segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Capítulo 35.


" Pra onde quer que você vá, que você me carregue. "


O show em Ceilândia foi super legal, era um festival.
Segui fazendo shows por mais três dias. Tava na hora de ir pra casa.
- Gente, falei com todos né? Agora eu já vou tá?
- Tchau, tchau amores. - a Kami disse.
- Beijo, beijo, amo vocês.

Chegando em SP liguei pro Luan, tinha umas cinco chamadas perdidas dele. Não consigo ficar parada falando ao telefone, comecei a andar pela pista de pouso.
- Oi Luan?
- Tá em casa?
- Ainda não.
- Eu vou chegar amanhã de noite, sabe né?
- É... Tá bom.
- To com saudade. - ri.
- Também to.
- Não vejo a hora de ir pra casa, pra passar o dia agarrado em você.
- Sem grude, por favor. - ele riu.
- Eu não consigo, parece que cê tá com alguma coisa minha sabe?
- Eu juro que não peguei a chave da Ferrari. - gargalhou.
- Eu sei que não, mas é outra coisa sua Boba. É o meu
- Cachorro! - o interrompi.
- Cachorro?
- Guilherme, vem cá. - gritei.
- Que cachorro, Daphine?
- Quando eu chegar em casa te ligo tá?
- Mas
- Eu juro que ligo, ok? Beijo. - desliguei.
- Que foi?
- Olha. - falei já abaixada perto do cachorrinho.
- Ele é muito novinho.
- A gente pode ficar com ele? - ele riu.
- Não sei, mas não podemos deixar ele aqui. - peguei o paninho que estava na caixa e o envolvi, colocando-o em meus braços.
- Tem veterinário aberto essa hora?
- Tem, vamos o carro chegou.
- Eu vou cuidar dele. Será que é menina ou menino?
- Sei lá. - ele riu.
- Que isso aí, Gui? Ah meu Deus, onde tu arrumasse esse cachorro, Daphine?
- Ali, numa caixa. A gente não vai pra casa agora, vamos levar ele pra algum veterinário primeiro.

Fomos à um pet shop, a moça falou que ele deve ter uns dez dias no máximo, é um menininho. Labrador. Ela fez tudo o que achou que precisava lá, mas não podia dar banho, então só o limpou com um pano úmido.
- Qual o nome dele? - a Kami perguntou.
- Luan. - eles riram - Olha como ele come, é o melhor nome que ele podia ter.
- Vai ser o filhinho de vocês ou...?
- Guilherme. - o olhei feio e ele riu - A gente já pode levar ele pra casa?
- Pode. Mas tem que dar leite e água, de quatro em quatro horas, na seringa. Arrumem um lugarzinho pra ele fazer caquinha e xixi. Qualquer duvida, é só ligar.
- Ok, muito obrigada. - o Gui agradeceu e nós saímos.
- Caquinha, cara? Caquinha parece tão nojento.
- E cocô não é nojento? - a Kami disse colocando o cinto.
- Mas caquinha é mais nojento. Parece vômito.
- É o que, menina? - o Gui perguntou rindo.
- Nada, vamo pra casa.
- Cada doido nessa vida viu. - a Kami disse e nós rimos.
...

- Luan! - pulei em seu colo assim que ele chegou.
- Isso tudo é saudade é?
- Também. - ri selando nossos lábios - Tenho uma coisa pra te mostrar.
- O que?
- Vem comigo. - o puxei pra cozinha.
- Oi dona Pri.
- Oi Querido. - ela sorriu pra ele.
- Luan, esse é o Luan, eu achei ele no aeroporto.
- Que pequeninho. - ele riu - Pera, o nome dele é Luan?
- É.
- Por...?
- Que eu quis ué. Ele come muito, e você idem.
- Por um acaso a Senhorita está dizendo que eu sou gordo?
- Entenda como quiser. - ele me mostro a língua.
- E cê vai ficar com ele?
- Não dá. - fiz bico - Ele ia sentir minha falta. Vou ver se alguém adota ele, mas só vou dar no dia que tiver que viajar de novo.
- E se você se apegar? - ele riu.
- Eu fujo com ele.
- Com ele? - arqueou uma sobrancelha.
- Uhum. Se tu quiser vir com a gente também... - dei de ombros e nós rimos.




