segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Capítulo 35.


" Pra onde quer que você vá, que você me carregue. "


O show em Ceilândia foi super legal, era um festival.
Segui fazendo shows por mais três dias. Tava na hora de ir pra casa.
- Gente, falei com todos né? Agora eu já vou tá?
- Tchau, tchau amores. - a Kami disse.
- Beijo, beijo, amo vocês.

Chegando em SP liguei pro Luan, tinha umas cinco chamadas perdidas dele. Não consigo ficar parada falando ao telefone, comecei a andar pela pista de pouso.
- Oi Luan?
- Tá em casa?
- Ainda não.
- Eu vou chegar amanhã de noite, sabe né?
- É... Tá bom.
- To com saudade. - ri.
- Também to.
- Não vejo a hora de ir pra casa, pra passar o dia agarrado em você.
- Sem grude, por favor. - ele riu.
- Eu não consigo, parece que cê tá com alguma coisa minha sabe?
- Eu juro que não peguei a chave da Ferrari. - gargalhou.
- Eu sei que não, mas é outra coisa sua Boba. É o meu
- Cachorro! - o interrompi.
- Cachorro?
- Guilherme, vem cá. - gritei.
- Que cachorro, Daphine?
- Quando eu chegar em casa te ligo tá?
- Mas
- Eu juro que ligo, ok? Beijo. - desliguei.
- Que foi?
- Olha. - falei já abaixada perto do cachorrinho.
- Ele é muito novinho.
- A gente pode ficar com ele? - ele riu.
- Não sei, mas não podemos deixar ele aqui. - peguei o paninho que estava na caixa e o envolvi, colocando-o em meus braços.
- Tem veterinário aberto essa hora?
- Tem, vamos o carro chegou.
- Eu vou cuidar dele. Será que é menina ou menino?
- Sei lá. - ele riu.
- Que isso aí, Gui? Ah meu Deus, onde tu arrumasse esse cachorro, Daphine?
- Ali, numa caixa. A gente não vai pra casa agora, vamos levar ele pra algum veterinário primeiro.

Fomos à um pet shop, a moça falou que ele deve ter uns dez dias no máximo, é um menininho. Labrador. Ela fez tudo o que achou que precisava lá, mas não podia dar banho, então só o limpou com um pano úmido.
- Qual o nome dele? - a Kami perguntou.
- Luan. - eles riram - Olha como ele come, é o melhor nome que ele podia ter.
- Vai ser o filhinho de vocês ou...?
- Guilherme. - o olhei feio e ele riu - A gente já pode levar ele pra casa?
- Pode. Mas tem que dar leite e água, de quatro em quatro horas, na seringa. Arrumem um lugarzinho pra ele fazer caquinha e xixi. Qualquer duvida, é só ligar.
- Ok, muito obrigada. - o Gui agradeceu e nós saímos.
- Caquinha, cara? Caquinha parece tão nojento.
- E cocô não é nojento? - a Kami disse colocando o cinto.
- Mas caquinha é mais nojento. Parece vômito.
- É o que, menina? - o Gui perguntou rindo.
- Nada, vamo pra casa.
- Cada doido nessa vida viu. - a Kami disse e nós rimos.
...

- Luan! - pulei em seu colo assim que ele chegou.
- Isso tudo é saudade é?
- Também. - ri selando nossos lábios - Tenho uma coisa pra te mostrar.
- O que?
- Vem comigo. - o puxei pra cozinha.
- Oi dona Pri.
- Oi Querido. - ela sorriu pra ele.
- Luan, esse é o Luan, eu achei ele no aeroporto.
- Que pequeninho. - ele riu - Pera, o nome dele é Luan?
- É.
- Por...?
- Que eu quis ué. Ele come muito, e você idem.
- Por um acaso a Senhorita está dizendo que eu sou gordo?
- Entenda como quiser. - ele me mostro a língua.
- E cê vai ficar com ele?
- Não dá. - fiz bico - Ele ia sentir minha falta. Vou ver se alguém adota ele, mas só vou dar no dia que tiver que viajar de novo.
- E se você se apegar? - ele riu.
- Eu fujo com ele.
- Com ele? - arqueou uma sobrancelha.
- Uhum. Se tu quiser vir com a gente também... - dei de ombros e nós rimos.




Thata que comentou no capítulo anterior, eu adorei seu comentário, muito obrigada.
Você soube expor sua opinião direitinho, mostrou o lado bom e o lado "ruim", antes eu contava muitos detalhes - pra quem não sabe, eu tive uma fic antes dessa mas a excluí - , eu particularmente não gosto de tudo suuuuper explicado mas vou tentar ok? E você pode me mostrar onde ficou perdida, sem saber de quem era a narrativa? Eu sabendo especificamente o que foi, fica mais fácil de consertar.

Gente, eu tava sem internet no pc esses dias, tá rolando uns probleminhas aqui em casa mas enfim, desculpa por não ter postado antes e nem ter aparecido pra falar pra vocês tá bom?
Postei dois capítulos pra compensar a demora. Sorry ;x
Beijocas!

E, como a Bruna pediu, indicando:  http://luansantanaimagine.blogspot.com.br , http://webpravclembrardemim.blogspot.com.br  , http://natorredeamor.blogspot.com.br , http://fanficsovejovoce.blogspot.com.br , 

Capítulo 34.

" Calma, a sua insegurança não te leva a nada. "


Os dias na chácara, eram sempre maravilhosos. Só eu e ele. Era tudo muito calmo, e por incrível que pareça, pra mim essa parte não era tão legal.
- Diz que cê tem medo do porquinho.
- Não é medo. Eu só não gosto.
- Deixa de ser medrosa, muié.

Já estávamos voltando, quase em casa pra falar a verdade.
- Tu vai lá pra casa?
- Amanhã de manhã cê vai embora? - ele apertou minha mão.
- É.
- Eu só vou mais tarde. - suspirei.
- Fica com a sua mãe hoje, daqui a pouco ela diz que eu roubei o filho dela.
- Mas eu queria ficar com você.
- A gente tava junto, Rafael. Fica com ela, e se tu quiser vai dormir lá em casa.
- Com você?
- Pode ser. - dei de ombros e ele sorriu.
- Cê quer sair hoje?
- Não... Vou ficar de boa em casa. Mas se quiser sair, pode ir tá?
- Tá, eu acho que não, mas se eu for sair eu te aviso.
- Não precisa avisar.
- Mas eu vou avisar.
- Tá, coisa chata.
- Cala essa boca. - me beijou.
...

- Ô Manheeê, cheguei.
- Pensava que tinha me deixado.
- Sem drama, please. - a abracei.
- Tá com fome?
- Uhum.
- O almoço acabou de sair.
- Oba!

Almoçamos juntas, ficamos juntas o dia todo, a Kamila tava com o Gui no apê. Ela também tava de folga, mas mesmo assim ficava vendo as coisas dos shows e tals.
Fiz uma twittcam depois do jantar e fiquei esperando o Luan, ficou tarde e ele não chegava, e eu tinha que ir dormir.
Aposto que ele saiu e nem me avisou. Cachorro.
- Não vai esperar ele, filha?
- Não. Tenho que dormir.
- Liga pra ele.
- Eu não, pra ele pensar que eu to atrás dele? Jamais.
- Então boa noite, meu amor.
- Boa noite, mãe. - beijei seu rosto - Até amanhã.
- Até.
Ela assistia um programa de culinária, uma mulher batia num frango com um martelo. Sei não viu, ri negando com a cabeça e subi pro meu quarto.
Escovei os dentes e depois me atirei na cama. Dormi rápido.

Na manhã seguinte...

- Ine, amor tá na hora de acordar.
- Luan, vai tomar no seu cu. - coloquei o travesseiro no rosto.
- O que foi?
- O que foi? O que foi? - levantei bruscamente o fazendo cair da cama - Não venha com "o que foi" não, você sabe muito bem o que foi.
- Eu não to entendendo, Ine. - ele levantou.
- Tu falou que não ia sair e eu fiquei aqui te esperando, af, que besta eu sou.
- Mas eu não saí. - ele riu - Eu capotei na cama.
- Mentira.
- Pergunta a Mãe procê ver. - cruzei os braços.
- E se você pediu pra ela dizer que você tava em casa? Hein? Hein?
- Deixa de ser besta. - ele deitou por cima de mim.
- E agora ainda quer me matar esmagada né? Pra poder ficar com as piriguetes.
- Cala essa boca. - falou rindo - Eu só quero você.
- Eu não acredito. E agora sai daqui, eu tenho que me arrumar.
- Eu vou com você pro banheiro.
- Não vai. -  ele gargalhou e eu fui tomar banho.
Minha roupa estava separada, a vesti.Um vestido rosa bem clarinho, marcado na cintura. Calcei minhas sandálias de dedo mesmo e penteei os cabelos.
Saindo do closet, o vi entrando com uma bandeja na mão.
- Cê ainda não comeu né?
- Não.
- Senta aqui, foi eu que fiz pra você. Desculpa, tá? - ele deixou a bandeja na cama e se aproximou de mim receoso.
- Tá. - ri e o chamei com as mãos.
- Eu pensava que cê ia me bater. - ele me abraçou, fiquei na ponta dos pés.
- Bem que tu tá merecendo mesmo. Mas eu acordei boazinha hoje.
- Graças a Deus. - rimos.
- Retardado.
- É a Ine. - ele riu e selou nossos lábios.
- O que foi que tu fez pra eu comer?
- Tem cereal com leite, pão com queijo e suco de laranja.
- Isso tudo pra mim?
- Se cê não aguentar, eu como. - gargalhei.
- Mas olha, que gordo.
- Não pode é estragar comida, certo?
- Certo! - o beijei demoradamente.
- É melhor cê vim comer logo. Se não, eu não deixo você sair mais desse quarto. - ri e sentamos na cama pra comer.

