sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Capítulo 21.

 " Meu riso é tão feliz contigo. "


Assim que o Luan chegou, o contei sobre o Caldeirão.
- Sério?
- Sério! - falei animada e ele me girou pela sala num abraço apertado.
- Conseguiu tá vendo. - ele sorriu.
- Cê tá me ajudando né. - confessei e ele riu.
- Até que não é tão ruim, você é menos insuportável do que eu pensava quando te vi na gravadora do seu pai.
- Então me achou insuportável logo de cara? - envolvi meus braços em seu pescoço e ele fez o mesmo, na minha cintura.
- Foi. - me deu um selinho - Demais, e ainda acho, mas agora menos, sacou?
- Saquei.
- Tem comida aí? - ele perguntou depois de outro beijo, e eu revirei os olhos.
- Vou fazer twittcam pros meus meninos. - subi pro meu quarto.

Aquela baleia, vulgo Luan Rafael foi pra cozinha e no momento está comendo um bolo de cenoura com cobertura de chocolate que a Mãe fez exclusivamente para ele. Posso com isso?

" SURPRESAA! Twittcam em meia hora, só eu arrumar os treco aqui! xoxo "

Procurei meu violão e liguei o trocinho lá, fiquei esperando ficar um número bom de telespectadores e apareci.
- E aaaaaí? Tão me vendo e ouvindo certinho né? ...Nossa tá cheio de fãs do Luan aqui. - ri - Sejam bem vindos, os educados. E meus phiners como estão? Ahh tenho uma novidade pra vocês, sabe o Caíque? Ele veio aqui compor comigo e a música tá ficando bem foda, depois libero um versinho pra vocês verem. - pisquei - Vai ser uma romantiquinha. Agora vamo de pergunta? Deixa eu ver, deixa eu ver... Já falei que amo os users de vocês? - gargalhei - Ó, pergunta do Fabinho, grudaphine, "Quando será o próximo show no RJ? A saudade não cabe mais em mim :( " bem, eu também to morrendo de saudade de todos e show eu não sei mas brevemente to chegando aí, pra gravar com o Luciano! Eu to muito feliz, cara a agenda tá bombando, ai caraio.
- Ine, cê vai querer comer agora? - ele disse entrando no quarto.
Obviamente o pessoal escutou, tanto que vários "LUUAAAAAAAAN" começaram a aparecer.
- Depois, to conversando com os meninos. Vem aqui. - seja o que Deus quiser.
- Cê vai tocar? - falou sentando ao meu lado e deu um tchauzinho pra câmera.
- Vou. - lhe dei um selinho e ele ficou surpreso mas assentiu sorrindo - Vamos ver mais perguntas aqui... Quer escolher uma?
- Tá certo, deixa eu olhar isso aqui rapaz. Essa é legal, da Tati do encantobutler, "O que mais gostam de fazer juntos?". - me olhou.
- Depende do dia né?
- Eu gosto quando eu volto de viagem, que ela me abraça bem forte. - ele me apertou.
- Ai seu Gordo. Eu também gosto do seu abraço. Mas juntos não sei, talvez...
- Dormir, dormir é legal e juntos é melhor ainda. - assenti.
- Outra pergunta, tchan tchan tchaaan... Da Vilma, onelovedmb, "O Luan curte suas mechas coloridas?" deixo pra ele responder. Curte?
- Curto, curto tudo nela. - pegou uma mecha verde do meu cabelo e colocou feito um bigode.
- Olha que retardado. - rimos.
Conversamos, rimos muito e tocamos umas vezes, depois nos despedimos e desliguei as coisas e guardei o notebook.

- Parece que eles gostaram. - falou atento ao celular.
- E quem te deu liberdade pra ficar assim na minha cama? Bora levanta.
- Deixa de chatice e relaxa aí. - deitei também e fiquei vendo a reação deles pelo meu celular - Parece que são poucos que ainda não gostam de você.
- Rejeição não é problema pra mim, desrespeito sim.
- Bem desencanada você né? - ficou de lado.
- Depende do assunto. - apertei seu nariz.
- E quando o assunto sou eu?
- O que?
- Como você se sente quando o assunto sou eu?
- Normal ué.
- Fala a verdade, Ine.
- Cê quer que eu fale o que?
- O que você acha de mim, só isso.
- Ah... Eu gosto do seu beijo, e do que a gente faz, sozinhos e tals...
- Safadinha. - gargalhei.
- Idiotaa.
- Posso te contar uma coisa?
- Não. - me olhou e eu dei risada da cara que ele fez - To brincando, pode.
- Eu não vejo o meu futuro sem você.
- Quê?
- Eu não consigo explicar, é confuso... Ao mesmo tempo que eu quero ficar beeem longe de você, eu te quero pertinho de mim. Entende?
- Não. - ele riu e selou nossos lábios.
- Cê é burra de nascença ou fez curso?
- Fiz curso na UBL, Universidade Burrista do Luan.
- Burrista?
- É.
- O que é burrista?
- Você ué.
- Tipo turista?
- Não, burrista mesmo. - ele gargalhou.
- Vai deixar eu ficar aqui com você hoje?
- Não gosto de você dormindo aqui.
- Então a gente faz outra coisa.
- Não.
- Tá chatinha hoje hein.
- É mesmo. - dei de ombros.
- Deixa eu te relaxar, uma massagem, só. - o olhei e ri assentindo.
Deitei de bruços e ele tentou fazer uma massagem, ele não sabe fazer nada, meu Deus.
- Não é assim ouu. - reclamei.
- Então vou te relaxar do jeito que eu sei.
- Não. Seu tarado safado.
- A gente namora e eu não posso nem aproveitar.
- Então pra você, namorar é só sexo é?
- Não mas essa é a melhor parte.
- Você é muito pervertido, cruzes.
- É que eu não resisto a você.
- Então agora a culpa é minha?
- É, quem manda ser assim.
- Assim como?
- Tão... Boa. - gargalhei.
- Boa? Cê acha?
- Demais. - subi em cima dele.
- É? - rocei nossos  lábios.
- Aí ó, já vai começar. Adora me provocar e depois me deixa na vontade.
- Não to te provocando, é só um beijo. - comecei a beijar seu pescoço, logo suas mãos apertaram minha cintura.
- Mudou de ideia foi?
- Não... Mas...
- Mas? - ri.
- Esquece. Vamo parar. - sentei na cama e ele fez bico.
- Tá né... Então, me mostra a música?
- Não quero. - cruzei os braços.
- Eu faço cosquinha em você. - se preparou pra "dar o bote" e eu bati com um travesseiro na cara dele - Porra Ine, tá doida é?
- Desculpa. - tive uma crise de risos.
- Para de rir.
- Eu não... Consigo. Ai minha barriguinha.
- Agora você vai rir com gosto.
- NAAAAÃO. Socorro. Para, para Luan, para. - ria descontrolada.
- Só vou parar porque cê tá vermelha, olha, olha no espelho. - ele disse rindo e eu levantei pra olhar no espelho.
- Se eu tivesse ficado sem ar, seu doido?
- Eu te fazia respiração boca a boca. - ri negando com a cabeça.
- Vai, pega o violão antes que eu me arrependa.




Podem me amar.
To na casa de Vovô e dei um jeito de postar, só ia postar na segunda mas sou muito boa, meu Deus, eu sou foda! Hauhahauhahuaha parei.

Ai que emoção, seja bem vinda, Hauane ♥
Fique a vontade pra dar sugestões, fazer críticas construtivas... E obrigado, fico muito feliz que esteja gostando!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Capítulo 20.

" E se você parasse de pensar no futuro 
E aproveitasse cada momento quando estamos juntos. "


- Menininha, o Caíque tá lá em baixo. - a Cléo disse na porta.
- Ai Cléo, que preguiça. Pede pra ele subir, pooor favor?
- Tá bem. - ela desceu e logo o Caíque subiu.
- Ouu essa subida deu fome.
- Deixa de ser exagerado. - ele riu e nos abraçamos - Cadê os outros?
- O Tchuco eu não sei, e o Paulo tá com a Gabriela.
- Ah. - revirei os olhos e ele deu uma de suas risadas.
- Trouxe o violão e a partitura tá... Aqui. - tirou do bolso.
- O violão vai sair do bolso também? - gargalhei.
- Ah, porra eu esqueci no sofá.
- Vamo descer, pro estúdio!?
- Vamo.
Fomos pro mini estúdio que havia em casa, o Alessandro que construiu à meu pedido.
Ele me deu a letra quase terminada, arranjamos a melodia, o tom certo mas eu achei que tava muito acelerada.
- E se eu cantasse um pouco mais lento e fizesse essa parte mais alta?
- Vamo tentar. Um, dois, vai.
- Eu não sei o que fazer
Não tem ninguém aqui pra me impedir de te escrever
Outra canção pra me fazer entender
Que eu te... Porra.
- Que foi? - riu.
- Espera. - peguei o celular - Que que é, Rafael?
- To sem fazer nada e quis te ligar, tá ocupada?
- Muito.
- Fazendo o que?
- No estúdio com o Caíque.
- Caíque?
- É, cê sabe. Agora tchau, to gravando.
- Olhaa, quero ver isso aí depois viu?
- Tá, tá.
- Fala direito comigo, coisa chata.
- Eu to ocupada, Luan que coisa. - ouvi sua risada.
- Vai lá, e canta pensando em mim tá? - ri alto.
- Tchau, babaca.
- Tchau, Ine. Beijos.
- Beeijo. - soltei meu estalinho e ele riu, revirei os olhos. Desliguei.

- Dinda, se identificou com a letra?
- Caíque, cala a boca. - rimos - Vamos continuar.

" Dia de estúdio com Caiquin ♥ ♥ #shhi @caiquegama "

Trabalhamos muito e depois fomos comer.
- Vem depois pra gente terminar.
- Uhum. Tem um pedaço desse bolo pra eu levar pra casa?
- Nossa, garoto. - ri - Tem, peço pra Cléo arrumar pra você.
- Vi no seu Insta, aquela Lia é bem gostosinha.
- Caíque. - ele riu.
- Em outros tempos eu pegaria.
- Ela é mais velha que você ouu.
- Tenho problema com isso não, tia. - dei risada negando com a cabeça.
 Depois que escureceu ele foi embora e eu liberei a Cléo.

A Mãe chegou em seguida, ela anda dando umas saídas esquisitas, hmm...
- Tava onde, Mãe?
- Fui no salão, fiz escova e arrumei as unhas.
- Hummm. A Senhora vai sair hoje ainda?
- Não. Quer comer agora, Filha?
- Quero... - ela tá escondendo alguma coisa. Certeza.
- Daaaphine! O Luciano te chamou pra gravar o Caldeirão. - a Kami gritou assim que atendi sua ligação.
- QUE? Meu Deus.
- O namoro tá fazendo efeitooo! - gargalhamos - Daqui duas semanas ok?
- Ok. Posso falar pros meninos?
- Pode. Ahhh to muito feliz.
- Ahhh eu também. - gritei.
- Que gritaria é essa, Daphine?
- Maanhê, eu to de volta na tv.
- Ah meu amor, que bom. - ela me abraçou.
- E tem outra coisa. - a Kami cantarolou - To vendo as datas pra sua volta aos palcos!
- Mano, eu vou morrer de felicidade. Pota que pareeeo.

Queria contar pro Luan, mas pela hora, acho que ele ainda estava no palco.
Quase não dormi, fazendo planos, imaginando como seria. Esperei tanto por isso.