Thata que comentou no capítulo anterior, eu adorei seu comentário, muito obrigada.
Você soube expor sua opinião direitinho, mostrou o lado bom e o lado "ruim", antes eu contava muitos detalhes - pra quem não sabe, eu tive uma fic antes dessa mas a excluí - , eu particularmente não gosto de tudo suuuuper explicado mas vou tentar ok? E você pode me mostrar onde ficou perdida, sem saber de quem era a narrativa? Eu sabendo especificamente o que foi, fica mais fácil de consertar.

Gente, eu tava sem internet no pc esses dias, tá rolando uns probleminhas aqui em casa mas enfim, desculpa por não ter postado antes e nem ter aparecido pra falar pra vocês tá bom?
Postei dois capítulos pra compensar a demora. Sorry ;x
Beijocas!

E, como a Bruna pediu, indicando:  http://luansantanaimagine.blogspot.com.br , http://webpravclembrardemim.blogspot.com.br  , http://natorredeamor.blogspot.com.br , http://fanficsovejovoce.blogspot.com.br , 

Capítulo 34.

" Calma, a sua insegurança não te leva a nada. "


Os dias na chácara, eram sempre maravilhosos. Só eu e ele. Era tudo muito calmo, e por incrível que pareça, pra mim essa parte não era tão legal.
- Diz que cê tem medo do porquinho.
- Não é medo. Eu só não gosto.
- Deixa de ser medrosa, muié.

Já estávamos voltando, quase em casa pra falar a verdade.
- Tu vai lá pra casa?
- Amanhã de manhã cê vai embora? - ele apertou minha mão.
- É.
- Eu só vou mais tarde. - suspirei.
- Fica com a sua mãe hoje, daqui a pouco ela diz que eu roubei o filho dela.
- Mas eu queria ficar com você.
- A gente tava junto, Rafael. Fica com ela, e se tu quiser vai dormir lá em casa.
- Com você?
- Pode ser. - dei de ombros e ele sorriu.
- Cê quer sair hoje?
- Não... Vou ficar de boa em casa. Mas se quiser sair, pode ir tá?
- Tá, eu acho que não, mas se eu for sair eu te aviso.
- Não precisa avisar.
- Mas eu vou avisar.
- Tá, coisa chata.
- Cala essa boca. - me beijou.
...

- Ô Manheeê, cheguei.
- Pensava que tinha me deixado.
- Sem drama, please. - a abracei.
- Tá com fome?
- Uhum.
- O almoço acabou de sair.
- Oba!

Almoçamos juntas, ficamos juntas o dia todo, a Kamila tava com o Gui no apê. Ela também tava de folga, mas mesmo assim ficava vendo as coisas dos shows e tals.
Fiz uma twittcam depois do jantar e fiquei esperando o Luan, ficou tarde e ele não chegava, e eu tinha que ir dormir.
Aposto que ele saiu e nem me avisou. Cachorro.
- Não vai esperar ele, filha?
- Não. Tenho que dormir.
- Liga pra ele.
- Eu não, pra ele pensar que eu to atrás dele? Jamais.
- Então boa noite, meu amor.
- Boa noite, mãe. - beijei seu rosto - Até amanhã.
- Até.
Ela assistia um programa de culinária, uma mulher batia num frango com um martelo. Sei não viu, ri negando com a cabeça e subi pro meu quarto.
Escovei os dentes e depois me atirei na cama. Dormi rápido.

Na manhã seguinte...

