quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Capítulo 10.

Capítulo dedicado a Perua e a Jeane, que me ajudaram com uns toques, se não, não iria postar tão cedo kkkkkkkk. Obrigada sás porra ♡
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" Confesso, juro, eu não queria. "


A entrevista vai ser aqui em casa, um povo da 'Contigo!' vem aqui. Eu sinceramente to sem coragem.
Tá marcado pras 13:40 eles chegarem aqui, e é 11:58 da manhã e eu ainda estou na cama.
- Fome. - murmurei com a mão na barriga e me vi obrigada a levantar.
Fui no banheiro, escovei os dentes e lavei o rosto.
- Cara de quem não dormiu bem. Talvez ansiedade... - me analisava no espelho enquanto penteava os cabelos.
Peguei meu celular e desci, vozes vinham da cozinha e fui direto pra lá.
Não acreditei no que vi. O Luan sentado à mesa com a boca cheia de bolo, ele e a Mãe pareciam ter batido altos papos.
- Que que essa coisa tá fazendo aqui? - notaram minha presença.
- Bom dia, Filha. O Luan veio aqui pra conversar comigo, não é um amor?
- Não é. É um folgado isso sim.
- Fala direito, Daphine que coisa. - ela reclamou, mas calma como sempre - Senta, vou trazer cereal pra você.
- Que radical, quer dizer que a Novinha come cereal no café da manhã? - ele disse quando ela se afastou - Adorei seu pijama.
- Como sim, algum problema? Enquanto ao meu pijama, eu também gosto dele. Bem curto né? - sentei cruzando as pernas.
- Maravilhoso. Quero saber quando vou tirar proveito desse namoro.
- Nunca. - sorri irônica.
- Olha, olha hein. Se a minha Sogrinha não estivesse presente, eu te pegaria aqui e agora.
- Ah claro.
- Duvida de mim?
- Da sua masculinidade pra ser mais exata. - ele se ofendeu.
- Se eu te pego você não aguenta então não provoca.
- Você perguntou e eu respondi, simples assim, Querido.
- Já nos beijamos várias vezes, pode falar que eu tenho pegada.
- A sua "pegada" nos beijos pode ser uma coisa e no sexo ser uma "pegadinha", ou pior, não fazer nem cosquinha.
- Não me provoca, menina. - contive uma gargalhada e a mãe voltou pra mesa com meu cereal com leite.
- Finjam que não estou aqui, continuem conversando. - dei de ombros.
Eles continuaram conversando e eu comendo, com o pensamento nas nuvens.
- Ela é bem bonita mesmo. - ele disse me olhando e eu revirei os olhos.
- A Mãe dela era muito bonita e o Alessandro não é feio. - eles riram.
Minha mãe, Angeline, era mesmo um anjo. Às vezes paro pra refletir se ela se orgulharia do que a sua Menininha se tornou hoje, não sei dizer... Talvez em partes.

Perto da piscina, arrumaram os equipamentos lá e antes da entrevista começar, a Kamila e a Arleyde nos deram algumas orientações.
Sentamos numas cadeiras, ele ao meu lado e a repórter à nossa frente.
- Estou aqui com nada mais, nada menos que a Daphine e o Luan Santana. Eles resolveram assumir publicamente o namoro, e nos deram a honra de noticiar em primeira mão. Obrigado pela confiança.
- Que isso. - sorri de canto.
- Então, Casal onde se conheceram?
- Ah, nos conhecemos aqui mesmo no condomínio.
- Mas ele havia ido no pocket show que eu fiz, e eu não fiquei sabendo. - ela riu.
- Vejo que ficou bastante amiga da Bruna, Daphine.
- Pois é! - ri - Eu a conheci antes de conhecer o Luan, e não sabia que eles eram irmãos.
- Não sabia? Nossa. - rimos.
- Ela é meio retardada.
- Awn, você que é, Vesguinho. - apertei o rosto dele.
- Luan, você não tem problema com tudo que falam da Daphine?
- Olha cara, se eu me importasse eu não estaria com ela. - ele sorriu pegando minha mão - Ela é muito mais do que falam e embora ela não pareça, ela também é humana e erra. - vi o pessoal rindo e respirei fundo.
- Vocês gostam muito de zoar um ao um outro, parecem mais amigos do que namorados. - comentou.
- Primeiramente nós somos amigos, e esses casais nhénhénhén são muito enjoativos.
- Eu também acho, claro que tem momentos pra sermos grude e tem momentos que a gente brinca. Uma fã uma vez me disse que "quem ama zoa", e é assim mesmo, rapaz. - ele riu e eu junto.
- Seus fãs adoram fazer bullying com você. Vejo muito nas redes sociais.
- É, no lançamento do meu DVD ganhei o apelido de Pedrita. - gargalhei - Mas eu gosto viu, eu gosto.
- Já você com seus fãs é meio Mãe. - disse pra mim.
- É mesmo, alguns até me chamam assim. - ri - Eles são meus meninos e meninas mas não quero que deixem de lado a mãe de verdade pra me chamar de mãe hein? - falei.
- Já que estamos no assunto "fãs", quero saber de vocês, como acham que vai ser a reação deles?
- Eu não sei mas espero que seja a melhor possível. - falei sincera - Não é um namoro que vai me tirar deles, eu os amo muito.
- Faço minhas as palavras da Daphine, tem Luan pra todo mundo. Não precisam ter ciúmes tá, amorzinhos?
- Eles vão entender, com certeza. E Daphine, porque vejo te chamarem de "fã clube com conta verificada"?
- Ahh. Assim é difícil de explicar, você tem que ser fã e ter um fã clube pra ver como o bagulho funciona. Eu não sei, acho que é pelas besteiras que eu falo, por estar sempre conectada, fazer mutirão quando tem votação... - ri.

