" Perfeito pra mim. "
- Ai! - o empurrei - Você me mordeu.
- Desculpa. - riu - Vamo lá pra cima vai?
- Não quero.
- Tá, a gente fica aqui mesmo. - gargalhei.
- Para com isso.
Amanhã era a véspera do natal, e nós só teríamos show ano que vem. Estávamos sozinhos na minha casa, inicialmente colocamos um filme pra assistir. Mas não dá pra prestar atenção em nenhum filme com aquele homem sem camisa, e muito tarado devo acrescentar, na minha frente.
- Você também quer.
- Deixa de f - a campainha nós interrompeu.
- Ah não. - ele resmungou e eu ri alto, levantei pra abrir a porta.
- Oi Daphine.
- Ah, oi dona Estela. - sorri.
- A Priscila está?
- Não, ela tá com a Kami. A Senhora tá legal? - ela parecia aflita.
- É que a Darinha tá passando mal, e hoje eu não tenho com quem deixar a Clara e o Enzo e não queria levar eles pro hospital. - falou meio sem jeito.
- Ah! Deixa eles aqui comigo.
- Não vai te incomodar não?
- Meus minis? De jeito nenhum, dona Estela. - sorri.
- Ah Daphine, muito obrigada, obrigada mesmo.
- Nada. - sorri.
- Vou pegar as coisas deles, rapidinho. - assenti.
- Que foi, amor? - ele me abraçou por trás.
- A dona Estela vai deixar a Clarinha e o Enzo com a gente, a Dara tá doente e vai pro hospital.
- Ah. Fica boa logo, tá Darinha? - ele disse e ela sorriu no banco da frente do carro.
- Tá aqui eles.
- Daphine! - peguei a Clara no colo.
- Muito obrigada viu? Desculpa atrapalhar vocês.
- Não vai atrapalhar, pode ir tranquila que a gente vai cuidar deles. - falou sorrindo.
- Eu não sei que horas vou voltar com ela, mas qualquer coisa peço pra alguém vir buscá-los.
- Não se preocupa, pode ir de boa. - a tranquilizei - Deem tchau pra mamãe, minis.
- Tchau, meus bebês se comportem tá?
- Tá mamãe. - o Enzo disse.
- Tchau meu amor, fica boa tá? - falei e a Dara assentiu, elas foram embora e nós entramos.
- E aí, que que cêis querem fazer? - o Luan perguntou.
- Cadê o Luan? O cachorrinho?
- Tá com a mãe, no apê da Kami.
- Ah. - ele olhava as coisas curioso.
- Bora jogar videogame?
- Bora. - o Enzo se animou e eles foram jogar.
- E você, Clarinha? - sentei no sofá com ela em meu colo - Tá calada. Que foi?
- Nada. - ela riu com a mão na boca.
- Vamo brincar no meu closet?
- Brincar?
- É. Tu quer?
- Quero. - fomos pro meu quarto e entramos no closet.
Nós brincamos lá, ela vestiu minhas roupas, se maquiou e depois desfilou, uma graça.
Na bolsa que sua mãe deixou tinha roupas e um bocado de coisas, antes de escurecer o Enzo tomou banho e eu dei banho na Clara.
- Vocês tão com fome?
- Sim! - o três responderam, sim os três, o Luan também tava no meio da bagunça o que me fez rir mais.
- Como a tia aqui não sabe cozinhar, sanduíche pra todos pode ser?
- A Clara não gosta de tomate.
- Sem tomate pra Clarinha, ok. E você gosta? - ele assentiu - Vem me ajudar, não é Rafael?
- Oxe Ine.
- Vem logo. - fizemos os sanduíches e tinha suco de maracujá na geladeira.
Depois que comemos, ficamos assistindo desenho pra descansar, e fomos brincar mais. Dessa vez de esconde-esconde.
- Vai Luan, conta.
- Vão lá se esconder. - ele riu e nós três saímos correndo.
- Me escondo onde?
- Deixa eu ver... Entra no armário que tem em baixo da pia, na cozinha.
- E pode?
- Pode ué. - ri e ele correu pra lá - Vem, Clarinha vamo se esconder.
- Aqui Tia. - ela se escondeu atrás de uma cortina.
- Fica aí, e ó, shhh. - ela riu assentindo e eu corri pra área da lavanderia. Me escondi atrás de um cesto de roupas, do lado da máquina de lavar e, logo ouvi o Luan gritar "lá vou eu".
Passaram-se mil anos e nada do Luan me achar, eu ouvia as vozes deles perto de mim e segurava o riso.
- Ô Tio, cadê a Tia?
- Eu não sei, Clarinha.
- Eu vou te ajudar, Luan e a gente vai achar a dona espertinha. - o Enzo disse.
- Seja onde ela estiver, ela tem medo de escuro então logo vai aparecer. - ele riu e na hora eu não me liguei mas ele apagou a luz. Caralho, ele apagou a luz.
No começo tentei segurar e fechei os olhos, tapei os ouvidos e até daria pra aguentar maas, eu comecei a sentir uma coisa andando em mim, e gritei.
É, eu gritei. Eles se assustaram e depois começaram a rir.
- Isso não vale, seu Luan, é trapaça. TRAPAÇA!
É, eu gritei. Eles se assustaram e depois começaram a rir.
- Isso não vale, seu Luan, é trapaça. TRAPAÇA!
- Cara... - ele ria - Eu nunca ia te achar aí.
- Por isso eu me escondi aqui né, daãã. - as crianças riram - Alguma coisa andou em mim.
- Essa aranha que tá no seu cabelo, Tia?
- HÃN? TIRA, LUAN TIRA, TIRA, TIRA. - gritei paralisada.
- Não tem aranha nenhuma. - ele disse rindo e deu um soquinho na mão do Enzo.
- Af seus idiotas. - cruzei os braços.
- Vem cá, meu amor. - me abraçou rindo.
- Sai daqui, coisa feia.
- Cala a boca. - me deu um beijo - Vamo brincar de novo?
- Você vai contar de novo. Tu trapaceou, nojento! - ele gargalhou.
- Tá bom, chatonilda.
- Tia Daphine é chatonilda la la la. - a Clara gargalhou.
- Olha aí o que você faz. - bati em seu ombro.
- Não é nada de chatonilda, a Daphine é muito legal. - o Enzo abraçou minha cintura e eu mostrei a língua pro Luan.
- É... Ela é um docinho, um amor, meu amorzinho. Minha peq
- Vamo brincar! - a Clarinha interrompeu o momento 'declaração de amor' e eu tive um ataque de risos.
Ele foi contar, nós nos escondemos atrás do sofá e quando ele passou nos procurando, gritamos e pulamos em cima dele, aí caímos no chão e rimos. Rimos muito.
Gente, prestem atenção nas passagens de tempo!
No capítulo anterior eu falei que o natal seria daqui uma semana e alguns dias, e nesse, que "amanhã" era a véspera.
Não é sempre que vou estar colocando "tantos dias / semanas / meses depois..." ok? Prestem atenção nisso, obrigada.
Ai mano imagina essas porra com os filhos deles hsishsnnsbd fiquei imaginando a cara do Luan na hora que a Clarinha cortou a "declaração" hejwjbskshshd
ResponderExcluirQuero mais Vi ��
A fic nao vai mais pra aquele site estranho nao?
ResponderExcluirThata