Ele foi me levar no aeroporto, maluco.
Ficou comigo na pista esperando o jatinho ficar pronto - é, a Kamila achou melhor comprar um jatinho, ihuu - Não tinha fãs no aero porque a gente havia adiantado a viagem, e estava chegando o final do ano, era época de provas e eu não quero ninguém matando aula ou repetindo o ano porque veio me ver, já falei e na maioria das vezes eles respeitam.
- Vamo, Daphine? - o Gui chamou.
- Já vou. Tchau Luan. - ele me puxou pela mão.
- E é assim é?
- É.
- Não. - ele apertou meu nariz e eu ri.
- Ó, tem gente ali, e tão tirando foto da gente. - ele riu e nos beijamos.
- Me dá outro beijo pra eles verem? Vai que a câmera não pegou direito?
- Você é besta. - gargalhei.
- Vai, por favor? - dei um selinho nele.
- Agora tchau.
- Tchau. - ele juntou nossos lábios outra vez - E quando chegar lá, me liga tá?
- Se eu lembrar, quem sabe né? - nos abraçamos, acenei pra ele e fomos embora.
Antes de decolarmos, postei uma foto no Instagram.



" Ceilândia DF , to chegando ♥ "

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Capítulo 33.

" Então o desejo de amar incendeia meu peito. Não consigo esperar, não tem outro jeito. "


* DAPHINE NARRANDO *

No outro dia, fomos comer na casa da Dona Marizete já que a Cléo pediu folga e a Mãe saiu não sei pra onde.
Voltamos pra minha casa só de noite, ele iria dormir comigo.

- Luan, vai querer sair hoje?
- Quando eu terminar isso aqui.
- Não Kamila, a gente não vai... Essa criatura tá jogando vídeo game. Tá bom... Beijo, tchau.
No momento já estamos de pijama, pois é. Eu largada no sofá e ele no chão.
Animação nível super. Só que não.
Ele tava empacado há quase mil anos na mesma fase.
- Ah não.
- Mano, tu é burro demais. Me dá isso aqui. - peguei o controle.
- Ou, devolve.
- Não. Cala a boca que eu não aguento mais.
- Como se cê fosse saber. - debochou.
- Tem que ler os troço, e tu não tava lendo, idiota!
- Eu sei, já joguei isso antes tá, coisa chata!
- É? Não parece. Cala a boca.
- Cala a boca você. - reiniciei.
- Porque fizesse isso se eu já tava lá?
- Ia passar sem a chave como, inteligência pura?
- Eu tenho uma chave...
- Você tem a chave daquela porta, dessa não... - fui fazendo as coisas, ele só olhava - Tu não entrou aqui, pra lutar com esse cara e pegar a outra chave.
- Tá, tá dona Esperta. Agora me dá o controle.
- Deixa eu terminar o jogo.
- Não, quem tava jogando era eu.
- "tava jogando" passado, agora quem está jogando sou eu.
- Cê é mó chata hein. - cruzou os braços.
Continuei jogando até faltar energia, por causa da falta d'água, às vezes falta energia.
- E agora?
- E agora o que?
- Eu não quero ficar aqui. - tateei até o sofá e subi.
- Vem aqui, sua chata. - encontrei a mão dele que me puxou de encontro aos seus braços.
- Eu não to com medo. - murmurei pra mim mesma.
- Ah tá sim. - ele riu.
- Cala a boca. ...Será que ainda vai demorar pra voltar?
- Eu não sei. Tem que desligar as tomadas, pra não queimar as coisas.
- Onde você vai? Não me deixa aqui.
- Vou procurar e desligar, espera, eu não demoro.
- Não Luan, fica. - ele saiu com o flash do celular servindo de lanterna.
Quando ele voltou, sugeri que fossemos dormir, embora ainda estivesse cedo é melhor do que ficar aqui no frio e no escuro.
- Cê tá descalça?
- To, deixei minhas pantufas no quarto.
- Então eu vou te pegar no colo, o chão tá frio, vai que cê pega uma gripe? - ri pela sua preocupação.
Peguei o celular nos guiando, e ele subiu comigo no colo. Fiquei com um puta medo de rolar da escada mas ok, a sensação de estar protegida com e por ele, eram maiores que qualquer medo.
- Vai ficar aqui né? - perguntei.
- Vou ou cê quer que vá pro meu quarto?
- Não... Mas é que se tu quiser ir, pode ir. - ele riu.
- Eu vou ficar com você. - me aconcheguei em seu corpo quente - Ainda tá com frio?
- Não. - bocejei.
- Já deu sono, muié?
- Não tem nada pra fazer.
- Cê que pensa.
- O que você tá querendo dizer?
- A gente pode esquentar as coisas. - sua mão apertou um pouco minha cintura.
- Pode é?
- Se você quiser, a gente pode.
- Então me dá um beijo. - pedi.

No começo foi até engraçado, pelo fato de estar escuro. Mas parece que já conhecemos cada pedacinho do outro, e não duvido nada que seja verdade.

Ele estocava com "carinho", eu já estava quase lá.
- Luan.
- Que foi, meu amor?
- Eu vou...
- Eu também, só mais um pouco.
- Vai. - gemi.
- Ahh, como você é gostosa, Ine. - senti minha vagina se contrair o apertando, e gozei.
- Oh Deus. - suspirei, e logo senti seu jato de esperma me invadir.
- Você é a melhor. - o beijei.
Continuamos assim por um longo tempo, controlando as respirações. Ele saiu de dentro de mim e deitou ao meu lado, me abraçando, começou a fazer carinho no meu cabelo.
- A gente esqueceu de usar.
- E agora?
- Eu tomo pílula.
- Sabe que eu to com vontade de esconder essas suas pílulas.
- Tá maluco? - bati em seu peito.
- Ai... Um filho nosso ia ser a coisa mais linda do mundo.
- N.ã.o.
- Vai dizer que ele ia ser feio?
- Não, seria lindo mesmo. Mas não quero filho com você. Esqueceu que tudo isso não passa de um contr - seus lábios me calaram com pressa.
- Não repete mais isso. Nunca mais. - podia sentir seu olhar em mim, mesmo naquele bréu.
- Desculpa... - me abraçou mais forte.
Ele nos cobriu e nós dormimos, de manhã tomamos banho juntos.
Arrumei minhas coisas e fomos pra casa dele, íamos para a chácara, e ele ainda nem tinha arrumado as coisas dele.




Primeiramente quero fazer a indicação de duas fics, é só clicar no nome:
"O meu caminho é você." , da Jeane.
"Foi Deus que te mandou pra mim..." , da Sté, mas a gente escreve meio que juntas kkkkk
Leiam mas não me abandonem ok? Fico grata u.u

E Bru, esse é o jeito da Daphine, mas vou tentar maneirar
já que também adoro xingar o Luan hauhauahua

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Capítulo 32.

" Não tente entender eu não vou explicar, o amor chega assim sem avisar. "


* LUAN NARRANDO *

Três meses depois...


Se eu não me engano, fizemos oito meses de namoro e eu não consigo acreditar que aquela garota insuportavelmente chata pudesse me fazer tão feliz, sim, eu estou completamente apaixonado. Agora convivemos sem muitas ameaças de morte, ela até já fala que sente saudades de mim. Quando ela voltou a fazer seus shows, ficou bem ruim pra gente se ver, eram poucas vezes e pouco tempo, já nos encontramos muita vezes no aeroporto.
E essa última vez foi um pouco engraçado, ela estava indo e eu chegando. Saiu até matérias em alguns sites.

" Em meio às viagens para os shows que separam um dos casais mais amados do mundo teen, Luan Santana e Daphine, se encontraram no aeroporto de Congonhas (SP).
A Bela ao ver o amado, correu saltitante em sua direção.
"Pareceu até cena de filme. - risos - Eles fazem um casal muito bonito.", disse uma Senhora que presenciou a cena.

Mas eles se separaram outra vez, Daphine viajou para o Sul onde fará shows. Já Luan, voltava de um show em Sergipe."


- Ine, quando cê vem pra casa?

- Amanhã.

- Eu to com tanta saudade de você.

- Eu também to com saudade, pois é... - ri.
- Eu vou te buscar tá?

- Não precisa, bocó.
- Eu vou do mesmo jeito.
- Onde que você tá?
- To no seu quarto, sentindo seu cheirinho.

- Na minha cama? Que folgado. - ri e ela também - Agora eu vou dormir tá?
- Boa noite, Ine.

- Boa noite, Luan.

- Te amo... - ela demorou um pouco pra responder, e riu.
- Beijo. - ela deu seu famoso estalinho, o que sempre me fazia rir.