A entrevista correu bem, e eu estou pronta para os xingamentos, oba. Ela só vai ao ar mais tarde e, eu espero que meus meninos me defendam né? Pelamor. Não tenho paciência pra esse povo que vem falar de mim e nem me conhece, mas eu aguento, eu aguento.





Proooonto! Agora é "oficial", o capítulo não ficou tão bom por que escrevi correndo. - não literalmente, claro.
Beijo no coração.

Capítulo 9.

" Num piscar de olhos tá passando mais de um mês. "


- Olha a entrevista que o Luan deu.
- "estou investindo". - repeti.
- Mãe dos filhos dele? Será?
- Claro que não ouuu. - taquei uma almofada nela.

Passaram-se quase cinco meses desde que nos conhecemos, e amanhã vamos assumir o namoro publicamente embora os fãs já "soubessem", eles ligam pontinhos minúsculos e descobrem cada coisa que fico impressionada. E sem saber a Darinha nos ajudou; eu tava andando no condomínio com a Kami, a Bru e o Puff e ela apareceu, contou no fã-clube que nos viu juntas e depois a Kami postou uma foto com o Puff no quarto da Bruna enquanto nós a esperávamos terminar de se arrumar pra balada, nesse dia conhecemos as amigas dela de Londrina.
Foi uma noite "sem meninos yuupi", rimos muito quando a Bruna disse isso. Ela ficou altinha e eu também, mas ela ficou mais.

Voltei a me dedicar a dança e claro, levei Brumila comigo, elas que inventaram isso. Perdi duas de uma vez, posso com isso?
Encontrei com a Marília no mercadinho aqui, ela fazia Direito na Universidade em que estudamos - era da mesma sala do Gui -, apenas por insistência do pai; a Kamila fez Publicidade e Marketing, e eu comecei ADM por que não sabia o que queria, mas sou formada em Jornalismo, com muito custo consegui terminar, tive que fazer uma pausa nos shows.
Saí da reab mais decidida a viver de verdade, namorados vem e vão mas a vida é uma só.
A Marília se formou em Educação Física e quer abrir uma academia junto com o Cauê, me ofereci para ajudar e somos sócios. Simples assim.
Estamos fazendo umas seleções para professores e gente que vai trabalhar lá. Brumila e o Cauê nos ajudam, ele é primo / amigo dela, e agora nosso. Um amorzinho.

" Último dia ! #Ufa @kschmitz @brusantanareal @liacarvalho @cauemenezes ♥♥ "
Na foto nos cinco fazíamos careta.

