá pra cima.
- Não quero. - ele fez bico.
Estávamos sozinhos, e tava super chato. A mãe foi fazer um cruzeiro e me abandonou, a Cléo tava com problemas e eu a liberei nessa semana.
O Rafa dormia numa almofada que estava no tapete, e eu estava deitada no sofá, com a cabeça em seu colo.
- Troca o filme.
- E se a gente ligar o videogame? No jogo do Edward?
- O jogo tá lá em casa.
- Ai que merda. - cruzei os braços.
- Vamo fazer como nosso filhote e, ir dormir? - ele riu e eu neguei.
- Bora na casa dos minis chamar eles pra brincar?
- O Enzo e a Clarinha?
- E a Dara também, vamos?
- Vamo.
Calçamos nossas sandálias, pegamos o Rafa e fomos até a casa da dona Estela, que era umas cinco casas antes da minha. Toquei a campainha e uma moça atendeu.
- Oi, a dona Estela tá?
- Oi. - ela sorriu - Tá sim, entrem.
- Ok, licença. - entramos.
- Irei chamá-la.
- Obrigada.
- Bonitona a casa dela né? - o curioso observava.
- O marido dela é tipo, podre de rico. - ele riu.
- Daphine!
- Oi pequena. - abaixei e ela me abraçou pelo pescoço.
- Tio Luan, você veio. - ela riu.
- Eu e o Rafa.
- Ele tá ficando grande. - assentimos rindo e sua mãe chegou na sala.
- A quê devo a honra de tê-los aqui?
- A gente veio pedir seus filhos emprestado. Pode? - ela riu - A gente tá no tédio lá em casa, e naquela vez que eles ficaram com a gente nós brincamos bastante.
- Eles contaram. Se eles quiserem ir, podem sim. - sorriu - Se comporta hein, Clara?
- Tá mamãe.
- Vai chamar seus irmãos. - ela saiu correndo - A Dara vai ficar louca.
- Também acho. - rimos.
- Vocês dois sozinhos em casa, e no tédio? - ela arqueou uma sobrancelha.
- Ela não quer, dona Estela. - o Luan disse e ela riu - Eu bem que tentei mas ela me negou.
- Cala sua boca, garoto. - o empurrei pro lado.
- Vocês viu. - ela riu - Não pensam em ter filhos?
- Já temos nosso Rafa. - ele disse e eu sorri.
- Mas e filhos de verdade? Seriam lindos.
- Obrigada, dona Estela mas acho que somos muito novos pra termos filhos. É muita responsabilidade.
- Isso é mesmo. - ela concordou - Mas é a melhor coisa do mundo.
- A gente vai pra casa da Daphine. Vem logo, Dara! - o Enzo gritou descendo com a Clara.
- E aí, rapaz. - ele e o Luan deram soquinhos nas mãos.
- Tia, como você tá bonita hoje. - rimos.
- Obrigada.
O sorriso da Dara tava quase rasgando o rosto de tão grande, ela veio e me deu um abraço bem apertado. Pedi que eles pegassem sunga e biquínis, tava muito quente e íamos pra piscina.
Fomos pra minha casa e os levei pra trocar de roupa, coloquei um biquíni e o Luan colocou uma sunga azul e uma bermuda fina.
- Ídola, eu disse no fã clube que vinha pra cá. Fiz mal?
- Claro que não, Darinha. Mas vamo aproveitar a piscina e largar o celular né? - ela riu e o deixou no sofá.
Ela foi pra fora e eu fui atender meu celular, era a Ka dizendo que estava no tédio, chamei ela pra vim pra cá e ela disse que ia acordar o Gui.
- Saca só esse pulo de canhão! - O Enzo pulou na água.
- Devagar, meninos, por favor.
- Tá gostosinha hein, amor. - disse e apertou minha bunda.
- Para. - ele juntou nossos lábios.
- Tia, vamo mergulhar?
- Bora. - peguei a mão dela e pulamos na água.
Começamos a brincar na água e logo o Luan entrou também.
- Quem chega do outro lado da piscina primeiro?
- Faz uma corrida! - a Clara gritou.
- Vão pra borda e quando eu disser já, vocês vem até o final. - eu e o Luan nadamos pra borda e esperamos a Dara contar - E já!
O Luan ganhou e ficou se achando, menino chato.
Chamei eles e tirei uma foto nossa, postei ela no Insta e larguei o celular na mesa.
A Kamila e o Gui chegaram logo, ela dirige feito louca. Foi só eles chegarem que começou um tal de joga o Enzo pra cima, joga a Clara, joga a Dara. O Luan e o Guilherme pareciam mais crianças que eles.
Fui no banheiro e quando tava voltando ouvi o choro da Clara e a voz do Luan na cozinha, fiquei olhando o que ele fazia.
- Mas cê não pode correr ali. E se tivesse batido a cabeça hein? Ia dar certinho.
- Desculpa.
- Tudo bem, foi só um arranhão. - a colocou em cima do balcão.
- Tá doendo, tio.
- Eu vou pegar uma coisinha pra passar aí.
- Vai arder? - ele abriu o armário e pegou a caixinha de primeiros socorros.
- Talvez um pouquinho mas se arder cê grita. - ela riu baixinho - Agora deixa eu limpar esse machucado.
Ele fez tudo bem cuidadoso enquanto eu o observava com um sorrisinho de lado.
- Nem ardeu.
- Tá vendo só? Agora um beijinho pra sarar. - ele beijou sua testa e ela o abraçou.
Ele a colocou no chão e ela saiu correndo de novo, ele riu negando com a cabeça e guardou a maletinha.
- Ou.
- Cê tava aí foi?
- Tava. - ele fez careta.
- Eu fiz direitinho? - assenti e o abracei pelo pescoço, seus braços me apertaram na cintura.
- Tu é maravilhoso, cara. Na moral.
- Eu vou cuidar dos nossos assim, ou melhor. - ri e nos beijamos.
Que voltas malucas que o mundo dá né? Ontem eu tava afim de matar esse garoto e hoje não me vejo mais sem ele. Definitivamente, as coisas mudam muito.







