sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Capítulo 53.

* LUAN NARRANDO *


Pousamos no Recife durante a madrugada, a van nos buscaria de oito horas da manhã no hotel.
Só tomamos um banho quentinho e fomos dormir, a Ine só me acordou quando nosso café da manhã chegou.
- Ansiosa?
- Mais ou menos. - riu - Na verdade mesmo, sabe pra onde eu queria ir?
- Onde?
- Ladeiras de Olinda, lá é muito legal.
- Não vai dar muito certo.
- Eu sei, tudo bem. Toma um banho e vem comer.
- E esse short aí, Daphine?
- É carnaval, cala a boca. - neguei com a cabeça e fui pro banheiro.

Chegando no camarote, paramos para muitas fotos e demos uma entrevista rápida pra transmissão ao vivo que eles fazem do bloco. Até estranhei não ser a Malu, pensei que ela faria questão né...
Depois fomos andando até a grade, onde dava pra ver o tanto de gente que tinha ali. Ficamos ao lado de um menino que não me era estranho.
- Eu conheço você, rapaz. Não é? - perguntei pensativo e o garoto riu assentindo.
- Diego. 
- O Namorado da Maria Luíza?
- Isso mesmo. - apertei sua mão rindo. 
- E por falar nela, onde ela tá que eu nem vi ainda?
- Falaram que você tinha chegado e ela foi te procurar.
- LUAAAN! - um corpinho se chocou contra o meu e nos abraçamos - Eu tava com muita, muita, muita saudade de você.
- Cê quase me matou de susto, muié! - ela riu - Ine, essa aqui é a Maria Luíza.
- Ata. - ela riu - Tudo bem?
- Tudo ótimo. Mas é Malu, Daphine. Só Malu.
- Que nhonhon, adoro esse nome.
- Coloca o nome da filha de vocês de Malu e faça uma luanete feliz.
- Vou pensar no seu caso. - elas riram.
- Eu posso te dar um abraço?
- Claro! - a Ine sorriu.
- Não, não pode não. Você é minha. - a apertei e ela gritou.
- Cara, tu ouviu isso? Ele disse que eu sou dele, socorro Guinho!
- Eita menina maluquinha.
- Eu que o diga. - o Diego disse nos fazendo gargalhar.
- Vocês não sabem o quanto eu implorei pra vocês virem pra cá. É marketing!
- Tem certeza que foi só por marketing mesmo? - arqueei uma sobrancelha.
- Cê se acha, menino! - ela riu - Claro que não, eu tava com saudade de você, seu bobão.
- Tu é filha de quem? Que poder todo é esse? - a Daphine perguntou rindo.
- O poder da insistência.
- Conheço bem esse aí. - seu namorado rolou os olhos e nós rimos.
- Eu sei que você já passou carnaval aqui e elogiou bastante, Daphine. E se você viesse, o Luan viria junto, claro. Sou filha da Vanessa e do Gustavo, e eles são pessoas normais. - riu.
- Ela trabalha na Globo, a gente fez até uma pegadinha pra ela ser contratada. - expliquei.
- Nem me lembra disso, Rafael. - me deu um tapa.
- Vamos deixar eles sozinhos agora, Guinha? - ela fez biquinho e a Ine riu.
- Vamo, mas espera um pouco. - ele assentiu - Não vou fazer a grudenta ok? Eu sei que vocês querem aproveitar e tal, vou pra lá mas qualquer coisa eu estou por aí, tá bom?
- Tudo bem, vai lá e aproveita o gato do seu namorado. - a Ine disse enquanto a abraçava.
- Ah, cê gostou do Guinho? Fica com ele que eu fico com o Luan. - o Diego cruzou os braços e ela gargalhou - Brincadeira, meu idiotinha.
Ela me abraçou novamente antes de sair de braços dados com o "Guinho". E disse que me amava e que tava com saudade umas dez mil vezes, eu também disse pra ela que a amava e que estava com saudade e a maluquinha gritou que ia morrer, eu ria disso.
- Cê conhece ela faz tempo?
- Tem um tempinho, ela cresceu. - ri.
- Tão novinha e já trabalha na Globo?
- Começou como aprendiz e foi contratada, merece demais.
- Tu precisa ver sua cara falando da garota, orgulho né?
- Muito. - sorri e ela selou nossos lábios.




Eu escrevi esse capítulo faz mó tempo, tava com saudade da 'Não deixe nada pra depois', que foi a fic que eu tive antes dessa e infelizmente não deu muito certo ygyujbhygifu.
Tchau, beijos!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Capítulo 50.