- Vamo começaar?
- Vamoo! - a Lia disse animada.
- Bia, manda o primeiro entrar. - o Cauê gritou. A Bia é nossa recepcionista, nesse mini escritório que alugamos só para isso.
- Boa tarde. - uma moça falou simpática e sentou na cadeira à nossa frente.
- Pode começar falando seu nome, Flor.
- Meu nome é Dora. - o Cauê riu e levou uma cutuvelada da Bru.
- Desculpa, Dora mas ele é assim mesmo, e ainda assiste o desenho.
- Mentira, Daphine. Desculpa Dora.
- Tudo bem. - ela riu - Depois que me formei ainda não consegui um emprego, e eu to tentando em todo canto. Vi o anúncio e vim aqui, meu sonho é trabalhar com dança.
- Você pode demonstrar pra gente? - a Bru perguntou animada.
- Claro. - ela levantou fazendo alguns passos de ritmos diferentes e terminou com samba - Eu vim do Rio, sou meio que especialista em samba.
- Então tua aluna é a Daphine, essa não samba nada.
- Lia. - falei escondendo o rosto e todos riram.
- Mas é verdade ué. - a Kami disse - Vamos fazer uma experiência com você, diante mão está contratada, tem seis meses pra ensinar a Daphine a sambar e se não conseguir, pelo menos já vai ter uma experiência no currículo. Topa?
- Claro! - ela disse animada.
- Preenche uma ficha com a Bia, e assim que estiver tudo pronto nós falaremos com você.
- Obrigada. - apertou a mão de todos e saiu feliz.
- Fofa ela.
- Também achei.
- A gente tem que ter um professor sarado, gostoso e solteiro nessa academia. - a Lia falou e nós gargalhamos.
- Pra dançar funk, pelo amor de Deus.
- Olhaaa, quem diria Bruna. - ri alto.
- Cara, quando eu fui no Rio ano passado minha colega me levou no Vidigal, lá é muito legal. Tinha uns moleques fazendo quadradinho, tipo, passei mal.
- Lia, chamas as amigas pra ver também né? - reclamei.
- Professor sarado dançarino de funk, ideia aprovada por todos?
- Claro, tu ainda pergunta, Kamila?
- Gente a Kamila gosta de se fazer de santa, por causa do Gui. - falei.
- Eu não apoio, de homem aqui já basta eu.
- Tu é voto vencido, cala a boca.
- Tá bom, tá bom.
- Biaa, próximo. - a Kami gritou e a próxima entrou.

Foram muitas e muitas pessoas, e eu estava cansada.
- Ainda falta? - perguntei debruçada na mesa.
- Um cara.
- Espero que vala a pena.
- E aí, beleza. - levantei os olhos, caraca.
- Cê dança funk, Moreno? - a Bru disparou nos fazendo rir. Bruna taradjenha.
- É, danço sim, também.
- Senta por favor. - falei.
- Fala de você.
- Tem quantos anos?
- É solteiro? Mora aonde?
- Bando de taradas. - a Kamila gargalhou - Deixem o menino falar.
- Sou o Samuel, tenho vinte e cinco anos... - ele falou bastante mas acho que só quem prestou atenção foi a Kamila, e o Cauê, que cursou Psicologia e manja desses negócio de entrevista, os únicos que estavam realmente avaliando os candidatos.
- Pra mim tá contratado.
- Temos que ver mais além da beleza que ele tem, por que foi demitido do último emprego?
- Fale a verdade, se estiver mentindo descobriremos. - o Cauê avisou.
- Eu fiquei com a mulher do dono da academia.
- Cê o que? Tem que saber dividir vida pessoal e trabalho.
- Aqui as duas donas são solteiras, não vai ter problema com isso. - a Lia disse jogando o cabelo e ganhou um tapinha da Bruna.
- Gente foco na entrevista, e não esqueçam da lei do quem viu primeiro. No caso todas perdemos, o mino é da Bia. - falei, ele estava gostando de ser "querido".
- Sinceridade é um ponto positivo vai? - a Lia falou, meio implorando.
- Vamos ver e te ligaremos para confirmar, ou não. Pode sair, obrigada. - o Cauê disse e ele foi.
- Viu que bunda que ele tem? - comentei - Eu quero ele rebolando aqui.
- Eu apoio. - a Bru levantou a mão e a Kami concordou, como ela mesmo disse "em partes".
- Eu queria que ele já tivesse rebolado hoje.
- Vocês tem que ver mais que beleza, que ele nem tem tanta, pra não ter prejuízo depois.
- Vamos ver direito, Cauê relaxe. Temos que contratar um gestor financeiro e um advogado.
- É, Lia mas advogado tem o Gui. Quero ele.
- Tudo bem, e eu também conheço das leis. Tive que ficar até quase o último período né. - revirou os olhos.
- Quando vão inaugurar? - a Bru perguntou.
- No final de setembro ou começo de novembro né?
- Uhum, ou até em dezembro, por que a gente pega o começo das férias e o povo quer emagrecer pro verão. - a Lia explicou.
- Vai ter poledance aqui né? - a Kami perguntou.
- Ioga também, e chairdance.
- Acho sexy. - o Cauê disse e nós rimos - Vou arrumar uma professora pra mim ou quem sabe uma aluna mesmo.
- Qual vai ser o nome? Vocês ainda não decidiram?
- Isso ficou com a Lia.
- Vai ser "Novo jeito".
- Academia novo jeito, taí gostei.
- Sorvete pra comemorar o último dia de seleção? - a Lia sugeriu.
- Sim! - respondemos em uníssono.
- O Cauê paga!
- Sim! - elas me disseram rindo.
- Naão! - ele falou.
- Lia, cê tem vistoriado a obra? - perguntei quando saímos.
- Ahaam, tudo como no projeto. Está quase toda em pé. - seus olhos brilharam.
Ainda bem que o Pai dela pagou a maioria das coisas, eu iria à falência com tanto luxo desnecessário que ela quis, as vezes ela é muito exagerada.





