sexta-feira, 20 de março de 2015

Capítulo 56.




(...)


- A gente entrou na pet shop e eu tirei ele da coleira, aí alguém abriu a porta e ele correu pra rua, tinha um carro passando bem na hora e buzinou, ele correu assustado e eu não consegui alcançá-lo. Eu não sabia que um cachorro daquele tamanho poderia correr tanto!
- Meu Deus... Cadê a Ine?
- Tão esperando ela terminar o show pra poder contar.
- Tá bom, dona Priscila, eu só vou chegar amanhã à noite. Cuidem dela, por favor?
- Claro Luan. - nos despedimos e desligamos. O Rafa sumiu.
- Luan? - bateram na porta.
- Entra.
- Tá pronto?
- Bora. - peguei meu celular e fechei a porta do quarto. Ia ter um pocket numa rádio agora, mais tarde um show e só aí, eu poderei ir pra casa.
- Cê tá estranho...
- Meu filho fugiu.
- Hein? - perguntou confuso.
- O cachorrinho da Ine, né Testudo!
- Ah, é mesmo. - riu - E ela já sabe?
- Não, ela vai ficar louca. Queria largar tudo e ir procurar por ele. - suspirei.
- Mas você não pode.
- Eu sei tá. - cruzei os braços.
- Coloca um sorriso nesse rosto de bolachão aí. - ele disse e saímos do elevador.

Fomos pro estúdio da rádio, era um show pequeno, pra cem ouvintes que foram sorteados.
Já o show da noite foi enorme, era o último dia da festa da cidade e pelo que eu ouvi falar, nós batemos recorde de público.
Liguei pra Mãe avisando que iria direto pra casa da Daphine, ela assentiu e disse que ela tá muito triste, sem comer. A Daphine não teve nenhum cãozinho antes desse, e a única pessoa que ela perdeu foi a mãe, muito tempo atrás. Então é fácil de compreender porque ela está sofrendo tanto.

Entrei no quarto e ela estava deitada na cama, agarrada ao travesseiro.
- Vem aqui, meu amor.
- O nosso filhotinho, Luan. - sentou no meu colo me abraçando pelo pescoço.
- Não fica assim, pequena. A gente vai achar ele. - afagava seus cabelos.
- É culpa minha.
- Por quê?
- Eu devia ser uma mãe presente. - apesar da situação, não pude deixar de dar uma risadinha.
- Você não tem culpa de nada, aconteceu.
- Eu quero meu filhinho. - ela voltou a chorar.
- Eu prometo que vamos achar nosso filhote, prometo.
Na foto da tela de seu celular, éramos nós dois e ele. Essa foto foi no dia que a gente chegou de Orlando, o rabinho dele balançava tanto que parecia ter vida própria.
Acabei adormecendo junto com ela e só acordamos de manhã, bem cedo pois ela ardia em febre.
- Eu vou te levar no hospital.
- Não quero.
- Sua mãe não tá aqui, e eu não vou te dar remédio sem saber. Troca de roupa agora.

Fomos pro hospital e enquanto esperava entrei no Twitter, fiquei só olhando do que elas falavam. O negócio tava agitado. Fui olhar os trends e engasguei ao ver "Luphine" e "grávida" entre os assuntos mais comentados.
"O Luan e a Daphine tão no hospital que meu pai trabalha! Ele acabou de me ligar." li e ri, antes que a Arleyde me ligasse, resolvi esclarecer aquilo.


"Amooors! Que história é essa que a Ine tá grávida?? Oo"



"@medominoulr: @luansantana mas cê não tá com ela no hospital?"
@medominoulr To muié, mas não é gravidez não.


"@armariamocelin: @luansantana ELA TÁ DOENTE? O QUE É QUE A ÍDOLA TEM? JÁ ACHARAM O RAFA?"
@armariamocelin Ela acordou com febre e eu trouxe ela pra cá. Ainda não achamos nosso filhote =/"


"O médico vem ali, qualquer novidade eu aviso fecho?" - Guardei o celular e levantei pra falar com ele.

- A febre foi somente emocional. Se voltar, você dá esse remédio aqui. - me entregou uma receita - Venha, vamos ao consultório.
- Claro, mas cadê ela?
- Na sala de inalação, conversando com um garotinho. - sorri.
- Licença, meu celular tá tocando. - ele assentiu com a cabeça e me afastei para atender - Fala Roberval.
- Como é que você sai sozinho?
- E se fosse grave? No tempo que vocês demorariam pra chegar, ela podia piorar!
- Tá, tá mas ela está bem?
- Agora sim.
- Nós estamos chegando aí.
- Ok, eu vou falar com o médico.
- Beleza. - desliguei. Bati na porta da sala e entrei.
- Os fãs estão empenhados em encontrar seu filhote, passa tranquilidade pra ela, ele vai aparecer logo menos.
- Tudo bem, eu espero mesmo viu.
- Enquanto isso cuida dela direitinho, e dá cereal na boca dela.
- Hum? - estranhei.
- É minha filha. - ele mostrou o celular e eu ri - Bom, é isso. Mostre-a que ela não está sozinha.
- Isso eu posso fazer.
- E deixe-a de repouso pelo resto do dia. Sabe se ela tem inalador?
- Tem sim.
- Ah, muito bem. Aqui está a alta dela, só assinar.
- Pronto. - levantei e apertamos as mãos.
- Obrigada, e isso você entrega na recepção.
- Obrigada você, Doutor. - assentiu - Pode me levar aonde ela tá?
- Sim, por aqui.
Ele nos guiou pelo corredor até uma salinha que pela decoração era de crianças, estava ela, o menininho e uma senhora, acho sua mãe. Eles riam de algo.
- Ine?
- Eita! - o garoto disse assustado nos fazendo rir.
- Ele que é o meu namorado, Italo.
- Ele? - ela assentiu.
- E aí, rapaz? Tudo bom? - assentiu.
- Mãe, posso tirar uma foto com ele? - ele cochichou.
- Se ele quiser, filho. Palavrinha mágica?
- Por favor? - falou me olhando.
- Owwn meu Deus! Dona Jane, a senhora educou seu filho muito bem, que coisa fofa.
- Tiro foto sim, Italo. - ri.
O Doutor tirou a foto de nós quatro, e depois eu e a Ine mandamos um áudio para a Lili, filha do médico que causou todo aquele alvoroço no twitter.
O Cirilo chegou com o Rober e nós fomos pra casa dela, ele que foi levando o carro dela.
- Tchau, gente.
- Tchau patroa. - o Testa piscou e ela riu assentindo.
Entramos em casa e ela se jogou no sofá tirando as sapatilhas.
- Tá se sentindo melhor? - perguntei.
- Um pouquinho né.
- Sabe que acharam que cê tava grávida?
- Quem?
- Nossos fãs, e... Até que não seria uma má ideia né?
- Eu hein, tá maluco? - me deu um tapa no ombro - Eu só quero meu filhotinho. Vamo procurar ele mais um pouco?
- O médico disse que você tem que descansar.
- Eu não quero. - pela cara que ela fez, sabia que iria chorar e lhe abracei. A ajudei a subir a escada e a tirar a calça apertada.
- Dorme que teu mal é sono. Eu vou achar nosso filhote, tá bom? E você tem que dormir agora.
- Mas eu quero ajudar, Luan.
- Shh. - a coloquei na cama - Dorme, meu amor.
Ela ainda insistiu em levantar mas consegui convencê-la a dormir. A cobri com o lençol, beijei sua testa e liguei o abajur.
Saí do quarto encostando a porta, e tirei logo o celular do bolso.

"Amooorss ;x  eu e a Ine tamo oferecendo uma recompensa pra quem achar nosso filhote, ceis topam nos ajudar?"




Oiii sdiksnlnso.
Não sei quando vou postar aqui novamente, então não criem esperanças ok? :))

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Capítulo 55.


