quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Capítulo 8.

" Bum, tchibum, tchibum na piscina. "

 
Chegamos tarde na noite passada e acordamos mais tarde ainda, desci para tomar café.
- Bom dia, Mãe.
- Bom dia, Filha.
- Antes que pergunte, não bebi lá. Só água e suco.
- Huum, fez bem.
- Cadê a Kamila e o Guilherme?
- Não desceram ainda. - ri, e peguei uma fatia de bolo.
Comia distraída quando a Kamila desceu as escadas correndo e colocou - lê-se quase jogou - O notebook na minha frente. Quase engasguei e comecei a ler.

" Daphine e Luan Santana foram flagrados no maior amasso numa boate em São Paulo.
Os dois que, segundo fontes chegaram separados, não se desgrudaram a noite toda.
Amiga e assessora de Daphine, Kamila Schmitz, também pareceu se divertir muito ao lado do namorado, Guilherme Martinelli, e Bruna Santana, irmã do Cantor.
Enquanto aos pombinhos, seria amor a primeira vista? Ou só mais um pra extensa lista de peguetes de cada um?
Os dois foram embora como chegaram, separados, mas quem garante que não se encontraram novamente para fazer umas compras em Alphaville? "

- Não se desgrudaram? Que mentira descarada, mentirosa. - bufei.
- Em outro momento ligaria pra redação da EGO agora mesmo, mas talvez seja bom. Vou ligar pra Arleyde. - subiu as escadas.
- Vamo ver se já está em todos o sites. - o Gui disse puxando uma cadeira pra sentar do meu lado.
- O Luan é um gatão. - a Mãe disse depois de uns minutos em silêncio, a olhamos e ela fez cara de "que foi?", rimos.
- Manhê, pelamor.
- Vocês fazem um casal bonito, se fosse de verdade seria mais ainda.
- Tá na TodaTeen, na Atrevida, no R7, na Capricho, no G1, na YesTeen, na Contigo!, na Veja, no Jornal O Dia, no site da Extra eee... - suspirou cansado e eu ri - No do Tv Fama.
- Uau, que rápidos. Não quero nem ler mais isso.
- Caraca, imagina como está fervendo aquele twitter? Se fosse você nem entraria hoje, ou entraria pra contar a verdade.
- Nossa, Guilherme grande ajuda.
- Eu sei que foi, pode agradecer agora. - mostramos a língua um pro outro.
- Mãe, sabe a Bruna? - ela assentiu - É irmã dele, então a dona Mari é a mãe dos dois. Cristo, eu acho que era um E.T. pra não saber disso.
- Você não sabia?
- A Senhora sabia? - falei incrédula.
- De primeira não mas depois eu vi né, são a cara um do outro.

A Kamila junto com a assessoria do Luan, decidiu não se pronunciar, nem a gente e nem eles e, deixar o povo imaginar.
Sábadão, animação, curtição. Só que não.
Como muito curiosa que sou, fui olhar o movimento no twitter e ri horrores com uns comentários tipo, muito sem noção; "ela dopou o Luan. Pra ele querer beijar ela só inconsciente mesmo", minha vontade era responder mas me controlei. Muitos estavam a "nosso" favor, e me defendiam.
Decidi tirar uma foto, com a mão cobrindo a boca em sinal de que não falaria nada e postei, como legenda os famosos "três pontinhos", reticência.