Oi e tchau.
Se tiver gente lendo aqui, quero pedir que divulguem a fic, por favor?! Vai ser bom, com mais gente lendo e cobrando capítulos eu irei postar mais rápido. Por favor!

Capítulo 8.

" Bum, tchibum, tchibum na piscina. "

 
Chegamos tarde na noite passada e acordamos mais tarde ainda, desci para tomar café.
- Bom dia, Mãe.
- Bom dia, Filha.
- Antes que pergunte, não bebi lá. Só água e suco.
- Huum, fez bem.
- Cadê a Kamila e o Guilherme?
- Não desceram ainda. - ri, e peguei uma fatia de bolo.
Comia distraída quando a Kamila desceu as escadas correndo e colocou - lê-se quase jogou - O notebook na minha frente. Quase engasguei e comecei a ler.

" Daphine e Luan Santana foram flagrados no maior amasso numa boate em São Paulo.
Os dois que, segundo fontes chegaram separados, não se desgrudaram a noite toda.
Amiga e assessora de Daphine, Kamila Schmitz, também pareceu se divertir muito ao lado do namorado, Guilherme Martinelli, e Bruna Santana, irmã do Cantor.
Enquanto aos pombinhos, seria amor a primeira vista? Ou só mais um pra extensa lista de peguetes de cada um?
Os dois foram embora como chegaram, separados, mas quem garante que não se encontraram novamente para fazer umas compras em Alphaville? "

- Não se desgrudaram? Que mentira descarada, mentirosa. - bufei.
- Em outro momento ligaria pra redação da EGO agora mesmo, mas talvez seja bom. Vou ligar pra Arleyde. - subiu as escadas.
- Vamo ver se já está em todos o sites. - o Gui disse puxando uma cadeira pra sentar do meu lado.
- O Luan é um gatão. - a Mãe disse depois de uns minutos em silêncio, a olhamos e ela fez cara de "que foi?", rimos.
- Manhê, pelamor.
- Vocês fazem um casal bonito, se fosse de verdade seria mais ainda.
- Tá na TodaTeen, na Atrevida, no R7, na Capricho, no G1, na YesTeen, na Contigo!, na Veja, no Jornal O Dia, no site da Extra eee... - suspirou cansado e eu ri - No do Tv Fama.
- Uau, que rápidos. Não quero nem ler mais isso.
- Caraca, imagina como está fervendo aquele twitter? Se fosse você nem entraria hoje, ou entraria pra contar a verdade.
- Nossa, Guilherme grande ajuda.
- Eu sei que foi, pode agradecer agora. - mostramos a língua um pro outro.
- Mãe, sabe a Bruna? - ela assentiu - É irmã dele, então a dona Mari é a mãe dos dois. Cristo, eu acho que era um E.T. pra não saber disso.
- Você não sabia?
- A Senhora sabia? - falei incrédula.
- De primeira não mas depois eu vi né, são a cara um do outro.

A Kamila junto com a assessoria do Luan, decidiu não se pronunciar, nem a gente e nem eles e, deixar o povo imaginar.
Sábadão, animação, curtição. Só que não.
Como muito curiosa que sou, fui olhar o movimento no twitter e ri horrores com uns comentários tipo, muito sem noção; "ela dopou o Luan. Pra ele querer beijar ela só inconsciente mesmo", minha vontade era responder mas me controlei. Muitos estavam a "nosso" favor, e me defendiam.
Decidi tirar uma foto, com a mão cobrindo a boca em sinal de que não falaria nada e postei, como legenda os famosos "três pontinhos", reticência.

