terça-feira, 21 de outubro de 2014

Capítulo 39.

" Perfeito pra mim. "


- Ai! - o empurrei - Você me mordeu.
- Desculpa. - riu - Vamo lá pra cima vai?
- Não quero.
- Tá, a gente fica aqui mesmo. - gargalhei.
- Para com isso.
Amanhã era a véspera do natal, e nós só teríamos show ano que vem. Estávamos sozinhos na minha casa, inicialmente colocamos um filme pra assistir. Mas não dá pra prestar atenção em nenhum filme com aquele homem sem camisa, e muito tarado devo acrescentar, na minha frente.
- Você também quer.
- Deixa de f - a campainha nós interrompeu.
- Ah não. - ele resmungou e eu ri alto, levantei pra abrir a porta.
- Oi Daphine.
- Ah, oi dona Estela. - sorri.
- A Priscila está?
- Não, ela tá com a Kami. A Senhora tá legal? - ela parecia aflita.
- É que a Darinha tá passando mal, e hoje eu não tenho com quem deixar a Clara e o Enzo e não queria levar eles pro hospital. - falou meio sem jeito.
- Ah! Deixa eles aqui comigo.
- Não vai te incomodar não?
- Meus minis? De jeito nenhum, dona Estela. - sorri.
- Ah Daphine, muito obrigada, obrigada mesmo.
- Nada. - sorri.
- Vou pegar as coisas deles, rapidinho. - assenti.
- Que foi, amor? - ele me abraçou por trás.
- A dona Estela vai deixar a Clarinha e o Enzo com a gente, a Dara tá doente e vai pro hospital.
- Ah. Fica boa logo, tá Darinha? - ele disse e ela sorriu no banco da frente do carro.
- Tá aqui eles.
- Daphine! - peguei a Clara no colo.
- Muito obrigada viu? Desculpa atrapalhar vocês.
- Não vai atrapalhar, pode ir tranquila que a gente vai cuidar deles. - falou sorrindo.
- Eu não sei que horas vou voltar com ela, mas qualquer coisa peço pra alguém vir buscá-los.
- Não se preocupa, pode ir de boa. - a tranquilizei - Deem tchau pra mamãe, minis.
- Tchau, meus bebês se comportem tá?
- Tá mamãe. - o Enzo disse.
- Tchau meu amor, fica boa tá? - falei e a Dara assentiu, elas foram embora e nós entramos.
- E aí, que que cêis querem fazer? - o Luan perguntou.
- Cadê o Luan? O cachorrinho?
- Tá com a mãe, no apê da Kami.
- Ah. - ele olhava as coisas curioso.
- Bora jogar videogame?
- Bora. - o Enzo se animou e eles foram jogar.
- E você, Clarinha? - sentei no sofá com ela em meu colo - Tá calada. Que foi?
- Nada. - ela riu com a mão na boca.
- Vamo brincar no meu closet?
- Brincar?
- É. Tu quer?
- Quero. - fomos pro meu quarto e entramos no closet.
Nós brincamos lá, ela vestiu minhas roupas, se maquiou e depois desfilou, uma graça.
Na bolsa que sua mãe deixou tinha roupas e um bocado de coisas, antes de escurecer o Enzo tomou banho e eu dei banho na Clara.
- Vocês tão com fome?
- Sim! - o três responderam, sim os três, o Luan também tava no meio da bagunça o que me fez rir mais.
- Como a tia aqui não sabe cozinhar, sanduíche pra todos pode ser?
- A Clara não gosta de tomate.
- Sem tomate pra Clarinha, ok. E você gosta? - ele assentiu - Vem me ajudar, não é Rafael?
- Oxe Ine.
- Vem logo. - fizemos os sanduíches e tinha suco de maracujá na geladeira.
Depois que comemos, ficamos assistindo desenho pra descansar, e fomos brincar mais. Dessa vez de esconde-esconde.
- Vai Luan, conta.
- Vão lá se esconder. - ele riu e nós três saímos correndo.
- Me escondo onde?
- Deixa eu ver... Entra no armário que tem em baixo da pia, na cozinha.
- E pode?
- Pode ué. - ri e ele correu pra lá - Vem, Clarinha vamo se esconder.
- Aqui Tia. - ela se escondeu atrás de uma cortina.
- Fica aí, e ó, shhh. - ela riu assentindo e eu corri pra área da lavanderia. Me escondi atrás de um cesto de roupas, do lado da máquina de lavar e, logo ouvi o Luan gritar "lá vou eu".
Passaram-se mil anos e nada do Luan me achar, eu ouvia as vozes deles perto de mim e segurava o riso.
- Ô Tio, cadê a Tia?
- Eu não sei, Clarinha.
- Eu vou te ajudar, Luan e a gente vai achar a dona espertinha. - o Enzo disse.
- Seja onde ela estiver, ela tem medo de escuro então logo vai aparecer. - ele riu e na hora eu não me liguei mas ele apagou a luz. Caralho, ele apagou a luz.
No começo tentei segurar e fechei os olhos, tapei os ouvidos e até daria pra aguentar maas, eu comecei a sentir uma coisa andando em mim, e gritei.
É, eu gritei. Eles se assustaram e depois começaram a rir.
- Isso não vale, seu Luan, é trapaça. TRAPAÇA!
- Cara... - ele ria - Eu nunca ia te achar aí.
- Por isso eu me escondi aqui né, daãã. - as crianças riram - Alguma coisa andou em mim.
- Essa aranha que tá no seu cabelo, Tia?
- HÃN? TIRA, LUAN TIRA, TIRA, TIRA. - gritei paralisada.
- Não tem aranha nenhuma. - ele disse rindo e deu um soquinho na mão do Enzo.
- Af seus idiotas. - cruzei os braços.
- Vem cá, meu amor. - me abraçou rindo.
- Sai daqui, coisa feia.
- Cala a boca. - me deu um beijo - Vamo brincar de novo?
- Você vai contar de novo. Tu trapaceou, nojento! - ele gargalhou.
- Tá bom, chatonilda.
- Tia Daphine é chatonilda la la la. - a Clara gargalhou.
- Olha aí o que você faz. - bati em seu ombro.
- Não é nada de chatonilda, a Daphine é muito legal. - o Enzo abraçou minha cintura e eu mostrei a língua pro Luan.
- É... Ela é um docinho, um amor, meu amorzinho. Minha peq
- Vamo brincar! - a Clarinha interrompeu o momento 'declaração de amor' e eu tive um ataque de risos.
Ele foi contar, nós nos escondemos atrás do sofá e quando ele passou nos procurando, gritamos e pulamos em cima dele, aí caímos no chão e rimos. Rimos muito.