" Distancia é o fim pra quem tem coração. "


Eu teria show no sábado à tarde, então viajamos um dia antes do show pra descansar melhor e a noite, eu e Guimila fomos ao shopping da cidade, Porto Alegre.

Assistimos um filme de comédia, detonei três pacotes de Finis e outros de jujuba de iogurte, ah como eu amo jujuba de iogurte.
- Vocês ouviram? Tinha alguém se comendo na fileira atrás da nossa.
- Eu achei muito desnecessário.
- Quem vê pensa que não são umas taradas. - o Gui disse rindo e eu o empurrei.
As lojas do shopping já estavam fechadas, a maioria. Só perto do estacionamento que tinha uma academia que ainda estava aberta, e um casal se agarrando atrás de uma pilastra.
- Uma foto! - falei rindo e a Ka pegou meu celular.

( ignorem a bolsa, pls )

" Fico assim sem você @luansantana HAHAHAHA "

- Menina, tu é doida.
- E tu ainda tinha dúvidas disso, Guilherme?
- Gente, eu sou muito normal. Vocês que são certinhos demais. - riram mais.
No carro, fui olhando os comentários na foto e já passavam de mil likes. O Luan me mandou mensagem.

" Amooor, cê tá carente demais viu? :x hashiads "
" To com saudade :( "
" Também to, pequena :( "
" Eu quero te ver logo, tipo agorinha. "
" Eu também :( Cê tá aonde hein? "
" Tava no shopping, agora to voltando pro hotel. E tu? "
" To no hotel, vou dormir. "
" Ah, tu tá com muito sono? Eu queria te chamar no skype... "
" Vai demorar muito? "
" Acho que não mas deixa pra lá, amanhã eu falo. "
" Agora eu vou querer saber, amor. "
" Então espera. Quando eu chegar no hotel te ligo. Beleza? "
" Ok, beleza. "

Eu nunca fui muito fã de carnaval, até passar um lá em Pernambuco com a Mãe e a Kami, quando éramos mais novas. Desde então já fomos outras duas vezes para lá em época de carnaval. E ontem recebi um convite pra estar no camarote oficial blá blá blá da Globo no Galo da Madrugada, só que tem um problema, o Luan vai pra Salvador fazer um show e cantar com a Ivete.
Quando cheguei no hotel, liguei logo pra ele.
Peguei o notebook e fomos conversar pelo skype, contei pra ele do convite.
- E agora? Cê não vai comigo?
- Eu quero ir pro Recife. - cruzei os braços.
- Lá é no sábado né? - assenti - Então pronto, quinta de noite a gente vai pra Salvador e na sexta, depois que acabar lá o negócio com a Veveta, a gente vai pro Recife. Tudo bem?
- Tá né. - ele revirou os olhos e riu.
- Que chata. Cê não quer ficar comigo?
- Claro que eu quero.
- Então, sua besta. - ri e ele bocejou.
- Tu tá com sono mesmo, né?
- To. - suspirou.
- Milagre tu tá com sono uma hora dessas.
- É mesmo. - disse e riu.
- E ainda tem esse horário de verão que não acabou.
- Mas uma horinha a mais de sono é sempre bom.
- Ah, com certeza, bela adormecida.
- Quem fala que não se cansa de dormir é você. - disse rindo.
- Ah para. - ri cobrindo os olhos.
- Tá vendo aí, bela adormecida.
Nós dois estávamos visivelmente cansados mas mesmo assim ficamos conversando até tarde, fazem só dois dias que estamos separados mas a saudade é grande. É tudo tão sei lá sem ele...




Demorei mas voltei : ))

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Capítulo 49.

" Quando estamos juntos tudo pode acontecer. "


* LUAN NARRANDO *

Suspirei aliviado ao saber que ela não cantaria com o amiguinho. Eu tenho ciúmes mesmo, qual o problema?
- Lembra do amor?

Lembra de você e de mim? - ela começou a cantar.

- Lembra de tudo que compartilhamos

Nesse planeta, enquanto ainda nos importávamos? - o Paulo cantou junto com ela.

- Lembra dos corações?

Lembra da união?
Lembra dos vizinhos que sorriam
Sem esperar nada em troca?
- Por que ter medo
De fazer um erro honesto
Se você reconhece a dor
E quer mudar
Você pode sobreviver a qualquer coisa
Você lembra de alguma coisa?
- Pessoas andando de mãos dadas
Podemos sentir esse amor de novo?
Você pode imaginar isso?
Se nós pudéssemos nos dar bem
- Todos nós poderíamos cantar essa música juntos...