Depois do almoço, o interfone tocou.
- Dona Daphine?
- Sim, oi Joel. - o Joel é um dos porteiros, mas o mais legal.
- Olha, aqueles meninos que voa estão aqui. - riu.
- Eles podem entrar sempre, a hora que quiser. Você barrou eles, seu Joel?
- Não, dona Daphine. Eles que não queriam entrar sem avisar.
- Então pode dar um cascudo em cada um, tá seu Joel? Obrigada.
- Sim, dona Daphine.
- Não me chama de "dona" seu Joel, por favor. Dona só a Mãe Priscila.
- Tudo bem, vou liberar a entrada deles. Tenha uma boa tarde.
- Obrigada, seu Joel. Idem. - desliguei.
- Que que foi? - a Kami disse se escorando no balcão.
- Os meninos estão entrando.
- Huuum, Nathanzinho.
- Kamila, fecha o rabo tá? - ela gargalhou.
- A Mãe tá pegando sol nas espreguiçadeiras e o Gui tá na piscina. Vou subir pra colocar um biquíni, vai cair também?
- Não sei. Talvez sim mas de sol eu to precisando um pouco. Vamo.
Subimos e colocamos nossos biquínis, fomos pra área da piscina e ela deu um tchibum.
- Ô peste, tu me molhou.
- Sorte sua eu não ter te empurrado aqui dentro. - fez graça.
- Tá vendo né, Mãe? - reclamei.
- Vocês duas viu, sei não. Vou liberar a Cléo por hoje. - ela levantou e foi pra dentro de casa.
Coloquei meus óculos de sol e os fones de ouvido, playlist aleatória e por coincidência ou não, começou uma música dos meninos.
Conheci eles há quase dois anos, na porta da gravadora do meu querido Pai, eles queriam que o Alessandro ouvisse o CD demo deles mas ignorante não deu bola por dizer estar ocupado, a maior mentira. Pedi que eles fizessem a capela de qualquer música e que se valesse a pena mesmo, eu seria "madrinha" deles. Dito e feito, cantaram uma minha, preciso dizer que morri de amores?
Eles ainda não fazem aquele sucesso que merecem ter, mas eu tenho certeza que vão voar muito alto.
- Eita que a farra tá boa aqui, se eu soubesse tinha trago uma sunguinha. - eu já havia tirado os fones e estava na borda com os pés dentro da piscina.
- Oi Floro. - beijei a bochecha do Caíque.
- E aí, Madrinha, Gui, Kami qual a boa do dia?
- Fazer nada, mano senta por aí. - o Gui disse pro Paulo e nós rimos.
- Cadê o Nathan?
- Lá com a tia Priscila. Quer ter contatos com a sogra.
- Caíque. - o repreendi para gargalhada coletiva - Vou lá dentro.
- Que saúde hein, Tia.
- Claro, meus queridos. - me gabei enquanto entrava pela porta de trás da cozinha.
- Olha ela aí.
- Dadá. - ele falou com um sorriso fofo, fofo, fofo e o abracei.
- Tchuco, por que tu num disse que vinha?
- Seu celular tá desligado, Mocinha.
- Ihh, esqueci. - ri - Descarregou ontem na balada e eu não botei pra pegar carga.
- Então não diga que eu não avisei, senhorita esquecida.
- Ok, ok admito que foi falha minha.
- Essa balada causou hein. - ele disse um pouco desconfortável.
- Ah pois é. Eu vou pegar um roupão lá em cima e colocar o celular pra carregar.
- Não precisa de roupão não.
- Pervertido, por isso mesmo. - beijei sua bochecha enquanto ele ria e subi.
- Como que tá a tia Sibele? - perguntei ao Caíque sentando ao seu lado.
- Tá indo né. - deitou a cabeça no meu ombro.
- Ela vai conseguir, tu vai ver. - tentei tranquilizá-lo e passar confiança.
- Espero mesmo.
- Mas e aí, e os shows? Músicas novas?
- A gente anda compondo, e a vibe dos shows é sinistra. Não me arrependo de ter escolhido isso.
- Muuito bom, saudades palco saudades.
- Tem que fazer show logo, Dinda.
- Vou levar vocês pra cantar Antes Que O Dia Acabe comigo, amo / sou essa música.
- Ama a música ou o Nathan? - estreitou os olhos.
- Caíque. - dei um tapa no braço dele.
- O Nathan é meio parado na sua, destruidora de corações. Rawr. - gargalhei.
- Isso foi um rugido por acaso?
- Foi, ué.
- Mano, cê é muito besta.
- Olha quem tá falando hein. - mostrei a língua.
- Sem querer, roubei seu coração
Desculpa, meu amor, não tive a intenção
Por favor, desgoste de mim
Pois eu não mereço ser amada assim
- Não sou de uma pessoa só
Não curto amores, eu curto sabores da vida sem rumo.
- Você quer um ninho, precisa de carinho. Tem que ser muito bem amado.- cantamos enquanto ele fazia barulhos e batia palmas, começamos a rir.
- Vou apresentar umas amigas pra ele.
- Uhuuum. Faz isso. - rimos mais.
- Que que vocês tão rindo aí? - a Kami disse se secando com a toalha.
- Nada né, Daphine?
- Nadinha. - concordei.
A mãe trouxe um lanche pra nós e comemos em meio a risadas infinitas, quando junta o Caíque e o Guilherme só dá merda. Amo.





Estou com problemas, mas vou tentar postar mais regularmente. Obrigada pela paciência.
Mandi, florzinha, quer deixar link do fb, tt ou número do whats ( com ddd ) ? É melhor pra gente se comunicar, e se eu sumir você saberá o motivo, melhor para nós duas não acha!? :)

Capítulo 7.