Na quinta feira a Ine tinha show, e como só viajaria sexta a tarde, resolvi que iria. Estávamos na cama prontos pra dormir, ela estava inquieta como sempre.
- Quer que eu te relaxe um pouco?
- Relaxar como?
- Pra começar eu posso te dar uns beijos e
- Eu preciso estar descansada amanhã, Rafael.
- Mó besteira, cê vai estar descansada.
- Tu é chatinho hein.
- E tu é minha. - subi em cima dela.
- Ou, seu gordo.
- Gordo é?
- Baleia la la la. Ai!
- Eu mordo de novo, viu.
- Eu prefiro beijo.
- Ah é? - sorri malicioso.
- Ei, mas é só beijo. Já disse que tenho que descansar.
- Shh. Eu que mando aqui hoje. - ela gargalhou e entrou na "brincadeira".
De manhã, acordei com o barulho do chuveiro. Estava só de cueca, então levantei e entrei no banho junto com ela.
- Bom dia, amor.
- Bom dia, Ine. - me abraçou e deixou um beijo estalado em minha bochecha.
- Vê se não demora, to te esperando pra tomar café ok?
- Toma banho comigo?
- Eu já acabei.
- Por favor? - fiz bico.
- Tá, tá.
Tomamos um banho gostoso, cheio de beijos e risadas. Nos vestimos e descemos pra tomar café com sua mãe, o Rafa também tava lá comendo.
- Cada dia esse filhote cresce mais. Tem o que nessa ração?
- É ração normal ué. - rimos - Bom dia, crianças.
- Bom dia, mãe.
- A Ka ligou e disse que já, já tá chegando. Então come e fica pronta.
- Ok.
- Eu tenho que ir lá em casa pegar uma roupa.
- Come alguma coisa antes.
- Acho que não dá tempo.
- Então vai comendo essa maçã, cuidado.
- Obrigada, sogra. - beijei sua bochecha - Você não sai sem mim ouviu? 
- Tá. - ela revirou os olhos - Vai logo.
- Cadê suas chaves?
- Naquele coisinha onde fica o telefone.
- Ok. Já volto.
Peguei seu carro e fui em casa, falei com a Mãe e ela me ajudou com a roupa.
- A gente vem dormir aqui tá?
- Tá bom, filho.
- Até mais tarde, tchau mãe. - nos abraçamos - Amo você.
- Também te amo, bom show pra minha norinha. - ri e ela também.
Cheguei e a Kamila e o Guilherme já estavam lá junto com um pessoal da produção, só me esperando. Nos despedimos da dona Pri e partimos pra Campinas.
Na van ela estava calada, o que não é normal.
- Ei?
- Oi? - parecia ter acordado de um transe.
- Tá pensando em quê?
- Ah, nada especial. - deu de ombros - Me abraça?
- Não precisava nem pedir, pequena. - passei meu braço por seus ombros.
- Você é o melhor pra mim, eu sei. - ela cantarolou e riu.
- Eu te quero, baby... - ela sorriu, grudei nossas bocas a beijando carinhosamente.
- Quanto amor nessa van! - o Gui falou e ela mostrou o dedo do meio.
- Me deixe, Guilherme.
- Deixa ela, Gui. - lhe dei um tapa na cabeça.

Ela consegue ser mais maravilhosa ainda quanto canta, dá pra notar como ela fica feliz em fazer aquilo.
Quando ela saiu do palco, pulou nos meus braços.
- Gostou do show?
- Foi maravilhoso. Cê tava linda, amor.
- Obrigada. - ela sorriu. Sorriso gigante.
- Eu tenho muito orgulho de você sabia? - ela negou e eu ri assentindo.
- Eu também tenho orgulho de você, cantorzinho. - apertou meu nariz e nós rimos.
- Coisinha chata da minha vida! - ela riu e seus lábios se encaixaram nos meus.
O encaixe é tão exato que parece que nós nascemos para nos beijarmos, toda hora. Eu ficaria beijando-a o resto da minha vida, sem problema algum.




Vamo até o final... ♪♫
Beijos!

domingo, 28 de dezembro de 2014

Capítulo 54.


(...)

* DAPHINE NARRANDO *

- Amor?
- Hum?
- Tá tão chato aqui. Vamo sair?
- Essa hora? Não tem nada.
- Então vamo lá pra cima.
- Não quero. - ele fez bico.
Estávamos sozinhos, e tava super chato. A mãe foi fazer um cruzeiro e me abandonou, a Cléo tava com problemas e eu a liberei nessa semana.
O Rafa dormia numa almofada que estava no tapete, e eu estava deitada no sofá, com a cabeça em seu colo.
- Troca o filme.
- E se a gente ligar o videogame? No jogo do Edward?
- O jogo tá lá em casa.
- Ai que merda. - cruzei os braços.
- Vamo fazer como nosso filhote e, ir dormir? - ele riu e eu neguei.
- Bora na casa dos minis chamar eles pra brincar?
- O Enzo e a Clarinha?
- E a Dara também, vamos?
- Vamo.
Calçamos nossas sandálias, pegamos o Rafa e fomos até a casa da dona Estela, que era umas cinco casas antes da minha. Toquei a campainha e uma moça atendeu.
- Oi, a dona Estela tá?
- Oi. - ela sorriu - Tá sim, entrem.
- Ok, licença. - entramos.
- Irei chamá-la.
- Obrigada.
- Bonitona a casa dela né? - o curioso observava.
- O marido dela é tipo, podre de rico. - ele riu.
- Daphine!
- Oi pequena. - abaixei e ela me abraçou pelo pescoço.
- Tio Luan, você veio. - ela riu.
- Eu e o Rafa.
- Ele tá ficando grande. - assentimos rindo e sua mãe chegou na sala.
- A quê devo a honra de tê-los aqui?
- A gente veio pedir seus filhos emprestado. Pode? - ela riu - A gente tá no tédio lá em casa, e naquela vez que eles ficaram com a gente nós brincamos bastante.
- Eles contaram. Se eles quiserem ir, podem sim. - sorriu - Se comporta hein, Clara?
- Tá mamãe.
- Vai chamar seus irmãos. - ela saiu correndo - A Dara vai ficar louca.
- Também acho. - rimos.
- Vocês dois sozinhos em casa, e no tédio? - ela arqueou uma sobrancelha.
- Ela não quer, dona Estela. - o Luan disse e ela riu - Eu bem que tentei mas ela me negou.
- Cala sua boca, garoto. - o empurrei pro lado.
- Vocês viu. - ela riu - Não pensam em ter filhos?
- Já temos nosso Rafa. - ele disse e eu sorri.
- Mas e filhos de verdade? Seriam lindos.
- Obrigada, dona Estela mas acho que somos muito novos pra termos filhos. É muita responsabilidade.
- Isso é mesmo. - ela concordou - Mas é a melhor coisa do mundo.
- A gente vai pra casa da Daphine. Vem logo, Dara! - o Enzo gritou descendo com a Clara.
- E aí, rapaz. - ele e o Luan deram soquinhos nas mãos.
- Tia, como você tá bonita hoje. - rimos.
- Obrigada.
O sorriso da Dara tava quase rasgando o rosto de tão grande, ela veio e me deu um abraço bem apertado. Pedi que eles pegassem sunga e biquínis, tava muito quente e íamos pra piscina.
Fomos pra minha casa e os levei pra trocar de roupa, coloquei um biquíni e o Luan colocou uma sunga azul e uma bermuda fina.
- Ídola, eu disse no fã clube que vinha pra cá. Fiz mal?
- Claro que não, Darinha. Mas vamo aproveitar a piscina e largar o celular né? - ela riu e o deixou no sofá.
Ela foi pra fora e eu fui atender meu celular, era a Ka dizendo que estava no tédio, chamei ela pra vim pra cá e ela disse que ia acordar o Gui.
- Saca só esse pulo de canhão! - O Enzo pulou na água.
- Devagar, meninos, por favor.
- Tá gostosinha hein, amor. - disse e apertou minha bunda.
- Para. - ele juntou nossos lábios.
- Tia, vamo mergulhar?
- Bora. - peguei a mão dela e pulamos na água.
Começamos a brincar na água e logo o Luan entrou também.
- Quem chega do outro lado da piscina primeiro?
- Faz uma corrida! - a Clara gritou.
- Vão pra borda e quando eu disser já, vocês vem até o final. - eu e o Luan nadamos pra borda e esperamos a Dara contar - E já!
O Luan ganhou e ficou se achando, menino chato.
Chamei eles e tirei uma foto nossa, postei ela no Insta e larguei o celular na mesa.
A Kamila e o Gui chegaram logo, ela dirige feito louca. Foi só eles chegarem que começou um tal de joga o Enzo pra cima, joga a Clara, joga a Dara. O Luan e o Guilherme pareciam mais crianças que eles.
Fui no banheiro e quando tava voltando ouvi o choro da Clara e a voz do Luan na cozinha, fiquei olhando o que ele fazia.
- Mas cê não pode correr ali. E se tivesse batido a cabeça hein? Ia dar certinho.
- Desculpa.
- Tudo bem, foi só um arranhão. - a colocou em cima do balcão.
- Tá doendo, tio.
- Eu vou pegar uma coisinha pra passar aí.
- Vai arder? - ele abriu o armário e pegou a caixinha de primeiros socorros.
- Talvez um pouquinho mas se arder cê grita. - ela riu baixinho - Agora deixa eu limpar esse machucado.
Ele fez tudo bem cuidadoso enquanto eu o observava com um sorrisinho de lado.
- Nem ardeu.
- Tá vendo só? Agora um beijinho pra sarar. - ele beijou sua testa e ela o abraçou.
Ele a colocou no chão e ela saiu correndo de novo, ele riu negando com a cabeça e guardou a maletinha.
- Ou.
- Cê tava aí foi?
- Tava. - ele fez careta.
- Eu fiz direitinho? - assenti e o abracei pelo pescoço, seus braços me apertaram na cintura.
- Tu é maravilhoso, cara. Na moral.
- Eu vou cuidar dos nossos assim, ou melhor. - ri e nos beijamos.
Que voltas malucas que o mundo dá né? Ontem eu tava afim de matar esse garoto e hoje não me vejo mais sem ele. Definitivamente, as coisas mudam muito.