E aeeee, como passaram o natal? Eu devo ter ficado uns 4kg mais gorda e estou me preparando pois quarta-feira tem mais hahahahaha
E ó, alguém pede pro bc me largar? Eu não to com inspiração nenhuma pra escrever, aí os capítulos saem chatos e eu demoro a postar. #eunãomereciaisso

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Capítulo 52.


O show tava ótimo, como sempre e tals. O Luan tava falando das três coisas que ele sabia que os baianos gostavam... Blá, blá, blá e começou lepo lepo.
- Mas o que essa piranha tá fazendo ali!?
- Conhece?
- Infelizmente, tive o desprazer de conhecer quando a gente tava voltando de Orlando. - ele riu.
- Se não tirarem essa vadia daí eu vou jogar meu sapato na cara dela!
- Êpa, sua louca. Você não pode fazer isso. - segurou meu braço.
Eu não tenho ciúme das donzelas e das que dançam lepo lepo com ele, não tenho. É o trabalho dele, são as fãs dele.
Mas essa vadia não me desceu desde a primeira vez que olhei aquela carinha de rabo.
Quando acabou, ela foi pra onde eu estava. Ela quer briga, Brasil. Ela quer briga!
- Que homem gostoso. - ela disse se abanando.
- Isso tudo por causa de uma sarrada? Minha filha, o caso tá crítico por aí viu.
- Se você não sabe, querida ele já fez muito mais que isso.
- Eu sei que ele tinha mau gosto.
- Mau gosto ele tem agora. - gargalhei. O Rober estava do meu lado, talvez pra me segurar caso rolasse um contato físico.
- Se manca, sua otária.
- Você não é mulher pra ele, projetinho.
- To pouco me fodendo pra você, querida.
- Volta pro prézinho, dez anos.
- Tu aqui pagando pau e no final ele vai embora com quem mesmo? Ops! Comigo. Senta e chora, fofa.
- Olha aqui su
- Foi uma ânsia inenarrável ter que olhar essa sua cara de novo, espero que nunca mais apareça na minha frente. - lhe dei um tapa de cabelo.