" Umas loucuras pra alimentar o amor ou pra tentar esquecer... "


- Você está bem, Ollg?
- Danilo? - eu estava surpresa, ou seria assustada?
- Quer água? Alguma coisa? - ele falava cuidadoso.
- Olha aqui, seu filho da puta você tá maluco? - o cara que agora a pouco tava no chão, levantou indo pra cima do Danilo.
- Vai ver o maluco, se encostar nela de novo! - nessa hora dei graças quando o Guilherme apareceu entrando no meio dos dois.
- Que foi, Daphine?
- Eu não consegui processar isso direito. - falei.
E ainda bem que ninguém reparou na briga, as pessoas dali não pareciam se importar com as coisas que aconteciam ao redor, eu hein.
- Cara, rala daqui que vai ser melhor pra você.
- Ah vão se foder. - saiu no meio das pessoas.
Voltamos pra grade e agradeci muitas vezes ao Danilo.
- To fazendo minha obrigação, Ollg. - beijou minha mão galanteador, tive vontade de beijá-lo. Parei.
- Valeu mesmo, Danilo.
- Que isso, Kamila, eu a amo e se eu pudesse a colocaria numa caixinha para poder tê-la protegida, comigo.
- Jesus. - a Bru comentou.
- Fotinha pro insta da ídola? - sorri pra ele que assentiu rapidamente, tiramos a foto e a postei.


" meu Menino Danilo ♥  @almeidanilo #phiners #love "


- Danilo, por que me deixou pra brigar com um cara que nem conhece e nem era por mim? - uma garota chegou falando, nossa que irritadinha - Ah só podia ser essa daí.
- Relaxa o core, miga. - falei e sorri, acho que ela tivesse uma arma tinha me matado.
- Danilo, vamo sair daqui. Você veio pra ficar comigo. - a nervosinha gritou.
- Cuidado tá bem? Já vou indo. - disse meio sem graça e o abracei em agradecimento, ele foi arrastado pela nervosinha.
- Quem é? - a Bru perguntou.
- Danilo, um fã.
- Desse tamanho?
- Pois é.
- Que fã viu. - ela se abanou com as mãos e nós rimos.
- Deixa desse fogo, Bruna. - o Luan disse e ela revirou os olhos.
- Eu acho que ele não bate muito bem da bola. Aquela história da caixinha foi - o baixinho, Rober parecia procurar a palavra certa.
- Sinistro, bizarro, estranho? - o Gui sugeriu.
- Serve. - rimos.
- Já fiquei com ele umas vezes, e ó, beija bem.
- To curiosa agora.
- Eu nem falo nada. - a Kami tapou a boca.
- Eu acho bom mesmo viu, dona Kamila.
- Calma, Namorado vamo dançar. - foram pra pista e fui no bar comprar uma água.
Quando voltei, só o Luan tava na mesa.
- Cadê todo mundo?
- Por aí. - deu de ombros.
Sentei e peguei o celular na bolsa, olhei o movimento no twitter e depois o guardei.
- Vamo dançar, ô Luan?
- Eu e você?
- Tem outro Luan aqui?
- Achei que não gostasse de mim.
- E não gosto, mas não tem outra pessoa aqui. Sobrou você.
- Se não percebeu essa boate tá cheia de gente, lotada. - falou irônico.
- Ah é? Obrigado, nem tinha percebido. - falei no mesmo tom e fui sozinha mesmo e me juntei às meninas.
Começou a tocar Can't remember to forget you, e eu acho que vou voltar a fazer aula de dança.
Dancei sem me importar e logo vi o Baixinho, apontando pra mim.
- Se queria me provocar conseguiu. - Luan falou no meu ouvido, pois o som estava muito alto, e eu gargalhei.
- Te provocar? Porquê?
- Com essa dança aí.
- Apenas deixei o ritmo me levar. Faz isso, é legal. - dei um sorrisinho e tentei sair de perto dele, sim tentei, mas ele me puxou pelo braço e agarrou minha cintura.
- E como eu faço isso?
- Sente a vibe, Luan Santana e se mexe com ela, vai. - peguei as mãos deles e as balancei no ritmo.
- Não acha que seja uma música pra se dançar mais junto?
- Huum, sim mas não com você.
- Nossa, qual o motivo de tanta marra? - me rodou e voltou a me abraçar, dessa vez por trás mas logo me desfiz de seu abraço.
- E você, qual motivo de ser tão abusado? - a música acabou e começou a tocar sertanejo, eu não sei dançar isso socorro. Hora de me retirar da pista.
- Opa volta aqui, essa você dança comigo, juntinho vem.
- De jeito nenhum.
- Eu dancei contigo e agora você dança comigo.
- Tá. - suspirei - Quem tá cantando? Tem uma voz boa mas não achei tão legal a melodia... Falta alguma coisa.
- É o Cristiano Araújo. É... Não tá muito bom mesmo.
- Hm. - ele aproximou o rosto do meu e continuamos dançando - Você por acaso tá querendo me beijar?
- Vai dizer que não queria um beijo meu? Qual é, cara olha quem eu sou.
- Grande coisa.
- Minhas fãs se matariam por um beijo meu.
- Eu não sou sua fã, e nem te acho tudo isso.
- Tem que provar pra ver se é bom né? Mas eu garanto que não iria se arrepender.
- Ata.
- Que tal um beijinho? Somos namorados né? Acha que alguém iria acreditar num namoro sem beijo?
- Mas só nos vimos uma vez e eu já vou sair te beijando assim? Vão dizer que eu sou qualquer uma.
- Pensei que não se importasse com a opinião dos outros.
- E não me importo. Mas a Mãe sim.
- Só um beijo?
- Você é insistente hein, mano. - ele sorriu e segurou meu rosto, nos beijamos com certa pressa só não sei o por quê - Eu não disse que podia me beijar.
- Mas bem que gostou. - a boca dele tava suja de batom, risos eternos.
- Até que dá pro gasto, Queridinho. Baixe a bolinha. - pisquei.
- Cala a boca.
- Cala a boca você.
- Nos calarmos juntos seria uma boa. - segurou mais forte minha cintura.