E aeeee, como passaram o natal? Eu devo ter ficado uns 4kg mais gorda e estou me preparando pois quarta-feira tem mais hahahahaha
E ó, alguém pede pro bc me largar? Eu não to com inspiração nenhuma pra escrever, aí os capítulos saem chatos e eu demoro a postar. #eunãomereciaisso

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Capítulo 52.


O show tava ótimo, como sempre e tals. O Luan tava falando das três coisas que ele sabia que os baianos gostavam... Blá, blá, blá e começou lepo lepo.
- Mas o que essa piranha tá fazendo ali!?
- Conhece?
- Infelizmente, tive o desprazer de conhecer quando a gente tava voltando de Orlando. - ele riu.
- Se não tirarem essa vadia daí eu vou jogar meu sapato na cara dela!
- Êpa, sua louca. Você não pode fazer isso. - segurou meu braço.
Eu não tenho ciúme das donzelas e das que dançam lepo lepo com ele, não tenho. É o trabalho dele, são as fãs dele.
Mas essa vadia não me desceu desde a primeira vez que olhei aquela carinha de rabo.
Quando acabou, ela foi pra onde eu estava. Ela quer briga, Brasil. Ela quer briga!
- Que homem gostoso. - ela disse se abanando.
- Isso tudo por causa de uma sarrada? Minha filha, o caso tá crítico por aí viu.
- Se você não sabe, querida ele já fez muito mais que isso.
- Eu sei que ele tinha mau gosto.
- Mau gosto ele tem agora. - gargalhei. O Rober estava do meu lado, talvez pra me segurar caso rolasse um contato físico.
- Se manca, sua otária.
- Você não é mulher pra ele, projetinho.
- To pouco me fodendo pra você, querida.
- Volta pro prézinho, dez anos.
- Tu aqui pagando pau e no final ele vai embora com quem mesmo? Ops! Comigo. Senta e chora, fofa.
- Olha aqui su
- Foi uma ânsia inenarrável ter que olhar essa sua cara de novo, espero que nunca mais apareça na minha frente. - lhe dei um tapa de cabelo.

Na van, já voltando pro hotel, o assunto foi esse.
- E ainda jogou o cabelo na cara dela! - a Karielle disse e nós rimos.
- Luan tá feito com essa daí. - o Rober disse rindo - Pensei que ia ter que separar briga.
- Até parece que eu ia sair no tapa com aquela, mal comida.
- Não pode se rebaixar.
- Isso mesmo, Marloca.
Eu tava de bico com o Luan, por que sim.
Tinha algumas fãs no hotel e eles pararam pra falar com elas, eu passei direto pra dentro e fui pro quarto. Havia me despedido de todos na van ainda.
- Pequena? - ele disse entrando no quarto.
- Que é?
- Cê é doida viu.
- Eu não.
- E o que foi aquela discussão? Eu vi.
- Ela que foi me provocar, o Rober viu. - ele riu me abraçando - E você me solta.
- Não solto nada. O que foi que ela te disse?
- Que você já comeu ela e que eu não sou mulher pra você.
- Ô meu Deus. Cê tá linda com esse bico.
- Eu sou linda de qualquer jeito. - ele riu assentindo.
- A melhor de todas. - nos jogou sobre a cama - Minha pequena ciumenta.
- Ciumenta não. Protetora.
- Protetora é? Tá bom. - ele selou nossos lábios.
- Agora sai de cima de mim, eu vou tomar banho.
- Errado. Nós vamos tomar banho. - revirei os olhos e levantamos.
- Sem gracinha viu? Vai ficar sem hoje.
- Por quê?
- Eu não quero, to querendo pensar hoje.
- Pensa enquanto a gente f
- Não. Não dá. - tirei meu vestido.
- E você vai pensar no quê?
- Na vida.
- Que desculpa esfarrapada.
- Foda-se.
- Posso pelo menos pensar com você? - ri e fui soltar os botões da sua camisa.
- Pode.
- A gente pode ter um bebê?
- Um bebê? O que eu já falei sobre isso? - coloquei as mãos na cintura.
- Que você quer ter muitos bebês comigo, um time de futebol.
- Tu tá é doido.
- Eu to amando, é diferente. - sorrimos e eu o beijei enquanto acariciava sua nuca.




Me desculpem ter passado tanto tempo sem postar, eu tava na correria pro show dos meninos, coisas da escola e eu não tava nem conseguindo escrever.
E pra completar: to de castigo. Ah que ótimo!
Quero ano que vem logo, não aguento mais, as únicas coisas boas desse ano foi eu ter conseguido ficar pertinho do Luan e ter abraçado os mlks pq olha.
Enfim, Tacy seja bem vinda e eu fico muito feliz que esteja gostando! : ))

Capítulo 51.

O capítulo tá sem nome porque o bc me pegou, tentei escapar não consegui ksksksk
Boa leitura.

Viajamos para Salvador na quinta de noitinha, como planejamos.
Dormimos até umas seis e meia da manhã, ou seja, estamos atrasados.
Levantei primeiro, tomei banho e já me arrumei. Pedi café da manhã pra gente e ele ainda continuava lá jogado na cama.
- Não sei o motivo de estar tão cansado se ontem tu só jogou videogame. - ele resmungou alguma coisa que eu não entendi.
- Vem pra cama, deita aqui comigo.
- Vai Rafael, levanta. Olha a hora.
- Tá bom...
- E toma banho logo.
- Sim, senhora. Cê manda e eu obedeço.
- Ai como você é engraçadinho. - apertei seu rosto.
- Bom dia, meu amor.
- Bom dia, coisa feia.
- Ia te chamar pra tomar banho comigo mas nem rola né?
- É, eu já estou pronta. E to esperando nossa comida.
Ele foi tomar banho e logo nosso café chegou.
A saída do trio seria as oito, pra não pegar o sol muito forte e tals, nossas roupas foram bem simples e levinhas por estar calor, e pelo fato de que vamos suar. Isso não me agrada nem um pouco mas né.
Fiquei com o Luan, o Rober e o Well no "camarim" que improvisaram pra ele. 
- Esse troço fica peguento.
- Esse troço te protege.
- Mas eu não gosto.
- Tu vai ficar de baixo de sol e não quer passar protetor solar? Cala a boca, garoto.
- Mas esse sol da manhã é bom. Não é, Roberval?
- Não me meto em briga de casal.
- Ô, cê é chato hein.
- Luan, fica quietoo! Arrgh.
- Tem que ouvir a namorada hein, ela tá certa. - ele fez careta. A Ivete tava ouvindo eu dar bronca no Luan, to risos.
Terminei de passar protetor nele e passei em mim, enquanto nós conversávamos. Ela é super simpática, gente boa. E eu me senti uma gazelinha perto das pernas daquela mulher.
Fiquei em cima do trio com eles, sentada no canto vendo os dois cantarem. E de vez em sempre chamava o Luan pra beber água.
- Que que deu em você hoje? - o Rober perguntou.
- Como assim?
- Tá aí toda cuidosa com ele, amor né? Eu sei.
- Talvez. Com qualquer um eu faria isso, ninguém merece ficar tostado e, ou pegar um câncer de pele ou uma insolação.
- Verdade.
- E o show vai ser de que horas?
- Umas sete horas.
- Tá bom.
Depois que acabou o negócio lá, voltamos pro hotel e ele foi tomar banho. E depois, foi pra cama. Tomei banho e deitei com ele.
- Pensei que ia ter que te chamar. - falou baixinho.
- Eu não sabia que ia ser tão corrido assim... Se tu quiser a gente não vai mais pro Pernambuco, tá?
- Não, nós vamos sim.
- Mas tu vai ficar muito cansado.
- Eu não ligo, depois daqui só tem show no outro fim de semana, vou ter tempo de descansar.
- Mas Lua
- Nem adianta, cê não quer ir mais?
- Quero só que voc
- Então a gente vai e não se fala mais nisso.
- Para de me cortar, seu chato da porra! - ele riu.
- Agora deixa eu tomar meu lugar, a conchinha sou eu. - ele tirou minha perna de cima da sua e virou pro lado que eu estava, fazendo o mesmo que eu.
- Ok, seu conchinha, não baba no meu cabelo, valeu?
- Eu já babei no seu cabelo alguma vez?
- Que eu saiba não. - ele gargalhou - Ai que nojo.
- Vai dormir, sua louca.
- Eu só vou ficar aqui contigo, não to com sono.
- Que menina boa.
- Você sabe.
- Como sei. - beijou meu ombro - Me acorda de cinco horas?
- Acordo. - peguei sua mão e entrelacei nossos dedos.
- Não vai me desejar boa tarde e bons sonhos?
- Vai dormir, menino. - ele riu.