- Ine, amor tá na hora de acordar.
- Luan, vai tomar no seu cu. - coloquei o travesseiro no rosto.
- O que foi?
- O que foi? O que foi? - levantei bruscamente o fazendo cair da cama - Não venha com "o que foi" não, você sabe muito bem o que foi.
- Eu não to entendendo, Ine. - ele levantou.
- Tu falou que não ia sair e eu fiquei aqui te esperando, af, que besta eu sou.
- Mas eu não saí. - ele riu - Eu capotei na cama.
- Mentira.
- Pergunta a Mãe procê ver. - cruzei os braços.
- E se você pediu pra ela dizer que você tava em casa? Hein? Hein?
- Deixa de ser besta. - ele deitou por cima de mim.
- E agora ainda quer me matar esmagada né? Pra poder ficar com as piriguetes.
- Cala essa boca. - falou rindo - Eu só quero você.
- Eu não acredito. E agora sai daqui, eu tenho que me arrumar.
- Eu vou com você pro banheiro.
- Não vai. -  ele gargalhou e eu fui tomar banho.
Minha roupa estava separada, a vesti.Um vestido rosa bem clarinho, marcado na cintura. Calcei minhas sandálias de dedo mesmo e penteei os cabelos.
Saindo do closet, o vi entrando com uma bandeja na mão.
- Cê ainda não comeu né?
- Não.
- Senta aqui, foi eu que fiz pra você. Desculpa, tá? - ele deixou a bandeja na cama e se aproximou de mim receoso.
- Tá. - ri e o chamei com as mãos.
- Eu pensava que cê ia me bater. - ele me abraçou, fiquei na ponta dos pés.
- Bem que tu tá merecendo mesmo. Mas eu acordei boazinha hoje.
- Graças a Deus. - rimos.
- Retardado.
- É a Ine. - ele riu e selou nossos lábios.
- O que foi que tu fez pra eu comer?
- Tem cereal com leite, pão com queijo e suco de laranja.
- Isso tudo pra mim?
- Se cê não aguentar, eu como. - gargalhei.
- Mas olha, que gordo.
- Não pode é estragar comida, certo?
- Certo! - o beijei demoradamente.
- É melhor cê vim comer logo. Se não, eu não deixo você sair mais desse quarto. - ri e sentamos na cama pra comer.

Ele foi me levar no aeroporto, maluco.
Ficou comigo na pista esperando o jatinho ficar pronto - é, a Kamila achou melhor comprar um jatinho, ihuu - Não tinha fãs no aero porque a gente havia adiantado a viagem, e estava chegando o final do ano, era época de provas e eu não quero ninguém matando aula ou repetindo o ano porque veio me ver, já falei e na maioria das vezes eles respeitam.
- Vamo, Daphine? - o Gui chamou.
- Já vou. Tchau Luan. - ele me puxou pela mão.
- E é assim é?
- É.
- Não. - ele apertou meu nariz e eu ri.
- Ó, tem gente ali, e tão tirando foto da gente. - ele riu e nos beijamos.
- Me dá outro beijo pra eles verem? Vai que a câmera não pegou direito?
- Você é besta. - gargalhei.
- Vai, por favor? - dei um selinho nele.
- Agora tchau.
- Tchau. - ele juntou nossos lábios outra vez - E quando chegar lá, me liga tá?
- Se eu lembrar, quem sabe né? - nos abraçamos, acenei pra ele e fomos embora.
Antes de decolarmos, postei uma foto no Instagram.



" Ceilândia DF , to chegando ♥ "

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Capítulo 33.

" Então o desejo de amar incendeia meu peito. Não consigo esperar, não tem outro jeito. "


* DAPHINE NARRANDO *

No outro dia, fomos comer na casa da Dona Marizete já que a Cléo pediu folga e a Mãe saiu não sei pra onde.
Voltamos pra minha casa só de noite, ele iria dormir comigo.