Amanhã vai ser um inferno. Estou prevendo.
E que fique bem claro, eu só cedi pois: duas semanas sem bebida são duas semanas sem balada e duas semanas sem balada são duas semanas sem sexo, duas semanas sem sexo são duas semanas sem beijo.
Não necessariamente nessa ordem, por que eu não preciso transar pra beijar alguém e não transo com todos que eu beijo. Mas deu pra entender né?




Tá com um número legal de visualizações e comentários que é bom nada né?
E tenho certeza que não é só eu que estou visualizando a página ;)
Vlw, flws.

Capítulo 6.

" Uma noite louca. "


- Então fiquem aqui comigo hoje? - falei cabisbaixa.
- Que tal dormimos no quarto da Mamãe? - a Kami falou animada.
- Eu to dentro. - dei de ombros.
- Também.
- Guilherme, tu não tem casa não?
- A Carla foi pra um spa no Rio e o Papai tá numa conferência em Fortaleza. Só tenho vocês.
- Ah meu Deus, pode ficar então. - a Mãe Pri disse, coração mole é ela.
- Mãe, por que a Senhora não vem morar aqui comigo e deixa o apartamento pros borboletinhos?
- Borboletinhos?
- É, a Kamila e o Gui.
- Por que borboletinhos? - riram.
- Pombinhos é estranho, não gosto de pombos. Borboletas são mais legais.
- Libera lá pra gente, Sogra. A Senhora quer netos agora ou nem?
- Guilherme. - a Kami bateu em seu braço e nós rimos.
- Vou pensar no caso e não, não quero netos agora, a Kamila só tem vinte e um anos, deixa passar mais uns quatro.
- Tudo isso?
- Pensa pelo lado bom, enquanto isso vocês praticam. - me acabei de rir.
- Manhê. - ela escondeu o rosto com vergonha.
- Tem Sogra mais perfeita que essa? Acho que não. - ele a abraçou.
- E você, Daphine tá bom de arrumar um namorado de verdade. E netos só daqui cinco anos e olhe lá.
- Iihhh, quem disse que eu posso ter filhos agora? Deus me livre.
- Não fala assim, Filha se for da vontade de Deus e Ele colocar um filho na sua vida agora, e aí?
- Eu não vou saber o que fazer, e isso não vai acontecer. Relaxa. - meu celular apitou - Olha,mensagem da Bruna, vamos no Paris 6 amanhã?
- Vamo.
- Deixa eu responder ela aqui... Pronto. "Vou levar o Pi ok?" - li em voz alta - O que é pi?
- Tem um negócio na matemática que é pi né?
- Mas acho que nesse caso é quem é Pi, e não o que é.
- Vou falar que tudo bem, deve ser o boyzinho dela. - ri.
- Temos que arrumar nossas roupas, já que vamos sair. Vem Daphine.
- Ah não.
- Ah sim. - me arrastou e caí da cama.
- Olha o que ela fez, Mãe.
- Ela que não levantou, é culpa dela. - se defendeu.
- A Senhora sabe como são crianças né, dona Priscila!?
- Falou o adulto. - mostramos a língua pra ele e fomos pro closet.
- Amoor, cê vai né? - ela gritou pra ele.
- Claro que eu vou, vou deixar vocês duas sozinhas por acaso?
- Tá bom, macho alfa. - rimos.
- Cê vai pegar minha roupa né? - me joguei no sofázinho que tinha ali.
- Ô Folgada, tu é folgada hein.

No outro dia...