Capítulo 53.

* LUAN NARRANDO *


Pousamos no Recife durante a madrugada, a van nos buscaria de oito horas da manhã no hotel.
Só tomamos um banho quentinho e fomos dormir, a Ine só me acordou quando nosso café da manhã chegou.
- Ansiosa?
- Mais ou menos. - riu - Na verdade mesmo, sabe pra onde eu queria ir?
- Onde?
- Ladeiras de Olinda, lá é muito legal.
- Não vai dar muito certo.
- Eu sei, tudo bem. Toma um banho e vem comer.
- E esse short aí, Daphine?
- É carnaval, cala a boca. - neguei com a cabeça e fui pro banheiro.

Chegando no camarote, paramos para muitas fotos e demos uma entrevista rápida pra transmissão ao vivo que eles fazem do bloco. Até estranhei não ser a Malu, pensei que ela faria questão né...
Depois fomos andando até a grade, onde dava pra ver o tanto de gente que tinha ali. Ficamos ao lado de um menino que não me era estranho.
- Eu conheço você, rapaz. Não é? - perguntei pensativo e o garoto riu assentindo.
- Diego. 
- O Namorado da Maria Luíza?
- Isso mesmo. - apertei sua mão rindo. 
- E por falar nela, onde ela tá que eu nem vi ainda?
- Falaram que você tinha chegado e ela foi te procurar.
- LUAAAN! - um corpinho se chocou contra o meu e nos abraçamos - Eu tava com muita, muita, muita saudade de você.
- Cê quase me matou de susto, muié! - ela riu - Ine, essa aqui é a Maria Luíza.
- Ata. - ela riu - Tudo bem?
- Tudo ótimo. Mas é Malu, Daphine. Só Malu.
- Que nhonhon, adoro esse nome.
- Coloca o nome da filha de vocês de Malu e faça uma luanete feliz.
- Vou pensar no seu caso. - elas riram.
- Eu posso te dar um abraço?
- Claro! - a Ine sorriu.
- Não, não pode não. Você é minha. - a apertei e ela gritou.
- Cara, tu ouviu isso? Ele disse que eu sou dele, socorro Guinho!
- Eita menina maluquinha.
- Eu que o diga. - o Diego disse nos fazendo gargalhar.
- Vocês não sabem o quanto eu implorei pra vocês virem pra cá. É marketing!
- Tem certeza que foi só por marketing mesmo? - arqueei uma sobrancelha.
- Cê se acha, menino! - ela riu - Claro que não, eu tava com saudade de você, seu bobão.
- Tu é filha de quem? Que poder todo é esse? - a Daphine perguntou rindo.
- O poder da insistência.
- Conheço bem esse aí. - seu namorado rolou os olhos e nós rimos.
- Eu sei que você já passou carnaval aqui e elogiou bastante, Daphine. E se você viesse, o Luan viria junto, claro. Sou filha da Vanessa e do Gustavo, e eles são pessoas normais. - riu.
- Ela trabalha na Globo, a gente fez até uma pegadinha pra ela ser contratada. - expliquei.
- Nem me lembra disso, Rafael. - me deu um tapa.
- Vamos deixar eles sozinhos agora, Guinha? - ela fez biquinho e a Ine riu.
- Vamo, mas espera um pouco. - ele assentiu - Não vou fazer a grudenta ok? Eu sei que vocês querem aproveitar e tal, vou pra lá mas qualquer coisa eu estou por aí, tá bom?
- Tudo bem, vai lá e aproveita o gato do seu namorado. - a Ine disse enquanto a abraçava.
- Ah, cê gostou do Guinho? Fica com ele que eu fico com o Luan. - o Diego cruzou os braços e ela gargalhou - Brincadeira, meu idiotinha.
Ela me abraçou novamente antes de sair de braços dados com o "Guinho". E disse que me amava e que tava com saudade umas dez mil vezes, eu também disse pra ela que a amava e que estava com saudade e a maluquinha gritou que ia morrer, eu ria disso.
- Cê conhece ela faz tempo?
- Tem um tempinho, ela cresceu. - ri.
- Tão novinha e já trabalha na Globo?
- Começou como aprendiz e foi contratada, merece demais.
- Tu precisa ver sua cara falando da garota, orgulho né?
- Muito. - sorri e ela selou nossos lábios.




Eu escrevi esse capítulo faz mó tempo, tava com saudade da 'Não deixe nada pra depois', que foi a fic que eu tive antes dessa e infelizmente não deu muito certo ygyujbhygifu.
Tchau, beijos!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Capítulo 50.

" Distancia é o fim pra quem tem coração. "


Eu teria show no sábado à tarde, então viajamos um dia antes do show pra descansar melhor e a noite, eu e Guimila fomos ao shopping da cidade, Porto Alegre.

Assistimos um filme de comédia, detonei três pacotes de Finis e outros de jujuba de iogurte, ah como eu amo jujuba de iogurte.
- Vocês ouviram? Tinha alguém se comendo na fileira atrás da nossa.
- Eu achei muito desnecessário.
- Quem vê pensa que não são umas taradas. - o Gui disse rindo e eu o empurrei.
As lojas do shopping já estavam fechadas, a maioria. Só perto do estacionamento que tinha uma academia que ainda estava aberta, e um casal se agarrando atrás de uma pilastra.
- Uma foto! - falei rindo e a Ka pegou meu celular.

( ignorem a bolsa, pls )

" Fico assim sem você @luansantana HAHAHAHA "

- Menina, tu é doida.
- E tu ainda tinha dúvidas disso, Guilherme?
- Gente, eu sou muito normal. Vocês que são certinhos demais. - riram mais.
No carro, fui olhando os comentários na foto e já passavam de mil likes. O Luan me mandou mensagem.

" Amooor, cê tá carente demais viu? :x hashiads "
" To com saudade :( "
" Também to, pequena :( "
" Eu quero te ver logo, tipo agorinha. "
" Eu também :( Cê tá aonde hein? "
" Tava no shopping, agora to voltando pro hotel. E tu? "
" To no hotel, vou dormir. "
" Ah, tu tá com muito sono? Eu queria te chamar no skype... "
" Vai demorar muito? "
" Acho que não mas deixa pra lá, amanhã eu falo. "
" Agora eu vou querer saber, amor. "
" Então espera. Quando eu chegar no hotel te ligo. Beleza? "
" Ok, beleza. "

Eu nunca fui muito fã de carnaval, até passar um lá em Pernambuco com a Mãe e a Kami, quando éramos mais novas. Desde então já fomos outras duas vezes para lá em época de carnaval. E ontem recebi um convite pra estar no camarote oficial blá blá blá da Globo no Galo da Madrugada, só que tem um problema, o Luan vai pra Salvador fazer um show e cantar com a Ivete.
Quando cheguei no hotel, liguei logo pra ele.
Peguei o notebook e fomos conversar pelo skype, contei pra ele do convite.
- E agora? Cê não vai comigo?
- Eu quero ir pro Recife. - cruzei os braços.
- Lá é no sábado né? - assenti - Então pronto, quinta de noite a gente vai pra Salvador e na sexta, depois que acabar lá o negócio com a Veveta, a gente vai pro Recife. Tudo bem?
- Tá né. - ele revirou os olhos e riu.
- Que chata. Cê não quer ficar comigo?
- Claro que eu quero.
- Então, sua besta. - ri e ele bocejou.
- Tu tá com sono mesmo, né?
- To. - suspirou.
- Milagre tu tá com sono uma hora dessas.
- É mesmo. - disse e riu.
- E ainda tem esse horário de verão que não acabou.
- Mas uma horinha a mais de sono é sempre bom.
- Ah, com certeza, bela adormecida.
- Quem fala que não se cansa de dormir é você. - disse rindo.
- Ah para. - ri cobrindo os olhos.
- Tá vendo aí, bela adormecida.
Nós dois estávamos visivelmente cansados mas mesmo assim ficamos conversando até tarde, fazem só dois dias que estamos separados mas a saudade é grande. É tudo tão sei lá sem ele...




Demorei mas voltei : ))

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Capítulo 49.

" Quando estamos juntos tudo pode acontecer. "


* LUAN NARRANDO *

Suspirei aliviado ao saber que ela não cantaria com o amiguinho. Eu tenho ciúmes mesmo, qual o problema?
- Lembra do amor?

Lembra de você e de mim? - ela começou a cantar.

- Lembra de tudo que compartilhamos

Nesse planeta, enquanto ainda nos importávamos? - o Paulo cantou junto com ela.

