segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Capítulo 34.

" Calma, a sua insegurança não te leva a nada. "


Os dias na chácara, eram sempre maravilhosos. Só eu e ele. Era tudo muito calmo, e por incrível que pareça, pra mim essa parte não era tão legal.
- Diz que cê tem medo do porquinho.
- Não é medo. Eu só não gosto.
- Deixa de ser medrosa, muié.

Já estávamos voltando, quase em casa pra falar a verdade.
- Tu vai lá pra casa?
- Amanhã de manhã cê vai embora? - ele apertou minha mão.
- É.
- Eu só vou mais tarde. - suspirei.
- Fica com a sua mãe hoje, daqui a pouco ela diz que eu roubei o filho dela.
- Mas eu queria ficar com você.
- A gente tava junto, Rafael. Fica com ela, e se tu quiser vai dormir lá em casa.
- Com você?
- Pode ser. - dei de ombros e ele sorriu.
- Cê quer sair hoje?
- Não... Vou ficar de boa em casa. Mas se quiser sair, pode ir tá?
- Tá, eu acho que não, mas se eu for sair eu te aviso.
- Não precisa avisar.
- Mas eu vou avisar.
- Tá, coisa chata.
- Cala essa boca. - me beijou.
...

- Ô Manheeê, cheguei.
- Pensava que tinha me deixado.
- Sem drama, please. - a abracei.
- Tá com fome?
- Uhum.
- O almoço acabou de sair.
- Oba!

Almoçamos juntas, ficamos juntas o dia todo, a Kamila tava com o Gui no apê. Ela também tava de folga, mas mesmo assim ficava vendo as coisas dos shows e tals.
Fiz uma twittcam depois do jantar e fiquei esperando o Luan, ficou tarde e ele não chegava, e eu tinha que ir dormir.
Aposto que ele saiu e nem me avisou. Cachorro.
- Não vai esperar ele, filha?
- Não. Tenho que dormir.
- Liga pra ele.
- Eu não, pra ele pensar que eu to atrás dele? Jamais.
- Então boa noite, meu amor.
- Boa noite, mãe. - beijei seu rosto - Até amanhã.
- Até.
Ela assistia um programa de culinária, uma mulher batia num frango com um martelo. Sei não viu, ri negando com a cabeça e subi pro meu quarto.
Escovei os dentes e depois me atirei na cama. Dormi rápido.

Na manhã seguinte...

- Ine, amor tá na hora de acordar.
- Luan, vai tomar no seu cu. - coloquei o travesseiro no rosto.
- O que foi?
- O que foi? O que foi? - levantei bruscamente o fazendo cair da cama - Não venha com "o que foi" não, você sabe muito bem o que foi.
- Eu não to entendendo, Ine. - ele levantou.
- Tu falou que não ia sair e eu fiquei aqui te esperando, af, que besta eu sou.
- Mas eu não saí. - ele riu - Eu capotei na cama.
- Mentira.
- Pergunta a Mãe procê ver. - cruzei os braços.
- E se você pediu pra ela dizer que você tava em casa? Hein? Hein?
- Deixa de ser besta. - ele deitou por cima de mim.
- E agora ainda quer me matar esmagada né? Pra poder ficar com as piriguetes.
- Cala essa boca. - falou rindo - Eu só quero você.
- Eu não acredito. E agora sai daqui, eu tenho que me arrumar.
- Eu vou com você pro banheiro.
- Não vai. -  ele gargalhou e eu fui tomar banho.
Minha roupa estava separada, a vesti.Um vestido rosa bem clarinho, marcado na cintura. Calcei minhas sandálias de dedo mesmo e penteei os cabelos.
Saindo do closet, o vi entrando com uma bandeja na mão.
- Cê ainda não comeu né?
- Não.
- Senta aqui, foi eu que fiz pra você. Desculpa, tá? - ele deixou a bandeja na cama e se aproximou de mim receoso.
- Tá. - ri e o chamei com as mãos.
- Eu pensava que cê ia me bater. - ele me abraçou, fiquei na ponta dos pés.
- Bem que tu tá merecendo mesmo. Mas eu acordei boazinha hoje.
- Graças a Deus. - rimos.
- Retardado.
- É a Ine. - ele riu e selou nossos lábios.
- O que foi que tu fez pra eu comer?
- Tem cereal com leite, pão com queijo e suco de laranja.
- Isso tudo pra mim?
- Se cê não aguentar, eu como. - gargalhei.
- Mas olha, que gordo.
- Não pode é estragar comida, certo?
- Certo! - o beijei demoradamente.
- É melhor cê vim comer logo. Se não, eu não deixo você sair mais desse quarto. - ri e sentamos na cama pra comer.

Ele foi me levar no aeroporto, maluco.
Ficou comigo na pista esperando o jatinho ficar pronto - é, a Kamila achou melhor comprar um jatinho, ihuu - Não tinha fãs no aero porque a gente havia adiantado a viagem, e estava chegando o final do ano, era época de provas e eu não quero ninguém matando aula ou repetindo o ano porque veio me ver, já falei e na maioria das vezes eles respeitam.
- Vamo, Daphine? - o Gui chamou.
- Já vou. Tchau Luan. - ele me puxou pela mão.
- E é assim é?
- É.
- Não. - ele apertou meu nariz e eu ri.
- Ó, tem gente ali, e tão tirando foto da gente. - ele riu e nos beijamos.
- Me dá outro beijo pra eles verem? Vai que a câmera não pegou direito?
- Você é besta. - gargalhei.
- Vai, por favor? - dei um selinho nele.
- Agora tchau.
- Tchau. - ele juntou nossos lábios outra vez - E quando chegar lá, me liga tá?
- Se eu lembrar, quem sabe né? - nos abraçamos, acenei pra ele e fomos embora.
Antes de decolarmos, postei uma foto no Instagram.



" Ceilândia DF , to chegando ♥ "

2 comentários:

  1. Ai scrr kkkk se ela acordou boazinha assim imagine brava kkkk quero mais Vi u.u

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  2. Moro na Ceilândia amr ashuashua kkkkkk sua fic é mt pft �� #Stephanie (@naovivosemvc_ls)

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