Eles estavam vendo como dividiriam a letra. Eles que escreveram a música, eu gostei, eles tem talento mesmo.
Eu estava completamente entregue, verdadeiramente apaixonado e viciado no sorriso da pequena, que é a coisa mais linda do mundo. Quando ela errava a letra, fazia uma careta tão fofa que dava até vontade de morder.
- Tá bom, Luan?
- Tá lindo, amor. - ela sorriu e tomou água da sua garrafinha.
- Quem vai começar? - o Caíque perguntou.
- Eu acho melhor ser a Daphine. Que que cê acha, Dinda?
- Eu também acho melhor eu começar, a parto do se nós pudéssemos nos dar bem até o ô, ô, ô, ô, ô a gente fazer juntos, até porque é o refrão.
- É mesmo. - o tatuado riu concordando - E quando chegar na parte cantaando, a gente alterna. Pode ser?
- Pode, fechou. Maaas agora eu vou comer. - ela riu - Tá na hora do almoço. Vamos?
- Agora. - o Caíque disse e ela riu largando os fones.
- Vamo comer, bando de gordo.
- Eu gordo? Tá louca, querida.
- Projeto fly não tá fazendo efeito. - ela disse rindo e o Paulo bagunçou seu cabelo.
Eles abriram a porta, eu ia saindo com a Daphine quando o tal do amiguinho me pediu que eu esperasse.
- Ó, eu queria que você soubesse que entre eu e a Dadá só rola amizade, eu bem que tentei. - ele riu - Só que ela ama você, cara. Pode ficar sossegado. A gente brinca as vezes mas eu sei meu lugar.
- Ainda bem que sabe. - falei sério.
- Não briga com ela por causa da gente, ela não demonstra mas eu sei que ela ficou bem triste. E eu te entendo sabe? Se fosse eu no seu lugar sentiria o mesmo. - suspirei.
- Qualquer um sentiria. - ri pelo nariz.
- Nós podemos tentar ser amigos, se você quiser.
- Tentar... Claro. - apertamos nossas mãos.
- Que que vocês tão fazendo aí hein? Não vão vir comer? - ela colocou a cabeça pra dentro, rimos.
- Vamo sim.
Almoçamos juntos com sua mãe, e agora eu já estava mais a vontade com eles, e até fazíamos brincadeira um com o outro.
- Então o Rafa pode namorar com a Banana, o Rafa eu deixo. - o Paulo dizia.
- Claro que não!
- Que que tem, muié? - eles riram.
- Meu filhote é muito novinho pra essas coisas.
- Olhando bem até que ele parece com você mesmo.
- Rá, rá, rá. Que sem gracinha, Barone. - ela o mostrou a língua e nós rimos.
- To com preguiça de ir pra casa.
- Fica aí ué. - ela estava deitada no meu colo - Gente, que horas são?
- Três e vinte e quatro. - lhe respondi.
- Vai começar o jogo da Champs. Muda o canal aí, alguém.
- Jogo de quem?
- Do Chelsea. - revirou os olhos.
- É raro de ver uma mulher que gosta de futebol.
- Raro foi exagero, floros. Só não é muito normal.
- Ela não é normal não. Pensei que já estavam acostumados. - a dona Pri disse entrando na sala causando uma gargalhada coletiva.




Oi e tchau  = )

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Capítulo 48.

" Então deixa de besteira e deixa eu te amar. "


Criei vergonha na cara e fui pra academia, eu ia lá pouca vezes mas sempre sabia do que rolava por lá.