Depois do almoço, o interfone tocou.
- Dona Daphine?
- Sim, oi Joel. - o Joel é um dos porteiros, mas o mais legal.
- Olha, aqueles meninos que voa estão aqui. - riu.
- Eles podem entrar sempre, a hora que quiser. Você barrou eles, seu Joel?
- Não, dona Daphine. Eles que não queriam entrar sem avisar.
- Então pode dar um cascudo em cada um, tá seu Joel? Obrigada.
- Sim, dona Daphine.
- Não me chama de "dona" seu Joel, por favor. Dona só a Mãe Priscila.
- Tudo bem, vou liberar a entrada deles. Tenha uma boa tarde.
- Obrigada, seu Joel. Idem. - desliguei.
- Que que foi? - a Kami disse se escorando no balcão.
- Os meninos estão entrando.
- Huuum, Nathanzinho.
- Kamila, fecha o rabo tá? - ela gargalhou.
- A Mãe tá pegando sol nas espreguiçadeiras e o Gui tá na piscina. Vou subir pra colocar um biquíni, vai cair também?
- Não sei. Talvez sim mas de sol eu to precisando um pouco. Vamo.
Subimos e colocamos nossos biquínis, fomos pra área da piscina e ela deu um tchibum.
- Ô peste, tu me molhou.
- Sorte sua eu não ter te empurrado aqui dentro. - fez graça.
- Tá vendo né, Mãe? - reclamei.
- Vocês duas viu, sei não. Vou liberar a Cléo por hoje. - ela levantou e foi pra dentro de casa.
Coloquei meus óculos de sol e os fones de ouvido, playlist aleatória e por coincidência ou não, começou uma música dos meninos.
Conheci eles há quase dois anos, na porta da gravadora do meu querido Pai, eles queriam que o Alessandro ouvisse o CD demo deles mas ignorante não deu bola por dizer estar ocupado, a maior mentira. Pedi que eles fizessem a capela de qualquer música e que se valesse a pena mesmo, eu seria "madrinha" deles. Dito e feito, cantaram uma minha, preciso dizer que morri de amores?
Eles ainda não fazem aquele sucesso que merecem ter, mas eu tenho certeza que vão voar muito alto.
- Eita que a farra tá boa aqui, se eu soubesse tinha trago uma sunguinha. - eu já havia tirado os fones e estava na borda com os pés dentro da piscina.
- Oi Floro. - beijei a bochecha do Caíque.
- E aí, Madrinha, Gui, Kami qual a boa do dia?
- Fazer nada, mano senta por aí. - o Gui disse pro Paulo e nós rimos.
- Cadê o Nathan?
- Lá com a tia Priscila. Quer ter contatos com a sogra.
- Caíque. - o repreendi para gargalhada coletiva - Vou lá dentro.
- Que saúde hein, Tia.
- Claro, meus queridos. - me gabei enquanto entrava pela porta de trás da cozinha.
- Olha ela aí.
- Dadá. - ele falou com um sorriso fofo, fofo, fofo e o abracei.
- Tchuco, por que tu num disse que vinha?
- Seu celular tá desligado, Mocinha.
- Ihh, esqueci. - ri - Descarregou ontem na balada e eu não botei pra pegar carga.
- Então não diga que eu não avisei, senhorita esquecida.
- Ok, ok admito que foi falha minha.
- Essa balada causou hein. - ele disse um pouco desconfortável.
- Ah pois é. Eu vou pegar um roupão lá em cima e colocar o celular pra carregar.
- Não precisa de roupão não.
- Pervertido, por isso mesmo. - beijei sua bochecha enquanto ele ria e subi.
- Como que tá a tia Sibele? - perguntei ao Caíque sentando ao seu lado.
- Tá indo né. - deitou a cabeça no meu ombro.
- Ela vai conseguir, tu vai ver. - tentei tranquilizá-lo e passar confiança.
- Espero mesmo.
- Mas e aí, e os shows? Músicas novas?
- A gente anda compondo, e a vibe dos shows é sinistra. Não me arrependo de ter escolhido isso.
- Muuito bom, saudades palco saudades.
- Tem que fazer show logo, Dinda.
- Vou levar vocês pra cantar Antes Que O Dia Acabe comigo, amo / sou essa música.
- Ama a música ou o Nathan? - estreitou os olhos.
- Caíque. - dei um tapa no braço dele.
- O Nathan é meio parado na sua, destruidora de corações. Rawr. - gargalhei.
- Isso foi um rugido por acaso?
- Foi, ué.
- Mano, cê é muito besta.
- Olha quem tá falando hein. - mostrei a língua.
- Sem querer, roubei seu coração
Desculpa, meu amor, não tive a intenção
Por favor, desgoste de mim
Pois eu não mereço ser amada assim
- Não sou de uma pessoa só
Não curto amores, eu curto sabores da vida sem rumo.
- Você quer um ninho, precisa de carinho. Tem que ser muito bem amado.- cantamos enquanto ele fazia barulhos e batia palmas, começamos a rir.
- Vou apresentar umas amigas pra ele.
- Uhuuum. Faz isso. - rimos mais.
- Que que vocês tão rindo aí? - a Kami disse se secando com a toalha.
- Nada né, Daphine?
- Nadinha. - concordei.
A mãe trouxe um lanche pra nós e comemos em meio a risadas infinitas, quando junta o Caíque e o Guilherme só dá merda. Amo.





Estou com problemas, mas vou tentar postar mais regularmente. Obrigada pela paciência.
Mandi, florzinha, quer deixar link do fb, tt ou número do whats ( com ddd ) ? É melhor pra gente se comunicar, e se eu sumir você saberá o motivo, melhor para nós duas não acha!? :)

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