- Ei... Baleia... - senti suas mãos fazendo carinho no meu rosto, tão bom que pareceu até sonho.
- Ine?
- Cheguei. - ela disse e eu abri os olhos. A puxei fazendo ela cair em cima de mim.
- Ai seu Gordo.
- Desculpa, amor mas eu to morrendo de saudade.
- Eu também tava com saudade. - fez bico e tive que beijá-la.
- E se a gente fosse pro nosso cantinho?
- Eu to com essa semana de folga. - apertou meu nariz - Mas eu queria descansar um pouco, não consegui dormir vindo pra cá.
- Eu vou ninar você. - ela assentiu e colocou o rosto no meu peito, e a perna sobre a minha, comecei a fazer carinho em seus cabelos.
- Isso é tão bom.
- Eu sei, amor. - ela sorriu.
Pouco tempo depois ela dormiu, estava mesmo cansada.
Gosto de olhar ela dormindo, fico pensando o que fez eu me encantar por ela... Deve ser a história que os opostos se atraem.

- Bora acordar, sua doida? Tá na hora. - beijava seu rosto.
- Não quero. - fez manha.
- Levanta, sua Mãe tá chamando pra comer.
- Tá... Eu dormi muito?
- Uhum. - ri - Boa noite.
- Boa. - esticou os braços.
- Cê quer viajar comigo?
- Mas a gente já não vai pra chácara?
- Viajar comigo, tipo, pra longe.
- Quando?
- Quando nós dois tivermos folga outra vez.
- Pra onde?
- Onde você quiser.
- Huuuum. - selei nossos lábios.
- Cê não acha que eu mereço mais que um beijo?
- Não. - riu - Talvez depois. Talvez.
- Poxa Ine. - fiz biquinho.
- Nem venha com esse bico.
- Amoor.
- Para com isso, Rafael. - falou rindo.
- Vou te amarrar na minha cama, só vai fazer amor comigo. - cantarolei e ela gargalhou.
- Você não presta.
- E mesmo assim cê gosta.
- Gosto. - me puxou pela camisa.
- Vai me beijar, safadinha?
- Não, você vai me beijar. - mordeu meu lábio inferior.
- Ine, não me provoca.
- Só uns beijos...
- Onde eu quiser. - puxei seu cabelo a fazendo arquear as costas.
- Aí não. Tu sabe que eu não gosto.
- Mas eu gosto.
- Ah é? - me "atacou" com um beijo e uma quase mordida no pescoço.
- Vampira. - deu um sorrisinho.
- Eu vou te morder todinho.
- Nossa, e eu vou gostar demais viu?
- Tá, mas agora nós vamos descer pra comer.
- Eu prefiro comer aqui mesmo.
- Aqui é a sobremesa. - piscou.
- Ai mulher.
- Vem, besta, vamo descer.
- Tenho escolha?
- Não.
- Então, bora.





Capítulo dedicado à Jeane pq ela finalmente voltou, depois de mil anos ♡
Me contem o que acharam do capítulo combinado?
Beijocas!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Capítulo 31.


" Sei que também consegue sentir tudo o que está dentro de mim. "


- Que milagre é esse que ele não tá aqui?
Havia acabado de chegar, um mês e meio sem vir em casa.
Estava comendo bolo de limão com a Mãe, enquanto assistíamos um filme de desenho.
- Ele tá na casa dele, filha. Cê não sabe?
- O que?
- Ele passou mal no show ontem, foi até pro hospital.
- Hãn? Eu vou lá ver ele.
- Termina de comer.
- Depois, mãe. Te amo. Beijo e tchau. - peguei meu celular e a chave do carro, fui pra casa dele.
- Oi querida.
- Oi Mari, ele tá melhor?
- Mais ou menos. Entra. - deu espaço para que eu entrasse, assenti e entrei - Ele tá no quarto, quer ir lá?
- Quero.
- Qualquer coisa estou aqui.
- Obrigada Mari. - ela sorriu e eu fui até o quarto dele.
Abri a porta devagar, ele dormia, sua expressão era calma e ele tava com cara de doente mesmo.
Tive a liberdade de deitar ao seu lado, seu corpo estava mais quente que o normal, febril, depois de um tempo ele começou a suar, sinal que a febre estava saindo.
- Que bom que você veio.
- Por que não disse que tava doente, viado? - riu baixinho.
- Eu to bem.
- Tá, tá. Tá bem uma porra.
- Eu não queria que cê ficasse preocupada. - ele sussurrava.
- Agora já é tarde.
- Fica aqui comigo? Até eu ficar bom?
- Fico. - alisei seu rosto.
- Ine?
- Oi.
- Cê gosta de mim ou só me aguenta?
- Para de falar, cê tem que descansar.
- Não né?
- Claro que eu gosto de você, se não porque estaria aqui?
- Então cê me ama?
- Aí eu já acho que tu tá delirando. - ri - Cala a boca, fica quietinho, eu to aqui.
- Mas eu... Eu amo você. - arregalei os olhos.
- Ah. - foi tudo que consegui dizer.
Ele se aconchegou mais ao meu corpo, descansando sua cabeça em meu colo - não colo de sentar, colo de peito mesmo - , fiz carinho em seus cabelos até que ele dormisse novamente.
Sem nada pra fazer, e ainda cansada pela viagem, acabei dormindo ali.

- Ei pequena, cê tá toda torta aí. Se ajeita.
- Não, tá bom. - falei de olhos fechados. Senti seus braços me pegando - Tu não pode fazer esforço, coisa burra. Me deixa assim, deita aqui, logo.
- Que chata.
- Quem tá cuidando de você sou eu. Eu mando, você obedece. - ele fez bico e deitou outra vez.
- Cê não vai pra casa né?
- Quando você ficar melhor.
- E se demorar?
- Eu sei que não vai. - ele levantou a cabeça para me olhar e sorriu.
- Brigado tá?
- Que brigado o que, é cem reais cada hora. - ele soltou uma risada e eu o beijei.
- Posso pagar depois?
- Dá a chave da Ferrari?
- Quê? Não oou.
- Nossa, que chato. - cruzei os braços.
- Deixo cê dirigir o Jabuticaba.
- Não quero. - fiz drama - Aí eu chego em casa super cansada, fico sabendo que meu namorado passou mal, largo tudo e nem durmo pra vir cuidar dele, e ele não deixa nem eu dirigir o carro dele.
- Sério? Cê fez tudo isso?
- Fiz né.
- Então minha namorada tá merecendo até uma coisa melhor.
- Melhor que uma Ferrari? Duas! Vai comprar uma pra mim? - ele gargalhou gostoso.
- Não é isso não muié, aí eu vou falir.
- Vai nada. Então o que é?
- Um jantar, pode comer o que quiser e eu pago.
- Quem só pensa em comer é você ouu, por isso tem esse bucho aí.
- Que bucho o que.
- E essas teta caída.
- Para, eu vou ficar com vergonha. - gargalhei.
- Eu paro tá? Só por hoje.
- Será que eu ter que ficar doente todo dia pra ter sua atenção?
- Dra-má-ti-co. Mentira isso hein.
- Você nem gosta de mim. - ele fez beicinho.
- Cala a boca. - nos beijamos, antes de nos separarmos ele me deu uma mordida.
- Tava com saudade de você.
- Só não precisava me morder né. - ele riu e selou nossos lábios.
- Desculpa.
- Eu acho que tu tá melhor, tá com fogo já.
- Isso é ocê que faz.
- Eu?
- É.
- Posso ir pra casa agora.
- Naão. Fica comigo, você falou que ia ficar.
- Mas você já tá melhor.
- To não ó. - ele fingiu uma tosse e eu bati em seu braço.
- Não tenta mentir pra mim, cabeçudo.
- Mas fica vai? Que hora que é?
- Deixa eu ver. - me estiquei pra pegar o celular - Meu Deus, onze e trinta e nove.
- Tá tarde, não vou deixar minha namorada sair sozinha essa hora. Dorme aqui comigo.
- Eu to de carro.
- Mesmo assim. Vai ficar.
- Chatoo. - fiz bico.
- Chato mesmo. Agora dá um beijo.
- Não.
- Então eu roubo, simples assim. - disse e fez.
- Cê tem que parar com isso. - apertei o nariz dele.
- Beijo roubado é mais gostoso.
- Eu não acho. Bom é beijo com carinho e pegada ao mesmo tempo.
- Tipo esse? - ele me surpreendeu com um beijo, uma de suas mãos apertava minha cintura enquanto a outra fazia carinho na minha nuca, rapidamente cedi passagem pra sua língua, puxei seus cabelos e ele riu mas não separamos o beijo.
- Oh, desculpa. - sua Mãe cobriu os olhos - Eu não bati pois pensei que ainda estavam dormindo.
- Tudo bem, Mari. - sorri sincera.
- Vejo que já ficou bom né, filho? - ela riu.
- Também acho.
- Ainda to um pouquinho dodói. - ele disse forçado.
- Tá nada. - ela riu negando com a cabeça - Agora venham comer, passaram o dia todo sem comer, não pode.
- Ah que bom, Mari! Eu já tava com fome mesmo. - falei fazendo os dois rirem.




Tenho uma má notícia, gente:
Vou ficar sem internet por tempo indeterminado, eu não quero ter que parar a fic mas realmente eu não sei o que fazer... Mas vou tentar dar um jeito, então, ainda não precisam ficar preocupadas ok?
Comentários, elogios, críticas... Fiquem a vontade.

xoxo, docinhos ♥

sábado, 20 de setembro de 2014

Capítulo 30.

" Ele é meu, eu sou dele e sempre queremos mais. "


Um mês depois...