Dancei de me acabar e cheguei em casa mó cansada, só tomei banho, levei o Rafa pra passear e voltei. Deitei no sofá e ele deitou perto da minha barriga. Fiquei fazendo carinho nele enquanto assistia um filme e acabei adormecendo.
- Filha, vai pra cama.
- Ah mãe, não quero. - o Rafa latiu - Cala a boca, menino.
- Vai, levanta daí. - deu um tapa na minha bunda.
- Manhê.
A campainha tocou e ela foi atender, coloquei a almofada em cima da cabeça e o Rafa latiu mais ainda. É o Luan, tenho certeza.
- Isso é hora de tá dormindo, Daphine?
- Uhum.
- Lambe a sua mãe, filho.
- Paraa.
- Vai sua gorda, levanta daí. Vamos jantar fora, vai se arrumar.
- Não lembro de você ter perguntado se eu queria ir.
- Mas você vai.
- Não vou. To sono.
- Que?
- To sono! - ele riu.
- Então eu vou pedir uma pizza. A senhora tem preferência de sabor, sogra?
- Não, querido.
- Mas eu tenho, vai pedir aonde? Na do condomínio?
- É.
- Então diz pro Mauro que é pizza todos queijos.
- Todos queijos? Mauro?
- Da pizzaria ué, ele sabe como é, e vai saber que é pra mim.
- Tá bom... Mas pode parar com essa intimidade viu. - ri negando - E pra beber?
- Tem suco aqui. Refrigerante dá buraquinho na perna e na bunda, estou evitando. - ouvi a mãe gargalhar.
- Cê é gostosa de qualquer jeito, amor.
- Pede logo a pizza, to com fome. - sentei com o cabelo desgrenhado e cara marcada pela almofada, ele deu risada.
Se levantou pra buscar o telefone e a mãe foi dar comida ao filhote. Peguei meu violão no outro sofá e dedilhei os acordes de 'Linda tão linda'.
- ...E eu não vou dar pra trás, vagalume é o carai, eu vou atrás até de onça pra poder te dar. - ri - Eu só quero saber como é que tá seu coração, se ele tiver bem eu fico zen mas se ele não tiver bem, fico no chão.
O louco do Rafa veio correndo da cozinha e começou a "uivar", ele sempre faz isso quando tem alguém cantando, parece até que quer cantar também.
- Sem juízo igual a dona. Saiu correndo e nem comeu.
- Obrigado pela parte que me toca, mamãe querida. - ela riu e colocou o potinho de ração dele perto da mesa de centro.



Comemos entre brincadeiras e risadas, quando acabou a novelas das nove a mãe foi dormir e nós fomos pro quarto.
- Ah olha, esqueci de te contar mas amanhã os meninos vem aqui.
- Ine. - ele cruzou os braços.
- Eles vão me mostrar uma música e a gente vai gravar.
- Tá, mas eu vou poder assistir né?
- Vai. - lhe dei um selinho rápido.
- Qual é a música?
- Surpresa.
- Ah não.
- Ah sim! Eu também só vi a letra uma vez.
- E já topou gravar assim de cara?
- Eu confio nos meninos. - ele revirou os olhos - Você disse que ia parar, né coisa chata?
- É mais forte que eu tá? - dessa vez, eu que revirei os olhos.
- Parece que é um dueto.
- Dueto? Me diz que não é com aquele Nathan, me diz.
- Vai ser com quem ficar melhor, mas minha voz fica legal com a do Nathan...
- Ah cala a boca, eu vou comprar a música e você vai cantar comigo.
- Não quero la la la.
- Tu é chatinha visse? Pelamor.
- Eu também gosto muito de te beijar, Rafael.
- É mesmo é? Agora sim estamos conversando.
Ficamos falando bobagens e rindo um do outro, depois dormimos abraçados.



Perto das dez horas da manhã os meninos chegaram, ri da cara do Luan quando o Nathan me deu um abraço.
Fomos pro estúdio e comecei a estudar a letra, cantamos algumas vezes e foi decido que eu cantaria somente com o Paulo.
Um dueto "pauline" como o Caíque mesmo disse.



Amadoro quando minha mãe me chama de "coisa chata da porra" u.u

domingo, 30 de novembro de 2014

Capítulo 47.

" Quanto mais a gente briga, você fica mais bonita. "


Ficamos "brigados" durante uma semana e esse tempo todo sem nos falar.
Eu viajei dois dias e voltamos pra casa. Essa época de começo do ano não tem muito show, o povo só pensa em carnaval, bloco, trios e derivados.
- Vamo sair hoje?
- Hoje não dá, desculpa.

- Ah beleza então...
- A última saidinha ainda tá rendendo. - bufei.

- Tu ainda não fez as pazes com o cantor?
- Não Nath.

- Se tivesse de rolar alguma coisa entre a gente já teria rolado. Cê quer que eu converse com ele?
- Foi falando com ele que isso tudo começou, melhor não. - ri e ele também - Ele vai chegar hoje e nós vamos conversar.
- Tá bom, boa sorte. - ri - Os meninos tão chamando pra gravar, beijo.
- Beijo! - desligamos.