Gente, prestem atenção nas passagens de tempo!
No capítulo anterior eu falei que o natal seria daqui uma semana e alguns dias, e nesse, que "amanhã" era a véspera.
Não é sempre que vou estar colocando "tantos dias / semanas / meses depois..." ok? Prestem atenção nisso, obrigada.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Capítulo 38.

" Um caso indefinido mas rola paixão."



- Ah Mãe, guenta aí que eu vou levar ela um minutinho e já devolvo. - ele disse entrando na cozinha e me carregou de lá enquanto sua mãe ria.
Era uma terça feira de folga pra nós dois, a Mãe tinha ido pro apê da Kami e levou o Luanzinho. Eu fui passar a tarde com a dona Mari, tava sem nada pra fazer.
- Luan, seu louco. - eu ri.
- Louco de saudade de você. - segurei seu rosto e juntei nossas bocas com pressa.
Rapidamente suas mãos começaram a passear no meu corpo.
- Espera...
- Eu não consigo esperar, Ine.
- A gente não pode fazer isso aqui.
- Pode sim, é meu quarto e eu tranquei a porta. Tem revestimento, ninguém vai ouvir.
- É melhor não...
- Relaxa, amor. - ele sorriu pra mim e acariciou meu rosto.
- Tu sabe que eu não gosto de rapidinhas.
- Pode demorar o tempo que você quiser.
- Se a gente demorar eles vão achar estran
- Shhh.
Me rendi, tirei sua camisa e ficamos um bom tempo nas 'preliminares', depois começou o jogo de verdade.
Chegamos ao êxtase juntos, nossa sincronia está cada vez mais sincronizada.
- Eu não acredito que eu fiz isso com a Mari e o Seu Amarildo em casa. - gargalhei.
- Tá com vergonha é?
- Talvez.
- Deixa eu tirar sua vergonha outra vez.
- Não, seu idiota. Eu tenho que voltar pra ajudar sua mãe.
- Não, tem que ficar comigo. Seu namorado sou eu.
- Mano, cê tá mó grude hein.
- É saudade, Ine, saudade. - me beijou com carinho - Cê quer tomar banho?
- Quero, vamo?
- Agora. - fiz um coque no cabelo pra não molhar.
Mas o Luan disse que era besteira e o soltou, bati nele por isso.
Depois que nos vestimos, descemos pra cozinha, onde eles jantavam.