- Lembra dos corações?

Lembra da união?
Lembra dos vizinhos que sorriam
Sem esperar nada em troca?
- Por que ter medo
De fazer um erro honesto
Se você reconhece a dor
E quer mudar
Você pode sobreviver a qualquer coisa
Você lembra de alguma coisa?
- Pessoas andando de mãos dadas
Podemos sentir esse amor de novo?
Você pode imaginar isso?
Se nós pudéssemos nos dar bem
- Todos nós poderíamos cantar essa música juntos...

Eles estavam vendo como dividiriam a letra. Eles que escreveram a música, eu gostei, eles tem talento mesmo.
Eu estava completamente entregue, verdadeiramente apaixonado e viciado no sorriso da pequena, que é a coisa mais linda do mundo. Quando ela errava a letra, fazia uma careta tão fofa que dava até vontade de morder.
- Tá bom, Luan?
- Tá lindo, amor. - ela sorriu e tomou água da sua garrafinha.
- Quem vai começar? - o Caíque perguntou.
- Eu acho melhor ser a Daphine. Que que cê acha, Dinda?
- Eu também acho melhor eu começar, a parto do se nós pudéssemos nos dar bem até o ô, ô, ô, ô, ô a gente fazer juntos, até porque é o refrão.
- É mesmo. - o tatuado riu concordando - E quando chegar na parte cantaando, a gente alterna. Pode ser?
- Pode, fechou. Maaas agora eu vou comer. - ela riu - Tá na hora do almoço. Vamos?
- Agora. - o Caíque disse e ela riu largando os fones.
- Vamo comer, bando de gordo.
- Eu gordo? Tá louca, querida.
- Projeto fly não tá fazendo efeito. - ela disse rindo e o Paulo bagunçou seu cabelo.
Eles abriram a porta, eu ia saindo com a Daphine quando o tal do amiguinho me pediu que eu esperasse.
- Ó, eu queria que você soubesse que entre eu e a Dadá só rola amizade, eu bem que tentei. - ele riu - Só que ela ama você, cara. Pode ficar sossegado. A gente brinca as vezes mas eu sei meu lugar.
- Ainda bem que sabe. - falei sério.
- Não briga com ela por causa da gente, ela não demonstra mas eu sei que ela ficou bem triste. E eu te entendo sabe? Se fosse eu no seu lugar sentiria o mesmo. - suspirei.
- Qualquer um sentiria. - ri pelo nariz.
- Nós podemos tentar ser amigos, se você quiser.
- Tentar... Claro. - apertamos nossas mãos.
- Que que vocês tão fazendo aí hein? Não vão vir comer? - ela colocou a cabeça pra dentro, rimos.
- Vamo sim.
Almoçamos juntos com sua mãe, e agora eu já estava mais a vontade com eles, e até fazíamos brincadeira um com o outro.
- Então o Rafa pode namorar com a Banana, o Rafa eu deixo. - o Paulo dizia.
- Claro que não!
- Que que tem, muié? - eles riram.
- Meu filhote é muito novinho pra essas coisas.
- Olhando bem até que ele parece com você mesmo.
- Rá, rá, rá. Que sem gracinha, Barone. - ela o mostrou a língua e nós rimos.
- To com preguiça de ir pra casa.
- Fica aí ué. - ela estava deitada no meu colo - Gente, que horas são?
- Três e vinte e quatro. - lhe respondi.
- Vai começar o jogo da Champs. Muda o canal aí, alguém.
- Jogo de quem?
- Do Chelsea. - revirou os olhos.
- É raro de ver uma mulher que gosta de futebol.
- Raro foi exagero, floros. Só não é muito normal.
- Ela não é normal não. Pensei que já estavam acostumados. - a dona Pri disse entrando na sala causando uma gargalhada coletiva.




Oi e tchau  = )

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Capítulo 48.

" Então deixa de besteira e deixa eu te amar. "


Criei vergonha na cara e fui pra academia, eu ia lá pouca vezes mas sempre sabia do que rolava por lá.

Dancei de me acabar e cheguei em casa mó cansada, só tomei banho, levei o Rafa pra passear e voltei. Deitei no sofá e ele deitou perto da minha barriga. Fiquei fazendo carinho nele enquanto assistia um filme e acabei adormecendo.
- Filha, vai pra cama.
- Ah mãe, não quero. - o Rafa latiu - Cala a boca, menino.
- Vai, levanta daí. - deu um tapa na minha bunda.
- Manhê.
A campainha tocou e ela foi atender, coloquei a almofada em cima da cabeça e o Rafa latiu mais ainda. É o Luan, tenho certeza.
- Isso é hora de tá dormindo, Daphine?
- Uhum.
- Lambe a sua mãe, filho.
- Paraa.
- Vai sua gorda, levanta daí. Vamos jantar fora, vai se arrumar.
- Não lembro de você ter perguntado se eu queria ir.
- Mas você vai.
- Não vou. To sono.
- Que?
- To sono! - ele riu.
- Então eu vou pedir uma pizza. A senhora tem preferência de sabor, sogra?
- Não, querido.
- Mas eu tenho, vai pedir aonde? Na do condomínio?
- É.
- Então diz pro Mauro que é pizza todos queijos.
- Todos queijos? Mauro?
- Da pizzaria ué, ele sabe como é, e vai saber que é pra mim.
- Tá bom... Mas pode parar com essa intimidade viu. - ri negando - E pra beber?
- Tem suco aqui. Refrigerante dá buraquinho na perna e na bunda, estou evitando. - ouvi a mãe gargalhar.
- Cê é gostosa de qualquer jeito, amor.
- Pede logo a pizza, to com fome. - sentei com o cabelo desgrenhado e cara marcada pela almofada, ele deu risada.
Se levantou pra buscar o telefone e a mãe foi dar comida ao filhote. Peguei meu violão no outro sofá e dedilhei os acordes de 'Linda tão linda'.
- ...E eu não vou dar pra trás, vagalume é o carai, eu vou atrás até de onça pra poder te dar. - ri - Eu só quero saber como é que tá seu coração, se ele tiver bem eu fico zen mas se ele não tiver bem, fico no chão.
O louco do Rafa veio correndo da cozinha e começou a "uivar", ele sempre faz isso quando tem alguém cantando, parece até que quer cantar também.
- Sem juízo igual a dona. Saiu correndo e nem comeu.
- Obrigado pela parte que me toca, mamãe querida. - ela riu e colocou o potinho de ração dele perto da mesa de centro.



Comemos entre brincadeiras e risadas, quando acabou a novelas das nove a mãe foi dormir e nós fomos pro quarto.
- Ah olha, esqueci de te contar mas amanhã os meninos vem aqui.
- Ine. - ele cruzou os braços.
- Eles vão me mostrar uma música e a gente vai gravar.
- Tá, mas eu vou poder assistir né?
- Vai. - lhe dei um selinho rápido.
- Qual é a música?
- Surpresa.
- Ah não.
- Ah sim! Eu também só vi a letra uma vez.
- E já topou gravar assim de cara?
- Eu confio nos meninos. - ele revirou os olhos - Você disse que ia parar, né coisa chata?
- É mais forte que eu tá? - dessa vez, eu que revirei os olhos.
- Parece que é um dueto.
- Dueto? Me diz que não é com aquele Nathan, me diz.
- Vai ser com quem ficar melhor, mas minha voz fica legal com a do Nathan...
- Ah cala a boca, eu vou comprar a música e você vai cantar comigo.
- Não quero la la la.
- Tu é chatinha visse? Pelamor.
- Eu também gosto muito de te beijar, Rafael.
- É mesmo é? Agora sim estamos conversando.
Ficamos falando bobagens e rindo um do outro, depois dormimos abraçados.



Perto das dez horas da manhã os meninos chegaram, ri da cara do Luan quando o Nathan me deu um abraço.
Fomos pro estúdio e comecei a estudar a letra, cantamos algumas vezes e foi decido que eu cantaria somente com o Paulo.
Um dueto "pauline" como o Caíque mesmo disse.



Amadoro quando minha mãe me chama de "coisa chata da porra" u.u

domingo, 30 de novembro de 2014

Capítulo 47.

" Quanto mais a gente briga, você fica mais bonita. "


Ficamos "brigados" durante uma semana e esse tempo todo sem nos falar.
Eu viajei dois dias e voltamos pra casa. Essa época de começo do ano não tem muito show, o povo só pensa em carnaval, bloco, trios e derivados.
- Vamo sair hoje?
- Hoje não dá, desculpa.

- Ah beleza então...
- A última saidinha ainda tá rendendo. - bufei.

- Tu ainda não fez as pazes com o cantor?
- Não Nath.

