segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Capítulo 31.


" Sei que também consegue sentir tudo o que está dentro de mim. "


- Que milagre é esse que ele não tá aqui?
Havia acabado de chegar, um mês e meio sem vir em casa.
Estava comendo bolo de limão com a Mãe, enquanto assistíamos um filme de desenho.
- Ele tá na casa dele, filha. Cê não sabe?
- O que?
- Ele passou mal no show ontem, foi até pro hospital.
- Hãn? Eu vou lá ver ele.
- Termina de comer.
- Depois, mãe. Te amo. Beijo e tchau. - peguei meu celular e a chave do carro, fui pra casa dele.
- Oi querida.
- Oi Mari, ele tá melhor?
- Mais ou menos. Entra. - deu espaço para que eu entrasse, assenti e entrei - Ele tá no quarto, quer ir lá?
- Quero.
- Qualquer coisa estou aqui.
- Obrigada Mari. - ela sorriu e eu fui até o quarto dele.
Abri a porta devagar, ele dormia, sua expressão era calma e ele tava com cara de doente mesmo.
Tive a liberdade de deitar ao seu lado, seu corpo estava mais quente que o normal, febril, depois de um tempo ele começou a suar, sinal que a febre estava saindo.
- Que bom que você veio.
- Por que não disse que tava doente, viado? - riu baixinho.
- Eu to bem.
- Tá, tá. Tá bem uma porra.
- Eu não queria que cê ficasse preocupada. - ele sussurrava.
- Agora já é tarde.
- Fica aqui comigo? Até eu ficar bom?
- Fico. - alisei seu rosto.
- Ine?
- Oi.
- Cê gosta de mim ou só me aguenta?
- Para de falar, cê tem que descansar.
- Não né?
- Claro que eu gosto de você, se não porque estaria aqui?
- Então cê me ama?
- Aí eu já acho que tu tá delirando. - ri - Cala a boca, fica quietinho, eu to aqui.
- Mas eu... Eu amo você. - arregalei os olhos.
- Ah. - foi tudo que consegui dizer.
Ele se aconchegou mais ao meu corpo, descansando sua cabeça em meu colo - não colo de sentar, colo de peito mesmo - , fiz carinho em seus cabelos até que ele dormisse novamente.
Sem nada pra fazer, e ainda cansada pela viagem, acabei dormindo ali.

- Ei pequena, cê tá toda torta aí. Se ajeita.
- Não, tá bom. - falei de olhos fechados. Senti seus braços me pegando - Tu não pode fazer esforço, coisa burra. Me deixa assim, deita aqui, logo.
- Que chata.
- Quem tá cuidando de você sou eu. Eu mando, você obedece. - ele fez bico e deitou outra vez.
- Cê não vai pra casa né?
- Quando você ficar melhor.
- E se demorar?
- Eu sei que não vai. - ele levantou a cabeça para me olhar e sorriu.
- Brigado tá?
- Que brigado o que, é cem reais cada hora. - ele soltou uma risada e eu o beijei.
- Posso pagar depois?
- Dá a chave da Ferrari?
- Quê? Não oou.
- Nossa, que chato. - cruzei os braços.
- Deixo cê dirigir o Jabuticaba.
- Não quero. - fiz drama - Aí eu chego em casa super cansada, fico sabendo que meu namorado passou mal, largo tudo e nem durmo pra vir cuidar dele, e ele não deixa nem eu dirigir o carro dele.
- Sério? Cê fez tudo isso?
- Fiz né.
- Então minha namorada tá merecendo até uma coisa melhor.
- Melhor que uma Ferrari? Duas! Vai comprar uma pra mim? - ele gargalhou gostoso.
- Não é isso não muié, aí eu vou falir.
- Vai nada. Então o que é?
- Um jantar, pode comer o que quiser e eu pago.
- Quem só pensa em comer é você ouu, por isso tem esse bucho aí.
- Que bucho o que.
- E essas teta caída.
- Para, eu vou ficar com vergonha. - gargalhei.
- Eu paro tá? Só por hoje.
- Será que eu ter que ficar doente todo dia pra ter sua atenção?
- Dra-má-ti-co. Mentira isso hein.
- Você nem gosta de mim. - ele fez beicinho.
- Cala a boca. - nos beijamos, antes de nos separarmos ele me deu uma mordida.
- Tava com saudade de você.
- Só não precisava me morder né. - ele riu e selou nossos lábios.
- Desculpa.
- Eu acho que tu tá melhor, tá com fogo já.
- Isso é ocê que faz.
- Eu?
- É.
- Posso ir pra casa agora.
- Naão. Fica comigo, você falou que ia ficar.
- Mas você já tá melhor.
- To não ó. - ele fingiu uma tosse e eu bati em seu braço.
- Não tenta mentir pra mim, cabeçudo.
- Mas fica vai? Que hora que é?
- Deixa eu ver. - me estiquei pra pegar o celular - Meu Deus, onze e trinta e nove.
- Tá tarde, não vou deixar minha namorada sair sozinha essa hora. Dorme aqui comigo.
- Eu to de carro.
- Mesmo assim. Vai ficar.
- Chatoo. - fiz bico.
- Chato mesmo. Agora dá um beijo.
- Não.
- Então eu roubo, simples assim. - disse e fez.
- Cê tem que parar com isso. - apertei o nariz dele.
- Beijo roubado é mais gostoso.
- Eu não acho. Bom é beijo com carinho e pegada ao mesmo tempo.
- Tipo esse? - ele me surpreendeu com um beijo, uma de suas mãos apertava minha cintura enquanto a outra fazia carinho na minha nuca, rapidamente cedi passagem pra sua língua, puxei seus cabelos e ele riu mas não separamos o beijo.
- Oh, desculpa. - sua Mãe cobriu os olhos - Eu não bati pois pensei que ainda estavam dormindo.
- Tudo bem, Mari. - sorri sincera.
- Vejo que já ficou bom né, filho? - ela riu.
- Também acho.
- Ainda to um pouquinho dodói. - ele disse forçado.
- Tá nada. - ela riu negando com a cabeça - Agora venham comer, passaram o dia todo sem comer, não pode.
- Ah que bom, Mari! Eu já tava com fome mesmo. - falei fazendo os dois rirem.




Tenho uma má notícia, gente:
Vou ficar sem internet por tempo indeterminado, eu não quero ter que parar a fic mas realmente eu não sei o que fazer... Mas vou tentar dar um jeito, então, ainda não precisam ficar preocupadas ok?
Comentários, elogios, críticas... Fiquem a vontade.

xoxo, docinhos ♥

3 comentários:

  1. se tu parar essa fic , eu te caço kkk estou falando serio , beijos da Lai :* @srita_santana

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  2. Não gosto da forma q ela trata o Luan, mas o enredo da história ta bom @brunnailha_

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  3. Ai q gruudee esses dois kkkkk
    Continua logo gaata, bju

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