- Daphine? Nem sabia que cê tava aqui, muié. - a Bru disse e eu ri.
- Culpa desse seu irmão grudento. - ele me abraçava pela cintura.
- Mamusca, que que a Senhora fez pra nós? To com fome.
- Imagino. - ela disse e seu Pai riu - Podem se servir, fique a vontade viu?
- Obrigada, Mari.
- Nada, Querida.
- Ine, cê vai colocar comida pra mim né?
- Eu não. Essas suas mãos não servem pra nada não é?
- Essa daí é das minhas. - o Amarildo comentou, o que fez a Bruna rir.
- Ô Mãe. - ele reclamou.
- Coloca você, filho, mostra pra sua namorada que você é um homenzinho.
- Nhonhonhon bebezinho de mamãe! - a Bruna disse e nós duas rimos.
- Tá... Como eu sou muito cavalheiro, vou colocar pra mim e pra você. Senta. - puxou a cadeira pra mim, sentei e ele nos serviu - Pra senhorita que tem medo de engordar, tá aqui seu prato.
- Só isso, minha filha?
- É que eu como pouco mesmo, seu Amarildo, não sei mas acho meu estômago deve ter um tamanho reduzido. - ri - E eu não tenho medo de engordar nada, seu Rafael.
- Mas parece. Tá vendo a Bubuzinha aí? Se atola na comida, não engorda de ruim.
- Falou o magricelo. - ela mostrou a língua.
- Sem brigas na mesa, por favor, crianças.
- Desculpa. - eles disseram e eu ri.
O Luan sentou ao meu lado e nós comemos, a sobremesa eu havia feito, pouco antes do Luan me levar pro quarto.
- Mousse de morango. Cê que fez, Daphine?
- Foi sim, espero que vocês gostem. - fiz careta e o Amarildo levou a colher até a boca.
- Tem que fazer creme de abacate também. - o senhor folgado reclamou.
- Eu não gosto de abacate.
- Não perguntei se você gosta. - o mostrei a língua.
- Cunha, cê já tá pronta pra casar viu. - o besta piscou pra mim, revirei os olhos.
- Hum, isso aqui tá bom hein.
- Tem alguma coisa diferente? Talvez um segredo? - a Mari disse depois de comer, parecia ter gostado.
- Não tem segredo. Mas a Senhora gostou? - ela assentiu sorrindo.
- Tem segredo sim, é o amor que ela tem por mim.
- Ata. - falei.
- Pode confessar que é.
- Uhum. - seus pais riram.
- Sabe fazer mais algum doce?
- Ai eu amo pudim, Bru. E só sei fazer doce. Por isso que tem a Cléo ou a Mãe lá em casa sempre, ou eu morria de fome ou de diabetes. - rimos.
Ficamos conversando e quando acabou a novela das 21:00hrs, eu já tava meio sonolenta.
- Ine, quer ir pra casa?
- Eu to com sono. - fiz bico.
- Vou levar essa chata em casa, amanhã eu volto.
- Amanhã? - sua mãe perguntou.
- É uai. - eu ri.