- Se tivesse de rolar alguma coisa entre a gente já teria rolado. Cê quer que eu converse com ele?
- Foi falando com ele que isso tudo começou, melhor não. - ri e ele também - Ele vai chegar hoje e nós vamos conversar.
- Tá bom, boa sorte. - ri - Os meninos tão chamando pra gravar, beijo.
- Beijo! - desligamos.

A Kamila entrou com o Luanzinho e o Gui. Eles tinham ido passear.
- O pai do seu filho chegou, Mocelin. - revirei os olhos.
- Vem cá, bebê. - o chamei e ele correu pra mim, o peguei no colo - Tá com sede né? Dois metros de língua.
- A gente vai sair hoje, tão afim?
- Eu até iria sabe, mas tenho que resolver um problema.
- Coitado! Dr é um uó.
- Cala a boca, Guilherme. - a Kami lhe deu um tapa.
- Ai amor. - fez bico.
Levantei com meu filhotinho no colo e fui até a cozinha pegar água pra ele.
Recebi um whats do Luan me chamando pra conversar e respondi que iria mais tarde, curta e objetiva.
- Filha, cê vai comer em casa ou vai sair com a Ka?
- Eu vou na casa do Luan.
- Então vou sair pra jantar com umas amigas.
- Hummm. Se oriente. - ela riu.
- Leva seu filhote com você.
- E a senhora acha que eu vou deixar meu bebê sozinho?
- Espero que não né! - ela disse e saiu rindo.

Quando escureceu eu fui tomar banho, me arrumei e prendi os cabelos num rabo de cavalo. Apenas perfume e um batom.
- To indo lá na casa do Rafael.
- Não pega muito no pé dele, homem não gosta de discutir a relação.
- Se fecha, Martinelli. Cadê a coleira do bebê?
- Em cima do balcão na cozinha. - fui até lá e a peguei, prendi na guia e ele já se animou pra sair.
- Tchau mãe, tchau guimila. Beijo.
- Vai voltar pra casa hoje, filha?
- Não sei, depende dele. - soltei beijos no ar e saí com o Luanzinho.
Toquei a campainha e a Bruna me atendeu, me dando um abraço e depois deixou que eu entrasse. O labrador enlouqueceu quando viu o poodle. Ele sempre fica assim, late, late, late e o Puff nem aí.
- Ele deve pensar "chegou o pirralho". - falei e a Bruna riu.
- Solta ele, vamo na cozinha. A mãe tá fazendo o jantar. - libertei o filhote da coleira e ele começou a correr ao redor do Puff que nem olhava pra ele, ri negando com a cabeça.
- Se comportem, hein meninos?
- Cuida do seu priminho, tá meu amor? - eu ri.
Entramos na cozinha e ficamos conversando enquanto a Mari preparava as coisas, até o seu Amarildo chegar, ele trouxe sorvete e nós - eu e Bruna - Comemos antes do jantar.
- Depois não vão ter fome pra comer.
- Eu não consigo resistir a um sorvete, Mari. Ele me chama!
- Vem Daphine, me coma. - a Bruna disse nos fazendo rir.

Fomos pra sala assistir novela e depois jantamos, o Luan só apareceu no meio do jantar, só de bermuda e coçando os olhos. Ele sentou ao meu lado e comemos sem trocar nenhuma palavra.
Fiz sinal com a cabeça para que ele subisse, pedi licença à sua família e o acompanhei. A Bruna dava ração aos cachorrinhos e riu.
- Diga o que você quer. - quando ele abriu a boca pra falar eu continuei - Cara, deixa de ser burro! Isso tá parecendo namorinho de adolescente. Nós ficamos uma semana sem nos falar por causa de uma bes-tei-ra.
- Besteira porque não foi com você.
- O Nathan só atendeu meu telefone.
- Eu não gosto dele!
- Por causa de ciúme idiota! - gritei - Mano, se eu quisesse tinha ficado com ele antes. E se seu medo é esse, querido, fique sabendo que eu só te trairia com o Tay. - ele sorriu de lado.
- Eu sei que fui idiota, eu tenho muito medo de perder você. - ele levantou da cama.
- Você tem que entender que ele é meu amigo. Só amigo.
- Eu sei, eu sei. Desculpa, eu prometo que vou parar.
- Seu idiota. - ri - O maior idiota de todos.
- Eu amo você, minha pequena idiota.
- Vem cá, meu idiota. - nos beijamos demoradamente - Ah, eu trouxe nosso filhote, tá?
- Vamo parar de chamar ele de Luan? - riu - Pode ser só Rafa.
- Tá bom. - revirei os olhos.
- Ai que saudade que eu tava de você, coisa chata da porra. - ele me abraçou pela cintura e me tirou do chão enquanto eu ria.




Quase capítulo cinquenta e nada que eu quero aconteceu ainda, essa fic vai ser mais longa do que eu previa, afu kjxksjsvdjfsid

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Capítulo 46.

" Brigados outra vez. "


* LUAN NARRANDO *

- Dez minutos, Luan.
- Beleza. - peguei meu celular e liguei pra Ine.
Chamou uma, duas, três, quatro vezes. Porra, será que ela já dormiu?
- Alô?

- Quem é?

- O Nathan. - não ouvi nada pelo tanto de barulho, mas com certeza não era ela.
- Esse telefone é da minha namorada, cadê ela?

- Ah, ela tá dançando.
- Dançando?

- É que a gente saiu, encontramos umas amigas e viemos pra balada.

- Quem é que tá falando?
- O Nathan!
- Que Nat..., ah. Diz pra ela que amanhã eu ligo.

- Pode deixar. - desliguei.
Ela saiu com o amiguinho e nem pra me mandar uma mensagem avisando.
Reunimos a equipe e fizemos nossa oração antes de entrar no palco, eram onze e meia da noite.
Minha donzela foi uma garotinha risonha que era neta do contratante, devia ter uns quatro pra cinco anos, achei ela muito bonitinha. E na hora do lepo lepo vi um cartaz enorme, e um grupinho começou a gritar o nome de um menino, Marcos o nome dele.
- Marcos, quer ser lepo lepo? - falei rindo - Marlinha, Kakazinha venham aqui. Pronto rapaz, tá vendo essas duas aqui? Escolhe uma pra dançar com você.
As fiz dar uma voltinha e ele escolheu a Marla, estava na grade com faixinha na cabeça e camisa de fã clube, ri disso. Ele me pediu um abraço e eu dei, depois agarrou a Marla e eu cantei pra eles.


* DAPHINE NARRANDO *

Não voltamos pra casa muito tarde mas pela hora achei melhor ele dormir aqui, num outro quarto de hóspedes, claro.
- Cê vai dormir aqui também?
- Que engraçadinho você. - o mostrei a língua.
- E um beijinho de boa noite, rola? - perguntou rindo.
- Vai cagar, Barone! - bati nele com o travesseiro - Escova, toalha... O que tu precisar sabe onde achar né?
- Sei.
- Então beleza.
- Boa noite, Dadá.
- Boa noite, Tchuco. - beijei sua bochecha e fui pro meu quarto.


* LUAN NARRANDO *

Não consegui dormir muito, e às nove eu já estava acordado. Peguei meu celular e novamente liguei pra Daphine, normalmente essa hora ela já acordou.
- Oi mãe. - a voz disse sonolenta.
- Mãe? Que mãe o que.
- É o celular da Daphine!? Cara, desculpa. - respira fundo, Luan.
- Onde é que ela tá?

- Dormindo... Eu acho.

- Por um acaso você tá na casa dela? - esfreguei minhas têmporas tentando manter a calma.

- To. Mas fica tranquilo que eu não to com ela não!
- E por quê você ainda está com o celular dela?

- Eu acho que ela tá com o meu e eu com o dela.

- Da próxima vez que eu ligar, espero que a porra desse celular esteja com ela.

- Olha como você fala comigo. Tu não tem motivo pra tá estressadinho não, calma.
- Ó cara, minha conversa é com ela, entendeu?

- Eu sei. Então se quiser brigar com alguém, briga com a esquecida da tua namorada!

Ele desligou na minha cara. Desligou na minha cara.


* DAPHINE NARRANDO *

- Ó, toma teu celular que o estressadinho do teu namorado ligou.
- Bom dia pra você também. - ri e ele sentou à mesa cruzando os braços - Ele ligou?
- Foi.
- O Luan tem ciúmes de você.
- Mãe!
- Tem é? - perguntou e ela assentiu, ele sorriu - Por isso tanta agressividade essa hora da manhã.
- O que foi que tu falou pra ele, Nathan?
- Nada. Ontem ele ligou e o celular tava comigo, naquela hora que tu tava dançando com as meninas.
- Atendesse? - ele assentiu - Licença.
Peguei meu celular e fui pra fora, sentei perto da piscina e liguei pro Luan.
- Quem tá falando? - ele disse irritado.
- Eu né!