- Você vai sim.
- Não vou não.
- Vai sim, Daphine.
- Para! Eu não vou.
- Eu tenho que ir, e sem você eu não vou.
- Luan, se ferra. Eu já falei que não vou.
- Você tem que ir.
- Chaaato.
- Ine, entende: eu gravei com eles, eles vão estar aqui e eu quero prestigiar meus parceiros.
- RÁ! Você quer prestigiar seus parceiros, não sou obrigada.
- Continuando. Você é minha namorada, e os namorados sempre andam juntos. Então você vai.
- Não são todos não. - cruzei os braços.
- Não quero saber.
- Nem eu. Não vou, fim.
- Ah cê vai sim. - me colocou nos ombros e soltei um grito estridente - Vai me deixar surdo, sua maluca. Agora vai tomar banho e fica bem bonita.
- Naaão! Me solta Luan. - me debatia e batia na bunda dele - Eu vou lhe beliscar viu.
- Vai nada.
- Se você me derrubar, eu te mato.
- Cala a boca. - ele subia a escada comigo nos ombros.
Mas que inferno. Eu não quero ir no show do Munhoz e Mariano, se ele tivesse falado antes eu podia até pensar mas ele chegou aqui quatro horas antes já "mandando" eu me arrumar pra ir com ele, nem perguntou se eu podia ou queria ir.
Eu ainda estava cansada, tinha chegado de uma semana e meia de shows, longe de casa. E ele também não era diferente, só que tinha descansado bem pois tinha chegado mais cedo. Olha a injustiça aí, brasil.
- Eu não vou tomar banho la la la.
- Birrinha típica de criança mimada. - mostrei o dedo do meio pra ele - Olha, malcriada eu te bato viu.
- Bate nada. - deitei me cobrindo com o edredom.
- Ine, por favor? Eu não peço mais nada essa semana.
- Começamos a conversar agora.
- Vai? Eu juro que tento te deixar em paz. - falou entre selinhos e o puxei para um beijo de verdade.
- Eu vou tá? Tu implorou muito, deu pena.
- Olha que nojenta. - rimos e nos beijamos outra vez.
- Vem, vamo tomar banho.
- Opa, só se for agora. - me abraçou por trás e fomos pro banheiro.
- Só banho, Rafael. Sem gracinhas. Se se comportar direitinho lá, vai ter mais tarde.
- Eu aguento esperar?
- Aguenta. - dei um tapinha em seu rosto.

Tomamos um banho demorado, ainda bem que tinha tempo de sobra.
Mas não rolou nada além de carícias, ele tem que enfiar nesse cabeção que eu não gosto de rapidinhas, então nunca vai rolar nada no banheiro.
- Vai com essa roupinha curta, Daphine? Não.
- Vai começar, Luan Rafael? Ou eu vou com essa ou não vou mais. Tu escolhe.
- Chatinha viu. Vai com essa Daphine, vai.
- Quem manda aqui sou eu tá vendo, namorado?
- Manda, manda nada. Se arruma logo aí. - deu um tapa na minha bunda.
- Ai cachorro. - ele havia mordido meu ombro.
- Tá cheirosa hein, cachorra.
- Não me chama de cachorra, seu fedorento.
- Cheira aqui pra ver se tá fedendo, duvido. - me virou rápido colando nossos corpos, ele abaixou um pouco porque né - Vai cheira.
- Hum tá certo. - cheirei o pescoço dele e é, é mesmo, ele pode ser qualquer coisa, menos fedido.
- To cheiroso? - disse roçando nossos rostos.
- Muito. - mordi os lábios.
- Sabia que eu to com vontade de tirar toda sua roupa.
- A gente vai pro show, seu bocó. Quem inventou isso foi você, perdeu neném. - pisquei o empurrando.
- Não acredito. - ri.
Terminamos de nos arrumar e esperamos o Rober chegar com o Well.

O show era bem animado, e eu adorei a "dança" do Mariano, falei que era um tesão e o Luan ficou enciumado.
A música que eles cantaram chama 'Longe daqui', eu adorei e até lembrei dos dias que passamos na chácara.



- Olha, é bem mais bonita pessoalmente. - o Mariano disse beijando minha mão e eu ri.
- É linda, e minha.
- Tá certo parceiro, tem que cuidar mesmo. - o Munhoz disse me fazendo rir.
- Eu adorei o show, e você dança muito bem viu.
- Ah que bom que gostou, e a Moça dança?
- Esse estilo, danço pouco, quase nada.
- Eu te ensino. Com todo respeito, viu Luan?
- Eu acho melhor não.
- Eu também. - o Luan disse e eu e o Munhoz rimos.
Eles falaram mais umas coisas, tiramos uma foto com eles e saímos direto pra casa.
Entramos no carro e o Luan tava de cara amarrada.
- Que que você tem hein porra?
- Nada.
- Não venha com "nada" não, fale logo.
- Eu não gostei, você flertando com o outro lá. - gargalhei.
- Deixa de ser idiota.
- Ele tá amando, patroa.
- Você está se equivocando, Roberval. E ele está sendo chato. - o olhei feio.
- Chata é você.
- É amor demais da conta.
- Cala a boca. - dissemos juntos.
- Eu quero ser o padrinho desse casamento viu.
- Que casamento o que, seu Testudo, tu sabe que a gente não namora de verdade.
- Vocês brigam, vivem juntos, brigam, ficam se agarrando pelos cantos, ninguém sabe o que acontece quando vocês estão sós, brigam mais, se provocam, sentem falta quando estão longe um do outro. É um relacionamento real.
- Ah para. - reclamei.
- Vocês que não querem enxergar isso.
- Nós só somos talvez, amigos, aprendemos a conviver com o outro sem tentar se matar. Fim.
- É amor, Daphine, amor. Ele só dá apelidos à quem ele gosta.
- Que besteira.
- Então tá, mas porque vocês não soltam essas mãos, hum? - olhamos para nossas mãos entrelaçadas.
- É o costume de ter que ficar assim. - o Luan disse e as soltamos.
- Quantas desculpas. - negou com a cabeça. O Well não falou nada, só prestou atenção no trânsito.
- Ah Rober, para de pilha.
- Vocês ainda vão me dar razão.




E aêe, brasil sil sil ♥
Olhem só, achei eu e minha amiga na foto que tá no fb do Luan jhgcfhgdsajhf  SOCORRO.



Só postei dois dias seguidos pq estava em falta com vocês, agora não estou mais u.u
Agora sejam boazinhas e me digam o que acharam do capítulo, tá bom?

xoxo, docinhos !

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Capítulo 29.

" Como cortar pela raiz se já deu flor? "


- To orgulhoso de você.
- Obrigada. - sorri.
- É muito bonito você e os seus fãs.
- Você com os seus também. - sentamos no sofá - Uma das melhores coisas da minha vida. Sabe que eu achei que eles não ficariam comigo até agora?
- Quem ama de verdade não abandona. - ele disse e instintivamente nos aproximamos.
- Tem mais gente querendo te ver, Mocelin. - o Guilherme entrou nos assustando - Hmmm, desculpa aí. Posso deixar entrar?
- Pode. - falei levantando e me olhando no espelho.
- Dadá!
- Tchucoo. - ele me girou no ar e sorrimos.
- Arrasou lá em cima, orgulho de você. - apertou meu nariz.
- Aeê Daphine. - fui esmagada pelo Paulo e o Caíque.
- Ai, ai. - ri e eles me soltaram.
- Lacrou o cu das inimigas, mulher! - o Caíque disse e nós rimos - Parabéns.
- Quero ver você voando alto. - o Paulo disse lembrando o que eu havia lhes falado e o Nath me abraçou de lado, beijando minha bochecha. Ai Nathan.
- Essa criança está carente. - o Caíque o zoou.
- Percebe-se. - o Luan disse entediado e nós rimos.
- Vão colar com a gente numa baladinha pra comemorar?
- Já é.
- Vamo Luan?
- Vamo. - deu de ombros.
- Nossa cadê a Bruna? A Mãe, a Kami, a Lia e o povo todo que nem vieram aqui. - cruzei os braços fazendo bico e eles riram.
  O Alessandro veio falar comigo, me parabenizou e até me deu um abraço, o que surpreendeu.
Depois do show fomos pra casa, onde a Mãe junto com a Marizete e a dona Estela organizaram uma festinha, curtimos lá até umas dez horas da noite, eu ainda estava eufórica, depois fomos pra uma balada.
Quando chegamos em casa estava quase amanhecendo, eu tava um trapo de cansada.
Tomei um banho morno pra relaxar e dormi feito pedra, com o vesguinho ao meu lado, claro. Ô grude.