A Kamila entrou com o Luanzinho e o Gui. Eles tinham ido passear.
- O pai do seu filho chegou, Mocelin. - revirei os olhos.
- Vem cá, bebê. - o chamei e ele correu pra mim, o peguei no colo - Tá com sede né? Dois metros de língua.
- A gente vai sair hoje, tão afim?
- Eu até iria sabe, mas tenho que resolver um problema.
- Coitado! Dr é um uó.
- Cala a boca, Guilherme. - a Kami lhe deu um tapa.
- Ai amor. - fez bico.
Levantei com meu filhotinho no colo e fui até a cozinha pegar água pra ele.
Recebi um whats do Luan me chamando pra conversar e respondi que iria mais tarde, curta e objetiva.
- Filha, cê vai comer em casa ou vai sair com a Ka?
- Eu vou na casa do Luan.
- Então vou sair pra jantar com umas amigas.
- Hummm. Se oriente. - ela riu.
- Leva seu filhote com você.
- E a senhora acha que eu vou deixar meu bebê sozinho?
- Espero que não né! - ela disse e saiu rindo.

Quando escureceu eu fui tomar banho, me arrumei e prendi os cabelos num rabo de cavalo. Apenas perfume e um batom.
- To indo lá na casa do Rafael.
- Não pega muito no pé dele, homem não gosta de discutir a relação.
- Se fecha, Martinelli. Cadê a coleira do bebê?
- Em cima do balcão na cozinha. - fui até lá e a peguei, prendi na guia e ele já se animou pra sair.
- Tchau mãe, tchau guimila. Beijo.
- Vai voltar pra casa hoje, filha?
- Não sei, depende dele. - soltei beijos no ar e saí com o Luanzinho.
Toquei a campainha e a Bruna me atendeu, me dando um abraço e depois deixou que eu entrasse. O labrador enlouqueceu quando viu o poodle. Ele sempre fica assim, late, late, late e o Puff nem aí.
- Ele deve pensar "chegou o pirralho". - falei e a Bruna riu.
- Solta ele, vamo na cozinha. A mãe tá fazendo o jantar. - libertei o filhote da coleira e ele começou a correr ao redor do Puff que nem olhava pra ele, ri negando com a cabeça.
- Se comportem, hein meninos?
- Cuida do seu priminho, tá meu amor? - eu ri.
Entramos na cozinha e ficamos conversando enquanto a Mari preparava as coisas, até o seu Amarildo chegar, ele trouxe sorvete e nós - eu e Bruna - Comemos antes do jantar.
- Depois não vão ter fome pra comer.
- Eu não consigo resistir a um sorvete, Mari. Ele me chama!
- Vem Daphine, me coma. - a Bruna disse nos fazendo rir.

Fomos pra sala assistir novela e depois jantamos, o Luan só apareceu no meio do jantar, só de bermuda e coçando os olhos. Ele sentou ao meu lado e comemos sem trocar nenhuma palavra.
Fiz sinal com a cabeça para que ele subisse, pedi licença à sua família e o acompanhei. A Bruna dava ração aos cachorrinhos e riu.
- Diga o que você quer. - quando ele abriu a boca pra falar eu continuei - Cara, deixa de ser burro! Isso tá parecendo namorinho de adolescente. Nós ficamos uma semana sem nos falar por causa de uma bes-tei-ra.
- Besteira porque não foi com você.
- O Nathan só atendeu meu telefone.
- Eu não gosto dele!
- Por causa de ciúme idiota! - gritei - Mano, se eu quisesse tinha ficado com ele antes. E se seu medo é esse, querido, fique sabendo que eu só te trairia com o Tay. - ele sorriu de lado.
- Eu sei que fui idiota, eu tenho muito medo de perder você. - ele levantou da cama.
- Você tem que entender que ele é meu amigo. Só amigo.
- Eu sei, eu sei. Desculpa, eu prometo que vou parar.
- Seu idiota. - ri - O maior idiota de todos.
- Eu amo você, minha pequena idiota.
- Vem cá, meu idiota. - nos beijamos demoradamente - Ah, eu trouxe nosso filhote, tá?
- Vamo parar de chamar ele de Luan? - riu - Pode ser só Rafa.
- Tá bom. - revirei os olhos.
- Ai que saudade que eu tava de você, coisa chata da porra. - ele me abraçou pela cintura e me tirou do chão enquanto eu ria.




Quase capítulo cinquenta e nada que eu quero aconteceu ainda, essa fic vai ser mais longa do que eu previa, afu kjxksjsvdjfsid