" Oi e tchau. Boaa noite, amo vocês. Durmam com os anjinhos! ZzZZzzZ "

Postei no twitter e saí logo, me cobri com o edredom e virei pro outro lado. Dormi.




Oi, eu voltei :)
O blogger está frescando com a minha cara, se tiver alguma coisa diferente aqui tipo, capítulos fora da ordem, ignorem. Fico grata.
Beijocas!

Capítulo 19.

" Ciúmes de você, você sabe que eu mostro
Se tenho ciúmes é porque eu gosto.
"


- O-oi, Ine.
- Oi. - falei com uma sobrancelha levantada e fechei a porta - Pensei que o atendimento tinha sido antes do show.
- E foi, só que a Kiki é muito minha fã e implorou pra me ver.
- Kiki? - a encarei.
- Tem sorte de ter um homem desse. - ela riu estendendo a mão pra mim.
- É, eu sei. - a ignorei - E esse papelzinho o que é? E cadê sua aliança senhorita "muito fã"? Eu posso ser tudo menos burra. Dá o fora daqui. - ela empinou o nariz, eca.
- Toma aqui, Lu, me liga.
- Mas que piranha. - falei não acreditando.
- Olha como fala comigo, sua drogadinha.
- Olha aqui, sua vadiazinha. Eu aprendi muita coisa com os "drogadinhos", vai pagar pra ver?
- Daphine. - o Luan segurou meu braço, o olhei furiosa e ele soltou.
- Dá o fora daqui, peito de ar.
- Bem que você queria uns peitões assim.
- Fofa, tu tá igualzinha a uma vaca que eu vi na fazenda. Pensando bem acho que até era bem parecida contigo, não era você não? - ri debochada - Escrota. Para. Tchau.
- Você é louca. - ele disse assim que ela bateu a porta.
- E tu sai de perto de mim, não quero papo com você. Traidor.
- Eu não te traí.
- Mas pensou né? Vou pro hotel, tchau.
- Me espera.
- Não. - saí batendo a porta.
Fiz pirraça e não falei com ele o caminho todo.

Me despedi de todos e fomos pro quarto.
- Ine, para com isso. Fala comigo, ô coisa chata.
- Luan, sua voz está me irritando. Cala essa boca.
- Tá de tpm é?
- Vai se foder.
- Tá né? - ele riu e eu sentei na cama pra tirar os sapatos - Vai onde?
- Me jogar da janela. - me olhou assustado - Não te interessa onde eu vou. - entrei no banheiro, não estava com fome então, depois que saí do banho e vesti um pijama fui direto pra cama.
Ele tomou banho e fez o mesmo que eu.
- Ei sua besta.
- Mano, toma no cu. - me virei pro outro lado e puxei o edredom.
- Eu to com frio.
- E eu perguntei?
- Olhe para mim. - me virou - Para com isso vai?
- Isso o que?
- Cê sabe, Ine.
- Não, não sei.
- Sabe sim.
- Não sei.
- Sabe.
- Não se - me calou com um beijo carinhoso e calmo, no começo.
Aos poucos o beijo foi se aprofundando, e quando demos conta, estávamos nus e ofegantes.
- Vontade de te matar. - falei.
- Não fica assim, ela que tava se jogando pra cima de mim.
- Vai dizer que não gostou dos peitões? Seus olhos quase pularam no decote, Luan Rafael.
- Prefiro os seus, nem muito e nem pouco, um meio termo. Um meio termo bem gostoso.
- Esse papo furado comigo não cola.
- Você fica mais linda com ciúmes.
- Eu não to com ciúmes.
- Eita, muié difícil. - riu - Eu nem peguei o whats dela, cê viu.
- Não pegou por que eu cheguei né? - debochei.
- To feliz demais. Muito feliz.
- Porque seu Idiota? - dei um tapa no braço dele.
- Você com ciúme, tá mostrando que se importa comigo.
- Não, eu não quero é ficar conhecida como chifruda pelo Brasil todo.
- Para, Ine. Que coisa... - segurou minha mão.
- Que que tu quer?
- Você, só você. Deixa de neura. - subiu em cima de mim - Vai querer um segundo round?
- Não.
- Quero ver até quando vai resistir. - seus lábios encontraram meu pescoço.
- Não chupa...
- Você pira quando eu te chupo.
- Mas eu odeio a marca. - suspirei.
- Tá frio, usa um pano no pescoço.
- Ai... - gemi baixinho e o empurrei - Não. Eu vou tomar banho, você fica aí.
- Deixa eu tomar banho com você.
- Só banho viu.
- Tá... Só banho. - ele levantou e fomos tomar um banho, bem que ele tentou mas foi só banho mesmo.





 E aê, pessoas? Tudo susu?
Ai cara, sério, to morrendo de vontade de mandar um povo se fubá.
____________________________________________________

EEEEEEEEE eu tenho uma notícia maravilhosaaaaaaaaa! Saquem só:
( eu muito artista, que fiz essa header PAAALMAS kkkkkk sqn )


AAAAAAAI BRASEEEL, to chorosa e tipo, super-mega-ultra-power-blaster ansiosa, só de pensar que eu tenho uma chance de exxmagar esse guri, meu pobre coraçãozinho vai à mais de mil *----*
Maaaas vou parar de contar com o ovo ainda dentro do rabinho da galinha né? Vai que num dá certo? :(

Beijos glitterizados ;*

Capítulo 18.

" E o que te impede de estar feliz? "
 

( BRASEL OLHA ESSA MOLIER ♥ MDS. PAREI )

" Partiu? ✌ ♫ "

Fomos com o Luan e o povo todo.
Ficamos no mesmo hotel, e eu e ele obviamente no mesmo quarto.
Na entrada ouvi alguns "drogada", "vadia" e comecei a rir, ai, ai.
- Liga não, Daphine elas vão acostumar.
- De boa, Bru. Aquelas meninas deviam ter uns doze anos, não vou bater boca com criança.
- Não fala assim delas. - o Luan reclamou.
- Eu só falei a verdade, a verdade dói, floro. Claro que não são todas, a maioria sorriu e acenou pra mim. Mas todo fandom tem as frutas podres, no meu não é diferente. - dei de ombros.
- Vão brigar por isso? - o Gui perguntou.
- Vamos. - dissemos juntos e eles riram.

Nos arrumamos cedo, e na hora de sair o Luan ficou com frescura com aquele cabelo dele.
- Mano, raspa o cabelo e compra uma peruca!
- Não amola, Daphine. Me ajuda a terminar isso aqui.
- Não ajudo nada. - sentei cruzando as pernas.
- Ô mulher chata viu.
- Chato é você. Cala a boca.
- Olha que eu vou aí e te calo.
- Termina esse cabelo, Luan Rafael.
As meninas ligaram dizendo que já estava todo mundo pronto, apenas esperando nós dois. Terminei de arrumar aquele cabelo dele, peguei minha bolsa e o arrastei pra fora.
- Caalma.
- Que calma o que, se atrasar é feio.
- Eu sempre me atraso.
- Você é feio. - entramos no elevador.
- Cê que é feia, que horrorosa. - mostrei o dedo do meio pra ele - Olha que legal a gente tá sozinho no elevador.
- Nem venha.
- Ai que vontade de ir.
- Olha, olha... - quando ele se aproximou de mim, a porta foi aberta e uma senhora entrou.
- Boa noite.
- Boa noite. - a cumprimentamos.
- Ia incomodar se eu pedisse uma foto?
- Claro que não. - respondi e ela tirou uma arma da bolsa - Meu Deus.
- Quietos os dois viu. - assentimos assustados - Coloca aqui na bolsa da vovó, os celulares, jóias, dinheiro, cartão de crédito. - fizemos tudo e no lobby do hotel todos nos esperavam, quase gritei pro Wellington ir atrás da velha mas lembrei que ela tava armada.
- Vai atrás dela, gente.
- Cara, ela quase matou a gente no elevador, vão.
- A velhinha? - o Juliano disse incrédulo.
- VAAAI. - gritei nervosa, o Rober e o Well sairam correndo com dois seguranças do hotel.
- Calma, Ine. - ele me abraçou.
- Por que vocês não deram um pau nela?
- Não pode bater em idoso, Bruna.
- Um caralho, se ela não tivesse com uma arma eu tinha metido a voadora nela. - riram.
- Calma aê, samurai.
- Me deixa, Guilherme. - ouvimos um tiro.
- Eu to com medo. - a Bruna disse e o Luan a abraçou também.
- Não é melhor a gente ir pros quartos não? - a Kami disse e a Marla concordou.
- Tem o show, gente. - a Karielle lembrou.
- Olha aqui as coisas de vocês. - o Well falou.
- Ah meu Deus, obrigada gente, muito obrigada.
- O que foi aquele tiro? - o Paulinho perguntou.
- Um dos seguranças, atirou pra cima para que ela parasse de correr. Ela jogou a bolsa e continuou correndo.
- Vejam se está tudo aí.
- Tudo aqui. - confirmei aliviada.
- Pro show agora né, gente? Vamos. - o Luan disse.

Depois desse sustinho básico, fomos embora pro local do show, fiquei no camarote com a Bruna, a Kami e o Gui.
- Vou deixar você beber tá bom? Só um pouco.
- Tá. - sorri pra ele - Mas se eu pensar em exagerar, por favor, me parem.
- Pódexa.
- Vocês vão querer alguma coisa? - ele perguntou.
- Pra mim trás uma água, Amor.
- Sem gás né, Amor?
- Uhum.
- Smirnorff? - sugeri.
- Pra nós duas. - a Bru concordou.
- Já volto.
- Kamila, deixa do teu vício. - reclamei.
- Ah também quero entrar na foto. - a Bru fez bico.
- Venham aqui, suas horríveis.

" Selfie com elas que não deixam eu tirar uma foto sozinha. @daphinebutler @brusantanareal "

- Que legenda ofensiva. - a Bru disse e eu concordei.
- Calem a boca.

O show era realmente muito bom, embora eu nem gostasse taaanto assim de sertanejo. A melhor música pra mim, é a "garotas não merecem chorar", meus meninos surtaram quando cantei ela numa twittcam, e eu nem tinha a menor ideia de que ia conhecer esse Vesgo.
- Chama o Luan pra gente ir pro hotel.
- Eu?
- É, vai lá.
- To com preguiça, fiquei o show todo em pé. - fiz bico.
- Quem vota pra namorada do cantor ir, levanta a mão. - o Gui disse e os três levantaram a mão.
- Ahhh não vale.
- Valeu e foi justo. - a Kami disse.
- Vai lá, to mega cansada, só quero cama. - a dona Bruna preguiça se jogou no sofazinho que havia ali.
- Já vou. - bufei e fui.
- Tá procurando o Luan, Daphine?
- É, pra gente ir.
- A gente tá quase terminando aqui. Ele tá no camarim dele, pode ir. - o Rober avisou e eu segui pro final do corredor.
Como eu sou sem educação, entrei sem bater mesmo.
- Ora, ora, ora. - coloquei as mãos na cintura.




Estou poupando créditos do celular, e não tenho paciência para escrever pelo pc.
Tenho mais um capítulo salvo, domingo ou segunda eu venho e posto, volto na ativa próxima sexta-feira, ou qualquer coisa vou na praça usar o wifi de lá.
Indiquem a fic à amigas, colegas, inimigas... Mas me ajudem nessa okay? Muito obrigada.
Ah gente, mais alguém tem dúvida quando os meninos da Fly aparecem na história? Perguntem tá bom?

See you later, darlings !  xoxo

Capítulo 17.