- Acorda, coisa chata. - o empurrei pro lado - Sai de cima de mim.
- Cala a boca, Ine que coisa. Eu to com sono. - ele jogou o braço no meu rosto.
- Ai. Seu idiota.
- Shhh, shh. - colocou a mão na minha boca.
- Luan. - grunhi.
- Amor, fica quietinha vai? Por favor.
- Mas eu quero levantar.
- Fica aqui comigo?
- Só um pouquinho? - propus.
- Só um pouquinho. - concordou e colocou a perna sobre mim de novo.
- Rafael, você tá me esmagando.
- Você tá chata.
- Me conta uma coisa que eu não sei. - ele gargalhou.
- Agora eu perdi o sono.
- Então vamo levantar.
- Naaão.
- Tu que é um chato sabia? Que carrapato do caralho.
- Você me magoou sabia? - ele me olhou sério, o encarei com uma sobrancelha arqueada e ele caiu na risada.
- Af, eu pensei que tu tava falando sério. - cruzei os braços.
- Owwn, que fofinha, minha namorada. - ele me beijou - Já sabe quando que vai ser o próximo show?
- A Kami tá vendo... Cê viu que o Alessandro me abraçou?
- Vi. Ele gosta de você.
- Não parece.
- Vai ver é o jeito dele, ele gosta de um jeito diferente. - deu de ombros.
- Vai ver é né... - ri - Eu tava precisando tanto, senti muita saudade dos palcos, da gritaria, o pessoal da banda...
- Eu imagino. - sorriu e acariciou meu rosto com o polegar - É cansativo mas vale a pena, que nem você.
- Que nem eu?
- É uai. Aguentar tuas chatices cansa demais, mas vale a pena. - dei um tapa nele enquanto o besta ria.
- Você é bem mais chato que eu, não sei como a Mari te aguenta. Não, até sei, ela é Mãe né, é obrigada a aguentar.
- Não Ine, falando sério, quando Deus tava te fazendo foi mais ou menos assim: beleza, pode colocar muito porque essa aí vai ser de parar o trânsito. Talento, coloca muito, além de bonita ela vai ser inteligente. Aí ele foi colocando suas qualidades, colocou os defeitos, e o último era a chatice. Quando ele foi pegar o pote, um anjinho entrou voando, aí ele escorregou e derrubou o estoque todo de chatice em você. Eita, foi chatice demais! Agora já era.
- Ahhh cachorro. - gargalhei - I-di-o-ta!
- Cha-ta!
- Não sou não. - o beijei.
Depois ficamos abraçados, bem quietinhos. Ele fazia carinho no meu cabelo, fechei os olhos.
- Amor?
- Hum?
- Só queria saber se cê tava dormindo. - ele riu.
- E me chamou de amor porquê?
- Não pode?
- É que... Ah, para.
- Não paro nada. Eu chamo do que eu quiser, cê é minha Ine.
- Sua?
- Minha e minha. - me apertou.
- Não e não. Eu sou de ninguém.
- Cala a boca que você é minha e acabou a história.
- Tu é muito mandão. Dá vontade de bater na tua cara.
- Que violência, Ine.
- Você não viu nada.
- Dá aqui um beijo vai?
- E se eu não quiser?
- Eu acho impossível alguém não querer me beijar.
- Cê é muito convencido mesmo. - gargalhei.
- Você não viu nada. - ele me imitou e nós rimos.






ONTEM SÓ NÃO FOI MAIS PERFEITO PQ NÃO EXMAGUEI O CANTOR, eu acho que ainda to sonhando ♥ ♥
Esqueci completamente que tinha que postar antes de sair, desculpa gente, de verdade.
Espero que tenham gostado do capítulo, tá bonitinho vai? Kkkkkkk

xoxo, Docinhos !

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Capítulo 28.

" Nunca foi do tipo de se apaixonar, dessa vez vai se entregar. "


Ia começar a contagem regressiva pra entrar no palco, eu estava meio trêmula e muito nervosa.
- E se eu fizer alguma coisa errada?
- Você não vai. - o Caíque disse.
- Ai gente.
- Calma Daphine, até parece que é a primeira vez.
- É a primeira vez outra vez, Gui.
- Fica tranquila, Dinda.
- Tu nasceu pra isso, o palco é o teu lugar, Dadá. - o Paulo me abraçou - Boa sorte.
- Ai Nath, obrigado. Obrigado vocês todos. - os quatro me abraçaram.
- Tá pronta? - a Kami voltou do camarim.
- Pronta. - assenti enquanto bebia a água que ela me trouxe.
- Manda um beijo pra mim tá? - o Caíque disse e eu ri, a Mãe me abraçou outra vez e fui até meu lugar atrás do palco.

Fiz um exercício de respiração, os gritos ficaram mais altos. Contei com eles mentalmente, e quando finalmente a cortina caiu me deu uma imensa vontade de chorar.
- Vamo botar pra quebrar agora!? - falei, o Sandro contou o tempo e entramos com tudo.

Ao fim da oitava música, um lindo coral de "Daphine, eu te amo" tomou conta da Eazy.
- Eu que amo vocês, amo muito. Obrigada, mil vezes obrigada. - e então eu chorei.
- Ei, não chora. - a Tainá me abraçou - Eles querem te ver sorrindo.
- Ai Tai. - ela secou minhas lágrimas e pediu que fizessem barulho - Obrigada.
- Nada. - piscou e voltou pro lugar dela.
- Desculpa, gente mas já passou. - sorri - Agora, eu queria chamar aqui três moleques chatos pra caramba que gostam de voar, alguém conhece? - gritaria - FLY!
- Eeei. - eles entraram e nós nos abraçamos.
- Vamo de quê? Passo mal.
- Passo mal né. - o Paulo assentiu rindo, avá que foi surpresa, nós ensaiamos com a banda várias vezes kakaka.
- Bem que me disseram pra eu não insistir - o Caíque começou.
"ela não é seu tipo, é melhor você fugir"
Sempre me disseram que não vai rolar
Mas eu topo me arriscar
- Tem alguma coisa no seu jeito, me deixa sem ar. - cantei.
- Quando ela passa o mundo para, gira devagar
Nunca fui do tipo de me apaixonar
Dessa eu vez eu vou tentar.
- o Nath cantou e piscou pra mim, eu ri.
- Porque ela é mesmo tudo, tudo que eu quero
E quando ela passa, passa, eu passo mal
Alguma coisa no seu jeito me enlouquece
Com ela é sempre.
- cantamos juntos ( 2x ),
uma das coisas mais legais da música são os assovios...
- Porque eu sou mesmo tudo, tudo que ela quer
Eu sei que quando eu passo ela passa mal
Alguma no meu jeito te enlouquece
Comigo é sempre.
- enquanto o Paulo cantava, eu olhei
pro lado do palco e ele estava lá, sorrindo pra mim.
- Uôôô, uôôô.
- fizemos juntos, acabamos com uma pose bolada e rimos.

Eles saíram do palco depois de mais um abraço apertado.
Fiz um dueto de Pais e Filhos, do Legião, com o Guilherme. Meu advogado que canta.

Depois do show, teria atendimento no m&g. Mais presentes, mais choros e sorrisos, mais abraços...
- Ei, sua Doida. - sorriu vindo me abraçar.
- Eu pensava que tu não ia chegar à tempo.
- Eu também. - ele riu - Cê tava linda.
- Obrigada. - o abracei mais forte.
- Gostou do café?
- Adorei. - ri.
- E o bi
- A gente pode começar, Daphine? - a Kamila entrou o interompendo.
- Pode.
- Desculpa, Luan mas tá na hora. Vai querer ficar aqui ou prefere sair?
- Posso ficar ali no cantinho? - ele perguntou e ela riu assentindo.
A primeira menina entrou tão avoada que quase nem notou o Luan lá.
- Oh. Meu .Deus. Luan? - colocou as palmas da mão nas bochechas nos fazendo rir.
- Cê quer falar com ele? - perguntei.
- Aham. - ela ficou meio entorpecida - Pode?
- Uai claro que pode. - ele riu vindo a abraçar.

E o m&g todo foi assim, "paga um, leva dois" como brincou o retardado do Luan.





To dando bolo né? Sorry, Docinhos.
To me organizando pro show, estudando pra uma apresentação e, para uma prova que vai ter amanhã.
Quinta de manhã, antes de sair pro show eu posto outro, depois, volto postando normal ok? Espero que compreendam  = )

xoxo ♥

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Capítulo 27.

" Depois da chuva sempre vem o sol, tudo vai melhorar. "

A Eazy estava uma loucura.
- AAHHH! - cheguei gritando quando vi meus meninos "acampados" na calçada, todos comportadinhos numa fila.
- Vai descer pra falar com eles?
- Claro! - abri a porta da van e desci - Que coisa mais linda. Ai gente, eu vou chorar. Esperem que eu vou falar com todo mundo tá? - limpei o canto dos olhos e ganhei um abraço de uma menina, me abaixei a abracei mais forte.
- Não chora não.
- Vou parar de chorar tá? - ri - Como é seu nome?
- Anie.
- E você veio aqui com quem, linda?
- A minha irmã. - ela apontou uma garota sentada na filinha - Eu sei cantar as suas músicas sabia?
- É? Canta um pedaço pra eu ver? - pedi e ela assentiu.
- Eu odeio o seu sorriso
E seu jeito de falar,
Eu odeio quando você me olha
E eu dou risada sem pensar.

- Cê já sabe a música nova? - fiz cosquinhas em sua barriga e ela gargalhou.
- A Marisa escuta, aí eu sei também.
- Que esperta você. Vem comigo. - ela segurou minha mão e fomos até a irmã dela.
Fiquei muuito tempo e como prometi, falei com todos, e eu não me canso sabe? É amor, só amor. Não tem como cansar de receber carinho.
- Eu não posso colocar vocês pra dentro agora, mas vou arrumar alguma coisa por causa do sol forte em vocês falou? Tchau Anie, até lá dentro.
- Tchau. - beijei sua bochecha.
- Tchau vidas, até mais tarde.

Entramos e fui me preparar pra coletiva de imprensa que vai ter antes do show.
- Esteja preparada para responder todo tipo de pergunta ok?
- Ok.
- Respostas claras e suficientemente explicativas, para evitar brexas indesejáveis ok?
- Ok.
- E seja educada, Daphine, por favor.
- Tá Kamila. - revirei os olhos.
- Boa sorte, filha. - ganhei um beijo da Mãe.