- Luan, vai querer sair hoje?
- Quando eu terminar isso aqui.
- Não Kamila, a gente não vai... Essa criatura tá jogando vídeo game. Tá bom... Beijo, tchau.
No momento já estamos de pijama, pois é. Eu largada no sofá e ele no chão.
Animação nível super. Só que não.
Ele tava empacado há quase mil anos na mesma fase.
- Ah não.
- Mano, tu é burro demais. Me dá isso aqui. - peguei o controle.
- Ou, devolve.
- Não. Cala a boca que eu não aguento mais.
- Como se cê fosse saber. - debochou.
- Tem que ler os troço, e tu não tava lendo, idiota!
- Eu sei, já joguei isso antes tá, coisa chata!
- É? Não parece. Cala a boca.
- Cala a boca você. - reiniciei.
- Porque fizesse isso se eu já tava lá?
- Ia passar sem a chave como, inteligência pura?
- Eu tenho uma chave...
- Você tem a chave daquela porta, dessa não... - fui fazendo as coisas, ele só olhava - Tu não entrou aqui, pra lutar com esse cara e pegar a outra chave.
- Tá, tá dona Esperta. Agora me dá o controle.
- Deixa eu terminar o jogo.
- Não, quem tava jogando era eu.
- "tava jogando" passado, agora quem está jogando sou eu.
- Cê é mó chata hein. - cruzou os braços.
Continuei jogando até faltar energia, por causa da falta d'água, às vezes falta energia.
- E agora?
- E agora o que?
- Eu não quero ficar aqui. - tateei até o sofá e subi.
- Vem aqui, sua chata. - encontrei a mão dele que me puxou de encontro aos seus braços.
- Eu não to com medo. - murmurei pra mim mesma.
- Ah tá sim. - ele riu.
- Cala a boca. ...Será que ainda vai demorar pra voltar?
- Eu não sei. Tem que desligar as tomadas, pra não queimar as coisas.
- Onde você vai? Não me deixa aqui.
- Vou procurar e desligar, espera, eu não demoro.
- Não Luan, fica. - ele saiu com o flash do celular servindo de lanterna.
Quando ele voltou, sugeri que fossemos dormir, embora ainda estivesse cedo é melhor do que ficar aqui no frio e no escuro.
- Cê tá descalça?
- To, deixei minhas pantufas no quarto.
- Então eu vou te pegar no colo, o chão tá frio, vai que cê pega uma gripe? - ri pela sua preocupação.
Peguei o celular nos guiando, e ele subiu comigo no colo. Fiquei com um puta medo de rolar da escada mas ok, a sensação de estar protegida com e por ele, eram maiores que qualquer medo.
- Vai ficar aqui né? - perguntei.
- Vou ou cê quer que vá pro meu quarto?
- Não... Mas é que se tu quiser ir, pode ir. - ele riu.
- Eu vou ficar com você. - me aconcheguei em seu corpo quente - Ainda tá com frio?
- Não. - bocejei.
- Já deu sono, muié?
- Não tem nada pra fazer.
- Cê que pensa.
- O que você tá querendo dizer?
- A gente pode esquentar as coisas. - sua mão apertou um pouco minha cintura.
- Pode é?
- Se você quiser, a gente pode.
- Então me dá um beijo. - pedi.

No começo foi até engraçado, pelo fato de estar escuro. Mas parece que já conhecemos cada pedacinho do outro, e não duvido nada que seja verdade.

Ele estocava com "carinho", eu já estava quase lá.
- Luan.
- Que foi, meu amor?
- Eu vou...
- Eu também, só mais um pouco.
- Vai. - gemi.
- Ahh, como você é gostosa, Ine. - senti minha vagina se contrair o apertando, e gozei.
- Oh Deus. - suspirei, e logo senti seu jato de esperma me invadir.
- Você é a melhor. - o beijei.
Continuamos assim por um longo tempo, controlando as respirações. Ele saiu de dentro de mim e deitou ao meu lado, me abraçando, começou a fazer carinho no meu cabelo.
- A gente esqueceu de usar.
- E agora?
- Eu tomo pílula.
- Sabe que eu to com vontade de esconder essas suas pílulas.
- Tá maluco? - bati em seu peito.
- Ai... Um filho nosso ia ser a coisa mais linda do mundo.
- N.ã.o.
- Vai dizer que ele ia ser feio?
- Não, seria lindo mesmo. Mas não quero filho com você. Esqueceu que tudo isso não passa de um contr - seus lábios me calaram com pressa.
- Não repete mais isso. Nunca mais. - podia sentir seu olhar em mim, mesmo naquele bréu.
- Desculpa... - me abraçou mais forte.
Ele nos cobriu e nós dormimos, de manhã tomamos banho juntos.
Arrumei minhas coisas e fomos pra casa dele, íamos para a chácara, e ele ainda nem tinha arrumado as coisas dele.