" Se eu sei que no final fica tudo bem. "


- Vai no meu show amanhã? - ele perguntou.
- Não sei... - respondi depois que terminei de mastigar.
- Cê nunca foi... Vai, a Piroca também vai, leva a Kamila e o Guilherme.
- Não sei.
- Vai por favor? Eu volto com você pra casa.
- Onde que vai ser?
- Aqui pertinho da capital, vem vai? - fez bico.
- Por que isso agora?
- Eu quero que você vá. Só isso.
- Hum... Tá eu vou. - me deu um beijo.
- Eu te ajudo a lavar a louça.
- Olha... - me impressionei - Vamo.
Lavamos a louça e como não tinha nada pra fazer e já estava tarde, eu fui pro meu quarto. Logo ele entrou e deitou comigo me abraçando. Hm.
- Ei. - falei.
- Oi?
- Tá assim comigo por que?
- É carência.
- Tá. - ri e ele colocou um edredom sobre nós.
- Eu ganho pelo menos um beijo?
- Não.
- Chata.
- Eu sei. - beijou meu ombro.
- Sua carência tá foda hein.
- Você não se sente assim? Cara, ficar na seca por muito tempo não é pra mim. To começando a achar que você me trai.
- Não, vê se eu sou dessas pra tá traindo namorado, ainda mais a gente, que o povo nem vai gostar de falar.
- Desculpa, tava brincando.
- Agora você, fica com um monte de mulher nos camarins por aí a fora. Quem garante que nunca me traiu e essa carência seja remorço?
- Claro que não sua maluca. Eu to gostando de ficar só com você.
- Tá, sei. " ficar na seca por muito tempo não é pra mim". - o imitei com ironia.
- Como quer que eu te prove?
- Não precisa disso.
- Anda fala.
- Luan, não precisa. - me virei para olhá-lo - Eu acho que acredito em você.
- Mesmo? - assenti e selamos nossos lábios - Ó, lá nada de roupa curta ouviu?
- Vai se ferrar, eu visto a roupa que eu quiser.
- Que rebeldia é essa? Te dou umas chineladas.
- Dá nada, se você me bater quando tu dormir eu te mato.
- Nossa que ousada.
- Você não viu nem um terço da minha ousadia.
- Agora eu quero ver.
- Vai ficar querendo.
- Vai deixar eu dormir aqui?
- Hoje não.
- Então eu vou embora. Tchau.
- Tchau. - ele foi.
Quando começou a chover, me mandou um whats:

" Frio :x "
" Tu me acordou pra dizer que tá com frio? Não creio. "
" Calma, eu estava apenas comentando o clima da nossa cidade kkkk
Quer vir pra cá? "
" Meus lençóis fazem bem o papel deles. "
" Prefere os lençóis? "
" Pois é. "
" Magoei viu. "
" To nem aí. "
" E se tiver trovão? "
" Eu não vou dormir direito. "
" Acho que vai ter hein. "
" E o que eu posso fazer? "
" Boa noite, tchau. "
" Tchau '-' "

Durante a madrugada começou os barulhos infernais, eu tenho certo trauma com isso desde criança, e depois que a Mamãe morreu ficou pior.
A Mãe Pri falava pra mim e pra Kami, que quando sentíssemos medo era só fazer a Oração pro nosso Anjo da Guarda, e eu conseguia dormir melhor, às vezes.
Sabe aquela sensação que você sente que tem alguém olhando por você? E que tipo, essa pessoa tá ali pertinho mas você não vê? Acontece comigo direto.

A porta foi aberta e ele entrou com um travesseiro na mão. Ri negando com a cabeça, assenti para que ele viesse pra cama.
- Parece até que era você que tava com medo.
- Eu tava com medo de que você tivesse medo. Não precisa ter medo de nada, eu to aqui.
- Como se você fosse grande coisa.
- Maior que você eu sou.
- Aí ó, já começou o bullying. - ele riu.
- Vem cá.




Uma parte de mim é sono, a outra tá dormindo. Caraca kkkkkkkk
To aceitando sugestões viu?
E se tiver leitoras fantasmas, apareçam okay? Obrigada; xoxo.

Capítulo 16.

" As lembranças vão na mala pra te atormentar. "
* DAPHINE NARRANDO *

- Me solta, Luan. - o empurrei.
- Tá... Me diga agora onde esse Otávio mora, preciso ter uma conversa séria com esse cara.
- Não precisa nada, Luan. Para de agir como se quisesse ser meu pai.
- Não quero ser seu pai, nunca. Nós não poderíamos - a campainha foi acionada o interrompendo.
- A pizza chegou. - cantarolei indo pra sala atender a porta. Me olhei no espelho e meu short parecia curto demais mas foda-se. Dei de ombros e abri a porta.
- Boa noite Senhora, aqui está a sua - o carinha falou lendo o papelzinho em sua mão, quando me olhou ficou um tanto estranho - Uau, Daphine.
- Eu. - ri.
- Nossa cara, não acredito nisso. Tira uma foto comigo? - perguntou com os olhos fixos em minha perna e por um momento quase tive vergonha, pois é.
- Claro. - sorri de lado e ele tirou o celular do bolso e me abraçou, ou melhor, apertou forte contra seu corpo - Ei cara, tá bom não acha? Desencosta um pouco.
- Não tirei a foto ainda. Que tal irmos tirar umas fotos legais no seu quarto? Tá sozinha em casa? Cadê seu namoradinho?
- LUAAAAAN! Me solta seu filho da puta. - o empurrei com força, dei dois passos para trás e o Luan apareceu atrás de mim, me abraçando.
- Que que foi aqui?
- Nada não, só vim entregar a pizza de vocês. - falou rápido - Meia portuguesa, meia mussarela. - ele a pegou e deu o dinheiro ao abusado.
- Só não te deu uns bons tapas por que tenho uma imagem a zelar. Dá o fora, e nunca mais aparece aqui. - apontou com a cabeça e deu um passo a frente, rapidinho o cara pegou a moto e meteu o pé.
- Er, valeu.
- Que isso. Sou seu namorado né? - ri e ele fechou a porta.
- Então vamos comer. Vou pegar os copos e o suco que eu fiz de manhã.
- Aquele de beterraba com laranja que você tava tomando no skype?
- Esse mesmo.
- Tem outra coisa não? Uma coca ou uma cervejinha.
- Não Luan. Ou o suco ou água. Sabe que a Mãe proibiu bebida aqui.
- Desculpa, tinha esquecido. Vou tomar do seu suco naturebal tá bom? - ri e segui pra cozinha, voltei com a jarra e dois copos. Ele já estava comendo.
- Nem esperou né.
- Eu tava com fome. - entortou a boca.
- Tá bom. - coloquei suco nos nossos copos - O cheiro tá maravilhoso.
- O sabor também. - disse e deu um gole no suco, fez careta e revirei os olhos - Então, me conta do Otávio.
- Pra quê quer saber?
- Só pra saber uai.
- Eu não falo isso pra qualquer pessoa. - suspirei - Mas vou te contar... Acho que posso confiar em você Luan Rafael.
- Eita que eu to bem nos panos. Pode confiar sim. - disse pegando minha mão e as separei.
- Então, a gente namorava e tal, daí um dia eu saí com ele pra uma balada, ele me embebedou e tirou minha virgindade. De manhã quando acordei, percebi uma câmera de frente pra cama. Levantei assustada e fui olhar, era o que a gente tinha feito na noite anterior, minha primeira vez gravada naquela câmera e o que mais me deixou puta foi que o imbecil nem soube fazer as coisas direito. - bufei e ele ouvia atento - Peguei a câmera e a quebrei toda, acabei com aquele "filme". Brigamos feio e eu machuquei a cara dele com o tripé, o que aliás deixou uma cicatriz fodona, fiquei sabendo que ele fez até plástica pra tirar mas enfim, depois eu chamei os seguranças de casa e mandei que o colocassem fora, como estava, de cuecas. Nesse tempo eu fiquei muito triste, e comecei a experimentar umas coisas... Um resumo bem resumido. - suspirei - Eu o amava...
- Então por isso tem medo de se apaixonar de novo? De amar?
- Tenho repulsa a esse sentimento, tipo, entre homem e mulher. Mas o amor que eu recebo da minha família e dos meus meninos é a melhor coisa do mundo. - ele sorriu de canto.
- E se aparecer a pessoa certa?
- Acho bem difícil. Meu lema é "amor é flor roxa que nasce no coração dos trouxas". - mordi meu pedaço de pizza e ele riu.
- Nada é impossível, Ine.
- Eu já me decepcionei feio uma vez e deu no que deu. Não quero isso de novo.
- Não são todos que são assim, e aquilo aconteceu na sua adolescência, é normal a pessoa se foder na adolescência.
- Garotos são todos iguais, tem necessidade, não passam vontade. - cantarolei e pisquei pra ele que riu.
- A música fala de garotos. Não sou um garoto. Eu sou um homem.
- Homens são piores que garotos, conhecem mais as safadezas da vida.
- Nem sempre. Escolhi ser diferente, amor, só pra te amar. - fez a mesma coisa que eu.
- Jura que existe esse cara que você tanto canta?
- Claro. Esse cara sou eu. - gargalhei.
- Ah tá bom, vou fingir que acredito. Você tá comigo pra apagar sua fama de pegador e diz que é o cara que espera a mulher dez, vinte, trinta anos. Uhum sei.
- Deixa eu te mostrar que
- Não. - coloquei a mão na frente impedindo sua aproximação.
- Daphine.
- Luan. Come tua pizza aí vai. - assentiu depois de um longo suspiro.





Ain gente, tipo, vou explicar: essa fic aqui vai ser curta, por isso tudo acontece rápido e vai ser daquelas bem clichês, eu não gosto muito porém decidir apostar nisso, tento mudar as coisas pra não ficar muito como no previsto, mas é isso aí.
Comentem, elogiem, critiquem de forma construtiva e tal...
Beijocas glitterizadas!

Capítulo 15.

" O nosso beijo faz tudo melhorar. "


* LUAN NARRANDO *

Já tinha ouvido falar nesse Otávio, e o Guilherme me contou a história meio por cima. Ele é a causa das polêmicas > noitadas > drogas. Algo que ele fez à ela, serviu de detonador da "bomba".
Abri as mensagens e já faz uns três dias que ele vem procurando por ela, senti uma coisa estranha... Não sei o que era. Havia diversas mensagens mas ela nunca respondia, somente visualizava. Na maioria tinha "eu te amo", "não me ignora", "me perdoa", "desculpa", "fala comigo" e eu me irritei bastante, vontade de mandar ele pra puta que pariu era o que não faltava.
Acabei demorando um pouco mais pra dormir.
- Luan? - ela disse assustada ao acordar.
- Oi?
- Isso não vai mais se repetir ouviu? - soltei uma risada nasal.
- Tudo bem.
- Vou pro meu quarto antes que a Cléo ou a Mãe chegue.
- Não precisa, Ine. Pra Cléo somos namorados.
- Ine?
- É, apelido pra você uai. - ela riu.
- Tá certo. Mas eu vou mesmo.
- Tá...
- Tchau. - beijei sua bochecha, ela sorriu de canto e levantou saindo do quarto.
- Eita rapaz. - passei as mãos pelo cabelo e ri.
Dormi de novo e naquele dia quando acordei, a Cléo me informou que ela tinha saído com uma amiga, a da academia. Acho que é Lia o nome dela.

