quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Capítulo 16.

" As lembranças vão na mala pra te atormentar. "
* DAPHINE NARRANDO *

- Me solta, Luan. - o empurrei.
- Tá... Me diga agora onde esse Otávio mora, preciso ter uma conversa séria com esse cara.
- Não precisa nada, Luan. Para de agir como se quisesse ser meu pai.
- Não quero ser seu pai, nunca. Nós não poderíamos - a campainha foi acionada o interrompendo.
- A pizza chegou. - cantarolei indo pra sala atender a porta. Me olhei no espelho e meu short parecia curto demais mas foda-se. Dei de ombros e abri a porta.
- Boa noite Senhora, aqui está a sua - o carinha falou lendo o papelzinho em sua mão, quando me olhou ficou um tanto estranho - Uau, Daphine.
- Eu. - ri.
- Nossa cara, não acredito nisso. Tira uma foto comigo? - perguntou com os olhos fixos em minha perna e por um momento quase tive vergonha, pois é.
- Claro. - sorri de lado e ele tirou o celular do bolso e me abraçou, ou melhor, apertou forte contra seu corpo - Ei cara, tá bom não acha? Desencosta um pouco.
- Não tirei a foto ainda. Que tal irmos tirar umas fotos legais no seu quarto? Tá sozinha em casa? Cadê seu namoradinho?
- LUAAAAAN! Me solta seu filho da puta. - o empurrei com força, dei dois passos para trás e o Luan apareceu atrás de mim, me abraçando.
- Que que foi aqui?
- Nada não, só vim entregar a pizza de vocês. - falou rápido - Meia portuguesa, meia mussarela. - ele a pegou e deu o dinheiro ao abusado.
- Só não te deu uns bons tapas por que tenho uma imagem a zelar. Dá o fora, e nunca mais aparece aqui. - apontou com a cabeça e deu um passo a frente, rapidinho o cara pegou a moto e meteu o pé.
- Er, valeu.
- Que isso. Sou seu namorado né? - ri e ele fechou a porta.
- Então vamos comer. Vou pegar os copos e o suco que eu fiz de manhã.
- Aquele de beterraba com laranja que você tava tomando no skype?
- Esse mesmo.
- Tem outra coisa não? Uma coca ou uma cervejinha.
- Não Luan. Ou o suco ou água. Sabe que a Mãe proibiu bebida aqui.
- Desculpa, tinha esquecido. Vou tomar do seu suco naturebal tá bom? - ri e segui pra cozinha, voltei com a jarra e dois copos. Ele já estava comendo.
- Nem esperou né.
- Eu tava com fome. - entortou a boca.
- Tá bom. - coloquei suco nos nossos copos - O cheiro tá maravilhoso.
- O sabor também. - disse e deu um gole no suco, fez careta e revirei os olhos - Então, me conta do Otávio.
- Pra quê quer saber?
- Só pra saber uai.
- Eu não falo isso pra qualquer pessoa. - suspirei - Mas vou te contar... Acho que posso confiar em você Luan Rafael.
- Eita que eu to bem nos panos. Pode confiar sim. - disse pegando minha mão e as separei.
- Então, a gente namorava e tal, daí um dia eu saí com ele pra uma balada, ele me embebedou e tirou minha virgindade. De manhã quando acordei, percebi uma câmera de frente pra cama. Levantei assustada e fui olhar, era o que a gente tinha feito na noite anterior, minha primeira vez gravada naquela câmera e o que mais me deixou puta foi que o imbecil nem soube fazer as coisas direito. - bufei e ele ouvia atento - Peguei a câmera e a quebrei toda, acabei com aquele "filme". Brigamos feio e eu machuquei a cara dele com o tripé, o que aliás deixou uma cicatriz fodona, fiquei sabendo que ele fez até plástica pra tirar mas enfim, depois eu chamei os seguranças de casa e mandei que o colocassem fora, como estava, de cuecas. Nesse tempo eu fiquei muito triste, e comecei a experimentar umas coisas... Um resumo bem resumido. - suspirei - Eu o amava...
- Então por isso tem medo de se apaixonar de novo? De amar?
- Tenho repulsa a esse sentimento, tipo, entre homem e mulher. Mas o amor que eu recebo da minha família e dos meus meninos é a melhor coisa do mundo. - ele sorriu de canto.
- E se aparecer a pessoa certa?
- Acho bem difícil. Meu lema é "amor é flor roxa que nasce no coração dos trouxas". - mordi meu pedaço de pizza e ele riu.
- Nada é impossível, Ine.
- Eu já me decepcionei feio uma vez e deu no que deu. Não quero isso de novo.
- Não são todos que são assim, e aquilo aconteceu na sua adolescência, é normal a pessoa se foder na adolescência.
- Garotos são todos iguais, tem necessidade, não passam vontade. - cantarolei e pisquei pra ele que riu.
- A música fala de garotos. Não sou um garoto. Eu sou um homem.
- Homens são piores que garotos, conhecem mais as safadezas da vida.
- Nem sempre. Escolhi ser diferente, amor, só pra te amar. - fez a mesma coisa que eu.
- Jura que existe esse cara que você tanto canta?
- Claro. Esse cara sou eu. - gargalhei.
- Ah tá bom, vou fingir que acredito. Você tá comigo pra apagar sua fama de pegador e diz que é o cara que espera a mulher dez, vinte, trinta anos. Uhum sei.
- Deixa eu te mostrar que
- Não. - coloquei a mão na frente impedindo sua aproximação.
- Daphine.
- Luan. Come tua pizza aí vai. - assentiu depois de um longo suspiro.





Ain gente, tipo, vou explicar: essa fic aqui vai ser curta, por isso tudo acontece rápido e vai ser daquelas bem clichês, eu não gosto muito porém decidir apostar nisso, tento mudar as coisas pra não ficar muito como no previsto, mas é isso aí.
Comentem, elogiem, critiquem de forma construtiva e tal...
Beijocas glitterizadas!

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