Primeiramente quero fazer a indicação de duas fics, é só clicar no nome:
"O meu caminho é você." , da Jeane.
"Foi Deus que te mandou pra mim..." , da Sté, mas a gente escreve meio que juntas kkkkk
Leiam mas não me abandonem ok? Fico grata u.u

E Bru, esse é o jeito da Daphine, mas vou tentar maneirar
já que também adoro xingar o Luan hauhauahua

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Capítulo 32.

" Não tente entender eu não vou explicar, o amor chega assim sem avisar. "


* LUAN NARRANDO *

Três meses depois...


Se eu não me engano, fizemos oito meses de namoro e eu não consigo acreditar que aquela garota insuportavelmente chata pudesse me fazer tão feliz, sim, eu estou completamente apaixonado. Agora convivemos sem muitas ameaças de morte, ela até já fala que sente saudades de mim. Quando ela voltou a fazer seus shows, ficou bem ruim pra gente se ver, eram poucas vezes e pouco tempo, já nos encontramos muita vezes no aeroporto.
E essa última vez foi um pouco engraçado, ela estava indo e eu chegando. Saiu até matérias em alguns sites.

" Em meio às viagens para os shows que separam um dos casais mais amados do mundo teen, Luan Santana e Daphine, se encontraram no aeroporto de Congonhas (SP).
A Bela ao ver o amado, correu saltitante em sua direção.
"Pareceu até cena de filme. - risos - Eles fazem um casal muito bonito.", disse uma Senhora que presenciou a cena.

Mas eles se separaram outra vez, Daphine viajou para o Sul onde fará shows. Já Luan, voltava de um show em Sergipe."


- Ine, quando cê vem pra casa?

- Amanhã.

- Eu to com tanta saudade de você.

- Eu também to com saudade, pois é... - ri.
- Eu vou te buscar tá?

- Não precisa, bocó.
- Eu vou do mesmo jeito.
- Onde que você tá?
- To no seu quarto, sentindo seu cheirinho.

- Na minha cama? Que folgado. - ri e ela também - Agora eu vou dormir tá?
- Boa noite, Ine.

- Boa noite, Luan.

- Te amo... - ela demorou um pouco pra responder, e riu.
- Beijo. - ela deu seu famoso estalinho, o que sempre me fazia rir.


- Ei... Baleia... - senti suas mãos fazendo carinho no meu rosto, tão bom que pareceu até sonho.
- Ine?
- Cheguei. - ela disse e eu abri os olhos. A puxei fazendo ela cair em cima de mim.
- Ai seu Gordo.
- Desculpa, amor mas eu to morrendo de saudade.
- Eu também tava com saudade. - fez bico e tive que beijá-la.
- E se a gente fosse pro nosso cantinho?
- Eu to com essa semana de folga. - apertou meu nariz - Mas eu queria descansar um pouco, não consegui dormir vindo pra cá.
- Eu vou ninar você. - ela assentiu e colocou o rosto no meu peito, e a perna sobre a minha, comecei a fazer carinho em seus cabelos.
- Isso é tão bom.
- Eu sei, amor. - ela sorriu.
Pouco tempo depois ela dormiu, estava mesmo cansada.
Gosto de olhar ela dormindo, fico pensando o que fez eu me encantar por ela... Deve ser a história que os opostos se atraem.