Na van, já voltando pro hotel, o assunto foi esse.
- E ainda jogou o cabelo na cara dela! - a Karielle disse e nós rimos.
- Luan tá feito com essa daí. - o Rober disse rindo - Pensei que ia ter que separar briga.
- Até parece que eu ia sair no tapa com aquela, mal comida.
- Não pode se rebaixar.
- Isso mesmo, Marloca.
Eu tava de bico com o Luan, por que sim.
Tinha algumas fãs no hotel e eles pararam pra falar com elas, eu passei direto pra dentro e fui pro quarto. Havia me despedido de todos na van ainda.
- Pequena? - ele disse entrando no quarto.
- Que é?
- Cê é doida viu.
- Eu não.
- E o que foi aquela discussão? Eu vi.
- Ela que foi me provocar, o Rober viu. - ele riu me abraçando - E você me solta.
- Não solto nada. O que foi que ela te disse?
- Que você já comeu ela e que eu não sou mulher pra você.
- Ô meu Deus. Cê tá linda com esse bico.
- Eu sou linda de qualquer jeito. - ele riu assentindo.
- A melhor de todas. - nos jogou sobre a cama - Minha pequena ciumenta.
- Ciumenta não. Protetora.
- Protetora é? Tá bom. - ele selou nossos lábios.
- Agora sai de cima de mim, eu vou tomar banho.
- Errado. Nós vamos tomar banho. - revirei os olhos e levantamos.
- Sem gracinha viu? Vai ficar sem hoje.
- Por quê?
- Eu não quero, to querendo pensar hoje.
- Pensa enquanto a gente f
- Não. Não dá. - tirei meu vestido.
- E você vai pensar no quê?
- Na vida.
- Que desculpa esfarrapada.
- Foda-se.
- Posso pelo menos pensar com você? - ri e fui soltar os botões da sua camisa.
- Pode.
- A gente pode ter um bebê?
- Um bebê? O que eu já falei sobre isso? - coloquei as mãos na cintura.
- Que você quer ter muitos bebês comigo, um time de futebol.
- Tu tá é doido.
- Eu to amando, é diferente. - sorrimos e eu o beijei enquanto acariciava sua nuca.




Me desculpem ter passado tanto tempo sem postar, eu tava na correria pro show dos meninos, coisas da escola e eu não tava nem conseguindo escrever.
E pra completar: to de castigo. Ah que ótimo!
Quero ano que vem logo, não aguento mais, as únicas coisas boas desse ano foi eu ter conseguido ficar pertinho do Luan e ter abraçado os mlks pq olha.
Enfim, Tacy seja bem vinda e eu fico muito feliz que esteja gostando! : ))

Capítulo 51.

O capítulo tá sem nome porque o bc me pegou, tentei escapar não consegui ksksksk
Boa leitura.