Não sei o real motivo mas passei o dia com aquilo na cabeça. A noite, antes de ir dormir, fui falar com a Bubuzinha.
- Quem é Otávio? - perguntei me jogando na cama dela.
- A Daphine não gosta de falar dele. - ela estava passando um creme no rosto - Foi namorado dela.
- Hum...
- Por quê? - ela se virou pra mim.
- O que? Nada. - dei de ombros e ela me encarou com uma sobrancelha arqueada.
- Fala Luan.
- Nada, Piroca. - dei de ombros - É.... Ela fala alguma coisa de mim?
- Reclama, reclama muito. Que você é folgado, que come todos os bolos que a Cléo e a Pri fazem, que acha que pode mandar na televisão dela, muitas coisas. - ri.
- Ela é maluca.
- E você tá gostando dela.
- Nossa, claro que não. Ainda não faz um ano que a gente se conheceu, não pode ser tão rápido.
- Tá contando é, Pi? - ela deu risada - Ela vai precisar de você, vocês vão precisar um do outro. O verdadeiro amor nasce em tempos difíceis.
- Eita, deu pra filosofar agora é?
- Monólogos, Pi, monólogos. - ela riu.
- E eu nem amo a Daphine, só gosto de estar com ela... Às vezes.
- Começa assim. - ela garantiu.
- Ah Piroca, vou deixar você com teus cremes aí. Boa noite. - beijei os cabelos dela.
- Boa noite, Pi até amanhã.
Passei mais dois dias em casa, e fiquei um mês sem voltar.
Eu era meio que obrigado a falar com a Daphine por Skype ou FaceTime, serviam pra print para postar no Instagram.

...

Estávamos no bicuço voltando depois de uma maratona de shows, esse último que fizemos foi em Rondônia.
- Baladinha hoje? - o Rober perguntou.
- Eu vou pra casa da Daphine.
- Agora é só Daphine pra lá, Daphine pra cá.
- Deixa o menino ficar apaixonado, Roberval. - a Marla disse rindo.
- Eu não estou apaixonado.
- Tá, tá assim. E se ainda não tá completamente, tá ficando.
- Ele nem dá mais condição as filhas dos contratantes. - o Rober riu e eu revirei os olhos.
- Vamo parar de falar da minha vida?
- Cê que manda, Patrão. - riram batendo continência.
- Apaixonado, só o que faltava. E ainda mais aquela doida. - murmurei pra mim mesmo.
Cheguei em casa e passei o dia matando a saudade da Mãe e do Pai. A noite fui pra casa da Daphine.

- E aí, perturbada. - falei entrando.
- Que que foi, viado?
- Cadê o povo dessa casa?
- Tu sabe que quando vem pra cá, a Mãe libera a Cléo e deixa todo mundo longe da casa. Ela quer que role algo. - ela revirou os olhos.
- Se depender de mim. - dei um sorriso safado - Vamo sair amanhã?
- Pode ir sozinho.
- Eu quero que você vá.
- Porque?
- Porque eu quero beijar.
- Beije outra.
- Eu não posso, Namorada.
- Iiih, pois é. Então fique na vontade.
- Vem comigo vai?
- Não Luan. Ei, para. - roçava meu nariz em seu pescoço - Luan.
- Vamo? - chupei seu pescoço de leve, ela não gosta que fique marcas, "é coisa de vadia, e eu não sou vadia."
- Luan. - ela beliscou meu braço.
- Ai sua Doida.
- Eu pedi pizza. - mudou de assunto.
- Legal. Tava compondo?
- Não... São só uns rabiscos. Me dá isso aqui.
- Olhaa, deixa eu ver. - levantei o braço com o papel enquanto ela resmungava - "posso até dizer que não te quero mais, difícil é o meu coração entender."
- Ai chaaato.
- Qual é a melodia?
- São só rabiscos. - falou pausadamente e pegou o papel das minhas mãos o rasgando em seguida.
- Tem algum significado? Ainda gosta do seu ex?
- Não... - respondeu rápido - Do Otávio eu quero só quero uma coisa: distância. - soou como uma senha de acesso para mim, a puxei pela mão segurando em sua cintura e a beijei.





Boaaa noite, braseeeeeeeeeeeel.
A vida é bela e hoje eu to inspirada *----*  hahaha
Tiaaau!

Capítulo 14.

" É tanto fogo, excitação. "


[...] Sem ninguém por perto, minha relação com o Luan é bem difícil de explicar e pior ainda pra entender. Provocações, "ódio", desejo.
- Blá, blá, blá não quero ouvir você falar, Luan Rafael. - peguei meu celular do bolso e entrei no Instagram pra postar uma fotinha.


" Frank Stein? Oi? #chateada "

- Eu me arrependo muito de ter aceitado aquilo. - ele continuou falando, nós tínhamos brigado outra vez, dessa vez pelo canal que íamos assistir.
- Eu também. - desliguei a televisão - Você é um bostinha.
- Você é uma insuportável. - bufou, levantei e fui pra cozinha sendo seguida por ele - E também é ridiculamente gostosa.
- Você não deve ser de nada, me poupe, Querido. - me estiquei pra pegar a chaleira no armário e senti suas mãos na minha cintura.
- Você tem certeza disso?
- Claro.
- Quer pagar pra ver? - ele me virou e seus braços fortes me puxaram contra seu corpo, a chaleira caiu no chão.
- O cantorzinho quer virar homenzinho?
- Não, vou te fazer mulher. De verdade.
- Hmm é mesmo?
- Cala essa boca. - me prendeu num beijo feroz.
Impulsionou-me e pulei em seu colo arranhando sua nuca com vontade. Ele puxou meu cabelo e joguei a cabeça para trás, sentindo sua boca em meu pescoço.
- Viado. - grunhi e ele me deu um chupão.
- Vai ver o tamanho do viado lá em cima, ou cê prefere fazer aqui mesmo? - sou obrigada a responder esse desaforo?
Nem daria tempo, num instante chegamos ao "seu" quarto.
Ele subiu em mim tirando nossas roupas e quando achou que dava, me penetrou com dois dedos, eu gemi alto. Depois que cheguei ao ápice ele tirou seus dedos de dentro de mim, colocando sua língua quente no lugar - DESGRAÇADO -, arqueei as costas gemendo cada vez mais, eu não sou de ser escandalosa porém adoro provocar e sei que isso os excita.
Admito: ele sabe como fazer, e como sabe. Cristo.
Quando eu menos esperava ele me penetrou sem dó, nem piedade me fazendo gritar.
- Doeu Marrentinha? - perguntou debochado.
- Eu vou acabar com você. - falei depois de um longo suspiro.
- To vendo. - segurou meu rosto e me beijou enquanto entrava e saia de mim, num movimento lento e torturante, cravei minha unha em suas costas e pude ouvi ele gemer.
- Doeu Cantorzinho?
- Não devia ter feito isso. - disse levantando. WTF?
- Vai pra onde?
- Tomar um banho. - bocejou - To cansado.
- Não é assim que a banda toca, Queridinho. Volte aqui e termine o que você começou.
- Não. - escutei o chuveiro sendo ligado e gritei colocando o travesseiro no rosto.
- Ele acha o que? Que faz o que quiser comigo? Aqui não. - me enrolei no lençol e entrei no banheiro, me escorei na porta e fiquei observando a cena.
- Que é? - perguntou quando notou minha presença.
- Fofo, não sei se percebeu mas você tá na minha casa. Então quem manda sou eu. - abri o box.
- E?
- E você não vai me deixar desse jeito. Mas que porra.
- Que jeito? - perguntou malicioso e soltei o lençol no chão - Bom, já que insiste tanto.
- Ah não. - resmunguei, ele havia me puxado para dentro do box, e seu corpo molhado roçava no meu.
- Quer que eu te dê um banho? - apalpou minha bunda.
Acabamos transando no chuveiro e dessa vez até trocamos juras, de "ódio", claro.
Nos vestimos só com roupas íntimas e deitamos um de frente pro outro.
- Agora só me arrependo de não ter te fodido antes. - ele disse - Sabe que eu nem tinha reparado na sua tatuagem? Tava ocupado demais pra isso.
- A Demi é uma grande mulher. Uma inspiração pra mim.
- E esses passarinho são bonitos. - ele falou passando a mão, por coincidência ou não, abaixo da minha costela.
- Tá mas agora eu vou pro meu quarto.
- Ah fica aqui poxa. - trouxe meu corpo pra mais perto do dele.
- Foi só sexo. Sem sentimento. Sem cobranças. - ele concordou.
- Fica vai? - roçou nossos lábios.
- Só porque eu to com preguiça de ir pra lá. - me deu um selinho.

* LUAN NARRANDO *

Eu não entendo aquela doida. Eu não entendo. Ela deve ter algum transtorno bipolar.
Às vezes ela é até educada comigo, e tem outras vezes que eu penso que a qualquer momento ela vai me dar um tiro no meio da cara.
Devo admitir que estou gostando de estar com ela, de como ela cede rápido quando parto pro jogo baixo, e eu achando que ela era uma pirralha inocente. Ela sabe o que fazer e como fazer direito, ela sozinha consegue me satisfazer. Nunca pensei que falaria isso mas é verdade.
Enquanto ela dormia, seu celular apitou e eu não consegui conter a curiosidade.
- Otávio? - murmurei pensativo.




Só quero que me digam o que acharam desse capítulo, tipo, não ficou muuuito hot porque eu sou inocente demais pra uma coisa dessas u.u
Aline, se quiser deixar link de alguma rede social é bom né!? Kkkkkkkk. Espero que esteja gostando e que não me deixe, ando muito carente hfyugvskfusv
___________________________________________________________
☞ Me ajudem na divulgação da fic!? :) ☜

Capítulo 13.

" Quem tá pronto pra voar? "


Um mês e meio depois.

- Tchuuuuco. - o abracei.
- Nem me falou que tava namorando né?
- É... Desculpa.
- Desculpo se você não se afastar de mim.
- Claro que não, nunca.
- Tá certo. - ele me apertou - Saudade de você.
- Vocês nem vem mas aqui, tão tudo com umas meninas misteriosas. - estreitei os olhos.
- Sei nada disso não.
- Nathan de Paula Barone, eu te conheço.
- Vamo descer? Os meninos querem te ver também.
- "Nem me falou que tava namorando né?" - o imitei.
- Eu não to namorando, Dadá.
- Tá, tá. Vamo descer. - saí na frente e ele veio atrás, me abraçou pela cintura.
- Tá com ciúme é?
- Não. Só não quero que me esconda as coisas.
- Eu acho que você também tá me escondendo alguma coisa. - engoli seco.
- Depois eu juro que te conto.
- Eu sabia!
- Tá cala a boca. Vem. - os outros tavam na área da piscina, fomos pra lá.
- Paulinho, fica famoso e esquece a amiga né?
- Naão, de jeito nenhum. - beijou minha bochecha e eu fui sentar, cólica do inferno.
- Colocaram a fofoca em dia?
- Oi pra você também, Caíque.
- Aê Dinda, tá pegando o Luan Santana. - a Kamila riu.
- To pegando mesmo.
- Me conta, Mulher ele beija bem? - ele cruzou as pernas e apoiou o queixo nas mãos.
- Cala a boca, Caíque. - o Nathan resmungou.
- Desculpa, miguxo eu tava curioso.
- Vai querer beijar ele também é?
- Não, Paulo vou ver se arrumo ele pra você. - nós rimos.
- Como que tá a agenda de shows de vocês? - a Kami perguntou.
- Decolaaando.
- Eu falei, gente eu falei. - me gabei e rimos.
- E já tem data pra sua volta? - o Paulo perguntou colocando minhas pernas sobre as dele.
- Não sei.
- Logo, logo ela volta. - a Kami bateu palmas animada.
- Só vocês pra me fazerem sair da cama hein.
- Quer que eu faça brigadeiro?
- NÃO! - o Paulo e o Nathan gritaram juntos e eu gargalhei.
- Ai minha barriga, nem rir eu posso.
- Esse doido queima até pipoca, se deixar ele fazer brigadeiro é capaz de explodir a casa. - o Nathan avisou.
- Mentira deles.
- Ah eu vi o vídeo da pipoca explosiva. - ri - Você é melhor cantando.
- Eu sei, eu sei. Ah tava compondo esses dias, e acho que vai ficar legal na sua voz.
- Tem decorado já?
- Ainda não, mas vou voltar aqui com ela pra gente terminar, se você quiser.
- Claro que eu vou querer. Vamo tocar?
- Vamo. - se animaram.
- Vou pegar seu violão e ligar pro Gui, já volto.
- Tá. - ela entrou - Meu celular tá tocando. - o tirei do bolso.
- Quem é? Quem é?
- Espera. Oi, Querido?
- Eu to chegando em casa, queria saber se você não quer sair comigo hoje.
- Hoje eu não posso.
- É que... A Arleyde disse que era bom a gente aparecer juntos...
- Vem aqui. - falei indiferente - Não posso ir.
- Quando eu chegar vou aí. Tchau.
- Tchau. - desliguei - Era o Luan.
- Se você dispensou ele por que a gente tá aqui, pode sair com ele. - o Nathan deu de ombros.
- Maano, tu tá morrendo de ciúmes. - o Paulo riu.
- Vem cá, vem deixa eu te dar um abraço. - ele fez careta e veio me abraçar.
- O Nathan é tão fofo, acho que vou casar contigo mano, na moral.
- Que casar com ele o que? Você tá esquecendo do nosso caso? Paulique, todo mundo shippa.
- Ah desculpa, amor mas ele tá querendo me seduzir.
- To tão bem que até o Caíque me rejeita.
- Tchuco, cê conhece a Lia?
- Não.