As perguntas iniciais foram mais sobre o show, o sentimento de voltar aos palcos e pá.
- Daphine, enquanto aos seus problemas com as drogas? - um homem ao fundo da sala perguntou.
- A gente nunca sabe se pode acontecer uma recaída, fato, mas eu não quero mais isso pra mim. Ela me afastou das coisas que eu amo.
- Seu namorado, o Luan Santana, te ajudou quanto à isso? - disse uma loira com um coque alto na cabeça.
- Sim, o Luan me "ajuda" muito, assim como a Mãe, a Kamila e o Guilherme, meus Meninos, as amizades verdadeiras. O que me fez cair na real foi ver eles decepcionados comigo, não me senti nada bem, e por isso resolvi mudar.
- E o seu Pai, Alessandro, como está sua relação com ele? - hesitei por um momento, mas falei a verdade.
- Faz tempo que eu vi o Alessandro... Mas ele vai estar aqui hoje, falei com ele vindo pra cá.
- E o projeto da sua academia?
- Ah, está bem encaminhado e em boas mãos, a Lia e o Cauê são ótimos profissionais e amigos melhores ainda. - sorri.
- Você é formada, assim como a maioria de nós aqui, em jornalismo. - assenti - Já pensou em largar a vida de cantora e atuar de acordo com sua formação?
- Oh. - ri - Admiro muito o trabalho de vocês, mas não, acho que não me vejo fazendo outra coisa que não seja cantar. Talvez um blog... Ou uma biografia. - dei de ombros e a magrela riu, assentindo em agradecimento.
- Então, "não canto porque sou feliz, sou feliz porque canto" também se aplica à você?
- Ah sim, com certeza. - ri lembrando a última vez que tive aquela tatuagem sob meus dedos; nossos corpos suados e os sorrisos satisfeitos... Ai.

Foco Daphine. Foco.

- O Luan estará presente aqui hoje?
- Não sei... Ele fez show ontem em Fortaleza, talvez esteja até dormindo essa hora. - vi as horas no celular - 13:34 pm - e assenti, eles riram.





Primeiramente: faltam 6 dias ♥ , pqp %%%%

Segundamente: porque não gosta dos meninos na fic, Bru? = / sabendo do "problema" talvez posso dar um jeito, pra não mudar taanto o planejamento ok? =D
Terceiramente: já falei que tenho as leitoras mais fofas do mundo né? Então tchau amorzinhos!
 
xoxo

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Capítulo 26.

" Só o tempo pode por as coisas no lugar, pra recomeçar. "


* LUAN NARRANDO *

Passamos três dias na chácara e conheci uma Daphine diferente, uma Daphine mais risonha e brincalhona.
Gostava de passar as tardes na rede da varanda ouvindo os passarinhos cantarem, só eu, ela e a natureza...
Era uma aventura pra comer, dois burros na cozinha morrendo de fome, queimamos muitas coisas e na maioria das vezes a Eva vinha nos ajudar, se não passaríamos fome de verdade mesmo.
Tomamos banho no rio, andamos à cavalo e brincamos com a filha da Eva e do Jonas - os que cuidavam da chácara - Uma garotinha de quatro anos, a Vitória. Eu não pensei que a Ine levasse tanto jeito com criança, a Vitória era uma graça e gostava de todos os animais dali, ela tinha um porquinho, a Doida morreu de medo do porco. Até corri atrás dela com o porquinho enquanto a Vitória ria e ela gritava desesperada.


* DAPHINE NARRANDO *

 Dois meses depois... 

Acordei num pulo quando lembrei o que tinha pra hoje, meu sorriso quase não cabia na boca de tão grande.
- Humm, café na cama. - peguei um morango - Bilhetinho? Deixa eu ver.
" Desculpa por não poder estar contigo nesse dia tão importante. Sei o quanto está ansiosa e preparada pra isso, vai lá e mostra pra eles!
Eu te amo. Luan. "
- Eu te amo? Do Luan? - dei uma risada - Ah, poxa tinha esquecido.
- Bom diaaa! - a Kami entrou sorridente.
- Bom dia. - ri.
- O Luan mandou trazerem isso aqui de manhã. - disse metendo a mão nas minhas frutas e lhe dei um tapinha.
- Achei que fosse meu né.
- Ai, nossa desculpa aí.
- Deixa eu postar uma foto disso.

" Obrigada, meu vesguinho @luansantana "

- Meu vesguinho. - ela gargalhou - Então, vamos nos arrumar por que já tem gente na Eazy.
- Já?
- Já, e o Nathan disse que vai estar lá. - falou num tom um tanto malicioso - Com os meninos, claro, pra te dar boa sorte como cê fez com eles.
- Ai, ai, ai. - falei inquieta.
- Vai tomar banho, tem entrevista e muita coisa pra hoje. AAAHH. - nos abraçamos rindo.
- To tão feliz, Kami.
- Eu sei que sim. O Luan te ajudou bastante hein. - cutucou minha barriga com o dedo indicador.
- Vou agradecê-lo, serei grata eternamente por ele me aguentar esse tempo todo. - ela riu.
Terminei de comer enquanto ela procurava a roupa que tinha comprado, no closet.
- Whats do Nathan. - sorri e abri sua mensagem.
" E aí Dadá?? - deu pra notar que é só ele que eu deixo me chamar assim? - Preparada? Ansiosa? Eu sei que está HAHAHA. Mas fica tranquila, eu vou estar lá com você = )  "
" Tchutchuquinhooo! Eu to muito ansiosa e me sinto aliviada pois você estará lá HAHAHAHA " - o respondi enquanto comia uma torrada.
" Não ri, Dadá é sério. "
" Sério? Tipo como? "
" Sério tipo, eu vou estar aqui quando cê precisar, sempre, qualquer hora. "
" Obrigada, Nath :')  "
" Sabe que eu te dou valor, Dadá ;) " - ui.
" E eu sou cara? "
" Boba kkkkkkkkkk "

- Tá sorrindo a toa por que posso saber? - o Guilherme disse entrando e com o susto abracei o celular.
- Nada, eu só to feliz por causa do show.
- Certeza? Sei não hein.
- Ó, para tá. O Luan tá em Fortaleza.
- Ah poxa. - ele fez biquinho, ri e joguei uma almofada nele.
- Mas o Tchuco vai. - sorri de canto e ele estreitou os olhos.
- Tudo penso, nada falo.
- Melhor assim, Martinelli.

" Tenho que ir tomar banho agora, o dia vai ser cheio *-* beijos ♥ "
" Se precisar de ajuda pra lavar as costas é só chamar. Beijos "
" Tá bom hahaha "




Não postei ontem pois estava estudando, e já, já to voltando pros cadernos, vida de estudante não é mole não, socorro, tá osso aqui viu kkkkkkkkkkk.
  Até mais, qualquer dúvida, é só perguntar. Beijos

Sugestão anotada, Bruna! Thanks = ]

domingo, 7 de setembro de 2014

Capítulo 25.

" E se entregar aos meus desejos mais profundos. "


Sorrimos para muitas fotos e demos algumas palavrinhas.
- Daphine, Daphine, Daphine. Ô Luan! - eles nos chamaram e nós paramos.
- Casal do momento, Daphine e Luan Santana, já pensam em casamento?
- Muito cedo. - respondi rindo.
- Estamos felizes demais, cara mas casamento é só mais pra frente.
- Daphine, sabe sambar?
- Mais ou menos, mais ou menos, mais ou menos. - eles riram - Posso mandar um recado pro Edu?
- Pro Edu? Manda ver.
- Pessoal da edição coloca uma música romântica, por favor.
- Romântica? - o Luan perguntou com uma sobrancelha arqueada.
- Cala a boca, Luan. - coloquei a mão na boca dele - Edu, se você quiser eu largo do Luan agora e caso com você. Me liga.
- Aeeeê. - eles comemoraram - Eduardo Sterblitch pode ser pivô da separação do casal vinte! Ok, ok.
- Agora pra mim aqui. - o Luan disse - Tenho um recado pra Nicole, se ela quiser eu largo da Daphine na hora pra ficar com ela.
- Ah não. - reclamei cruzando os braços enquanto eles faziam festa.
- Você que começou.
- Chato.
- To brincando, Ine, cê sabe que eu não troco a sua chatice por nada. - ele apertou minha bochecha.
- OWWWNN. - eles falaram em coro, ri e dei um selinho no Luan.
- Vamos entrar agora, tchau gente. Beijo. - falei e acenamos pra eles.
- A Nicole é uma gostosa. - o Rober disse e eu o olhei - Nem falo mais nada.
- Eu gosto mesmo do Edu. E a Nicole é um projeto mal sucedido de travesti.
- Não fala assim, isso é ciúmes que eu sei.
- Ciúmes? Não, baby, sou mais eu.
- Eu não acredito que vocês vão brigar por isso.
- A gente briga por qualquer coisa, Roberval.
- A gente sabe, Patrãozinho. - o Well concordou.