Viajamos para Salvador na quinta de noitinha, como planejamos.
Dormimos até umas seis e meia da manhã, ou seja, estamos atrasados.
Levantei primeiro, tomei banho e já me arrumei. Pedi café da manhã pra gente e ele ainda continuava lá jogado na cama.
- Não sei o motivo de estar tão cansado se ontem tu só jogou videogame. - ele resmungou alguma coisa que eu não entendi.
- Vem pra cama, deita aqui comigo.
- Vai Rafael, levanta. Olha a hora.
- Tá bom...
- E toma banho logo.
- Sim, senhora. Cê manda e eu obedeço.
- Ai como você é engraçadinho. - apertei seu rosto.
- Bom dia, meu amor.
- Bom dia, coisa feia.
- Ia te chamar pra tomar banho comigo mas nem rola né?
- É, eu já estou pronta. E to esperando nossa comida.
Ele foi tomar banho e logo nosso café chegou.
A saída do trio seria as oito, pra não pegar o sol muito forte e tals, nossas roupas foram bem simples e levinhas por estar calor, e pelo fato de que vamos suar. Isso não me agrada nem um pouco mas né.
Fiquei com o Luan, o Rober e o Well no "camarim" que improvisaram pra ele. 
- Esse troço fica peguento.
- Esse troço te protege.
- Mas eu não gosto.
- Tu vai ficar de baixo de sol e não quer passar protetor solar? Cala a boca, garoto.
- Mas esse sol da manhã é bom. Não é, Roberval?
- Não me meto em briga de casal.
- Ô, cê é chato hein.
- Luan, fica quietoo! Arrgh.
- Tem que ouvir a namorada hein, ela tá certa. - ele fez careta. A Ivete tava ouvindo eu dar bronca no Luan, to risos.
Terminei de passar protetor nele e passei em mim, enquanto nós conversávamos. Ela é super simpática, gente boa. E eu me senti uma gazelinha perto das pernas daquela mulher.
Fiquei em cima do trio com eles, sentada no canto vendo os dois cantarem. E de vez em sempre chamava o Luan pra beber água.
- Que que deu em você hoje? - o Rober perguntou.
- Como assim?
- Tá aí toda cuidosa com ele, amor né? Eu sei.
- Talvez. Com qualquer um eu faria isso, ninguém merece ficar tostado e, ou pegar um câncer de pele ou uma insolação.
- Verdade.
- E o show vai ser de que horas?
- Umas sete horas.
- Tá bom.
Depois que acabou o negócio lá, voltamos pro hotel e ele foi tomar banho. E depois, foi pra cama. Tomei banho e deitei com ele.
- Pensei que ia ter que te chamar. - falou baixinho.
- Eu não sabia que ia ser tão corrido assim... Se tu quiser a gente não vai mais pro Pernambuco, tá?
- Não, nós vamos sim.
- Mas tu vai ficar muito cansado.
- Eu não ligo, depois daqui só tem show no outro fim de semana, vou ter tempo de descansar.
- Mas Lua
- Nem adianta, cê não quer ir mais?
- Quero só que voc
- Então a gente vai e não se fala mais nisso.
- Para de me cortar, seu chato da porra! - ele riu.
- Agora deixa eu tomar meu lugar, a conchinha sou eu. - ele tirou minha perna de cima da sua e virou pro lado que eu estava, fazendo o mesmo que eu.
- Ok, seu conchinha, não baba no meu cabelo, valeu?
- Eu já babei no seu cabelo alguma vez?
- Que eu saiba não. - ele gargalhou - Ai que nojo.
- Vai dormir, sua louca.
- Eu só vou ficar aqui contigo, não to com sono.
- Que menina boa.
- Você sabe.
- Como sei. - beijou meu ombro - Me acorda de cinco horas?
- Acordo. - peguei sua mão e entrelacei nossos dedos.
- Não vai me desejar boa tarde e bons sonhos?
- Vai dormir, menino. - ele riu.

Capítulo 53.

* LUAN NARRANDO *


Pousamos no Recife durante a madrugada, a van nos buscaria de oito horas da manhã no hotel.
Só tomamos um banho quentinho e fomos dormir, a Ine só me acordou quando nosso café da manhã chegou.
- Ansiosa?
- Mais ou menos. - riu - Na verdade mesmo, sabe pra onde eu queria ir?
- Onde?
- Ladeiras de Olinda, lá é muito legal.
- Não vai dar muito certo.
- Eu sei, tudo bem. Toma um banho e vem comer.
- E esse short aí, Daphine?
- É carnaval, cala a boca. - neguei com a cabeça e fui pro banheiro.

