sábado, 11 de outubro de 2014

Capítulo 36.

" E foi então que eu percebi, como lhe quero tanto. "





" Geente! Tão vendo essa coisa linda? Então, é o Luan e ele é um filhotinho de Labrador. Eu dei esse nome pois ele come muito, igual uma certa pessoa que eu conheço. Encontrei ele no aeroporto, sozinho numa caixa.

E como eu não vou poder ficar com ele, eu queria que alguém o adotasse. Mas tem que cuidar direitinho e não pode mudar o nome dele vlws? Flws.
Quem ficou realmente interessado no Luan, pode ir lá no meu escritório. Só tem UM cachorrinho não é promoção não ok? Kkkkkkk. Beijos! "



- Pronto, agora logo vai aparecer alguém querendo ele.
- Vai entregar ao primeiro que aparecer?
- Numa tentiva boba de se preencher. - o Gui cantarolou, nós rimos.
- Você é muito idiota, Guilherme.
- Também te amo, Ka. - ele a beijou.
- Não dá pra qualquer um... Eu queria ficar com ele. - fiz bico.
- E porquê não fica? Deixa com a Pri quando for viajar. - ele falou simples.
- Eu não sei... Ele vai sentir minha falta. - o Luan dormia no meu colo.
- Tá, você que sabe. A gente vai sair hoje, vocês vão?
- Eu vou.
- E se ele não for?
- Eu não nasci grudada com ele né. - o Gui riu - Quando ele chegar eu pergunto se vai querer sair com a gente.
- Tá legal.
- A Lia e o Cauê falaram que vão, será que a Bru vai?
- Não sei. Liga pra ela.



Me arrumei e fiquei esperando pelo Luan. A Kamila e o Guilherme vão direto do apê, vamos encontrar o Cauê, a Lia e o peguete dela lá e, a Bruna não vai porque está estudando. Faz bem, menina direita.
- Boa noite, dona Pri.
- Boa noite, querido. - eles se cumprimentaram.
- Bora?
- Bora. - levantei do sofá - Ai que preguicinha.
- Vamo logo, sua preguiçosa.
- Cala a boca. - ele selou nossos lábios, e eu segurei sua mão - Tchau Mãe.
- Tchau, crianças. Se divirtam mas não exagerem, olha a hora de voltar pra casa.
- Pode deixar, Sogra. - ele piscou pra ela que sorriu.
- Tá parecendo até o Gui, falando do mesmo jeito.
- Mas ela é minha sogra uai.
- Vai catar coquinho. - o empurrei com o quadril - Vamo logo.
- Tchau, filha.
- Beijos, mãe. - acenamos e saímos.
- Agora ele tá feliz. - o Rober disse assim que entramos no carro.
- Quem? - perguntei.
- O Luan ué. Precisa ver como ele fica chato quando a gente tá viajando mas quando tá com você fica assim, todo sorriso. - gargalhei.
- Deixa de mentira, Roberval. - reclamou.
- Pergunta a Marla, pergunta.
- É? - o olhei - Vou perguntar mesmo.
- Ah Daphine para, que chata você. - ele cruzou os braços.
- Não pexixa ficar axim não tá? - beijei seu rosto e o Rober riu.
Chegando na Wood's, foi um pouco complicado pra entrar mas suave, era normal.
- Vai querer alguma coisa? - perguntou.
- Quero vodka.
- Pega lá, por favor Rober?
- Pego né. - eu ri.
- Vou te acompanhar nessa. - ele disse e eu assenti ainda rindo.

Estávamos "dançando", olhei de relance por cima do ombro dele e... Vi o Otávio, mudado, mas era ele. O Otávio. Levei um tapão na cara, cheio de lembranças horríveis.
- Ei que foi? - ele olhou pra trás, onde eu paralisei o olhar - Daphine, você tá muito mais branca que o normal, o que que foi?
- Eu... V-vamo pra casa?
- O que foi que você viu?
- Me leva daqui, Luan. - o abracei.
- Mas
- Por favor. - não vai chorar né, Daphine? Minha consciência dizia.
- Tá bom... Vamos. - fomos até o pessoal e eu disse que estava com dor de cabeça, o Well foi nos levar em casa.
A Mãe já estava dormindo, subimos pro meu quarto e eu fui tomar banho, trocamos poucas palavras nesse tempo. Vesti um pijama folgado e deitei na cama, via preocupação em seu olhar.
- Eu vou tomar banho e já volto tá bom?
- Tá. - assenti e ele depositou um beijo na minha testa antes de se levantar.
- O que é que você tem, meu amor? - ele saiu do banheiro e se vestiu, logo seus braços me envolveram.
- Eu vi ele lá, Luan.
- Quem?
- O Otávio. - ah que coisa boa, estou a um passo de chorar.
- Eu não vou deixar ele chegar perto de você. Calma...
- Tava tudo tão bem.
- Ainda está tudo bem, pequena e vai continuar assim.
- Tá doendo aqui.
- Ei, não chora. Esquece disso tá bom?
- Não dá. - solucei. Meu choro é como se apaixonar no livro do John Green, gradativamente e de repente, de uma hora para outra. 
- Eu to aqui com você, shh, shh. Eu te amo. - chorei em seu ombro molhando sua camisa - Foi só uma coincidência. Aposto que ele nem te viu. É passado, não vai mas acontecer, você é forte e eu to aqui pra te ajudar.
- E se eu
- Não fala nada, eu vou cuidar de você.
- Promete? - o olhei.
- Prometo. - ele secou minhas lágrimas, me aninhei mais em seus braços escorando minha cabeça na curva do seu pescoço.
- Eu também te amo. - falei baixinho mas tenho certeza que ele ouviu. Eu o amo.

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