Nos despedimos deles, e eu fui quase obrigada a prometer que faria um pudim pra ceia de Natal, que seria daqui uma semana e alguns dias.
- Ei, pra onde tu vai?
- Pro meu quarto. - riu.
- Volta aqui Luan, não me faça pedir.
- Ah quero ver. - cruzou os braços.
- Luan.
- Pede, amor. - se aproximou de mim envolvendo minha cintura.
- Não peço.
- Então eu não fico com você.
- Tá bom, seu chato. Dorme comigo vai?
- Me chama de amor.
- Ah não.
- Eu vou viu. - ele disse apontando a outra porta.
- Tu é ridículo, mano. - soltei um riso baixo, suspirei - Dorme comigo, amor?
- Durmo, meu amor! - ele riu e beijou meu pescoço.
- Vamo logo. - entramos e deitamos.
- Eu amo você.
- Pena que eu não posso dizer o mesmo. - fiz bico.
- Mas cê já disse. - apertou meu nariz.
- Eu tava frágil. Não valeu.
- Então fala que me ama, pequena?
- Não me pressiona, por favor.
- Até quando você vai tentar me negar? Se enganar? Se esconder de si mesma? - cantarolou.
- Se prefere eu posso inventar um lugar diferente, onde não há ninguém pra falar mal da vida da gente. - o acompanhei e ri.
- Eu te levo pra gente se amar, eu te levo pra gente se amar. - ele cantou passando polegar na minha bochecha.
- Pra bem longe daqui... - sorri - Vai sair naturalmente, tá?
- Tá bom, eu espero. - selei nossos lábios.
- Ó, eu não acho legal que você me chame de pequena.
- Por quê?
- Eu não sou pequena. - ele gargalhou.
- É pequena sim.
- Tá, talvez eu seja mas não precisa ficar passando na minha cara.
- Como é bobinha, minha pequena.
- Para.
- Não paro não.
- Chatoo.





OI MEUS AMOREEEEES.

Esse fds foi corrido aí nem vim postar, sábado teve encontro do fc e ontem eu fui pra praia, nem vi o Luan no Rodrigo Faro =/
Me digam o que acharam do capítulo tá? Ó, esse foi grandão hein!
Amanhã tem mais. Ou não.


Respondendo ao anônimo (a) que perguntou: sim, minha mãe faz faculdade! Hahaha

Beijocas ♥

sábado, 11 de outubro de 2014

Capítulo 37.

NÃO DEIXEM DE LER TUDO QUE TEM LÁ EM BAIXO, OBRIGADA!
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" Hoje eu vou te enlouquecer. "

(...)


Semana passada teve a inauguração da academia da maluquinha, e eu fui né.
Foi um festão e ela estava muito feliz, então eu também estava. Tinha tanta gente que parecia mais uma boate do que uma academia, todo mundo chique lá.
A Daphine tá fazendo aquela dança no ferro, e colocou um no quarto dela. Sempre que ela quiser treinar, estarei disposto a assistir, como ontem. Ela usava um pijama rosinha e pantufas de panda, e mesmo assim conseguiu ser sexy, essa garota precisa saber o que são limites.

" - Cê tá uma delícia fazendo isso.

- Você acha? - ela mordeu os lábios vindo sentar na cama.
- A gente podia...
- Não podia nada, hoje se você quiser só tem beijinho e olhe lá.
- Então me dá o beijinho.
- Só o beijinho viu? - falou entre selinhos.
- Viu. - rimos, ela sentou no meu colo e lhe beijei com vontade. "



* DAPHINE NARRANDO *

Estavámos vendo a um filme quando passou uma cena de sexo e o Luan a me tocar. Tinha uma loira montada num pênis tipo enorme, aposto que colocaram alguma coisa pra aumentar o tamanho. Não é possível.
Comecei a gemer baixinho, como a prostituta do filme. Por fora eu estava no cio, mas por dentro estava rindo da cara dele. É um jogo que particularmente, adoro jogar. Ele fica muito mais excitado quando ouve gemidos.
- Tira a roupa. - falou tirando a camisa e colocando pause no filme.
- Hoje eu não quero sexo.
- Mas eu quero.
- Acontece que você não manda em mim.
- Acontece que você não resiste a mim. - se virou em cima de mim, estávamos no quarto "dele". Como foi que ele ficou tão rápido?
- Calma aí, champs, vamo devagar. - ri sapeca.
E não é que eu não resista à ele, eu não resisto é a uma pessoa que me satisfaça. E é, ele consegue.
- Somos uma ótima dupla. - ele disse ainda um pouco ofegante.
- Serei obrigada a concordar.
- Se tivesse uma competição, ganharíamos com certeza. - rimos.
- É tão estranho tentar ler sua tatuagem quando você está... Sabe, me fodendo.
- Eu gosto que olhe nos meus olhos. Eu me surpreendi quando descobri sua tatuagem, achei muito... Hum, instigante. - ri.
- Tá mas já deu esse assunto. Vou tomar banho. - levantei e ele meteu um tapa na minha bunda. 
- Obrigada viu?
- Não tem por onde, e não faça mais isso. Te deixo sem tá ouvindo? - me inclinei sobre ele e apertei seu rosto.
- Deixa pra tomar banho depois. - me puxou sobre ele novamente, seu peito subia e descia, e nossas intimidades se encostavam.
- Tá bom...
- Olha, vou te confessar, eu não sinto vontade de estar com outra que não seja você. Todas aquelas mulheres fodidamente adoráveis que vão se oferecer no meu camarim não chegam aos seus pés.
- É ótimo ouvir isso, ficará na vontade mais vezes agora que sei.
- Não vale. - deslizou a mão por minhas costas até a bunda.
- Ah vale sim. - bejei sua boca.
- Você me deixa louco.
- É assim que eu gosto. - ele riu - Vamo tomar banho?
- Bora. Posso lavar seu cabelo?
- Hum, pode.





