quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Capítulo 7.

" Umas loucuras pra alimentar o amor ou pra tentar esquecer... "


- Você está bem, Ollg?
- Danilo? - eu estava surpresa, ou seria assustada?
- Quer água? Alguma coisa? - ele falava cuidadoso.
- Olha aqui, seu filho da puta você tá maluco? - o cara que agora a pouco tava no chão, levantou indo pra cima do Danilo.
- Vai ver o maluco, se encostar nela de novo! - nessa hora dei graças quando o Guilherme apareceu entrando no meio dos dois.
- Que foi, Daphine?
- Eu não consegui processar isso direito. - falei.
E ainda bem que ninguém reparou na briga, as pessoas dali não pareciam se importar com as coisas que aconteciam ao redor, eu hein.
- Cara, rala daqui que vai ser melhor pra você.
- Ah vão se foder. - saiu no meio das pessoas.
Voltamos pra grade e agradeci muitas vezes ao Danilo.
- To fazendo minha obrigação, Ollg. - beijou minha mão galanteador, tive vontade de beijá-lo. Parei.
- Valeu mesmo, Danilo.
- Que isso, Kamila, eu a amo e se eu pudesse a colocaria numa caixinha para poder tê-la protegida, comigo.
- Jesus. - a Bru comentou.
- Fotinha pro insta da ídola? - sorri pra ele que assentiu rapidamente, tiramos a foto e a postei.


" meu Menino Danilo ♥  @almeidanilo #phiners #love "


- Danilo, por que me deixou pra brigar com um cara que nem conhece e nem era por mim? - uma garota chegou falando, nossa que irritadinha - Ah só podia ser essa daí.
- Relaxa o core, miga. - falei e sorri, acho que ela tivesse uma arma tinha me matado.
- Danilo, vamo sair daqui. Você veio pra ficar comigo. - a nervosinha gritou.
- Cuidado tá bem? Já vou indo. - disse meio sem graça e o abracei em agradecimento, ele foi arrastado pela nervosinha.
- Quem é? - a Bru perguntou.
- Danilo, um fã.
- Desse tamanho?
- Pois é.
- Que fã viu. - ela se abanou com as mãos e nós rimos.
- Deixa desse fogo, Bruna. - o Luan disse e ela revirou os olhos.
- Eu acho que ele não bate muito bem da bola. Aquela história da caixinha foi - o baixinho, Rober parecia procurar a palavra certa.
- Sinistro, bizarro, estranho? - o Gui sugeriu.
- Serve. - rimos.
- Já fiquei com ele umas vezes, e ó, beija bem.
- To curiosa agora.
- Eu nem falo nada. - a Kami tapou a boca.
- Eu acho bom mesmo viu, dona Kamila.
- Calma, Namorado vamo dançar. - foram pra pista e fui no bar comprar uma água.
Quando voltei, só o Luan tava na mesa.
- Cadê todo mundo?
- Por aí. - deu de ombros.
Sentei e peguei o celular na bolsa, olhei o movimento no twitter e depois o guardei.
- Vamo dançar, ô Luan?
- Eu e você?
- Tem outro Luan aqui?
- Achei que não gostasse de mim.
- E não gosto, mas não tem outra pessoa aqui. Sobrou você.
- Se não percebeu essa boate tá cheia de gente, lotada. - falou irônico.
- Ah é? Obrigado, nem tinha percebido. - falei no mesmo tom e fui sozinha mesmo e me juntei às meninas.
Começou a tocar Can't remember to forget you, e eu acho que vou voltar a fazer aula de dança.
Dancei sem me importar e logo vi o Baixinho, apontando pra mim.
- Se queria me provocar conseguiu. - Luan falou no meu ouvido, pois o som estava muito alto, e eu gargalhei.
- Te provocar? Porquê?
- Com essa dança aí.
- Apenas deixei o ritmo me levar. Faz isso, é legal. - dei um sorrisinho e tentei sair de perto dele, sim tentei, mas ele me puxou pelo braço e agarrou minha cintura.
- E como eu faço isso?
- Sente a vibe, Luan Santana e se mexe com ela, vai. - peguei as mãos deles e as balancei no ritmo.
- Não acha que seja uma música pra se dançar mais junto?
- Huum, sim mas não com você.
- Nossa, qual o motivo de tanta marra? - me rodou e voltou a me abraçar, dessa vez por trás mas logo me desfiz de seu abraço.
- E você, qual motivo de ser tão abusado? - a música acabou e começou a tocar sertanejo, eu não sei dançar isso socorro. Hora de me retirar da pista.
- Opa volta aqui, essa você dança comigo, juntinho vem.
- De jeito nenhum.
- Eu dancei contigo e agora você dança comigo.
- Tá. - suspirei - Quem tá cantando? Tem uma voz boa mas não achei tão legal a melodia... Falta alguma coisa.
- É o Cristiano Araújo. É... Não tá muito bom mesmo.
- Hm. - ele aproximou o rosto do meu e continuamos dançando - Você por acaso tá querendo me beijar?
- Vai dizer que não queria um beijo meu? Qual é, cara olha quem eu sou.
- Grande coisa.
- Minhas fãs se matariam por um beijo meu.
- Eu não sou sua fã, e nem te acho tudo isso.
- Tem que provar pra ver se é bom né? Mas eu garanto que não iria se arrepender.
- Ata.
- Que tal um beijinho? Somos namorados né? Acha que alguém iria acreditar num namoro sem beijo?
- Mas só nos vimos uma vez e eu já vou sair te beijando assim? Vão dizer que eu sou qualquer uma.
- Pensei que não se importasse com a opinião dos outros.
- E não me importo. Mas a Mãe sim.
- Só um beijo?
- Você é insistente hein, mano. - ele sorriu e segurou meu rosto, nos beijamos com certa pressa só não sei o por quê - Eu não disse que podia me beijar.
- Mas bem que gostou. - a boca dele tava suja de batom, risos eternos.
- Até que dá pro gasto, Queridinho. Baixe a bolinha. - pisquei.
- Cala a boca.
- Cala a boca você.
- Nos calarmos juntos seria uma boa. - segurou mais forte minha cintura.



Amanhã vai ser um inferno. Estou prevendo.
E que fique bem claro, eu só cedi pois: duas semanas sem bebida são duas semanas sem balada e duas semanas sem balada são duas semanas sem sexo, duas semanas sem sexo são duas semanas sem beijo.
Não necessariamente nessa ordem, por que eu não preciso transar pra beijar alguém e não transo com todos que eu beijo. Mas deu pra entender né?




Tá com um número legal de visualizações e comentários que é bom nada né?
E tenho certeza que não é só eu que estou visualizando a página ;)
Vlw, flws.

Nenhum comentário:

Postar um comentário