quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Capítulo 15.

" O nosso beijo faz tudo melhorar. "


* LUAN NARRANDO *

Já tinha ouvido falar nesse Otávio, e o Guilherme me contou a história meio por cima. Ele é a causa das polêmicas > noitadas > drogas. Algo que ele fez à ela, serviu de detonador da "bomba".
Abri as mensagens e já faz uns três dias que ele vem procurando por ela, senti uma coisa estranha... Não sei o que era. Havia diversas mensagens mas ela nunca respondia, somente visualizava. Na maioria tinha "eu te amo", "não me ignora", "me perdoa", "desculpa", "fala comigo" e eu me irritei bastante, vontade de mandar ele pra puta que pariu era o que não faltava.
Acabei demorando um pouco mais pra dormir.
- Luan? - ela disse assustada ao acordar.
- Oi?
- Isso não vai mais se repetir ouviu? - soltei uma risada nasal.
- Tudo bem.
- Vou pro meu quarto antes que a Cléo ou a Mãe chegue.
- Não precisa, Ine. Pra Cléo somos namorados.
- Ine?
- É, apelido pra você uai. - ela riu.
- Tá certo. Mas eu vou mesmo.
- Tá...
- Tchau. - beijei sua bochecha, ela sorriu de canto e levantou saindo do quarto.
- Eita rapaz. - passei as mãos pelo cabelo e ri.
Dormi de novo e naquele dia quando acordei, a Cléo me informou que ela tinha saído com uma amiga, a da academia. Acho que é Lia o nome dela.

Não sei o real motivo mas passei o dia com aquilo na cabeça. A noite, antes de ir dormir, fui falar com a Bubuzinha.
- Quem é Otávio? - perguntei me jogando na cama dela.
- A Daphine não gosta de falar dele. - ela estava passando um creme no rosto - Foi namorado dela.
- Hum...
- Por quê? - ela se virou pra mim.
- O que? Nada. - dei de ombros e ela me encarou com uma sobrancelha arqueada.
- Fala Luan.
- Nada, Piroca. - dei de ombros - É.... Ela fala alguma coisa de mim?
- Reclama, reclama muito. Que você é folgado, que come todos os bolos que a Cléo e a Pri fazem, que acha que pode mandar na televisão dela, muitas coisas. - ri.
- Ela é maluca.
- E você tá gostando dela.
- Nossa, claro que não. Ainda não faz um ano que a gente se conheceu, não pode ser tão rápido.
- Tá contando é, Pi? - ela deu risada - Ela vai precisar de você, vocês vão precisar um do outro. O verdadeiro amor nasce em tempos difíceis.
- Eita, deu pra filosofar agora é?
- Monólogos, Pi, monólogos. - ela riu.
- E eu nem amo a Daphine, só gosto de estar com ela... Às vezes.
- Começa assim. - ela garantiu.
- Ah Piroca, vou deixar você com teus cremes aí. Boa noite. - beijei os cabelos dela.
- Boa noite, Pi até amanhã.
Passei mais dois dias em casa, e fiquei um mês sem voltar.
Eu era meio que obrigado a falar com a Daphine por Skype ou FaceTime, serviam pra print para postar no Instagram.

...

Estávamos no bicuço voltando depois de uma maratona de shows, esse último que fizemos foi em Rondônia.
- Baladinha hoje? - o Rober perguntou.
- Eu vou pra casa da Daphine.
- Agora é só Daphine pra lá, Daphine pra cá.
- Deixa o menino ficar apaixonado, Roberval. - a Marla disse rindo.
- Eu não estou apaixonado.
- Tá, tá assim. E se ainda não tá completamente, tá ficando.
- Ele nem dá mais condição as filhas dos contratantes. - o Rober riu e eu revirei os olhos.
- Vamo parar de falar da minha vida?
- Cê que manda, Patrão. - riram batendo continência.
- Apaixonado, só o que faltava. E ainda mais aquela doida. - murmurei pra mim mesmo.
Cheguei em casa e passei o dia matando a saudade da Mãe e do Pai. A noite fui pra casa da Daphine.

- E aí, perturbada. - falei entrando.
- Que que foi, viado?
- Cadê o povo dessa casa?
- Tu sabe que quando vem pra cá, a Mãe libera a Cléo e deixa todo mundo longe da casa. Ela quer que role algo. - ela revirou os olhos.
- Se depender de mim. - dei um sorriso safado - Vamo sair amanhã?
- Pode ir sozinho.
- Eu quero que você vá.
- Porque?
- Porque eu quero beijar.
- Beije outra.
- Eu não posso, Namorada.
- Iiih, pois é. Então fique na vontade.
- Vem comigo vai?
- Não Luan. Ei, para. - roçava meu nariz em seu pescoço - Luan.
- Vamo? - chupei seu pescoço de leve, ela não gosta que fique marcas, "é coisa de vadia, e eu não sou vadia."
- Luan. - ela beliscou meu braço.
- Ai sua Doida.
- Eu pedi pizza. - mudou de assunto.
- Legal. Tava compondo?
- Não... São só uns rabiscos. Me dá isso aqui.
- Olhaa, deixa eu ver. - levantei o braço com o papel enquanto ela resmungava - "posso até dizer que não te quero mais, difícil é o meu coração entender."
- Ai chaaato.
- Qual é a melodia?
- São só rabiscos. - falou pausadamente e pegou o papel das minhas mãos o rasgando em seguida.
- Tem algum significado? Ainda gosta do seu ex?
- Não... - respondeu rápido - Do Otávio eu quero só quero uma coisa: distância. - soou como uma senha de acesso para mim, a puxei pela mão segurando em sua cintura e a beijei.





Boaaa noite, braseeeeeeeeeeeel.
A vida é bela e hoje eu to inspirada *----*  hahaha
Tiaaau!

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