Fomos direto pro camarote, iriamos ao camarim depois do show.
- Como cê não sabe dançar e eu menos ainda, a gente fica quieto pra não passar vergonha. - ri.
- Uhum. Samba, forró e sertanejo, não tenho jeito pra dançar isso.
Ficamos juntinhos como um bom casal real, o Rober desapareceu no camarote e o Well se afastou um pouco pra nos dar privacidade.
- É verdade que você disse que prefere o Edu do que eu? Ele é feio, e eu... Bom, eu sou eu né.
- Você se acha muito, Luan Rafael Domingos Santana.
- Você também é assim, Daphine Mocelin Butler.
- Não, eu não te trocaria por ele. Até porque ele fuma e agora eu odeio cigarro. - ele sorriu.
- Fico muito feliz em ouvir isso de você.
- O que?
- Primeiro que odeia cigarro, graças a Deus você tá livre disso. E segundo que não me trocaria.
- Não te trocaria por ele. - o corrigi - Se o Taylor Lautner chegasse aqui e eu ia com ele sem pensar duas vezes.
- Nossa hein.
- Cara, ele tem umas mãos grandes que devem ser muito ui, gente. - ri e ele fez careta - Ciúme, namorado?
- Claro, namorada. - ele juntou nossos lábios - A gente só tem ciúme de quem a gente gosta, e eu gosto de você.
- Mas
- "Mas" não, Daphine. Tenho certeza que você também sente o mesmo.
- E quem te disse isso?
- Você não me engana, Ine. - soltei uma risada pelo nariz e ele me abraçou por trás.
- O show vai começar. - viramos pra grade do camarote.

O show foi bem legal, e a visita ao camarim foi muito, muito maravilhosa.
Eu conheci a Fernanda, ela é um amorzinho. É muito mágico, a gente que na maioria das vezes é o ídolo, estar no papel de fã. Eu tietei muito e tiramos fotos para o Instagram e claro, eu guardar pra sempre.

Voltando pro hotel, assim que tranquei a porta do quarto ele envolveu minha cintura.
- Fica comigo essa noite?
- Am... - mordi os lábios - Eu to... Cansada.
- Não foge de mim, Ine.
- Não to fugindo.
- Tá sim. - alisou meu rosto e eu sorri com seu toque.
Selamos nossos lábios devagar e fomos deitando na cama, aos poucos tiramos nossas roupas e nos amam... Não, só transamos. Como todas as outras vezes, apenas transamos. Sem cobranças e sem amor.
Tomamos um banho juntos, nos vestimos e deitamos na cama.
- Até amanhã.
- Até. - sussurrei e ganhei outro beijo demorado, dormimos abraçados.





Oi, oi, oi!
Não tenho nada importante pra falar... Então tchau! Kkkkk

Comentem, elogiem, critiquem construtivamente, divulguem a fic, façam quadradinho de oito, comam brigadeiro... Sei lá kkkkkkkkk.
Beijocas glitterizadas = )

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Capítulo 24.

" Gostar de alguém não é opção. Acontece. "


- E aí, vamo no show do Thiaguinho mesmo? - perguntei me jogando na cama, quando voltamos, por volta de umas cinco da tarde. Ele tava no mesmo hotel que a gente, e todos sabiam menos eu, legal né?
- Vamos, se ele nos convidou nós iremos.
- To numa preguiçaaa. A Kamila e o Guilherme já disseram que não vão.
- Não?
- Não, e eu nem imagino o que eles vão fazer sozinhos num quarto de hotel. - gargalhei - Agora eu vou dormir. Que horas é o show?
- Eu não sei. Citibank... Deve ser umas oito, nove horas,
- Dá tempo de cochilar um pouco, não dormi no vôo.
- Só pensa em dormir, muié. - ele riu deitando ao meu lado.
- Quando estou cansada, sim, só penso em dormir. Vai pra São Paulo hoje?
- Ah não, só amanhã à tarde, com você mesmo.
- Vai no encontro é?
- Talvez... Posso?
- Você quem sabe. - dei do ombros.
- Ia dar uma andada mas acho que vou ficar aqui, e cochilar também...
- Ok. - virei de costas para ele.
Logo senti sua respiração no meu pescoço e seu braço envolver minha cintura. Não reclamei, estava cansada demais para isso.

- Boa noite. - ele disse assim que abri os olhos e me espreguicei - Não quis te acordar antes, é uma paz quando você está de boca fechada.
- Ah sem graça. - sentei na cama e ele sorriu.
- To indo pro banheiro, vai querer ir também?
- Hãn? Claro que não.
- Tá bom, tentei né. - soltei uma risada analasada - Mas se quiser, vou deixar a porta aberta.
- Vai logo. - joguei um travesseiro nele, ele jogou de volta.
Levantei e peguei uma roupa no armário, havia pedido que passassem enquanto ele estava no banho, quando chegamos à tarde.
- Luan, já sabe o que vai vestir? - gritei.
- Uma roupa uai.
- Ah mentira. - falei com sarcasmo e ouvi sua risada.
Quando ele saiu do banheiro com a toalha amarrada na cintura, foi direto na mala.
- Minhas roupa tão tudo amassada, rapaz. - passou a mão nos cabelos molhados.
- Como eu bem sabia que o Cabeção ia esquecer, pedi que passassem uma roupa pra você também. Caralho, eu sou foda. Me agradeça, bora.
- Obrigado, dona fodona.
- Não tem de quê. Agora eu vou pro banho, se arruma.
- Tá, te espero.
Saí do banheiro de lingerie, ele calçava uma bota sentado na cama mas óbvio que não podia deixar passar a oportunidade e soltou uma gracinha.
- Se você quiser a gente não vai mais no show, saquei que você tá querendo meu corpo nu. - gargalhei.
- Não e não. Quero ir no show sim, e quando voltarmos, vamos dormir. - falei com ênfase.
- Daqui pra lá cê muda de ideia. - beijou meu pescoço. Cara, ele tá ninja nesses ataques surpresa.
- Vai pra lá. - o empurrei - Você que quer meu corpo nu.
- Faz tempo.
- Luan Rafael, tu é um pervertido. Vou esganar a Kamila, podíamos ter ficado nos quartos separados mesmo.
- Não podíamos nada. Somos namorados.
- Shh. Vai pentear o cabelo. - comecei a me maquiar.
- Já estou pronto. - avisou minutos depois.
- Eu to quase. Me ajuda a subir o troço do vestido.
- Isso é novo pra mim, não costumo colocar vestidos e sim tirá-los, e manusear o que tem dentro, claro. - ele falou enquanto ajudava - Eu acho que o meu cabelo ainda não tá muito legal.
- Então termina aí ué. - pegueo o babyliss e enrolei as pontas do meus cabelo. Depois que ficamos prontos, ele quis uma foto pro Instagram.
- Por favor. - insistia.
- Tá. - suspirei.
- Tira você. - me entregou o celular.
- Com pose ou tanto faz?
- Me beija.
- Não. - falei rápido e ele revirou os olhos.
Entrelaçamos nossos braços, ele sorria, fiz um biquinho o olhando e clique, ele a postou em seguida.
O Rober ligou dizendo que já estava nos esperando, então descemos.
- Tá usando batom agora, é Boi? - ele o zombou assim que nos viu.
- Não né, Testudo. Tava beijando a boca gostosa da minha namorada, sabe o que é isso?
- Cala essa boca, idiota. - lhe dei uma tapa no braço.
- O amor de vocês é tão puro que me emociona. - rimos.
- Bora lá? - o Well chamou.
- Bora. - segurou minha mão e fomos pro estacionamento.
No carro emprestei um lenço pra ele tirar o vermelho dos lábios e retoquei meu batom.
Recebi uma mensagem da Kami e fui teclando com ela até lá.

- A gente vai no camarim né? - perguntei guardando o celular.
- Claro. Será que a Fernanda tá lá? Ai meu Deus, eu amava Chiquititas. - ele afinou a voz, numa tentativa falha de me imitar e gargalhou.
- Se fecha tá?
- Tá. - tapou a boca ainda rindo.
- Bora Casal? Muitos flashes, e o Pânico estão aí.
- O Pânico? Quem? - perguntei.
- O Vesgo e outro, não lembro do nome.
- Eu já tive a curiosidade de ser panicat por um dia... - falei pensativa.
- Tá maluca? Mulher minha não fica se rebolando por aí não.
- Mulher tua? Tá falando contigo, ô Roberval. - o Well caiu na risada - Aquelas garotas de "cats" não tem nada.
- Só você que acha isso.
- Eu te perguntei?
- Podia ter ficado sem essa, boi. - o Luan gargalhou.
- Cala a boca, Luan.
- Tome! - o Rober disse com cara de "acho é bom".
- Nós vamos sair ou as maricas ainda querem conversar?
- Quem tava falando era você, sua louca.
- Não importa. - dei de ombros e eles riram.
Saímos.






13 dias! Vem abraço - se Deus quiser -, vem Cantooor. Já falei que to ansiosa? Já né? Ospkokp ♥

Gente, tipo, obrigada pois vocês deram a sugestão, só que - não dá pra entrar em detalhes, se não estarei dando spoiler -, eles tem os fãs deles, ela no pop, ele no sertanejo e não daria pra juntá-los, até tentei mas não ficou muuito bom numa "prévia" que eu fiz, tenho a fic toda traçada num caderno, tipo tempo cronológico sabe? Maaaas, a participação num clipe ou dueto não está descartada ok? E mais uma vez obrigada.

P.S.: ele vai ter ciúmes do Nathan.

#Fuuuuuui hahah , beijocas.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Capítulo 23.

" Nem que seja pra brincar de ser feliz."

Antes de entrar no palco, postei uma foto do meu look, já que minhas meninas vivem pedindo e a Kamila sempre faz no dela.