Ficamos conversando e tocando, quando escureceu fomos pra dentro.
- Vou no banheiro.
- Menstruar deve ser um nojo, tipo, ai meu Deus sangue. - o Caíque disse e a gente riu.
Quando voltei o Luan tava na sala, e um silêncio estava instalado lá.
- Cadê a Kamila e o Gui?
- Disseram que iam comprar comida.
- Ah. Vocês já se conheceram?
- Oficialmente não, mas pô quem não conhece né. - o Paulo disse.
- Bom, esse é o Caíque, esse o Paulo e esse aqui é o Nathan.
- E aí, beleza. - se cumprimentaram.
- Muito silêncio. - reclamei - Dá aqui o violão.
- Vamo tocar qual? - peguei um violão e o Caíque o outro.
- Você se foi.
- Três, dois, um vai. - o Nathan contou o tempo e o Caíque começou.
- Te confiei o meu destino
Mesmo ele sendo irreal
E os nossos planos mais bonitos
Hoje ficaram tão lá trás.
- É que talvez a gente tenha a vida inteira
Mas o talvez é tão vazio, uma besteira
Eu já nem sei mais. - o Paulo continuou.
- Você se foi, e eu virei o vazio de alguém
Uma metade qualquer de uma música sem começo
Eu já nem sei pra onde foi nosso final feliz
No começo, eu sei que não foi nada disso que a gente quis. - cantei com o Nathan.
Assim que terminamos a música vi um sorrisinho nos lábios do Luan.
- Vocês cantam faz muito tempo? - ele perguntou.
- De Fly temos um ano mas já cantávamos antes.
- Gravei vocês. - ele sorriu - Vou colocar no Instagram.
- Sério? Caraca. - o Paulo passou as mãos no cabelo e ele riu.
- Obrigada pela força. - o Nathan disse sincero.

" Dá uma olhada nos meninos aí, amors! @oficialflybr @pcastagnoli @nathanbarone @caiquegama part. @daphinebutler "





AWWWWWN kxockhjxuxhdxjustujtd
Se o Luan reconhecesse os meninos eu surtaria real, sonhaço ❤
Se tiver fantasmas aqui, façam o favor de dar o ar da sua graça, por favor vai? Obrigada. Beijocas com glitter!
 _____________________________________________________________________

☞ Me ajudem na divulgação da fic, plmdds! ☜

Capítulo 12.

" Com uma pitada de vingança. "


Acordei cedo - olha o que uma "vingança" faz - E fiz umas comprinhas, na volta já fui direto na casa do Luan.
- Bom dia, Mari. - falei assim que ela abriu a porta.
- Bom dia, Querida. - demos beijinhos no rosto - Quer alguma coisa? Um suco, café.
- Não, Mari obrigada. - ri.
- O Luan ainda está dormindo, e a Bruna já saiu pra estudar.
- Posso ir lá no quarto dele?
- Claro, Daphine. Fique à vontade, qualquer coisa estou com a Carla na cozinha. - assenti e fui para o quarto dele rindo baixinho.
- Luaaan. - falei o sacudindo e ele não acordava, sono pesado é pouco.
Depois de um tempo tive uma ideia, ele vai começar a viver a personagem. Me inclinei sobre ele e o beijei mas antes fiz um drama básico de conto de fadas, como eu esperava logo ele começou a corresponder. Então tentei sair mas ele me puxou.
- Solta Luan.
- Você que veio pra cima e agora quer que eu pare?
- É, você é muito apressado.
- Você que me atacou enquanto eu dormia e eu sou apressado? Sério?
- Seriíssimo. - levantei sacudindo a sacola - Agora tira a roupa.
- Nossa, que direta você.
- Larga a mão de ser besta. Quero que vista isso. - levantei um vestidinho lindo de Branca de Neve e coloquei na cama dele.
- Não, não.
- E ainda tem a capa. - girei com ela - Adoro essa capa.
- Tenho cara de marica por acaso?
- Aposta é aposta. Você apostou porque quis, ninguém obrigou. Agora tem que cumprir, Luan de Neve. - gargalhei.
- Eu não acredito nisso, cara.
- Pode acreditar. E veste a roupa, vai ficar lindo, veste. Depois eu vou colocar em você a peruquinha e um lacinho. Vai ficar muuuito fofo! - apertei as bochechas dele.
- To sentindo que tem mais... - falou desconfiado.
- E tem! A gente vai sair pelo condomínio, eu vou te acompanhar, Namorado.
- Eu sair de vestidinho? Sem chance. Vai que alguém me vê assim?
- Essa é a intenção, seu Burro. - levei horas para convencê-lo e tive que usar do meu charme, e por falar em charme, ele ficou uma gracinha.
Peguei maquiagens no quarto da Bruna e o arrumei, como sou boazinha não exigi que ele calçasse saltos.
- Tá pronto. Olha aqui. - o levei até o espelho - Gostou?
- Claro que não. Vamo acabar com isso logo.
- Você podia ter deixado eu tirar essa barba e esse bigodinho né.
- Não. Demorou pra crescer e você quer tirar, de jeito maneira.
- Tá, tá. Faz uma pose pra foto. Sorria.
- Não consigo.
- Dá um sorriso vai? - pedi manhosa e ele deu um sorrisinho, clique - Ahh que lindo, vem, vamos descer.
- Me ajuda aqui com esse vestido. Isso é só pra você ver que eu tenho palavra. - fomos descendo e eu o ajudei pra ele não tropeçar no vestido e rolar escada a baixo.
- Que isso, meu filho? - a Dona Mari tirou a atenção da televisão pra rir dele.
- Coisa dessa doida aqui.
- Opa, opa, opa doida não. Nós apostamos e ele perdeu, tem que cumprir né?
- Claro. - ela riu - Deixa eu arrumar sua peruca.
- Até a Senhora, Mãe?
- Você tá uma princesa linda, Filho. - ela disse rindo e eu gargalhei.
- Vamos dar uma voltinha, Mari, já voltamos. Vamo Princesa? - estendi o braço pra ele, ele suspirou e pegou.
Quando abri a porta dei de cara com o Rober.
- Branca de neve, boi? - ele ria e o Luan fechou a cara.
- Já que você tá tão feliz, e Branca de Neve não é Branca de Neve sem anão...
- Não, não, não, não. - ele disse e aí o Luan riu.
- Bora sua doida, arruma uma roupa de anão pro Testa aí.
- Agora!

A Marizete me ajudou a improvisar uma roupa de anão pro Rober e nós saímos andando, eu ri horrores.
- Parou o mundo que eu não to acreditando. - a Dara disse rindo - Claraa, vem ver quem tá aqui, a Branca de neve!
- Daphine. - ela disse e correu direto pra mim que a coloquei no colo - Branca de neve tem barba?
- Essa tem. - gargalhei.
- Deixa eu tirar uma foto disso. Clara, vem perto dela.
- Não. - ela disse apertando os braços em volta do meu pescoço.
- Não precisa ter medo, Clarinha é o Luan. - falei pra ela - Você tá assustando as crianças, Querido sorria.
- Vem cá, Clarinha vamo tirar uma foto? Esse aqui é o meu anão Rober.
- Mentira, eu sou o Feliz. Tudo bem, Clara?
- Tudo. - ela disse timída e eu ri. Ela foi, tirou uma foto com eles e a Dara veio falar comigo e o Luan.
- Eu to muito, muito feliz por vocês, demais e por favor, Luan cuida bem dela tá? - ela pediu com os olhos marejados e a abraçamos.
- Pode deixar que eu vou cuidar. - ele disse.
Andamos até o parquinho e lá foi uma festa, o Luan se soltou mais e fez graça, brincou umas crianças que estavam lá.

" (   ) Luan Santana e Roberval.
(✗) Luan de Neve e Feliz. #pagandoaaposta  @luansantana @roberlelis " 

- No final até que não foi tão ruim.
- Tá vendo só? - ri.
- Me lembre de nunca mais apostar com você.

Capítulo 11.

" E se faz de inocente. "


Hoje tem um jantar para apresentar nossos pais, vai ser na casa dele. Achei desnecessário.
Eu estava vendo as coisas da academia com a Lia e o Cauê.
Agora vou voltar pra casa, que preguiça de andar.
- Ô Manhê, cheguei.
- Tá bom.
Subi as escadas e tirei a blusa quando entrei no quarto, ficando só de top.
- Opa. - ele disse e gritei assustada.
- O que tu tá fazendo aqui?
- Vim te ver.
- Mas eu já vou jantar na tua casa de noite.
- Eu sei. Só que ontem você me provocou bastante.
- E? - coloquei as mãos na cintura.
- Eu vim fazer você pagar. - ri.
- Sério isso?
- Sério.
- Anem.
- Vai, Namorada. - ele me puxou pelo braço - Não vai me dizer que é virgem.
- Vou deixar à seu critério. - falei baixinho em seu ouvido e ele apertou minha bunda, dei uma risada sapeca.
- Se for, será uma honra tirar sua virgindade. - falou malicioso.
- Ah cara, se manca. Se eu fosse virgem não daria pra você, tu é muito igual a todos.
- Não. Todos são muito iguais a mim, eles que me imitam.
- Que seja. Agora sai do meu quarto.
- Eu não vim aqui a toa.
- Você tá tão na seca assim? Cara, visita a casa das primas, casa da luz vermelha, bordel e o caralho a quatro, mas hoje eu não fico com você. Entendeu?
- Hoje não? Ganhei uma possibilidade?
- Talvez um dia. - ele levantou meu rosto e o beijei. Vamo ver se ele acaba logo com esse queijo e vai embora de uma vez.
Chegamos na cama pouco depois, ele queria tirar meu shorts mas lhe dei um beliscão. Tirei sua camisa e descobri sua tatuagem na costela, interessante.
Nos beijávamos com desejo e pude sentir que ele já estava excitado. Rapidinho.
Nos beijamos outra vez, demoradamente e eu saí de cima dele.
- Parou hein.
- Parou? Como parou? Não pode parar agora.
- Pode sim. Vai levanta da minha cama.
- Daphine, você não pode me deixar assim. - estrilou e eu dei risada.
- Não só posso como vou. Se quiser ir no banheiro é ali. - apontei - Eu te espero e nós descemos.
- Você vai se arrepender disso tá me ouvindo?
- Uhum, tá certo. - ele entrou no banheiro e eu não contive uma crise de riso.
Depois de uns minutos ele saiu e ficou me olhando. Sustentei o olhar por minutos, e ele quebrou o silêncio.
- Quer que eu venha buscar vocês?
- Não precisa. - dei de ombros.
- Então tá. - ele vestiu a camisa dele.
- Vamo descer, ô fofo?
Descemos e ele foi pra casa, mais tarde a Kamila chegou com o Gui, ele também é minha família então ele vai com a gente.
Todo mundo se conhece já, menos a Mãe, a Mari e o Amarildo. Continuo achando desnecessária essa "reunião" toda.
Começamos a nos arrumar duas horas antes pra não ter atraso. Com todos prontos, com "roupas simples porém elegantes" como rotulou a Kami.