Gente, eu tava sem internet no pc esses dias, pois é, todo esse tempo eu tava sem internet. Desculpa por não ter postado antes, e nem ter aparecido pra falar pra vocês tá bom? Meu twitter tava com frescura no rabo e nem abrir queria, seguindo a dica da Jeane, o desinstalei e depois instalei-o novamente, semana passada.
Novamente estou postando dois capítulos pra compensar a demora, e vou ver se consigo postar um por dia, não estou prometendo nada ok?


E seja bem-vinda Stephanie!

Thata que comentou no capítulo anterior, eu adorei seu comentário.
Você soube expor sua opinião direitinho, mostrou o lado bom e o lado "ruim", antes eu contava muitos detalhes - pra quem não sabe, eu tive uma fic antes dessa mas a excluí - , eu particularmente não gosto de tudo suuuuper explicado, tipo: "entrei no banheiro e me despi, fui pra dentro do box e liguei o registro do chuveiro, a água estava quente e escorria suavemente pelo eu corpo..." Todo mundo sabe o que faz no banheiro né jdjzodhd.
Nada contra a quem escreve assim, EU não acho que seja tão necessário, só se a narrativa exigir algo mais detalhado, tipo se a personagem estiver muito pensativa, saca?
Maaas a Daphine é meio avoada, então já viu né!?

P.S.: Eu dei uma viajada no tempo da história e tava levando vocês junto hauhshsuahusa. Sorry.
Mas ó, pra ficar certo vai ter que ser assim: eles se conheceram em novembro
( de 2013 no caso ), e assumiram em abril ( 2014 obviamente ), agora eles estão em dezembro. Alguma dúvida?

Beijocas ♥

Capítulo 36.

" E foi então que eu percebi, como lhe quero tanto. "





" Geente! Tão vendo essa coisa linda? Então, é o Luan e ele é um filhotinho de Labrador. Eu dei esse nome pois ele come muito, igual uma certa pessoa que eu conheço. Encontrei ele no aeroporto, sozinho numa caixa.

E como eu não vou poder ficar com ele, eu queria que alguém o adotasse. Mas tem que cuidar direitinho e não pode mudar o nome dele vlws? Flws.
Quem ficou realmente interessado no Luan, pode ir lá no meu escritório. Só tem UM cachorrinho não é promoção não ok? Kkkkkkk. Beijos! "



- Pronto, agora logo vai aparecer alguém querendo ele.
- Vai entregar ao primeiro que aparecer?
- Numa tentiva boba de se preencher. - o Gui cantarolou, nós rimos.
- Você é muito idiota, Guilherme.
- Também te amo, Ka. - ele a beijou.
- Não dá pra qualquer um... Eu queria ficar com ele. - fiz bico.
- E porquê não fica? Deixa com a Pri quando for viajar. - ele falou simples.
- Eu não sei... Ele vai sentir minha falta. - o Luan dormia no meu colo.
- Tá, você que sabe. A gente vai sair hoje, vocês vão?
- Eu vou.
- E se ele não for?
- Eu não nasci grudada com ele né. - o Gui riu - Quando ele chegar eu pergunto se vai querer sair com a gente.
- Tá legal.
- A Lia e o Cauê falaram que vão, será que a Bru vai?
- Não sei. Liga pra ela.