Chegando no camarote, paramos para muitas fotos e demos uma entrevista rápida pra transmissão ao vivo que eles fazem do bloco. Até estranhei não ser a Malu, pensei que ela faria questão né...
Depois fomos andando até a grade, onde dava pra ver o tanto de gente que tinha ali. Ficamos ao lado de um menino que não me era estranho.
- Eu conheço você, rapaz. Não é? - perguntei pensativo e o garoto riu assentindo.
- Diego. 
- O Namorado da Maria Luíza?
- Isso mesmo. - apertei sua mão rindo. 
- E por falar nela, onde ela tá que eu nem vi ainda?
- Falaram que você tinha chegado e ela foi te procurar.
- LUAAAN! - um corpinho se chocou contra o meu e nos abraçamos - Eu tava com muita, muita, muita saudade de você.
- Cê quase me matou de susto, muié! - ela riu - Ine, essa aqui é a Maria Luíza.
- Ata. - ela riu - Tudo bem?
- Tudo ótimo. Mas é Malu, Daphine. Só Malu.
- Que nhonhon, adoro esse nome.
- Coloca o nome da filha de vocês de Malu e faça uma luanete feliz.
- Vou pensar no seu caso. - elas riram.
- Eu posso te dar um abraço?
- Claro! - a Ine sorriu.
- Não, não pode não. Você é minha. - a apertei e ela gritou.
- Cara, tu ouviu isso? Ele disse que eu sou dele, socorro Guinho!
- Eita menina maluquinha.
- Eu que o diga. - o Diego disse nos fazendo gargalhar.
- Vocês não sabem o quanto eu implorei pra vocês virem pra cá. É marketing!
- Tem certeza que foi só por marketing mesmo? - arqueei uma sobrancelha.
- Cê se acha, menino! - ela riu - Claro que não, eu tava com saudade de você, seu bobão.
- Tu é filha de quem? Que poder todo é esse? - a Daphine perguntou rindo.
- O poder da insistência.
- Conheço bem esse aí. - seu namorado rolou os olhos e nós rimos.
- Eu sei que você já passou carnaval aqui e elogiou bastante, Daphine. E se você viesse, o Luan viria junto, claro. Sou filha da Vanessa e do Gustavo, e eles são pessoas normais. - riu.
- Ela trabalha na Globo, a gente fez até uma pegadinha pra ela ser contratada. - expliquei.
- Nem me lembra disso, Rafael. - me deu um tapa.
- Vamos deixar eles sozinhos agora, Guinha? - ela fez biquinho e a Ine riu.
- Vamo, mas espera um pouco. - ele assentiu - Não vou fazer a grudenta ok? Eu sei que vocês querem aproveitar e tal, vou pra lá mas qualquer coisa eu estou por aí, tá bom?
- Tudo bem, vai lá e aproveita o gato do seu namorado. - a Ine disse enquanto a abraçava.
- Ah, cê gostou do Guinho? Fica com ele que eu fico com o Luan. - o Diego cruzou os braços e ela gargalhou - Brincadeira, meu idiotinha.
Ela me abraçou novamente antes de sair de braços dados com o "Guinho". E disse que me amava e que tava com saudade umas dez mil vezes, eu também disse pra ela que a amava e que estava com saudade e a maluquinha gritou que ia morrer, eu ria disso.
- Cê conhece ela faz tempo?
- Tem um tempinho, ela cresceu. - ri.
- Tão novinha e já trabalha na Globo?
- Começou como aprendiz e foi contratada, merece demais.
- Tu precisa ver sua cara falando da garota, orgulho né?
- Muito. - sorri e ela selou nossos lábios.




Eu escrevi esse capítulo faz mó tempo, tava com saudade da 'Não deixe nada pra depois', que foi a fic que eu tive antes dessa e infelizmente não deu muito certo ygyujbhygifu.
Tchau, beijos!