- Bora acordar, sua doida? Tá na hora. - beijava seu rosto.
- Não quero. - fez manha.
- Levanta, sua Mãe tá chamando pra comer.
- Tá... Eu dormi muito?
- Uhum. - ri - Boa noite.
- Boa. - esticou os braços.
- Cê quer viajar comigo?
- Mas a gente já não vai pra chácara?
- Viajar comigo, tipo, pra longe.
- Quando?
- Quando nós dois tivermos folga outra vez.
- Pra onde?
- Onde você quiser.
- Huuuum. - selei nossos lábios.
- Cê não acha que eu mereço mais que um beijo?
- Não. - riu - Talvez depois. Talvez.
- Poxa Ine. - fiz biquinho.
- Nem venha com esse bico.
- Amoor.
- Para com isso, Rafael. - falou rindo.
- Vou te amarrar na minha cama, só vai fazer amor comigo. - cantarolei e ela gargalhou.
- Você não presta.
- E mesmo assim cê gosta.
- Gosto. - me puxou pela camisa.
- Vai me beijar, safadinha?
- Não, você vai me beijar. - mordeu meu lábio inferior.
- Ine, não me provoca.
- Só uns beijos...
- Onde eu quiser. - puxei seu cabelo a fazendo arquear as costas.
- Aí não. Tu sabe que eu não gosto.
- Mas eu gosto.
- Ah é? - me "atacou" com um beijo e uma quase mordida no pescoço.
- Vampira. - deu um sorrisinho.
- Eu vou te morder todinho.
- Nossa, e eu vou gostar demais viu?
- Tá, mas agora nós vamos descer pra comer.
- Eu prefiro comer aqui mesmo.
- Aqui é a sobremesa. - piscou.
- Ai mulher.
- Vem, besta, vamo descer.
- Tenho escolha?
- Não.
- Então, bora.





Capítulo dedicado à Jeane pq ela finalmente voltou, depois de mil anos ♡
Me contem o que acharam do capítulo combinado?
Beijocas!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Capítulo 31.


" Sei que também consegue sentir tudo o que está dentro de mim. "


- Que milagre é esse que ele não tá aqui?
Havia acabado de chegar, um mês e meio sem vir em casa.
Estava comendo bolo de limão com a Mãe, enquanto assistíamos um filme de desenho.
- Ele tá na casa dele, filha. Cê não sabe?
- O que?
- Ele passou mal no show ontem, foi até pro hospital.
- Hãn? Eu vou lá ver ele.
- Termina de comer.
- Depois, mãe. Te amo. Beijo e tchau. - peguei meu celular e a chave do carro, fui pra casa dele.
- Oi querida.
- Oi Mari, ele tá melhor?
- Mais ou menos. Entra. - deu espaço para que eu entrasse, assenti e entrei - Ele tá no quarto, quer ir lá?
- Quero.
- Qualquer coisa estou aqui.
- Obrigada Mari. - ela sorriu e eu fui até o quarto dele.
Abri a porta devagar, ele dormia, sua expressão era calma e ele tava com cara de doente mesmo.
Tive a liberdade de deitar ao seu lado, seu corpo estava mais quente que o normal, febril, depois de um tempo ele começou a suar, sinal que a febre estava saindo.
- Que bom que você veio.
- Por que não disse que tava doente, viado? - riu baixinho.
- Eu to bem.
- Tá, tá. Tá bem uma porra.
- Eu não queria que cê ficasse preocupada. - ele sussurrava.
- Agora já é tarde.
- Fica aqui comigo? Até eu ficar bom?
- Fico. - alisei seu rosto.
- Ine?
- Oi.
- Cê gosta de mim ou só me aguenta?
- Para de falar, cê tem que descansar.
- Não né?
- Claro que eu gosto de você, se não porque estaria aqui?
- Então cê me ama?
- Aí eu já acho que tu tá delirando. - ri - Cala a boca, fica quietinho, eu to aqui.
- Mas eu... Eu amo você. - arregalei os olhos.
- Ah. - foi tudo que consegui dizer.
Ele se aconchegou mais ao meu corpo, descansando sua cabeça em meu colo - não colo de sentar, colo de peito mesmo - , fiz carinho em seus cabelos até que ele dormisse novamente.
Sem nada pra fazer, e ainda cansada pela viagem, acabei dormindo ali.

