quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Capítulo 11.

" E se faz de inocente. "


Hoje tem um jantar para apresentar nossos pais, vai ser na casa dele. Achei desnecessário.
Eu estava vendo as coisas da academia com a Lia e o Cauê.
Agora vou voltar pra casa, que preguiça de andar.
- Ô Manhê, cheguei.
- Tá bom.
Subi as escadas e tirei a blusa quando entrei no quarto, ficando só de top.
- Opa. - ele disse e gritei assustada.
- O que tu tá fazendo aqui?
- Vim te ver.
- Mas eu já vou jantar na tua casa de noite.
- Eu sei. Só que ontem você me provocou bastante.
- E? - coloquei as mãos na cintura.
- Eu vim fazer você pagar. - ri.
- Sério isso?
- Sério.
- Anem.
- Vai, Namorada. - ele me puxou pelo braço - Não vai me dizer que é virgem.
- Vou deixar à seu critério. - falei baixinho em seu ouvido e ele apertou minha bunda, dei uma risada sapeca.
- Se for, será uma honra tirar sua virgindade. - falou malicioso.
- Ah cara, se manca. Se eu fosse virgem não daria pra você, tu é muito igual a todos.
- Não. Todos são muito iguais a mim, eles que me imitam.
- Que seja. Agora sai do meu quarto.
- Eu não vim aqui a toa.
- Você tá tão na seca assim? Cara, visita a casa das primas, casa da luz vermelha, bordel e o caralho a quatro, mas hoje eu não fico com você. Entendeu?
- Hoje não? Ganhei uma possibilidade?
- Talvez um dia. - ele levantou meu rosto e o beijei. Vamo ver se ele acaba logo com esse queijo e vai embora de uma vez.
Chegamos na cama pouco depois, ele queria tirar meu shorts mas lhe dei um beliscão. Tirei sua camisa e descobri sua tatuagem na costela, interessante.
Nos beijávamos com desejo e pude sentir que ele já estava excitado. Rapidinho.
Nos beijamos outra vez, demoradamente e eu saí de cima dele.
- Parou hein.
- Parou? Como parou? Não pode parar agora.
- Pode sim. Vai levanta da minha cama.
- Daphine, você não pode me deixar assim. - estrilou e eu dei risada.
- Não só posso como vou. Se quiser ir no banheiro é ali. - apontei - Eu te espero e nós descemos.
- Você vai se arrepender disso tá me ouvindo?
- Uhum, tá certo. - ele entrou no banheiro e eu não contive uma crise de riso.
Depois de uns minutos ele saiu e ficou me olhando. Sustentei o olhar por minutos, e ele quebrou o silêncio.
- Quer que eu venha buscar vocês?
- Não precisa. - dei de ombros.
- Então tá. - ele vestiu a camisa dele.
- Vamo descer, ô fofo?
Descemos e ele foi pra casa, mais tarde a Kamila chegou com o Gui, ele também é minha família então ele vai com a gente.
Todo mundo se conhece já, menos a Mãe, a Mari e o Amarildo. Continuo achando desnecessária essa "reunião" toda.
Começamos a nos arrumar duas horas antes pra não ter atraso. Com todos prontos, com "roupas simples porém elegantes" como rotulou a Kami.

Depois de devidamente apresentados a Mãe, a Mari e o Seu Amarildo ficaram conversando na cozinha. Enquanto eu e Brumila assistíamos ao Gui e o Luan jogar vídeo game na sala.
- Ai que tédio. - reclamei.
- Perdeu de novo. - o Gui comemorou rindo.
- Alguma de vocês quer jogar? Eu só perdi por que to sem prática.
- Que mentira. - a Bru bateu com uma almofada nele e nós rimos - Desculpa de amarelo é comer barro.
- Tá, tá. Alguém vem jogar?
- Eu vou. Tem GTA?
- Tem. Ela joga? - perguntou pro Gui.
- GTA? Joga muito.
- Mas meus preferidos são os jogos de dança no X-Box.
- Ah esses eu também gosto. - a Bruna disse.
- Não vejo graça em vídeo game. - a Kamila finalmente disse alguma coisa.
- Não, Kami você não gosta que o Guilherme te troque pelo vídeo game. - ela deu de ombros e ele sorriu largando o controle no chão e vindo a beijar.
- Preciso de um namorado. - a Bru suspirou e eu ri.
- Vão jogar ou não? - perguntei.
- Vamos ver se ela é boa mesmo. - o Luan disse sentando no chão perto de mim - Vamos contra?
- Vamo.
- Se eu ganhar três vezes eu faço o que quiser contigo e se você ganhar faz o que quiser comigo. Fechou? - o olhei.
- Fechou. - apertamos as mãos.
Jogamos a primeira partida e ele ganhou. A segunda eu ganhei e a terceira
- Venham comer, Meninos.
- Ah Mãe, espera aí. É rápido. - ele disse.
- Não Luan, agora. Parece até criança.
- Criança não, Mamusca. - ele olhou pra ela e foi minha deixa.
- HEADSHOT! - gritei e ele se assustou.
- Ah não tá vendo aí ó. Não valeu, não valeu.
- Valeu sim la la la. Você perdeu, perdeu, perdeu. E agora tem que pagar.
- O que vocês apostaram? - a Kami perguntou.
- Ele vai ter que fazer o que eu quiser.
- Senti uma segunda intenção nessa aposta.
- Claro, Guilherme foi ele que inventou achando que ia ganhar.
- Ihh Pi, se ferrou agora.
- Depois vocês decidem isso, venham comer.
Ele sentou do meu lado e colocou a mão sobre minha coxa a apertando, tirei sua mão de lá e o fuzilei com o olhar. O jantar todo foi assim ele colocava a mão em mim e eu tirava, até que uma vez eu deixei e ele quis tomar outro rumo com a mão, aí eu o parei. Hello-o. Aqui não é lugar e ainda bem que não perceberam, todos estavam entretidos na conversa e ele é tão cara de pau que falava normalmente, não que ele estivesse me deixando numa situação desconfortável, pelo contrário, eu estava gostando das suas carícias mas isso não vem ao caso.
- Amanhã eu venho aqui pra fazer você pagar ouviu? - avisei antes de sair.
- Fico esperando, só vem cedo que à tarde eu vou embora pra mais uma semana de shows... - sorriu animado. Ai que saudade, cara.
- Tá bem. Vamo gente?
- Vamos. - nos despedimos e fomos pra casa.
- Que que cê vai fazer com ele hein? - o Guilherme perguntou fechando a porta quando entramos.
- Ele não perde por esperar. - gargalhei - Tchau gente, até amanhã. Beijo Mãe.
- Já Filha? Boa noite. - acenei pra eles e subi as escadas rindo.
- Luan, Luan, Luan...





Tchauzin!

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