Depois de devidamente apresentados a Mãe, a Mari e o Seu Amarildo ficaram conversando na cozinha. Enquanto eu e Brumila assistíamos ao Gui e o Luan jogar vídeo game na sala.
- Ai que tédio. - reclamei.
- Perdeu de novo. - o Gui comemorou rindo.
- Alguma de vocês quer jogar? Eu só perdi por que to sem prática.
- Que mentira. - a Bru bateu com uma almofada nele e nós rimos - Desculpa de amarelo é comer barro.
- Tá, tá. Alguém vem jogar?
- Eu vou. Tem GTA?
- Tem. Ela joga? - perguntou pro Gui.
- GTA? Joga muito.
- Mas meus preferidos são os jogos de dança no X-Box.
- Ah esses eu também gosto. - a Bruna disse.
- Não vejo graça em vídeo game. - a Kamila finalmente disse alguma coisa.
- Não, Kami você não gosta que o Guilherme te troque pelo vídeo game. - ela deu de ombros e ele sorriu largando o controle no chão e vindo a beijar.
- Preciso de um namorado. - a Bru suspirou e eu ri.
- Vão jogar ou não? - perguntei.
- Vamos ver se ela é boa mesmo. - o Luan disse sentando no chão perto de mim - Vamos contra?
- Vamo.
- Se eu ganhar três vezes eu faço o que quiser contigo e se você ganhar faz o que quiser comigo. Fechou? - o olhei.
- Fechou. - apertamos as mãos.
Jogamos a primeira partida e ele ganhou. A segunda eu ganhei e a terceira
- Venham comer, Meninos.
- Ah Mãe, espera aí. É rápido. - ele disse.
- Não Luan, agora. Parece até criança.
- Criança não, Mamusca. - ele olhou pra ela e foi minha deixa.
- HEADSHOT! - gritei e ele se assustou.
- Ah não tá vendo aí ó. Não valeu, não valeu.
- Valeu sim la la la. Você perdeu, perdeu, perdeu. E agora tem que pagar.
- O que vocês apostaram? - a Kami perguntou.
- Ele vai ter que fazer o que eu quiser.
- Senti uma segunda intenção nessa aposta.
- Claro, Guilherme foi ele que inventou achando que ia ganhar.
- Ihh Pi, se ferrou agora.
- Depois vocês decidem isso, venham comer.
Ele sentou do meu lado e colocou a mão sobre minha coxa a apertando, tirei sua mão de lá e o fuzilei com o olhar. O jantar todo foi assim ele colocava a mão em mim e eu tirava, até que uma vez eu deixei e ele quis tomar outro rumo com a mão, aí eu o parei. Hello-o. Aqui não é lugar e ainda bem que não perceberam, todos estavam entretidos na conversa e ele é tão cara de pau que falava normalmente, não que ele estivesse me deixando numa situação desconfortável, pelo contrário, eu estava gostando das suas carícias mas isso não vem ao caso.
- Amanhã eu venho aqui pra fazer você pagar ouviu? - avisei antes de sair.
- Fico esperando, só vem cedo que à tarde eu vou embora pra mais uma semana de shows... - sorriu animado. Ai que saudade, cara.
- Tá bem. Vamo gente?
- Vamos. - nos despedimos e fomos pra casa.
- Que que cê vai fazer com ele hein? - o Guilherme perguntou fechando a porta quando entramos.
- Ele não perde por esperar. - gargalhei - Tchau gente, até amanhã. Beijo Mãe.
- Já Filha? Boa noite. - acenei pra eles e subi as escadas rindo.
- Luan, Luan, Luan...





Tchauzin!

Capítulo 10.

Capítulo dedicado a Perua e a Jeane, que me ajudaram com uns toques, se não, não iria postar tão cedo kkkkkkkk. Obrigada sás porra
_________________________________________________
" Confesso, juro, eu não queria. "


A entrevista vai ser aqui em casa, um povo da 'Contigo!' vem aqui. Eu sinceramente to sem coragem.
Tá marcado pras 13:40 eles chegarem aqui, e é 11:58 da manhã e eu ainda estou na cama.
- Fome. - murmurei com a mão na barriga e me vi obrigada a levantar.
Fui no banheiro, escovei os dentes e lavei o rosto.
- Cara de quem não dormiu bem. Talvez ansiedade... - me analisava no espelho enquanto penteava os cabelos.
Peguei meu celular e desci, vozes vinham da cozinha e fui direto pra lá.
Não acreditei no que vi. O Luan sentado à mesa com a boca cheia de bolo, ele e a Mãe pareciam ter batido altos papos.
- Que que essa coisa tá fazendo aqui? - notaram minha presença.
- Bom dia, Filha. O Luan veio aqui pra conversar comigo, não é um amor?
- Não é. É um folgado isso sim.
- Fala direito, Daphine que coisa. - ela reclamou, mas calma como sempre - Senta, vou trazer cereal pra você.
- Que radical, quer dizer que a Novinha come cereal no café da manhã? - ele disse quando ela se afastou - Adorei seu pijama.
- Como sim, algum problema? Enquanto ao meu pijama, eu também gosto dele. Bem curto né? - sentei cruzando as pernas.
- Maravilhoso. Quero saber quando vou tirar proveito desse namoro.
- Nunca. - sorri irônica.
- Olha, olha hein. Se a minha Sogrinha não estivesse presente, eu te pegaria aqui e agora.
- Ah claro.
- Duvida de mim?
- Da sua masculinidade pra ser mais exata. - ele se ofendeu.
- Se eu te pego você não aguenta então não provoca.
- Você perguntou e eu respondi, simples assim, Querido.
- Já nos beijamos várias vezes, pode falar que eu tenho pegada.
- A sua "pegada" nos beijos pode ser uma coisa e no sexo ser uma "pegadinha", ou pior, não fazer nem cosquinha.
- Não me provoca, menina. - contive uma gargalhada e a mãe voltou pra mesa com meu cereal com leite.
- Finjam que não estou aqui, continuem conversando. - dei de ombros.
Eles continuaram conversando e eu comendo, com o pensamento nas nuvens.
- Ela é bem bonita mesmo. - ele disse me olhando e eu revirei os olhos.
- A Mãe dela era muito bonita e o Alessandro não é feio. - eles riram.
Minha mãe, Angeline, era mesmo um anjo. Às vezes paro pra refletir se ela se orgulharia do que a sua Menininha se tornou hoje, não sei dizer... Talvez em partes.

Perto da piscina, arrumaram os equipamentos lá e antes da entrevista começar, a Kamila e a Arleyde nos deram algumas orientações.
Sentamos numas cadeiras, ele ao meu lado e a repórter à nossa frente.
- Estou aqui com nada mais, nada menos que a Daphine e o Luan Santana. Eles resolveram assumir publicamente o namoro, e nos deram a honra de noticiar em primeira mão. Obrigado pela confiança.
- Que isso. - sorri de canto.
- Então, Casal onde se conheceram?
- Ah, nos conhecemos aqui mesmo no condomínio.
- Mas ele havia ido no pocket show que eu fiz, e eu não fiquei sabendo. - ela riu.
- Vejo que ficou bastante amiga da Bruna, Daphine.
- Pois é! - ri - Eu a conheci antes de conhecer o Luan, e não sabia que eles eram irmãos.
- Não sabia? Nossa. - rimos.
- Ela é meio retardada.
- Awn, você que é, Vesguinho. - apertei o rosto dele.
- Luan, você não tem problema com tudo que falam da Daphine?
- Olha cara, se eu me importasse eu não estaria com ela. - ele sorriu pegando minha mão - Ela é muito mais do que falam e embora ela não pareça, ela também é humana e erra. - vi o pessoal rindo e respirei fundo.
- Vocês gostam muito de zoar um ao um outro, parecem mais amigos do que namorados. - comentou.
- Primeiramente nós somos amigos, e esses casais nhénhénhén são muito enjoativos.
- Eu também acho, claro que tem momentos pra sermos grude e tem momentos que a gente brinca. Uma fã uma vez me disse que "quem ama zoa", e é assim mesmo, rapaz. - ele riu e eu junto.
- Seus fãs adoram fazer bullying com você. Vejo muito nas redes sociais.
- É, no lançamento do meu DVD ganhei o apelido de Pedrita. - gargalhei - Mas eu gosto viu, eu gosto.
- Já você com seus fãs é meio Mãe. - disse pra mim.
- É mesmo, alguns até me chamam assim. - ri - Eles são meus meninos e meninas mas não quero que deixem de lado a mãe de verdade pra me chamar de mãe hein? - falei.
- Já que estamos no assunto "fãs", quero saber de vocês, como acham que vai ser a reação deles?
- Eu não sei mas espero que seja a melhor possível. - falei sincera - Não é um namoro que vai me tirar deles, eu os amo muito.
- Faço minhas as palavras da Daphine, tem Luan pra todo mundo. Não precisam ter ciúmes tá, amorzinhos?
- Eles vão entender, com certeza. E Daphine, porque vejo te chamarem de "fã clube com conta verificada"?
- Ahh. Assim é difícil de explicar, você tem que ser fã e ter um fã clube pra ver como o bagulho funciona. Eu não sei, acho que é pelas besteiras que eu falo, por estar sempre conectada, fazer mutirão quando tem votação... - ri.

A entrevista correu bem, e eu estou pronta para os xingamentos, oba. Ela só vai ao ar mais tarde e, eu espero que meus meninos me defendam né? Pelamor. Não tenho paciência pra esse povo que vem falar de mim e nem me conhece, mas eu aguento, eu aguento.





Proooonto! Agora é "oficial", o capítulo não ficou tão bom por que escrevi correndo. - não literalmente, claro.
Beijo no coração.

Capítulo 9.

" Num piscar de olhos tá passando mais de um mês. "


- Olha a entrevista que o Luan deu.
- "estou investindo". - repeti.
- Mãe dos filhos dele? Será?
- Claro que não ouuu. - taquei uma almofada nela.