- Claro, Bru nos vemos lá. - falava ao telefone com ela.
- Eu já vou indo agora, tem uma mesa reservada pra gente. Quando chegar lá é só falar.
- Sim, ok. Vou terminar de me arrumar por que o Gui e a Kamila estão me apressando.
- Tá. - soltou uma risada - Tchauzinho, beijo.
- Tchau, beijos. - desligamos.
Terminei de me arrumar e olhei no espelho.
- Daphine, Daphine, Daphine você tá gatinha hein? Se eu fosse homem te pegaria. - gargalhei e peguei minha bolsa.
Desci e a Kamila estava abraçada ao Gui, tirando fotos pro vício.
- Pronto Guimila, vamos?
- Eita que eu to bem servido hoje. - o Gui disse pegando minha mão e a da Kami, nos fazendo dar um voltinha.
- Bobo. - ela falou rindo.
- Vamo esticar pra uma baladinha depois? - sugeri.
- Já é.
- Nada de se embebedar, Daphine. - a Mãe apareceu colocando um brinco.
- E fique longe do Marcus. - revirei os olhos - Já sei.
- Sabe? Parece que não. De olho hein, Gui por favor.
- Pódexa, Sogra.
- Mãe, a Senhora tá muito arrumada pra quem vai ficar em casa não acha? - a Kami disse desconfiada.
- E quem disse que eu vou ficar em casa?
- Mas o que. - falei incrédula - Vai pra onde?
- E com quem? - a Kami complementou e colocamos a mãos na cintura.
- A mãe sou eu, vocês devem satisfações a mim e não o contrário.
- Podiam ir dormir sem essa. - o Guilherme gargalhou.
- Sem graça.
- Concordo. - falei.
- Bom, antes de vocês voltarem estarei em casa. Se cuidem, bom jantar com a Bruna e o tal do Pi. Tchau. - beijou nossas bochechas e quase nos colocou pra fora de casa.
- Vamos conversar sobre isso amanhã, viu dona Priscila.
- Tchau. - fomos pro carro do Guilherme e antes de sair tiramos uma fotinha.

" Partiu? @kschmitz @guimartinelli ;] "

Chegando no P6, logo avistei a Bruna num mesa mais afastada mas antes parei pra tirar algumas fotos e dei uns abraços, amo abraçar meus meninos.
- Oi Bru. - nos cumprimentamos com beijinhos no rosto e, depois nos sentamos.
- Bru, eu amei seu batom.
- Tenho outros lá em casa, Kami te dou como um presente se disser onde comprou o esse brinco. - a Bruna falou e rimos - O Pi foi no banheiro, gente já deve estar voltando.
- Topa uma baladinha depois?
- Com certeza, já faz um tempinho que eu não saio por causa das aulas.
- Mas se é isso que você quer, todo tempo "perdido" vai valer a pena. - sorri pra ela.
- Mocelin, Daphine. - o Guilherme fez graça e nós rimos.
- Bubuzinha, cê já pediu? - falou sentando ao lado dela e eu tive quase um choque.
- É ISSO! - me olharam.
- Isso o que?
- É com ela que ele parece, não pera, vocês são parentes? Irmãos? - perguntei abismada.
- Você não sabia? - a Bruna e a Kamila falaram juntas.
- Eu não sabia, cara. - me senti um E.T. real - Mas sério que eu vou ter que aguentar esse chato aqui? Sem ofensas, Bru. - ele arqueou uma sobrancelha.
- Se eu soubesse que a amiga da Bruna era você também não teria vindo. - ele falou e se isso fosse um desenho animado, sairia raios dos nossos olhos.
Fizemos nossos pedidos, comemos e antes de irmos pra balada apareceu um cara baixinho e outro altão.
- Esse é o Rober, e esse o Well. Meu secretário e meu segurança, eles vão com a gente.
- Porque? - perguntei.
- Você não anda com segurança?
- Ando com a Kamila e o Guilherme, não suportaria essa sombra - me estiquei na ponta dos pés pra imitar a altura do altão - Atrás de mim o tempo todo. Você fala, moço? Oi.
- Oi.
- Ah! Milagre ele fala. - a Bruna soltou uma risada.
- Vamos no meu carro e encontramos vocês lá, tudo bem?
- Sim, Guilherme.

Fomos pra balada, e os fotógrafos brotavam do chão como é que é possível cara?
A Bruna apontou pra cima e subimos pro camarote. Como eu não podia beber, me joguei na pista. Já mencionei que amo dança?
- Venham Kamila e Bruna. - as puxei e ficamos dançando, um pouco depois as meninas cansaram e foram pra grade, onde os meninos estavam.
Foi tudo muito rápido, eu tava dançando ao som de uma música da Ellie Goulding - o que aliás me lembrou o Tchuco -, e senti mãos me pegando / puxando e de repente o cara que tentava me agarrar foi pro chão. Tipo, oi?




Tiau :x