- Como eu vou saber? Se eu te ligo e aquele seu amiguinho atende.
- Acho que trocamos os celulares ontem.
- E a noite foi boa?
- Foi sim.
- E saiu sem me avisar por quê?
- Como é? Menino, tu é meu namorado não é minha mãe não.
- Quando eu saio eu aviso pra você, todo relacionamento tem que ter confiança.

- Isso mesmo, querido. - ouvi ele bufar.
- Não faz mais isso, por favor?

- Tá, vou mandar pelo menos uma mensagem porém vou continuar saindo com ele, ele é meu a-mi-go.

- Cara, você não vê o jeito dele?

- Eu sei, não sou tonta. E ele também sabe e me respeita. Deixa de ser chato e trate-o melhor, você me leva nessas festas que eu não conheço ninguém e nem por isso fico tratando mal.

- Eu tenho que fazer rádio agora. Em casa nós conversamos.

- Ótimo. Tchau.
- Tchau. - desliguei.

Capítulo 45.

" E nem tudo na vida é como a gente quer. "


* LUAN NARRANDO *

Ontem à noite chegamos de Orlando, ficamos acordados até tarde contando da viagem e distribuindo os presentes, um dia antes da gente voltar a Daphine me obrigou a sair com ela pra comprar presentes pra todo mundo.
- Isso é o natal de 2015 antecipado viu, dona Bruna?
- Hãn? Olha, você para hein! - ela jogou uma almofada em mim e nós rimos.

De manhã, a Arleyde me ligou perguntando se eu estava pronto para irmos.
- Ir pra onde?

- Pra Santa Cantarina.
- Ir hoje? Mas eu ainda to de férias!
- Ah, nossa... Me desculpa, eu esqueci de te falar. A gente tem que ir hoje. - bufei.

- Eu não tenho nada pronto, nem em casa eu fui ainda!
- Vai lá e arruma, por favor, temos que ir.

- Tá, tá. - desliguei.

- Que foi? - a Ine disse coçando os olhos.
- Eu vou ter que viajar, amor.
- Quando?
- Agora.
- Agora?
- É, desculpa.
- Tu tem que ir mesmo? - assenti - Então vai né. Tem gente contando os dias pra te ver, vai lá.
- Obrigado por entender. - beijei o topo da sua cabeça.
- Eu sei como é né. - riu - Eu vou ficar com saudade.
- Eu também, pequena.
Levantamos e fomos para o banheiro, fizemos amor ali, sem nenhuma pressa.
E se despedir sempre era ruim, não só dela, da minha família também.


* DAPHINE NARRANDO *

- Ou, tu vai no show do Onze:20?
- Vou. - riu - Por quê?

- Leva eu?
- Levo. - falou rindo - Cadê o cantor?
- Tá longe. - suspirei.

Falava com o Caíque ao telefone, o Luan não iria viajar hoje mas pintou um compromisso e ele teve que ir, já eu teria mais um tempo pra descansar.
- Então se arruma aí, a gente se encontra lá?
- Não. Vem me buscar?

- Tu sabe que o Paulo que dirige pra mim, ele é pago pra isso. - gargalhei.

- Quem que vai?
- Eu e a Bruna.

- Bruna do churros?
- Para de chamar ela assim ou.
- Tá bom. - ri.

- Eu e ela, e o Paulo com a Mabi.
- Ah não! Não to afim de segurar vela, pelamor. E o Nath não vai?

- Não, mas se tu ligar pra ele, ele vai. Sabe como é né?
- Idiota. - falei rindo - Vou dizer pro Nath vim pra cá, a gente encontra com vocês lá, fechou?
- Já é. Vão de carro?
- Claro né, no meu carro.

- Então tá. Oito e meia esteja lá.
- Se eu me atrasar foi culpa do Nathan. - riu - Até mais, beijo.

- Beijo. - desliguei.

Levantei da cama já discando os números do Nathan, ele atendeu no terceiro  toque e o chamei para ir no show, ele topou de primeira e disse que chegaria logo. Essa eu quero ver.
- Vai sair, filha?
- Vou, com os meninos.
- Tá... Vai lá, toma banho que eu procuro uma roupa pra você.
- Obrigada, mãe. - beijei seu rosto e ela sorriu.
Tomei um banho bem relaxante, lavei e sequei os cabelos para não os deixar molhados.
Me arrumei toda e quando ia ligar pro Nathan, a campainha tocou.
- Corri o máximo que eu pude mas o trânsito me atrasou.
- Sei. - ri.
- Wow, tá gatona hein?
- Obrigada, tu também tá lindo. - arrumei a gola da sua camisa.
- Cadê tia?
- Aqui. - ela chegou rindo e eles se abraçaram.
- Vamos?
- Vamos. - ele entrelaçou nossos braços - Tchau tia.
- Tchau mãe, beijo.
- Tchau meninos, divirtam-se.

Ele foi dirigindo meu carro, no caminho ficamos conversando sobre bobagens e cantando as músicas que tocavam na rádio.
- Chegaram, os atrasados! - o Caíque disse assim que nos viu.
Cumprimentei as meninas com beijinhos no rosto e nós entramos. A do churros parecia ser menos antipática que a outra lá.
Fomos ao camarim da banda antes do show e conversamos com o pessoal.
- Admiro muito sua personalidade de ser quem você é, não importa a situação. Suas tretas com os colunistas são as melhores. - o Vitinho dizia e eu gargalhei.
- Obrigada, mas às vezes eles pedem né? - assentiu rindo.
Posamos para fotos todos juntos, e uma delas o Caíque postou logo.
Fomos para onde assistiríamos o show e eu pedi uma água no bar, não quero beber hoje.
- Vai começar já.
- Tá. Tchuco, vamo mais pra frente?
- Por quê?
- Não sou obrigada. - apontei com a cabeça. Os casalzinhos se beijavam, ele riu e fomos para mais perto do palco.
- Ih, olha quem tá aqui.
- Quem? Onde?
- Aí ó.
- Jadoca! Cams!
- Daphine! - elas disseram ao mesmo tempo e nós rimos, depois nos abraçamos e elas me apresentaram seus amigos.
- Veio só você e o Nathan? Cadê seu namorado? - a Camila me cutucou com o dedo indicador enquanto ria.
- É algum lugar com r... Rio de não sei da onde. Não é Rio de Janeiro, ah sei lá. - elas riram - Eu vim com os meninos.
- Ah. Mas e aí, como andam as coisas?
- Tudo ótimo, Jade. Ah eu to vendo a websérie com a Natália viu?
- Que bom! - ela riu.
- Vamos marcar de sair a próxima vez que a mocinha aparecer aqui em Sampa? - a Cami perguntou bagunçando o cabelo da amiga.
- Vamo sim. - sorri - Vocês podem ir lá pra casa fazer um post sobre minhas roupas, ou sei lá.
- Curti essa ideia. Pode deixar que a gente vai. - assentiram.

Depois do show esticamos pra uma balada, deixei meu celular com o Nathan enquanto dançava com as meninas, já que tinha esquecido minha bolsa em casa.




To sem internet e pá. Vou postar assim por enquanto, tá bom? Se tiver erros me desculpem.
>>>>>Prestem atenção nas trocas de POV, POR FAVOR!
E façam uma boa leitura, senhoritas. xoxo = ))

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Capítulo 44.

" Mas é ciúme, ciúme de você... "


O Luan não deu mais piti por causa do Carter e conseguimos aproveitar muito bem nossos últimos três dias de férias.
Nós paramos algumas vezes pra falar com fãs, o que me deixou bastante surpresa já que não fazia muito sucesso fora do Brasil, mas o vesgo sim e ele merece, merece muito.
- Partiu Brasil? - disse me abraçando por trás.
- Partiu. - sorri.
- Cê gostou da nossa viagem?
- Muito.
- Mesmo?
- Uhum. Nem seus ciúmes chatos atrapalharam. - ele fez careta e eu virei para beijá-lo.
- A gente tem que voltar aqui logo, juntos.
- Também acho. - entrelacei meus braços em seu pescoço.
- Na nossa lua de mel, tá? - ri.
- Vou pensar no seu caso.
O Charlie chegou e levou nossas malas até o táxi, agradecemos a eles, pagamos tudo e nos despedimos.