Passaram-se quase cinco meses desde que nos conhecemos, e amanhã vamos assumir o namoro publicamente embora os fãs já "soubessem", eles ligam pontinhos minúsculos e descobrem cada coisa que fico impressionada. E sem saber a Darinha nos ajudou; eu tava andando no condomínio com a Kami, a Bru e o Puff e ela apareceu, contou no fã-clube que nos viu juntas e depois a Kami postou uma foto com o Puff no quarto da Bruna enquanto nós a esperávamos terminar de se arrumar pra balada, nesse dia conhecemos as amigas dela de Londrina.
Foi uma noite "sem meninos yuupi", rimos muito quando a Bruna disse isso. Ela ficou altinha e eu também, mas ela ficou mais.

Voltei a me dedicar a dança e claro, levei Brumila comigo, elas que inventaram isso. Perdi duas de uma vez, posso com isso?
Encontrei com a Marília no mercadinho aqui, ela fazia Direito na Universidade em que estudamos - era da mesma sala do Gui -, apenas por insistência do pai; a Kamila fez Publicidade e Marketing, e eu comecei ADM por que não sabia o que queria, mas sou formada em Jornalismo, com muito custo consegui terminar, tive que fazer uma pausa nos shows.
Saí da reab mais decidida a viver de verdade, namorados vem e vão mas a vida é uma só.
A Marília se formou em Educação Física e quer abrir uma academia junto com o Cauê, me ofereci para ajudar e somos sócios. Simples assim.
Estamos fazendo umas seleções para professores e gente que vai trabalhar lá. Brumila e o Cauê nos ajudam, ele é primo / amigo dela, e agora nosso. Um amorzinho.

" Último dia ! #Ufa @kschmitz @brusantanareal @liacarvalho @cauemenezes ♥♥ "
Na foto nos cinco fazíamos careta.

- Vamo começaar?
- Vamoo! - a Lia disse animada.
- Bia, manda o primeiro entrar. - o Cauê gritou. A Bia é nossa recepcionista, nesse mini escritório que alugamos só para isso.
- Boa tarde. - uma moça falou simpática e sentou na cadeira à nossa frente.
- Pode começar falando seu nome, Flor.
- Meu nome é Dora. - o Cauê riu e levou uma cutuvelada da Bru.
- Desculpa, Dora mas ele é assim mesmo, e ainda assiste o desenho.
- Mentira, Daphine. Desculpa Dora.
- Tudo bem. - ela riu - Depois que me formei ainda não consegui um emprego, e eu to tentando em todo canto. Vi o anúncio e vim aqui, meu sonho é trabalhar com dança.
- Você pode demonstrar pra gente? - a Bru perguntou animada.
- Claro. - ela levantou fazendo alguns passos de ritmos diferentes e terminou com samba - Eu vim do Rio, sou meio que especialista em samba.
- Então tua aluna é a Daphine, essa não samba nada.
- Lia. - falei escondendo o rosto e todos riram.
- Mas é verdade ué. - a Kami disse - Vamos fazer uma experiência com você, diante mão está contratada, tem seis meses pra ensinar a Daphine a sambar e se não conseguir, pelo menos já vai ter uma experiência no currículo. Topa?
- Claro! - ela disse animada.
- Preenche uma ficha com a Bia, e assim que estiver tudo pronto nós falaremos com você.
- Obrigada. - apertou a mão de todos e saiu feliz.
- Fofa ela.
- Também achei.
- A gente tem que ter um professor sarado, gostoso e solteiro nessa academia. - a Lia falou e nós gargalhamos.
- Pra dançar funk, pelo amor de Deus.
- Olhaaa, quem diria Bruna. - ri alto.
- Cara, quando eu fui no Rio ano passado minha colega me levou no Vidigal, lá é muito legal. Tinha uns moleques fazendo quadradinho, tipo, passei mal.
- Lia, chamas as amigas pra ver também né? - reclamei.
- Professor sarado dançarino de funk, ideia aprovada por todos?
- Claro, tu ainda pergunta, Kamila?
- Gente a Kamila gosta de se fazer de santa, por causa do Gui. - falei.
- Eu não apoio, de homem aqui já basta eu.
- Tu é voto vencido, cala a boca.
- Tá bom, tá bom.
- Biaa, próximo. - a Kami gritou e a próxima entrou.

Foram muitas e muitas pessoas, e eu estava cansada.
- Ainda falta? - perguntei debruçada na mesa.
- Um cara.
- Espero que vala a pena.
- E aí, beleza. - levantei os olhos, caraca.
- Cê dança funk, Moreno? - a Bru disparou nos fazendo rir. Bruna taradjenha.
- É, danço sim, também.
- Senta por favor. - falei.
- Fala de você.
- Tem quantos anos?
- É solteiro? Mora aonde?
- Bando de taradas. - a Kamila gargalhou - Deixem o menino falar.
- Sou o Samuel, tenho vinte e cinco anos... - ele falou bastante mas acho que só quem prestou atenção foi a Kamila, e o Cauê, que cursou Psicologia e manja desses negócio de entrevista, os únicos que estavam realmente avaliando os candidatos.
- Pra mim tá contratado.
- Temos que ver mais além da beleza que ele tem, por que foi demitido do último emprego?
- Fale a verdade, se estiver mentindo descobriremos. - o Cauê avisou.
- Eu fiquei com a mulher do dono da academia.
- Cê o que? Tem que saber dividir vida pessoal e trabalho.
- Aqui as duas donas são solteiras, não vai ter problema com isso. - a Lia disse jogando o cabelo e ganhou um tapinha da Bruna.
- Gente foco na entrevista, e não esqueçam da lei do quem viu primeiro. No caso todas perdemos, o mino é da Bia. - falei, ele estava gostando de ser "querido".
- Sinceridade é um ponto positivo vai? - a Lia falou, meio implorando.
- Vamos ver e te ligaremos para confirmar, ou não. Pode sair, obrigada. - o Cauê disse e ele foi.
- Viu que bunda que ele tem? - comentei - Eu quero ele rebolando aqui.
- Eu apoio. - a Bru levantou a mão e a Kami concordou, como ela mesmo disse "em partes".
- Eu queria que ele já tivesse rebolado hoje.
- Vocês tem que ver mais que beleza, que ele nem tem tanta, pra não ter prejuízo depois.
- Vamos ver direito, Cauê relaxe. Temos que contratar um gestor financeiro e um advogado.
- É, Lia mas advogado tem o Gui. Quero ele.
- Tudo bem, e eu também conheço das leis. Tive que ficar até quase o último período né. - revirou os olhos.
- Quando vão inaugurar? - a Bru perguntou.
- No final de setembro ou começo de novembro né?
- Uhum, ou até em dezembro, por que a gente pega o começo das férias e o povo quer emagrecer pro verão. - a Lia explicou.
- Vai ter poledance aqui né? - a Kami perguntou.
- Ioga também, e chairdance.
- Acho sexy. - o Cauê disse e nós rimos - Vou arrumar uma professora pra mim ou quem sabe uma aluna mesmo.
- Qual vai ser o nome? Vocês ainda não decidiram?
- Isso ficou com a Lia.
- Vai ser "Novo jeito".
- Academia novo jeito, taí gostei.
- Sorvete pra comemorar o último dia de seleção? - a Lia sugeriu.
- Sim! - respondemos em uníssono.
- O Cauê paga!
- Sim! - elas me disseram rindo.
- Naão! - ele falou.
- Lia, cê tem vistoriado a obra? - perguntei quando saímos.
- Ahaam, tudo como no projeto. Está quase toda em pé. - seus olhos brilharam.
Ainda bem que o Pai dela pagou a maioria das coisas, eu iria à falência com tanto luxo desnecessário que ela quis, as vezes ela é muito exagerada.





Oi e tchau.
Se tiver gente lendo aqui, quero pedir que divulguem a fic, por favor?! Vai ser bom, com mais gente lendo e cobrando capítulos eu irei postar mais rápido. Por favor!

Capítulo 8.

" Bum, tchibum, tchibum na piscina. "

 
Chegamos tarde na noite passada e acordamos mais tarde ainda, desci para tomar café.
- Bom dia, Mãe.
- Bom dia, Filha.
- Antes que pergunte, não bebi lá. Só água e suco.
- Huum, fez bem.
- Cadê a Kamila e o Guilherme?
- Não desceram ainda. - ri, e peguei uma fatia de bolo.
Comia distraída quando a Kamila desceu as escadas correndo e colocou - lê-se quase jogou - O notebook na minha frente. Quase engasguei e comecei a ler.

" Daphine e Luan Santana foram flagrados no maior amasso numa boate em São Paulo.
Os dois que, segundo fontes chegaram separados, não se desgrudaram a noite toda.
Amiga e assessora de Daphine, Kamila Schmitz, também pareceu se divertir muito ao lado do namorado, Guilherme Martinelli, e Bruna Santana, irmã do Cantor.
Enquanto aos pombinhos, seria amor a primeira vista? Ou só mais um pra extensa lista de peguetes de cada um?
Os dois foram embora como chegaram, separados, mas quem garante que não se encontraram novamente para fazer umas compras em Alphaville? "

- Não se desgrudaram? Que mentira descarada, mentirosa. - bufei.
- Em outro momento ligaria pra redação da EGO agora mesmo, mas talvez seja bom. Vou ligar pra Arleyde. - subiu as escadas.
- Vamo ver se já está em todos o sites. - o Gui disse puxando uma cadeira pra sentar do meu lado.
- O Luan é um gatão. - a Mãe disse depois de uns minutos em silêncio, a olhamos e ela fez cara de "que foi?", rimos.
- Manhê, pelamor.
- Vocês fazem um casal bonito, se fosse de verdade seria mais ainda.
- Tá na TodaTeen, na Atrevida, no R7, na Capricho, no G1, na YesTeen, na Contigo!, na Veja, no Jornal O Dia, no site da Extra eee... - suspirou cansado e eu ri - No do Tv Fama.
- Uau, que rápidos. Não quero nem ler mais isso.
- Caraca, imagina como está fervendo aquele twitter? Se fosse você nem entraria hoje, ou entraria pra contar a verdade.
- Nossa, Guilherme grande ajuda.
- Eu sei que foi, pode agradecer agora. - mostramos a língua um pro outro.
- Mãe, sabe a Bruna? - ela assentiu - É irmã dele, então a dona Mari é a mãe dos dois. Cristo, eu acho que era um E.T. pra não saber disso.
- Você não sabia?
- A Senhora sabia? - falei incrédula.
- De primeira não mas depois eu vi né, são a cara um do outro.

A Kamila junto com a assessoria do Luan, decidiu não se pronunciar, nem a gente e nem eles e, deixar o povo imaginar.
Sábadão, animação, curtição. Só que não.
Como muito curiosa que sou, fui olhar o movimento no twitter e ri horrores com uns comentários tipo, muito sem noção; "ela dopou o Luan. Pra ele querer beijar ela só inconsciente mesmo", minha vontade era responder mas me controlei. Muitos estavam a "nosso" favor, e me defendiam.
Decidi tirar uma foto, com a mão cobrindo a boca em sinal de que não falaria nada e postei, como legenda os famosos "três pontinhos", reticência.