" Look Caldeirão. By: @kschmitz . Curtiram? "

- Daphine no Caldeiraaão. - o Luciano me anunciou e entrei já cantando.
- ...Eu rio do passado, espero o futuro com a faca na maão. - eles cantavam comigo. Acho que a qualquer momento eu choraria.
Quando acabei, não tinha como esconder ou tentar conter o sorriso que dominava meu rosto. Os aplausos e gritos eram muitos, o que me deixava mais feliz.
- Como você tá crescida, menina. - o abracei - Tá vendo só? Eu te falei que cê ia conseguir.
- Obrigado, e obrigado por me deixar reestrear aqui.
- As portas daqui estarão sempre abertas pra você. - ele sorriu e desfizemos o abraço, e ele voltou a falar no microfone - Então a nossa Daphine está de volta na ativa?
- Sim, agora sem desvios, sempre em frente. - falei convicta e pisquei pro Fabinho e pra Mabu, phiners conhecidos.
- Senta aqui, fique a vontade que eu vou dar um recadinho e já volto. - assenti e ele foi fazer uma propaganda.
Fiz poses pra fotos e autografei umas coisas que jogaram pra mim, ganhei outro minion.
- Amo vocês. - disse apenas mexendo os lábios.
- Daqui a pouquinho a Daphine vai cantar de novo pra gente, e daqui a pouquinho tem Thiaguinho no Caldeirão. - lê-se muitos gritos e palmas.
- E aí como que tá a Dona Priscila?
- Ah, tá bem. E espero que esteja assistindo né?!
- Eu também espero. - rimos - Vocês tem que ir lá em casa logo, o Benício fala daquele bolo de chocolate até hoje.
- Mas aquele bolo tava uma delícia mesmo, cara. - ri.
- E o namoro?
- Ah... O Luan é um gordo, eu perdi minha mãe pra ele. - riram - Mas os dias sem ele são chatos.
- Own! Mas e aí, vai pra frente?
- Aí só o tempo pra dizer. - ri.
O Thiaguinho entrou e cantou, cantamos juntos e depois o Luciano falou mais uma vez do Luan.
De repente ele entrou no palco e eu olhei pra Kamila que fez um sinal positivo pra mim e apontou sua boca, deduzi que devia sorrir.
- E aí, Luan a gente tava falando de você agorinha. - eles riram.
- Beleza, cara? - eles se cumprimentaram - Que coisa boa é tá aqui, rapaz.
O Luan foi falar com o Thiaguinho e por último, se aproximou de mim com um sorriso nos lábios. Demos um beijinho e a platéia explodiu em aplausos e gritos, ele me abraçou de lado e nós rimos.
- Quando que vai sair o casamento?
- No dia que ela aceitar sai. - o olhei e ele piscou.
- O Luciano é cupido em casamento hein, olha eu e Fernanda por exemplo. - o Thiaguinho disse.
- Muito bem lembrado, Thiagué. Mas eles ainda estão muito novinhos, vamos esperar só mais um pouco.
- Eu não sei se vocês sabem, mas a Ine ama a Fernanda. - o Luan falou.
- Por causa da Chiquititas. - gritaram da platéia e eu escondi o rosto no peito do Luan, eles riam.
- Mas quando eu era pequena, gente. - falei.
- Quando era pequena? Ontem? Talvez hoje ainda? - o Luciano nem gosta de tirar sarro da minha cara.

O programa acabou comigo, o Luan e o Thiaguinho cantando 'Malandragem'.
- Quem sabe eu ainda sou uma garotinha... - estendi um pouco o "a", e rimos.

"corta! Parabéns, foi muito bom."

Antes de sair do palco, eu e o Luan fomos falar com nossos fãs - inicialmente ele os dele, eu os meus -, custei pra acreditar que tinham nossos mesmo "luphine lovers", já tinha visto algumas vezes mas não consegui compreender que era um shipp. Eu sendo lenta.
Depois, nos bastidores o Thiaguinho nos convidou pro show dele, era um nova turnê e tals, e ele até brincou dizendo que a Fernanda estaria lá, o que claro, fez o Luan gargalhar.





Bom dia, amiguinhos já estou aqui  ♫
Ok. Parei.

To amando essa vibe, gente, na moral, obrigada ♥
E que tal se as leitoras mais fofas do mundo me ajudassem mandando sugestões? Tem um filho da puta que tá tirando minha concentração, digamos assim.
ALOÔ BRASIL, ALGUÉM ME INTERNA.

Tiau.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Capítulo 22.

" Como é que eu posso não querer, se na verdade eu quero bis? "

No dia da gravação...

- Tchau Mãe.
- Tchau, meus amores. Boa sorte, Daphine. Gui, cuida das minhas meninas.
- Tá comigo, tá com Deus, Sogra. - eles se abraçaram.
- Ai vou morrer de saudade, venham aqui.
- Morrer? Tá louca? Vai não. - a abraçamos.

Tive um surto quando cheguei no aeroporto e vi meus meninos e meninas lá.
- Vocês ainda me matam um dia sabia? Caraca, eu amo vocês. - soou um coro de "awn" - Quem quer um abraçoooo?
Eu amo essa bagunça, o Gui foi fazer nosso check-in e a Kamila me ajudou com os quase trinta que haviam ali. Teve atraso no nosso voô, dei um abraço e tirei foto com cada um.
- Foto pro insta? - a Kamila disse e eu me joguei no meio deles, fizemos pose e ela tirou.

" Parte da máfia de SP representando no aero. Partiu Rio!? @daphinebutler @guimartinelli ;) #mafiaphiners #rjnosaguarde "

Ganhei tantos presentes que o Gui teve que comprar outra mala lá no aeroporto mesmo, eles só foram embora depois que eu peguei o avião.

Chegando no Rio de Janeiro foi a mesma coisa, gritos, presentes, abraços, fotos... Amor.
- Geente, sabem o esquema né? Vamos nos comportar lá no P6 pro Isaac não nos expulsar hein? - a Kami pediu - Conto com a ajuda de cada um.
- Obrigada por estarem aqui, pelos presentes e pelos abraços. - ri - Amo muito tudo isso!

O sol estava muito forte, e ainda assim, quando chegamos no hotel havia um grupinho de Phiners.
Abracei uma menina que chorava.
- Eu te amo tanto. - ela dizia.
- Calma, meu amor eu to aqui agora. Eu também te amo tá? Agora para de chorar ouuu. - sequei suas lágrimas e ela sorriu - Kami, arruma água pra eles, tá muito calor aqui.
- Claro, vou ver com a recepção. - ela e o Gui entraram, levaram as malas.
- Daphine, a Suelen saiu de casa pra te ver sem falar pros pais.
- Mili, não precisava contar!
- Precisava sim, que isso? Quantas vezes eu disse pra não fazerem isso?
- Desculpa.
- Tem que pedir desculpa aos seus pais, Suelen e não faz mais isso tá bom? - a abracei e ela assentiu - Me dá aqui seu celular, vou falar com eles.
- Minha mãe não vai acreditar. - ela riu me entregando o aparelho - O nome dela é Lúcia.
- Alô? Dona Lúcia? Aqui quem tá falando é a Daphine... É, a Daphine da Suelen. - ri - Ela saiu sem pedir né? E matou aula!? Reclamei com ela aqui, mas tá tudo bem viu? Não foi nada... Tudo bem, tchau, um beijo.
- Olha aqui a água pra vocês. - a Kamila e o Gui trouxeram garrafinhas e deram pra eles.
- Obrigada.
- Que educados, orgulho da Mamãe! - nós rimos.
Conversamos mais um pouco e depois entramos, nossas reservas já estavam feitas, fomos pros quartos e eu comecei a olhar os presentes.
Tirei uma foto de todos e postei no Instagram com os users que tinham nas embalagens.
Era umas dez horas da manhã, tomei um banho e vesti uma roupa fresca, íamos ao Projac depois do almoço.
Liguei pra Mãe avisando que tinha chegado e depois o Luan me ligou.
- Oi.
- Chegou bem?
- Uhum.
- Hum... É, cê vem pra casa quando? - ri.
- Por quê?
- A gente tirou a semana de folga, eu vou pra chácara, que ir comigo?
- Pro mato?
- Não é mato, é calmo e afastado só isso... Ah é mato mesmo mas vamos vai?
- Tá, eu vou. Só porque to precisando de um descanso pra recarregar as baterias.
- Tá certo. - ele riu - Sexta de tarde a gente vai.
- Amanhã?
- É...
- Mas eu vou chegar cansada.
- A gente vai pra descansar uai.
- Tá certo...
- Mas se você quiser a gente vai no sabádo, pra dar tempo docê arrumar suas coisas direito.
- Ok.
- Vai gravar agora?
- Não, mais tarde. To no hotel.
- Tá. - riu.
- Que foi?
- Nada uai, depois me liga tá?
- Não.
- Vou pra academia, não esqueça de ligar.
- Já esqueci. Tchau.
- Tchau.
- Beijo. - sempre ele ri do meu estalinho, é uma mania que eu não consigo largar.





E aeeeeeeeê, brasil sil sil!
Como vocês estão? Espero que bem =)
Não fiquem acanhadas não, podem me chamar pra jogar conversa fora lá no @luanvoacomosfly tá? ospksposlkls

P.s.: meus créditos expiraram e não sei quando que meu Pai vai colocar novamente, tenhos uns capítulos salvos, mesmo esquema de sempre, enquanto tiver eu venho postar pelo pc.