Tudo estava ótimo, até o Luan encontrar uma "amiga" no aeroporto, ela pegaria o mesmo voo que a gente e nossas poltronas eram na mesma fileira. Uns chamam de coincidência, eu chamo de azar. Que porra, tava tudo bom demais pra ser verdade.
- E o que você anda fazendo, Lu? Nunca mais te vi.
- Ele não frequenta mais o tipo de lugar onde te encontrava, não precisa. - sorri cínica e ele me olhou feio mas to nem aí.
- Nicinha, essa é a Daphine, minha namorada. - continuei de braços cruzados. Não vou fingir que gostei dessazinha, não faço questão de ser educada.
- Ah é sua namorada? Pensei que fosse fã, parece ser tão criança, tem quantos anos? Quinze? - deu uma risada.
- Ela não tem quinze, não. - riu tenso pelo clima pesado que pairou na sala de embarque.
No avião, eles batiam altos papos enquanto eu só desejava ter uma arma.
- Estavam de férias? Que legal, Lu.
- E você, tava fazendo o que por aqui? - perguntou.
- Vim fazer um programa. - eu gargalhei alto.
- Ah. - ele falou pra ela e me olhou em seguida, confuso. Fiz cara de "tá vendo? Eu sabia", ele assentiu discretamente apertando minha mão.
- Programa? Nossa, tão longe... Deve ter cobrado caro. - comentei interessada.
- De TV, sua imbecil! - ela rosnou, ui.
- Não falei nada, queridinha. Falei alguma coisa, amor?
- Não, amor. - concordou.
- A não ser que tu leia pensamentos. - ri.
- Não precisa ler pensamentos pra saber o que se passa na mente de uma... Criança.
- Quando também se é uma fica bastante fácil, não?
- Cê trabalha em Salvador mesmo é? - o Luan se meteu.
- Sim, Lu.
- Ah, e em qual programa que cê trabalha?
- Engraçado, não sabia que tinha lugar pra vaca na televisão. - murmurei alto o suficiente para que eles ouvissem.
- Não sabia o que, Ine?
- Ah já sei! Globo Rural. É no Globo Rural que ela trabalha. - o Luan riu baixinho.
- Eu não tenho saco pra isso não. - ela levantou e foi embora.
- Amor, cê é louca.
- Tu não viu o quanto ela estava se insinuando, Lu? - falei debochada.
- Eu nem tava dando bola pra ela.
- Fazer isso na minha frente seria cara de pau demais, né Luan Rafael? - bati em seu ombro.
- Eita que muié braba. Fica tranquila, eu acho ela feia. Muito feia.
- Tu não me engana não, vesgo. To de olho em você.
- Sua besta. - nos beijamos.
- Eu odeio que me chamem de criança, odeio. Se ela voltar pra cá, eu arranco aqueles mega hair, tá ouvindo? Arranco. - ele riu.
- Isso tudo é ciúme é?
- Não, é fome.
- Que amorzinho, coisa fofa. - falou rindo.






O capítulo tá sem nome pq to sem criatividade flw? Kkkkkkk depois eu coloco.

E tá sem o alinhamento porque to pelo celular, e se tiver erros na escrita, é por esse mesmo motivo. Não to conseguindo acessar a internet pelo pc aqui, quando conseguir prometo que arrumo tudo.
Só postei mesmo pra não deixar vocês sem capítulo = ))


Deem sugestões, tenho uma linha cronológica - literalmente - mas tem umas lacunas que preciso preencher, me ajudem?
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Prontinho, já arrumei ksksksks

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Capítulo 43.


" A gente se abraça e se beija, e finge que nada aconteceu. "


Depois de mais um dia brincando pelos parques, fomos pro hotel descansar.
Iríamos comer no quarto mesmo, tava só esperando o Rafael sair do banheiro pra pedir. Aí chamei a Kamila no skype.
- Como que tá aí?
- Bem. - ri - O Luan tá morrendo de ciúmes do nosso guia.
- E ele é gatinho?
- Uhum. - rimos - Cadê a Mãe?
- Tá na cozinha com o Gui.
- Eu to com fome.
- Vamo pedir nossa comida, ô coisa gorda? - ele saiu do banheiro com uma toalha amarrada na cintura e outra no cabelo.
- Vamo.
- Oi Cunhado.
- Oi Kami. 
Pedi nossa comida e, enquanto ela não chegava ficamos conversando com a Mãe e Guimila.
Depois que comemos, peguei um livro na mala e meio que deitei para lê-lo.
- Nós precisamos conversar. - ele disse me olhando e eu ergui uma sobrancelha.
- Pode dizer.
- A gente vai mudar de guia.
- O que? Por quê?
- Ele te olha demais, parece até que tá te vendo nua!
- Para com isso, não tem nada a ver.
- Eu não quero saber, já disse.
- Luan, por favor. Não estraga nossas férias por bobagem.
- Não é bobagem. E se fosse com você? Uma loira bem gostosa, apertadinha naquela roupa de guia e
- Eu já entendi, tá! - elevei meu tom de voz
- Maravilha.
- Mesmo não concordando, vou trocar. - suspirei - Não é sempre que posso ficar livre num lugar, não vou estragar isso.
- Acho bom. - ele disse e eu cruzei os braços - Vamo andar pelo hotel?
- Vá sozinho.
- Ah não começa.
- Quem começou foi você.
- Para com isso, amor. Eu só to defendendo o que é meu.
- Não tem nada seu aqui.
- Tem sim. Você. - revirei os olhos e me cobri com o edredom. 
- Vai logo andar, me deixa sozinha.
- Não.
- Eu quero paz pra ler, vai logo.
- Cala a boca. - ele disse e o mostrei o dedo do meio - Para com isso, Ine. Coisa de criança!
Dito isso, eu o encarei por alguns segundos, fechei o livro e peguei meu celular, coloquei os fones no ouvido e dei play, começou a tocar Wiggle do gostoso do Jason Derulo.
Nós - alunos - Dançamos muito essa música lá na academia, tava até conversando com a Lia pra colocarmos aulas de Twerk, não é tão conhecido por aqui e isso é bom, e por esse mesmo motivo é ruim também. Confuso né?
Em meio aos meus devaneios, ele saiu fechando a porta sem nem olhar pra mim.
- Idiota. - bufei, rindo em seguida. Alô produção, pega a doida.
Tirei a música do fone e aumentei o volume, fiquei em pé na cama e comecei a dançar, me sacudia e balançava os quadris no ritmo da música, depois começou a tocar Talk Dirty que também é do Jason, amadoro dançar essa música. Ela parece uma coisa que te dá tipo um choque no dedinho do pé e sai subindo pelo resto do corpo, e você enlouquece e dança como se não tivesse amanhã.
Continuei dançando outras músicas bem agitadas, até baterem na porta.
Desci da cama num pulo e fui abrir a porta. Dei de cara com o Luan, que segurava um buquê de rosas amarelas e um pacote de rosquinhas.
- Pra você. - ri e o puxei pela mão.
- Entra logo. - ele entrou e eu fechei a porta, ele colocou o pacote de rosquinhas na cama e se ajoelhou - Ah mano, levanta daí.
- Me desculpa, pequena?
- Não precisa disso. - falei pausadamente.
- Me desculpa? - repetiu. 
- Desculpo, tu não tem culpa de nada. Agora levanta.
- Eu só tenho ciúmes por que eu te amo. - peguei as flores da sua mão e as coloquei na cama.
- Esquece disso. - o abracei.
- Desculpa ter te chamado de criança, eu não queria te ofender.
- Às vezes eu sou criança mesmo.
- É o seu jeito, eu gosto de mimar e cuidar de você. Eu te quero assim.
- E eu amo você, seu chato idiota. - ele sorriu e me beijou, um beijo suave, sem malícia.
- Você é a melhor sabia?
- Sabia! - lhe dei um selinho.
- Meu Deus, mulher, casa comigo? - falou num tom de brincadeira.
- Caso. - respondi igual, com nossas testas coladas.
- Sério?
- Não. Eu não quero casar com ninguém.
- Nem comigo? - me deu um selinho.
- Nem com você.
- Mas você não me ama?
- Amo ué.
- Então casa comigo.
- Posso pensar?
- Pode.
Deitamos abraçados, ficamos conversando, brincando e comendo as rosquinhas.
- Vou postar uma foto das flores.
- Cê gostou?
- São lindas. - beijei sua bochecha - Obrigada. Diz uma legenda.
- Coloca assim "do melhor namorado do mundo". - gargalhei.
- E mais humilde também né?
- Sempre. - ele riu e revirei os olhos - Pera, que eu que vou postar essa foto, vou mostrar pra todo mundo como eu sou romântico.
- Aham sei.

" Sou o melhor namorado que existe e a @daphinebutler não pode reclamar. Né não, amors? "

- Aí ó, postei.
- Atualiza aí o troço, quero ver os comentários. - ri.
- "Claro que não pode reclamar!" - ele leu rindo.
- Essas meninas enchem tua bola demais, aí fica assim, convencido. - neguei com a cabeça.
- Olha, esse: "E se ela não quiser, tem quem queira." - gargalhei.
- Vou comentar essa foto. Espera. - peguei meu celular - Pronto. Olha aí.
- "Reclamar hoje, reclamar amanhã, reclamar pra sempre. Ilysm, neném." - me olhou confuso - Que que é esse negócio de ilys...?
- I love you so much.
- Ahh. Owwn, que coisa mais linda.
- Awwn, que coisa mais lerda. - falei rindo e o beijei.