Depois do almoço, o interfone tocou.
- Dona Daphine?
- Sim, oi Joel. - o Joel é um dos porteiros, mas o mais legal.
- Olha, aqueles meninos que voa estão aqui. - riu.
- Eles podem entrar sempre, a hora que quiser. Você barrou eles, seu Joel?
- Não, dona Daphine. Eles que não queriam entrar sem avisar.
- Então pode dar um cascudo em cada um, tá seu Joel? Obrigada.
- Sim, dona Daphine.
- Não me chama de "dona" seu Joel, por favor. Dona só a Mãe Priscila.
- Tudo bem, vou liberar a entrada deles. Tenha uma boa tarde.
- Obrigada, seu Joel. Idem. - desliguei.
- Que que foi? - a Kami disse se escorando no balcão.
- Os meninos estão entrando.
- Huuum, Nathanzinho.
- Kamila, fecha o rabo tá? - ela gargalhou.
- A Mãe tá pegando sol nas espreguiçadeiras e o Gui tá na piscina. Vou subir pra colocar um biquíni, vai cair também?
- Não sei. Talvez sim mas de sol eu to precisando um pouco. Vamo.
Subimos e colocamos nossos biquínis, fomos pra área da piscina e ela deu um tchibum.
- Ô peste, tu me molhou.
- Sorte sua eu não ter te empurrado aqui dentro. - fez graça.
- Tá vendo né, Mãe? - reclamei.
- Vocês duas viu, sei não. Vou liberar a Cléo por hoje. - ela levantou e foi pra dentro de casa.
Coloquei meus óculos de sol e os fones de ouvido, playlist aleatória e por coincidência ou não, começou uma música dos meninos.
Conheci eles há quase dois anos, na porta da gravadora do meu querido Pai, eles queriam que o Alessandro ouvisse o CD demo deles mas ignorante não deu bola por dizer estar ocupado, a maior mentira. Pedi que eles fizessem a capela de qualquer música e que se valesse a pena mesmo, eu seria "madrinha" deles. Dito e feito, cantaram uma minha, preciso dizer que morri de amores?
Eles ainda não fazem aquele sucesso que merecem ter, mas eu tenho certeza que vão voar muito alto.
- Eita que a farra tá boa aqui, se eu soubesse tinha trago uma sunguinha. - eu já havia tirado os fones e estava na borda com os pés dentro da piscina.
- Oi Floro. - beijei a bochecha do Caíque.
- E aí, Madrinha, Gui, Kami qual a boa do dia?
- Fazer nada, mano senta por aí. - o Gui disse pro Paulo e nós rimos.
- Cadê o Nathan?
- Lá com a tia Priscila. Quer ter contatos com a sogra.
- Caíque. - o repreendi para gargalhada coletiva - Vou lá dentro.
- Que saúde hein, Tia.
- Claro, meus queridos. - me gabei enquanto entrava pela porta de trás da cozinha.
- Olha ela aí.
- Dadá. - ele falou com um sorriso fofo, fofo, fofo e o abracei.
- Tchuco, por que tu num disse que vinha?
- Seu celular tá desligado, Mocinha.
- Ihh, esqueci. - ri - Descarregou ontem na balada e eu não botei pra pegar carga.
- Então não diga que eu não avisei, senhorita esquecida.
- Ok, ok admito que foi falha minha.
- Essa balada causou hein. - ele disse um pouco desconfortável.
- Ah pois é. Eu vou pegar um roupão lá em cima e colocar o celular pra carregar.
- Não precisa de roupão não.
- Pervertido, por isso mesmo. - beijei sua bochecha enquanto ele ria e subi.
- Como que tá a tia Sibele? - perguntei ao Caíque sentando ao seu lado.
- Tá indo né. - deitou a cabeça no meu ombro.
- Ela vai conseguir, tu vai ver. - tentei tranquilizá-lo e passar confiança.
- Espero mesmo.
- Mas e aí, e os shows? Músicas novas?
- A gente anda compondo, e a vibe dos shows é sinistra. Não me arrependo de ter escolhido isso.
- Muuito bom, saudades palco saudades.
- Tem que fazer show logo, Dinda.
- Vou levar vocês pra cantar Antes Que O Dia Acabe comigo, amo / sou essa música.
- Ama a música ou o Nathan? - estreitou os olhos.
- Caíque. - dei um tapa no braço dele.
- O Nathan é meio parado na sua, destruidora de corações. Rawr. - gargalhei.
- Isso foi um rugido por acaso?
- Foi, ué.
- Mano, cê é muito besta.
- Olha quem tá falando hein. - mostrei a língua.
- Sem querer, roubei seu coração
Desculpa, meu amor, não tive a intenção
Por favor, desgoste de mim
Pois eu não mereço ser amada assim
- Não sou de uma pessoa só
Não curto amores, eu curto sabores da vida sem rumo.
- Você quer um ninho, precisa de carinho. Tem que ser muito bem amado.- cantamos enquanto ele fazia barulhos e batia palmas, começamos a rir.
- Vou apresentar umas amigas pra ele.
- Uhuuum. Faz isso. - rimos mais.
- Que que vocês tão rindo aí? - a Kami disse se secando com a toalha.
- Nada né, Daphine?
- Nadinha. - concordei.
A mãe trouxe um lanche pra nós e comemos em meio a risadas infinitas, quando junta o Caíque e o Guilherme só dá merda. Amo.





Estou com problemas, mas vou tentar postar mais regularmente. Obrigada pela paciência.
Mandi, florzinha, quer deixar link do fb, tt ou número do whats ( com ddd ) ? É melhor pra gente se comunicar, e se eu sumir você saberá o motivo, melhor para nós duas não acha!? :)

Capítulo 7.

" Umas loucuras pra alimentar o amor ou pra tentar esquecer... "


- Você está bem, Ollg?
- Danilo? - eu estava surpresa, ou seria assustada?
- Quer água? Alguma coisa? - ele falava cuidadoso.
- Olha aqui, seu filho da puta você tá maluco? - o cara que agora a pouco tava no chão, levantou indo pra cima do Danilo.
- Vai ver o maluco, se encostar nela de novo! - nessa hora dei graças quando o Guilherme apareceu entrando no meio dos dois.
- Que foi, Daphine?
- Eu não consegui processar isso direito. - falei.
E ainda bem que ninguém reparou na briga, as pessoas dali não pareciam se importar com as coisas que aconteciam ao redor, eu hein.
- Cara, rala daqui que vai ser melhor pra você.
- Ah vão se foder. - saiu no meio das pessoas.
Voltamos pra grade e agradeci muitas vezes ao Danilo.
- To fazendo minha obrigação, Ollg. - beijou minha mão galanteador, tive vontade de beijá-lo. Parei.
- Valeu mesmo, Danilo.
- Que isso, Kamila, eu a amo e se eu pudesse a colocaria numa caixinha para poder tê-la protegida, comigo.
- Jesus. - a Bru comentou.
- Fotinha pro insta da ídola? - sorri pra ele que assentiu rapidamente, tiramos a foto e a postei.


" meu Menino Danilo ♥  @almeidanilo #phiners #love "


- Danilo, por que me deixou pra brigar com um cara que nem conhece e nem era por mim? - uma garota chegou falando, nossa que irritadinha - Ah só podia ser essa daí.
- Relaxa o core, miga. - falei e sorri, acho que ela tivesse uma arma tinha me matado.
- Danilo, vamo sair daqui. Você veio pra ficar comigo. - a nervosinha gritou.
- Cuidado tá bem? Já vou indo. - disse meio sem graça e o abracei em agradecimento, ele foi arrastado pela nervosinha.
- Quem é? - a Bru perguntou.
- Danilo, um fã.
- Desse tamanho?
- Pois é.
- Que fã viu. - ela se abanou com as mãos e nós rimos.
- Deixa desse fogo, Bruna. - o Luan disse e ela revirou os olhos.
- Eu acho que ele não bate muito bem da bola. Aquela história da caixinha foi - o baixinho, Rober parecia procurar a palavra certa.
- Sinistro, bizarro, estranho? - o Gui sugeriu.
- Serve. - rimos.
- Já fiquei com ele umas vezes, e ó, beija bem.
- To curiosa agora.
- Eu nem falo nada. - a Kami tapou a boca.
- Eu acho bom mesmo viu, dona Kamila.
- Calma, Namorado vamo dançar. - foram pra pista e fui no bar comprar uma água.
Quando voltei, só o Luan tava na mesa.
- Cadê todo mundo?
- Por aí. - deu de ombros.
Sentei e peguei o celular na bolsa, olhei o movimento no twitter e depois o guardei.
- Vamo dançar, ô Luan?
- Eu e você?
- Tem outro Luan aqui?
- Achei que não gostasse de mim.
- E não gosto, mas não tem outra pessoa aqui. Sobrou você.
- Se não percebeu essa boate tá cheia de gente, lotada. - falou irônico.
- Ah é? Obrigado, nem tinha percebido. - falei no mesmo tom e fui sozinha mesmo e me juntei às meninas.
Começou a tocar Can't remember to forget you, e eu acho que vou voltar a fazer aula de dança.
Dancei sem me importar e logo vi o Baixinho, apontando pra mim.
- Se queria me provocar conseguiu. - Luan falou no meu ouvido, pois o som estava muito alto, e eu gargalhei.
- Te provocar? Porquê?
- Com essa dança aí.
- Apenas deixei o ritmo me levar. Faz isso, é legal. - dei um sorrisinho e tentei sair de perto dele, sim tentei, mas ele me puxou pelo braço e agarrou minha cintura.
- E como eu faço isso?
- Sente a vibe, Luan Santana e se mexe com ela, vai. - peguei as mãos deles e as balancei no ritmo.
- Não acha que seja uma música pra se dançar mais junto?
- Huum, sim mas não com você.
- Nossa, qual o motivo de tanta marra? - me rodou e voltou a me abraçar, dessa vez por trás mas logo me desfiz de seu abraço.
- E você, qual motivo de ser tão abusado? - a música acabou e começou a tocar sertanejo, eu não sei dançar isso socorro. Hora de me retirar da pista.
- Opa volta aqui, essa você dança comigo, juntinho vem.
- De jeito nenhum.
- Eu dancei contigo e agora você dança comigo.
- Tá. - suspirei - Quem tá cantando? Tem uma voz boa mas não achei tão legal a melodia... Falta alguma coisa.
- É o Cristiano Araújo. É... Não tá muito bom mesmo.
- Hm. - ele aproximou o rosto do meu e continuamos dançando - Você por acaso tá querendo me beijar?
- Vai dizer que não queria um beijo meu? Qual é, cara olha quem eu sou.
- Grande coisa.
- Minhas fãs se matariam por um beijo meu.
- Eu não sou sua fã, e nem te acho tudo isso.
- Tem que provar pra ver se é bom né? Mas eu garanto que não iria se arrepender.
- Ata.
- Que tal um beijinho? Somos namorados né? Acha que alguém iria acreditar num namoro sem beijo?
- Mas só nos vimos uma vez e eu já vou sair te beijando assim? Vão dizer que eu sou qualquer uma.
- Pensei que não se importasse com a opinião dos outros.
- E não me importo. Mas a Mãe sim.
- Só um beijo?
- Você é insistente hein, mano. - ele sorriu e segurou meu rosto, nos beijamos com certa pressa só não sei o por quê - Eu não disse que podia me beijar.
- Mas bem que gostou. - a boca dele tava suja de batom, risos eternos.
- Até que dá pro gasto, Queridinho. Baixe a bolinha. - pisquei.
- Cala a boca.
- Cala a boca você.
- Nos calarmos juntos seria uma boa. - segurou mais forte minha cintura.



Amanhã vai ser um inferno. Estou prevendo.
E que fique bem claro, eu só cedi pois: duas semanas sem bebida são duas semanas sem balada e duas semanas sem balada são duas semanas sem sexo, duas semanas sem sexo são duas semanas sem beijo.
Não necessariamente nessa ordem, por que eu não preciso transar pra beijar alguém e não transo com todos que eu beijo. Mas deu pra entender né?




Tá com um número legal de visualizações e comentários que é bom nada né?
E tenho certeza que não é só eu que estou visualizando a página ;)
Vlw, flws.