domingo, 30 de novembro de 2014

Capítulo 47.

" Quanto mais a gente briga, você fica mais bonita. "


Ficamos "brigados" durante uma semana e esse tempo todo sem nos falar.
Eu viajei dois dias e voltamos pra casa. Essa época de começo do ano não tem muito show, o povo só pensa em carnaval, bloco, trios e derivados.
- Vamo sair hoje?
- Hoje não dá, desculpa.

- Ah beleza então...
- A última saidinha ainda tá rendendo. - bufei.

- Tu ainda não fez as pazes com o cantor?
- Não Nath.

- Se tivesse de rolar alguma coisa entre a gente já teria rolado. Cê quer que eu converse com ele?
- Foi falando com ele que isso tudo começou, melhor não. - ri e ele também - Ele vai chegar hoje e nós vamos conversar.
- Tá bom, boa sorte. - ri - Os meninos tão chamando pra gravar, beijo.
- Beijo! - desligamos.

A Kamila entrou com o Luanzinho e o Gui. Eles tinham ido passear.
- O pai do seu filho chegou, Mocelin. - revirei os olhos.
- Vem cá, bebê. - o chamei e ele correu pra mim, o peguei no colo - Tá com sede né? Dois metros de língua.
- A gente vai sair hoje, tão afim?
- Eu até iria sabe, mas tenho que resolver um problema.
- Coitado! Dr é um uó.
- Cala a boca, Guilherme. - a Kami lhe deu um tapa.
- Ai amor. - fez bico.
Levantei com meu filhotinho no colo e fui até a cozinha pegar água pra ele.
Recebi um whats do Luan me chamando pra conversar e respondi que iria mais tarde, curta e objetiva.
- Filha, cê vai comer em casa ou vai sair com a Ka?
- Eu vou na casa do Luan.
- Então vou sair pra jantar com umas amigas.
- Hummm. Se oriente. - ela riu.
- Leva seu filhote com você.
- E a senhora acha que eu vou deixar meu bebê sozinho?
- Espero que não né! - ela disse e saiu rindo.

Quando escureceu eu fui tomar banho, me arrumei e prendi os cabelos num rabo de cavalo. Apenas perfume e um batom.
- To indo lá na casa do Rafael.
- Não pega muito no pé dele, homem não gosta de discutir a relação.
- Se fecha, Martinelli. Cadê a coleira do bebê?
- Em cima do balcão na cozinha. - fui até lá e a peguei, prendi na guia e ele já se animou pra sair.
- Tchau mãe, tchau guimila. Beijo.
- Vai voltar pra casa hoje, filha?
- Não sei, depende dele. - soltei beijos no ar e saí com o Luanzinho.
Toquei a campainha e a Bruna me atendeu, me dando um abraço e depois deixou que eu entrasse. O labrador enlouqueceu quando viu o poodle. Ele sempre fica assim, late, late, late e o Puff nem aí.
- Ele deve pensar "chegou o pirralho". - falei e a Bruna riu.
- Solta ele, vamo na cozinha. A mãe tá fazendo o jantar. - libertei o filhote da coleira e ele começou a correr ao redor do Puff que nem olhava pra ele, ri negando com a cabeça.
- Se comportem, hein meninos?
- Cuida do seu priminho, tá meu amor? - eu ri.
Entramos na cozinha e ficamos conversando enquanto a Mari preparava as coisas, até o seu Amarildo chegar, ele trouxe sorvete e nós - eu e Bruna - Comemos antes do jantar.
- Depois não vão ter fome pra comer.
- Eu não consigo resistir a um sorvete, Mari. Ele me chama!
- Vem Daphine, me coma. - a Bruna disse nos fazendo rir.

Fomos pra sala assistir novela e depois jantamos, o Luan só apareceu no meio do jantar, só de bermuda e coçando os olhos. Ele sentou ao meu lado e comemos sem trocar nenhuma palavra.
Fiz sinal com a cabeça para que ele subisse, pedi licença à sua família e o acompanhei. A Bruna dava ração aos cachorrinhos e riu.
- Diga o que você quer. - quando ele abriu a boca pra falar eu continuei - Cara, deixa de ser burro! Isso tá parecendo namorinho de adolescente. Nós ficamos uma semana sem nos falar por causa de uma bes-tei-ra.
- Besteira porque não foi com você.
- O Nathan só atendeu meu telefone.
- Eu não gosto dele!
- Por causa de ciúme idiota! - gritei - Mano, se eu quisesse tinha ficado com ele antes. E se seu medo é esse, querido, fique sabendo que eu só te trairia com o Tay. - ele sorriu de lado.
- Eu sei que fui idiota, eu tenho muito medo de perder você. - ele levantou da cama.
- Você tem que entender que ele é meu amigo. Só amigo.
- Eu sei, eu sei. Desculpa, eu prometo que vou parar.
- Seu idiota. - ri - O maior idiota de todos.
- Eu amo você, minha pequena idiota.
- Vem cá, meu idiota. - nos beijamos demoradamente - Ah, eu trouxe nosso filhote, tá?
- Vamo parar de chamar ele de Luan? - riu - Pode ser só Rafa.
- Tá bom. - revirei os olhos.
- Ai que saudade que eu tava de você, coisa chata da porra. - ele me abraçou pela cintura e me tirou do chão enquanto eu ria.




Quase capítulo cinquenta e nada que eu quero aconteceu ainda, essa fic vai ser mais longa do que eu previa, afu kjxksjsvdjfsid

Um comentário:

  1. '' chata da porra '' juro que imaginei o Luan falando isso kkk Luan chigando é um tesao . Oh Ceus !

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