- Ei pequena, cê tá toda torta aí. Se ajeita.
- Não, tá bom. - falei de olhos fechados. Senti seus braços me pegando - Tu não pode fazer esforço, coisa burra. Me deixa assim, deita aqui, logo.
- Que chata.
- Quem tá cuidando de você sou eu. Eu mando, você obedece. - ele fez bico e deitou outra vez.
- Cê não vai pra casa né?
- Quando você ficar melhor.
- E se demorar?
- Eu sei que não vai. - ele levantou a cabeça para me olhar e sorriu.
- Brigado tá?
- Que brigado o que, é cem reais cada hora. - ele soltou uma risada e eu o beijei.
- Posso pagar depois?
- Dá a chave da Ferrari?
- Quê? Não oou.
- Nossa, que chato. - cruzei os braços.
- Deixo cê dirigir o Jabuticaba.
- Não quero. - fiz drama - Aí eu chego em casa super cansada, fico sabendo que meu namorado passou mal, largo tudo e nem durmo pra vir cuidar dele, e ele não deixa nem eu dirigir o carro dele.
- Sério? Cê fez tudo isso?
- Fiz né.
- Então minha namorada tá merecendo até uma coisa melhor.
- Melhor que uma Ferrari? Duas! Vai comprar uma pra mim? - ele gargalhou gostoso.
- Não é isso não muié, aí eu vou falir.
- Vai nada. Então o que é?
- Um jantar, pode comer o que quiser e eu pago.
- Quem só pensa em comer é você ouu, por isso tem esse bucho aí.
- Que bucho o que.
- E essas teta caída.
- Para, eu vou ficar com vergonha. - gargalhei.
- Eu paro tá? Só por hoje.
- Será que eu ter que ficar doente todo dia pra ter sua atenção?
- Dra-má-ti-co. Mentira isso hein.
- Você nem gosta de mim. - ele fez beicinho.
- Cala a boca. - nos beijamos, antes de nos separarmos ele me deu uma mordida.
- Tava com saudade de você.
- Só não precisava me morder né. - ele riu e selou nossos lábios.
- Desculpa.
- Eu acho que tu tá melhor, tá com fogo já.
- Isso é ocê que faz.
- Eu?
- É.
- Posso ir pra casa agora.
- Naão. Fica comigo, você falou que ia ficar.
- Mas você já tá melhor.
- To não ó. - ele fingiu uma tosse e eu bati em seu braço.
- Não tenta mentir pra mim, cabeçudo.
- Mas fica vai? Que hora que é?
- Deixa eu ver. - me estiquei pra pegar o celular - Meu Deus, onze e trinta e nove.
- Tá tarde, não vou deixar minha namorada sair sozinha essa hora. Dorme aqui comigo.
- Eu to de carro.
- Mesmo assim. Vai ficar.
- Chatoo. - fiz bico.
- Chato mesmo. Agora dá um beijo.
- Não.
- Então eu roubo, simples assim. - disse e fez.
- Cê tem que parar com isso. - apertei o nariz dele.
- Beijo roubado é mais gostoso.
- Eu não acho. Bom é beijo com carinho e pegada ao mesmo tempo.
- Tipo esse? - ele me surpreendeu com um beijo, uma de suas mãos apertava minha cintura enquanto a outra fazia carinho na minha nuca, rapidamente cedi passagem pra sua língua, puxei seus cabelos e ele riu mas não separamos o beijo.
- Oh, desculpa. - sua Mãe cobriu os olhos - Eu não bati pois pensei que ainda estavam dormindo.
- Tudo bem, Mari. - sorri sincera.
- Vejo que já ficou bom né, filho? - ela riu.
- Também acho.
- Ainda to um pouquinho dodói. - ele disse forçado.
- Tá nada. - ela riu negando com a cabeça - Agora venham comer, passaram o dia todo sem comer, não pode.
- Ah que bom, Mari! Eu já tava com fome mesmo. - falei fazendo os dois rirem.




Tenho uma má notícia, gente:
Vou ficar sem internet por tempo indeterminado, eu não quero ter que parar a fic mas realmente eu não sei o que fazer... Mas vou tentar dar um jeito, então, ainda não precisam ficar preocupadas ok?
Comentários, elogios, críticas... Fiquem a vontade.

xoxo, docinhos ♥