Me arrumei e fiquei esperando pelo Luan. A Kamila e o Guilherme vão direto do apê, vamos encontrar o Cauê, a Lia e o peguete dela lá e, a Bruna não vai porque está estudando. Faz bem, menina direita.
- Boa noite, dona Pri.
- Boa noite, querido. - eles se cumprimentaram.
- Bora?
- Bora. - levantei do sofá - Ai que preguicinha.
- Vamo logo, sua preguiçosa.
- Cala a boca. - ele selou nossos lábios, e eu segurei sua mão - Tchau Mãe.
- Tchau, crianças. Se divirtam mas não exagerem, olha a hora de voltar pra casa.
- Pode deixar, Sogra. - ele piscou pra ela que sorriu.
- Tá parecendo até o Gui, falando do mesmo jeito.
- Mas ela é minha sogra uai.
- Vai catar coquinho. - o empurrei com o quadril - Vamo logo.
- Tchau, filha.
- Beijos, mãe. - acenamos e saímos.
- Agora ele tá feliz. - o Rober disse assim que entramos no carro.
- Quem? - perguntei.
- O Luan ué. Precisa ver como ele fica chato quando a gente tá viajando mas quando tá com você fica assim, todo sorriso. - gargalhei.
- Deixa de mentira, Roberval. - reclamou.
- Pergunta a Marla, pergunta.
- É? - o olhei - Vou perguntar mesmo.
- Ah Daphine para, que chata você. - ele cruzou os braços.
- Não pexixa ficar axim não tá? - beijei seu rosto e o Rober riu.
Chegando na Wood's, foi um pouco complicado pra entrar mas suave, era normal.
- Vai querer alguma coisa? - perguntou.
- Quero vodka.
- Pega lá, por favor Rober?
- Pego né. - eu ri.
- Vou te acompanhar nessa. - ele disse e eu assenti ainda rindo.

Estávamos "dançando", olhei de relance por cima do ombro dele e... Vi o Otávio, mudado, mas era ele. O Otávio. Levei um tapão na cara, cheio de lembranças horríveis.
- Ei que foi? - ele olhou pra trás, onde eu paralisei o olhar - Daphine, você tá muito mais branca que o normal, o que que foi?
- Eu... V-vamo pra casa?
- O que foi que você viu?
- Me leva daqui, Luan. - o abracei.
- Mas
- Por favor. - não vai chorar né, Daphine? Minha consciência dizia.
- Tá bom... Vamos. - fomos até o pessoal e eu disse que estava com dor de cabeça, o Well foi nos levar em casa.
A Mãe já estava dormindo, subimos pro meu quarto e eu fui tomar banho, trocamos poucas palavras nesse tempo. Vesti um pijama folgado e deitei na cama, via preocupação em seu olhar.
- Eu vou tomar banho e já volto tá bom?
- Tá. - assenti e ele depositou um beijo na minha testa antes de se levantar.
- O que é que você tem, meu amor? - ele saiu do banheiro e se vestiu, logo seus braços me envolveram.
- Eu vi ele lá, Luan.
- Quem?
- O Otávio. - ah que coisa boa, estou a um passo de chorar.
- Eu não vou deixar ele chegar perto de você. Calma...
- Tava tudo tão bem.
- Ainda está tudo bem, pequena e vai continuar assim.
- Tá doendo aqui.
- Ei, não chora. Esquece disso tá bom?
- Não dá. - solucei. Meu choro é como se apaixonar no livro do John Green, gradativamente e de repente, de uma hora para outra. 
- Eu to aqui com você, shh, shh. Eu te amo. - chorei em seu ombro molhando sua camisa - Foi só uma coincidência. Aposto que ele nem te viu. É passado, não vai mas acontecer, você é forte e eu to aqui pra te ajudar.
- E se eu
- Não fala nada, eu vou cuidar de você.
- Promete? - o olhei.
- Prometo. - ele secou minhas lágrimas, me aninhei mais em seus braços escorando minha cabeça na curva do seu pescoço.
- Eu também te amo. - falei baixinho mas tenho certeza que ele ouviu. Eu o amo.