quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Capítulo 46.

" Brigados outra vez. "


* LUAN NARRANDO *

- Dez minutos, Luan.
- Beleza. - peguei meu celular e liguei pra Ine.
Chamou uma, duas, três, quatro vezes. Porra, será que ela já dormiu?
- Alô?

- Quem é?

- O Nathan. - não ouvi nada pelo tanto de barulho, mas com certeza não era ela.
- Esse telefone é da minha namorada, cadê ela?

- Ah, ela tá dançando.
- Dançando?

- É que a gente saiu, encontramos umas amigas e viemos pra balada.

- Quem é que tá falando?
- O Nathan!
- Que Nat..., ah. Diz pra ela que amanhã eu ligo.

- Pode deixar. - desliguei.
Ela saiu com o amiguinho e nem pra me mandar uma mensagem avisando.
Reunimos a equipe e fizemos nossa oração antes de entrar no palco, eram onze e meia da noite.
Minha donzela foi uma garotinha risonha que era neta do contratante, devia ter uns quatro pra cinco anos, achei ela muito bonitinha. E na hora do lepo lepo vi um cartaz enorme, e um grupinho começou a gritar o nome de um menino, Marcos o nome dele.
- Marcos, quer ser lepo lepo? - falei rindo - Marlinha, Kakazinha venham aqui. Pronto rapaz, tá vendo essas duas aqui? Escolhe uma pra dançar com você.
As fiz dar uma voltinha e ele escolheu a Marla, estava na grade com faixinha na cabeça e camisa de fã clube, ri disso. Ele me pediu um abraço e eu dei, depois agarrou a Marla e eu cantei pra eles.


* DAPHINE NARRANDO *

Não voltamos pra casa muito tarde mas pela hora achei melhor ele dormir aqui, num outro quarto de hóspedes, claro.
- Cê vai dormir aqui também?
- Que engraçadinho você. - o mostrei a língua.
- E um beijinho de boa noite, rola? - perguntou rindo.
- Vai cagar, Barone! - bati nele com o travesseiro - Escova, toalha... O que tu precisar sabe onde achar né?
- Sei.
- Então beleza.
- Boa noite, Dadá.
- Boa noite, Tchuco. - beijei sua bochecha e fui pro meu quarto.


* LUAN NARRANDO *

Não consegui dormir muito, e às nove eu já estava acordado. Peguei meu celular e novamente liguei pra Daphine, normalmente essa hora ela já acordou.
- Oi mãe. - a voz disse sonolenta.
- Mãe? Que mãe o que.
- É o celular da Daphine!? Cara, desculpa. - respira fundo, Luan.
- Onde é que ela tá?

- Dormindo... Eu acho.

- Por um acaso você tá na casa dela? - esfreguei minhas têmporas tentando manter a calma.

- To. Mas fica tranquilo que eu não to com ela não!
- E por quê você ainda está com o celular dela?

- Eu acho que ela tá com o meu e eu com o dela.

- Da próxima vez que eu ligar, espero que a porra desse celular esteja com ela.

- Olha como você fala comigo. Tu não tem motivo pra tá estressadinho não, calma.
- Ó cara, minha conversa é com ela, entendeu?

- Eu sei. Então se quiser brigar com alguém, briga com a esquecida da tua namorada!

Ele desligou na minha cara. Desligou na minha cara.


* DAPHINE NARRANDO *

- Ó, toma teu celular que o estressadinho do teu namorado ligou.
- Bom dia pra você também. - ri e ele sentou à mesa cruzando os braços - Ele ligou?
- Foi.
- O Luan tem ciúmes de você.
- Mãe!
- Tem é? - perguntou e ela assentiu, ele sorriu - Por isso tanta agressividade essa hora da manhã.
- O que foi que tu falou pra ele, Nathan?
- Nada. Ontem ele ligou e o celular tava comigo, naquela hora que tu tava dançando com as meninas.
- Atendesse? - ele assentiu - Licença.
Peguei meu celular e fui pra fora, sentei perto da piscina e liguei pro Luan.
- Quem tá falando? - ele disse irritado.
- Eu né!

- Como eu vou saber? Se eu te ligo e aquele seu amiguinho atende.
- Acho que trocamos os celulares ontem.
- E a noite foi boa?
- Foi sim.
- E saiu sem me avisar por quê?
- Como é? Menino, tu é meu namorado não é minha mãe não.
- Quando eu saio eu aviso pra você, todo relacionamento tem que ter confiança.

- Isso mesmo, querido. - ouvi ele bufar.
- Não faz mais isso, por favor?

- Tá, vou mandar pelo menos uma mensagem porém vou continuar saindo com ele, ele é meu a-mi-go.

- Cara, você não vê o jeito dele?

- Eu sei, não sou tonta. E ele também sabe e me respeita. Deixa de ser chato e trate-o melhor, você me leva nessas festas que eu não conheço ninguém e nem por isso fico tratando mal.

- Eu tenho que fazer rádio agora. Em casa nós conversamos.

- Ótimo. Tchau.
- Tchau. - desliguei.

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